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Confira o boletim CECON FECAP de Junho de 2026

Boletim CECON FECAP reúne um conjunto de dados disponíveis para o Estado de São Paulo e sua capital.
Centro de Estudos em Conjuntura Econômica (CECON) | 07/07/2026

Este boletim reúne um conjunto de dados disponíveis para o Estado de São Paulo e sua capital, além das principais notícias, com o intuito de ajudar na compreensão da situação econômica da região e na formação de expectativas entre empresários e consumidores.

Os dados de abril mostram que as atividades econômicas seguem a trajetória observada em 2025: queda na produção industrial e no comércio, em contraste com o crescimento nos serviços. Na variação acumulada em 12 meses, a atividade produtiva agregada avançou marginalmente em relação ao registrado no mês anterior.

Já os dados de maio demonstram que o emprego formal aumentou, mas o salário médio de admissão diminuiu. No acumulado em doze meses, a inflação aumentou pelo terceiro mês consecutivo. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, o percentual de famílias endividadas e com contas em atraso aumentou, mas o pencentual daquelas sem condições de pagar suas dívidas diminuiu. Ademais, a intenção de consumo das famílias aumentou.

Ainda com base nos dados de maio, o nível de confiança dos consumidores aumentou. No entanto, os dados de junho mostram que o nível de confiança dos empresários da indústria diminuiu.

Notícias de Maio – Referência para os Dados

Os Estados Unidos e o Irã anunciaram um cessar-fogo para buscar um acordo definitivo e encerrar o conflito. As negociações tratam da reabertura do Estreito de Ormuz e do programa de enriquecimento de urânio iraniano, incluindo o destino do estoque já enriquecido. Contudo, o acordo ainda enfrenta tensões, com divergências quanto aos termos e trocas de ataques recentes.

A Petrobras anunciou um aumento de R$ 0,48, por litro, no preço da gasolina. Porém, devido ao desconto previsto pela subvenção econômica aos combustíveis, instituída pelo Governo Federal, o aumento será de apenas R$ 0,04 por litro. O subsídio do governo é de R$ 0,44 por litro de gasolina e de R$ 0,35 a R$ 1,12 por litro de diesel, pago diretamente a produtores e importadores, incluindo a Petrobras. Já a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) prorrogou a flexibilização para que produtores e distribuidores fiquem desobrigados a manter estoques mínimos de gasolina e óleo diesel. Sem a obrigatoriedade, é possível oferecer mais combustíveis ao mercado consumidor e, dessa forma, diminuir a pressão para a alta de preços.

A Petrobras também aumentou em 18% o preço do querosene de aviação produzido em suas refinarias, o que equivale a R$ 1 a mais por litro no preço médio do combustível que abastece aviões e helicópteros. É o segundo aumento desde o início da guerra no Irã.

Nesse contexto, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou uma linha de crédito emergencial para as empresas que operam voos domésticos regulares no Brasil. Os recursos poderão ser usados exclusivamente para despesas operacionais das companhias, ou seja, para pagamento de fornecedores, combustíveis, manutenção e folha salarial. O objetivo é garantir liquidez imediata às empresas diante da alta recente dos custos do setor, especialmente do querosene de aviação.

No início do mês entrou em vigor o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. Com o acordo, mais de 80% das exportações brasileiras ficaram isentas de tarifas de importação. Além disso, o Brasil já começou a importar queijo com alíquotas reduzidas do bloco. No entanto, o impacto nos preços para o consumidor será indireto, ao deixar a produção brasileira mais barata, devido à importação de máquinas, equipamentos e insumos com menores preços.

Por outro lado, no mesmo mês, a União Europeia excluiu o Brasil da lista de exportadores autorizados a exportar produtos de origem animal destinados ao consumo humano. O motivo da exclusão está relacionado às falhas no controle do uso de antimicrobianos na pecuária. A medida entrará em vigor em setembro e afetará as exportações brasileiras de carne bovina e de frango, peixes, ovos, mel e produtos derivados de origem animal.

