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Networking: Mitos e Verdades em Gestão de Carreiras

| Online Gratuito

Carga Horária: 3H

Data: 2021

Valores: Alunos, ex-alunos FECAP Gratuito Externos: Gratuito

Período de Inscrição: Disponível

Prof. Marcos Minoru Nakatsugawa

Sobre o curso

Neste curso, você terá a oportunidade de aprender as bases conceituais e práticas de um assunto bastante discutido, mas pouco compreendido, de verdade: o networking.
O tema será abordado pelo professor Marcos Minoru Nakatsugawa, que possui mais 30 anos de experiência corporativa como executivo e consultor de Recursos Humanos de grandes empresas multinacionais e nacionais, é orientador de carreiras e professor da FECAP e especialista na área.

Ele abordará a importância do networking e esclarecerá as principais dúvidas em relação ao que é se relacionar de modo correto, tanto do ponto de vista pessoal, como profissional.
Alguns mitos serão derrubados, com exemplos práticos que auxiliarão os que assistirem ao curso a se prepararem à prática do networking de modo efetivo, nesse que é o primeiro de uma série de vídeos sobre o assunto “gestão de carreiras”, que serão produzidos pela FECAP.

Conteúdo

Segundo o especialista, networking vai muito além de ter uma lista de bons contatos. Networking vem de dois termos em inglês, net (rede) e working (trabalhar). As pessoas confundem essa palavra com fazer contato com alguém para pedir emprego, principalmente na situação que estamos vivendo hoje, de pandemia, com grande número de desempregados.
“Pessoas confundem o networking exatamente por causa desse conceito equivocado. Define-se networking como o uso proativo de uma rede de relacionamentos humanos, trabalhar uma rede de relacionamentos. O homem é um ser relacional, que nasce para se relacionar. Em torno disso é que o networking se constrói. Ao praticar o networking, você pode inclusive se surpreender, beneficiando outra pessoa, antes mesmo de se beneficiar”, explica.

Altruísmo: esteja disponível a se relacionar e ajudar, praticando efetivamente o networking. Valorize o aspecto relacional do ser humano.
Reciprocidade: uma mão lava a outra. Ajude e seja ajudado. Aceite conexões e responda a seus contatos.
Reputação: ninguém faz relacionamento com uma pessoa que não tem reputação, algo que se constrói ao longo do tempo. No LinkedIn, apresente-se com uma foto profissional, forneça informações completas sobre seus históricos acadêmicos e profissionais, compartilhe conhecimento e experiências com sua rede.

O professor diz qual é a “regra de ouro” para quem está procurando trabalho. O perfil no LinkedIn informa se você está empregado ou disponível para o mercado. Sendo assim, se você faz uma conexão com alguém, essa pessoa que recebe o convite pode pensar que você tem algum “interesse comercial”, digamos assim.
Em vez de se oferecer para trabalhar, use uma técnica para fazer a outra pessoa pedir o seu currículo: descubra afinidades com a pessoa… conhecem alguém em comum, trabalharam na mesma empresa, estudaram no mesmo lugar? Depois disso, apresente-se, troque experiências. Ao final da conversa, naturalmente o papo caminhará para algo como: “Então, você está procurando uma colocação? Envie-me seu currículo”.
O professor usa um exemplo: “Quando você vai a uma balada ou festa, não sai “distribuindo o currículo” (neste caso: dizendo que, por exemplo, beija bem ou enaltecendo seus atributos físicos): você conversa com as pessoas, busca afinidades, coisas ou interesses em comum. Isso ocorre também no networking para trabalho”.
O brasileiro faz networking da forma errada, o que acaba reforçando o preconceito em relação ao assunto. “As pessoas fazem networking errado no mundo inteiro, mas a diferença do Brasil é que nós somos um povo relacional por natureza. E essa liberdade acaba gerando excessos: se alguém o(a) aceita no LinkedIn, você já se sente com liberdade de mandar currículo e pedir emprego”.