A China suspendeu temporariamente a importação de carne bovina de três frigoríficos brasileiros após identificar irregularidades sanitárias nas cargas enviadas ao país. A suspensão atinge unidades da JBS, PrimaFoods e Frialto. O Brasil possui mais de 100 frigoríficos habilitados para exportar carne bovina para a China.

O Governo Federal anunciou a revogação da chamada “taxa das blusinhas”, em vigor desde agosto de 2024. A taxa de 20% era aplicada às compras online de até US$ 50.

O Governo Federal criou uma linha de financiamento especial para a compra de carros novos por motoristas de aplicativo e taxistas. A nova linha de crédito vai oferecer até R$ 30 bilhões, com taxa de juros reduzida, carência de seis meses e para carros que custam até R$ 150 mil.

O Governo Federal lançou o Desenrola 2.0, um programa de renegociação de dívidas que permite o uso do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para quem ganha até R$ 8.105. O objetivo do programa é reduzir o nível de endividamento das famílias. O programa também inclui empresas com faturamento de até R$ 4,8 milhões, com funcionamento e regras específicas.

Por fim, em razão do baixo nível das chuvas, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) elevou a bandeira tarifária para amarelo. Com a mudança, os consumidores de energia elétrica terão um custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

Atividade Econômica

Em comparação aos demais entes federativos, o varejo paulista registrou, até abril, a maior queda no volume de vendas frente ao mesmo período do ano anterior. Uma queda maior, na mesma base de comparação, ocorreu pela última vez em abril de 2020 (-6,8%).

Em abril de 2026, o volume de vendas no comércio varejista ampliado no Estado de São Paulo, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou queda de 4,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior, enquanto a média do Brasil aumentou 1,4%.

Entre as subcategorias analisadas pelo IBGE, os destaques positivos ficaram para os equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (+25,0%) e para os livros, jornais, revistas e papelaria (+10,6%). Por outro lado, os piores desempenhos ficaram para o atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (-14,2%), os veículos, motocicletas, partes e peças (-10,4%) e os móveis (-9,4%).

No acumulado de janeiro a abril, o volume de vendas do comércio varejista ampliado paulista caiu 3,6%, ao passo que, na média do País, observou-se uma alta de 1,8%. As maiores variações ocorreram em Pernambuco (+9,4%), em Mato Grosso (+8,2%), em Tocantins (+7,3%), no Pará (-0,1%) e no Piauí (-2,1%).

No setor varejista paulista, os destaques positivos ficaram para os equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (+16,8%) e para os tecidos, vestuário e calçados (+7,4%). Por outro lado, os piores desempenhos ficaram para o atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (-11,4%), para os móveis (-10,9%) e para os veículos, motocicletas, partes e peças (-8,9%).

Em comparação aos demais entes federativos, o Estado de São Paulo ficou na sexta posição em termos de taxa de crescimento do volume de serviços, no acumulado até abril, ante igual período do ano anterior. Um resultado melhor, na mesma base de comparação, foi observado pela última vez em abril de 2022 (+11,0%).

Em abril de 2026, o volume de serviços no Estado de São Paulo, medido pelo IBGE, registrou alta de 3,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. A média do País foi de +1,9%. O destaque ficou para o setor de serviços de informação e comunicação (+7,9%). Já as atividades turísticas caíram 1,8% nesse período, mais do que o observado no País (-1,5%).

No acumulado de janeiro a abril, o volume de serviços prestados subiu 4,2%. A média do País foi de +2,2%. As maiores variações positivas ocorreram no Distrito Federal (+11,0%), em Mato Grosso (+9,2%) e em Rondônia (+7,1%), enquanto as maiores variações negativas ocorreram no Acre (-7,2%), no Ceará (-5,1%) e em Tocantins (-4,6%). Já as atividades turísticas cresceram apenas 0,7% nesse período.

No acumulado até abril, a produção industrial paulista registrou queda frente ao mesmo período do ano anterior. Um recuo maior, na mesma base de comparação, ocorreu pela última vez em abril de 2023 (-3,5%).