O especialista diz que o ditado popular também vale no mercado de trabalho: “quem não é visto, não é lembrado”. Muito embora isso também cause confusão nas pessoas.
“Marketing pessoal não pode ser confundido com “aparência”, simplesmente. Muitas pessoas usam o marketing pessoal para mostrar coisas ou habilidades que não têm. O marketing é uma forma de divulgar um produto que tenha características e qualidades únicas ou evidenciar algo que diferencie aquele produto. O problema é fazer alarde sem ter qualidades”.
Para o professor, quem tem competência e não faz marketing pessoal acaba abrindo espaço a pessoas que não possuem conteúdo ou competência e se projetam apenas por serem mais “marketeiras”.
“Já vi pessoas terem muito conteúdo e perder oportunidades por não gostar de aparecer. Resistem tanto a fazer marketing pessoal que perdem oportunidades de mostrar seu bom trabalho e contribuir para as empresas, ao contrário de outras que chegam a prejudicar os negócios com sua incompetência”.

O especialista constata que a pandemia e o isolamento social causado por ela não prejudicaram o networking, pelo contrário. “As pessoas estão mais disponíveis em casa. Ficam conectadas a maior parte de seu tempo, o que facilita ver e responder a uma mensagem, por exemplo. Fazer networking se tornou mais prático, visto que não é preciso se deslocar ou participar de reuniões ou eventos presenciais, para conhecer e interagir com as pessoas. Fazer conexões no LinkedIn é algo que não necessita de contato pessoal. O segredo está em como nutrir essa rede de relacionamentos”.

As redes sociais potencializam o networking. Use-as a seu favor, respeitando o propósito de cada uma delas. O LinkedIn é a rede profissional por excelência, mas também dá para trabalhar a imagem profissional no Facebook ou no Instagram, dependendo de como essa divulgação é feita. A primeira conexão é pelo LinkedIn, para depois você avançar, sugerindo uma reunião virtual ou um café on-line.
Por fim, o professor diz que é preciso tomar cuidado com a ansiedade. “Não se pode ser imediatista. É de bom tom conversar com suas conexões, perguntar se estão bem (o momento exige isso, a propósito), mandar artigos sobre assuntos de interesse. É um trabalho de formiguinha, uma semente que, em algum momento, vai dar flor. Quando menos se espera, uma conexão vai se lembrar que você é um(a) profissional de qualidade, que se projeta pelo networking, e o(a) indica para um trabalho. Não se pode esperar que, de uma hora para outra, essa oportunidade vá surgir – portanto, comecem a praticar corretamente o networking JÁ!”, completa.

Sobre o professor

Possui especialização em Psicologia Organizacional e do Trabalho pelo CFP – Conselho Federal de Psicologia (2009), pós-graduação lato sensu, com especialização em Organização e Recursos Humanos pela EAESP/FGV-SP (2001), graduação em Psicologia pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (1991) e graduação em Administração de Empresas pela FEA-USP (1990). Atual mestrando da FECAP, no Mestrado Profissional de Administração com ênfase em Finanças.

Desde 2004, é professor assistente (especialista) de graduação da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), idealizador e titular da disciplina Comunicação Estratégica para Ciências Contábeis, tendo também lecionado, nesse nível, disciplinas de Administração de Recursos Humanos, Ética e Legislação Profissional e Psicologia Organizacional; na pós-graduação dessa mesma instituição, lecionou na área de Recursos Humanos, sue especialização profissional. Foi executivo de carreira em grandes empresas (Andersen, BDO Trevisan, Bombril, Deloitte, IKESAKI Cosméticos, TOYOTA), atuando, nessa área, desde 1988. Hoje, atua como conselheiro de carreira pela Produtive – Carreira e Conexões com o Mercado e pela própria FECAP. Também atuou como docente universitário nos cursos de MBA da Faculdades Orwaldo Cruz e da UNISO – Universidade de Sorocaba, tendo já lecionado como professor especialista na graduação da Faculdade Trevisan.

Marcos Minoru Nakatsugawa

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