Em abril de 2026, a produção industrial no Estado de São Paulo, medida pelo IBGE, registrou alta de 1,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Já a produção nacional registrou alta de 2,7%, na mesma base de comparação. As indústrias extrativas cresceram 0,3%, enquanto a indústria de transformação aumentou 1,4%.

Na indústria de transformação, os principais resultados positivos ocorreram no setor de fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (+17,5%) e na metalurgia (+9,1%). Já as maiores quedas ocorreram nos setores de fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-20,4%) e de outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores (-14,1%).

No acumulado de janeiro a abril, a produção industrial caiu 0,4%. Já a produção nacional registrou alta de 1,7%, na mesma base de comparação. Os maiores resultados positivos na produção industrial foram observados no Espírito Santo (+25,3%) e em Pernambuco (+19,7%), enquanto os maiores resultados negativos ocorreram no Rio Grande do Norte (-17,9%), na Bahia (-4,6%) e no Maranhão (-4,5%).

O resultado das indústrias extrativas em São Paulo foi de -6,0%, enquanto o da indústria de transformação foi de -0,3%.

O Índice de Atividade Econômica Regional do Banco Central (IBCR), que mede a evolução conjunta dos setores produtivos da economia (comércio, serviços, indústria e agropecuária), é divulgado mensalmente pelo Banco Central (BC) e ajuda na definição da taxa básica de juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Ele também serve como “prévia” do PIB, embora tenha uma metodologia diferente.

Em comparação com o mesmo mês do ano anterior (abril de 2025), a atividade econômica no Estado de São Paulo subiu 0,9%. Já no acumulado em 12 meses, o crescimento no Estado foi de 0,5%, bem abaixo da média nacional de 1,6%.

Entre os 17 estados pesquisados, as maiores altas foram observadas no Espírito Santo (+6,0%) e no Rio de Janeiro (+4,8%), enquanto os menores avanços ocorreram no Amazonas (+1,4%), seguido pelo Ceará e pelo Rio Grande do Norte (ambos com +1,6%). Assim, São Paulo apresentou o pior resultado no período.

Os dados sobre a produção do comércio, dos serviços e da indústria, apresentados pelo IBGE, bem como o IBCR do Banco Central, referem-se a abril de 2026 e, portanto, ainda não refletem os acontecimentos apresentados no início deste Boletim.

Emprego

O emprego formal aumentou no Estado de São Paulo, porém abaixo da média do Brasil. Já o salário médio diminuiu, e essa redução foi maior do que a observada no País.

Com base no Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), em maio de 2026, o emprego formal no Estado de São Paulo apresentou saldo positivo de 18.224 postos de trabalho, o que representou um aumento de 0,12% no estoque em relação ao mês anterior, resultado inferior à média do Brasil, de +0,15%.

Os maiores aumentos ocorreram no Espírito Santo (+1,02%), no Acre (+0,77%), no Amapá e no Piauí (ambos com +0,53%), ao passo que Tocantins (-0,32%), Rio Grande do Sul (-0,20%) e Goiás (-0,17%) apresentaram as maiores variações negativas.

Na divisão por grupos, o saldo de postos de trabalho foi maior entre as mulheres (+16.442), entre as pessoas de 18 a 24 anos (+19.717) e entre aquelas com ensino médio completo (+13.112). Vale também destacar a redução do saldo para as pessoas com ensino superior completo (-1.036) e para aquelas de 25 a 64 anos (-10.700).

Na divisão por setores, os destaques ocorreram na locação de mão de obra temporária (+5.026), no transporte rodoviário de carga (+4.334), nas atividades de atendimento hospitalar (+1.146) e nas atividades de teleatendimento (-3.217).

No acumulado do ano, o estoque de emprego formal no Estado de São Paulo cresceu 1,50% e, nos últimos 12 meses, 1,47%, resultados menores do que os observados na média do País, 1,63% e 2,08%, respectivamente.

Por fim, o salário médio de admissão diminuiu 1,38% e atingiu R$ 2.673,15, uma redução maior do que a observada na média do País, de -0,75%.

Inflação

No acumulado em 12 meses, a inflação subiu pelo terceiro mês consecutivo em São Paulo, e mais do que a observada na média do Brasil.

Segundo o IBGE, em maio de 2026, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), que reflete a variação no custo de vida das famílias com rendimentos de 1 a 40 salários-mínimos (SMs), subiu 0,61% em relação ao mês anterior. Para o País, a variação no custo de vida foi de +0,58%.

Na divisão mais detalhada por item, entre os maiores aumentos, estão a passagem aérea (+7,03%), o feijão carioca (+5,04%), o perfume (+4,58%), o transporte por aplicativo (+3,95%) e a energia elétrica (+3,69%). Por outro lado, entre as maiores reduções, estão o peixe – tilápia (-4,19%), o anti-inflamatório e antirreumático (-2,70%), o pacote turístico (-2,50%) e o café moído (-1,71%). Em razão do conflito no Oriente Médio, vale destacar também a variação dos preços dos combustíveis. O etanol registrou redução de 7,49%, o óleo diesel de 1,88% e a gasolina de 0,58%, enquanto o gás de botijão apresentou aumento de 0,97%.

No mesmo mês do ano anterior (maio de 2025), o IPCA apresentou alta de 0,12%. Já nos últimos 12 meses, registrou aumento de 5,31%. Os destaques ficaram para a passagem aérea (+55,36%), o feijão carioca (+27,93%), o transporte por aplicativo (+24,97%), o chocolate em barra e bombom (+21,06%), o arroz (-12,39%), o ovo de galinha (-14,37%) e o azeite de oliva (-23,94%).

Na média do Brasil, o IPCA subiu 4,72%. Portanto, ficou acima do teto da meta de inflação de 4,5% ao ano estabelecido pelo Banco Central para o país.

Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), da RMSP, que reflete a variação no custo de vida das famílias com rendimentos de 1 a 5 SMs, subiu 0,62% no mês. Para o País, a variação no custo de vida foi de +0,65%. Na divisão mais detalhada por item, os destaques foram os mesmos do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), exceto o óleo diesel.

No mesmo mês do ano anterior (maio de 2025), o INPC apresentou alta de 0,19%. E nos últimos 12 meses, o índice subiu 5,01%. Na média do Brasil, o INPC aumentou 4,42%.

Endividamento

O percentual de famílias endividadas no município de São Paulo aumentou e atingiu um nível superado pela última vez em novembro de 2022 (76,3%). Por outro lado, a proporção de famílias com contas em atraso ficou estável, enquanto a proporção daquelas sem condições de pagar suas dívidas diminuiu. Por fim, os percentuais permanecem abaixo da média nacional.

Em maio de 2026, a Pesquisa de Endividamento e Intenção de Consumo das Famílias (PEIC-SP), realizada pela FECOMÉRCIO-SP, apontou que o percentual de famílias endividadas atingiu 74,2%, um aumento de 1,3 ponto percentual (p.p.) em relação ao mês anterior e de 3,0 p.p. em comparação a maio de 2025. Para as famílias com renda de até dez salários-mínimos (SMs), o percentual foi de 77,5%, enquanto para as famílias com renda maior que dez SMs, foi de 64,7%.

Já a proporção de famílias com dívidas em atraso ficou em 21,1%, patamar idêntico ao mês anterior, mas com alta de 0,6 p.p. na comparação com maio de 2025. Para as famílias com renda de até dez SMs, a proporção foi de 25,5%, ao passo que, para as famílias com renda maior que dez SMs, foi de 10,0%.

Por fim, o percentual de famílias que não terão condições de pagar as dívidas atingiu 8,9%, uma queda de 0,2 p.p. frente ao mês anterior e a maio de 2025. Para as famílias com renda de até dez SMs, o percentual foi de 11,9%, em contraste com 2,9% entre aquelas com renda superior a dez SMs.

Índices de Confiança

O nível de confiança dos consumidores no município de São Paulo aumentou pela quinta vez consecutiva em 2026, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, em contraste com a queda observada durante todo o ano de 2025.

Em maio de 2026, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), calculado pela FECOMÉRCIO-SP, registrou queda de 0,4% em relação ao mês anterior. Já na comparação com o mesmo mês do ano anterior (maio de 2025), o índice subiu 7,9%. Para os consumidores com renda de até dez SMs, o nível de confiança aumentou 9,3%, enquanto para aqueles com renda superior a dez SMs, aumentou 5,1%. Já para os consumidores com até 35 anos de idade, o nível de confiança aumentou 7,0%, ao passo que, para aqueles com mais de 35 anos, aumentou 9,4%.

O subindicador que reflete a percepção dos consumidores sobre as condições atuais registrou alta de 8,5%, enquanto o que reflete as suas expectativas subiu 7,6%.

Os empresários da indústria do Estado de São Paulo continuam apresentando aumento do pessimismo em comparação com o mesmo mês do ano anterior.

O Índice de Confiança do Empresário Industrial Paulista (ICEI-SP), calculado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), registrou, em junho de 2026, queda de 0,7% em relação ao mês anterior. A variação evidencia leve aumento no pessimismo entre os empresários.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior (junho de 2025), o índice apresentou queda de 0,9%. O subindicador que reflete as condições atuais apresentou aumento de 0,5%, enquanto o de expectativas para os próximos seis meses diminuiu 3,9%.

Os dados sobre o nível de confiança dos empresários da indústria paulista, calculados pela FIESP, referem-se a junho de 2026 e, portanto, já podem refletir os acontecimentos que serão apresentados no final deste Boletim.

Perspectiva

A intenção de consumo das famílias do município de São Paulo diminuiu pela terceira vez consecutiva em relação ao mês anterior, em contraste com o crescimento de 0,5% observado no País. Já na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a intenção aumentou pela oitava vez consecutiva, acima da média do Brasil (+3,3%).

Em maio de 2026, o Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF-SP), calculado pela FECOMÉRCIO-SP, diminuiu 0,2% em relação ao mês anterior. Em comparação com o mesmo mês do ano anterior (maio de 2025), o índice subiu 8,6%. Para as famílias com renda de até dez SMs, o índice cresceu 10,2%, enquanto para as famílias com renda acima de dez SMs, cresceu 4,5%.

Entre os sete itens avaliados, as maiores variações ocorreram no momento para duráveis (+20,4%), no acesso ao crédito (+14,2%) e na perspectiva de consumo (+10,2%).

No entanto, as diferenças entre os níveis de renda são muito grandes. As variações em momento para duráveis, acesso ao crédito e perspectiva de consumo para as famílias com renda de até dez SMs foram de +25,0%, +16,7% e +13,9%, respectivamente. Já para as famílias com renda acima de dez SMs, foram de +10,2%, +7,9% e +0,4%, respectivamente.

Em razão da data de publicação deste boletim, algumas notícias já podem impactar os indicadores econômicos de junho, que serão divulgados no próximo mês.

As negociações de paz entre Estados Unidos e Irã seguem em andamento, mas ainda enfrentam incertezas. Como parte desse processo, os Estados Unidos anunciaram a suspensão temporária, por 60 dias, das sanções econômicas contra o Irã.

As tensões comerciais entre Estados Unidos e Brasil se intensificaram após o governo norte-americano propor a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, com base em investigação que classificou práticas do país como “irrazoáveis” ou “discriminatórias”. A proposta pode afetar cerca de 21% das exportações brasileiras destinadas aos EUA, com maior exposição de setores industriais como máquinas e equipamentos, plásticos, calçados, madeira, papel, ferro fundido e pescado.

O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,50% para 14,25% ao ano, na terceira queda consecutiva dos juros básicos da economia. A decisão ocorre em um cenário de inflação ainda pressionada e elevado nível de incerteza, especialmente devido aos impactos de conflitos internacionais e de choques de oferta sobre preços de energia e alimentos.

O programa Novo Desenrola Brasil tem avançado na renegociação de dívidas. Somente pela Caixa Econômica Federal, foram renegociadas aproximadamente R$5,5 bilhões em dívidas. Desse montante, R$460,7 milhões referem-se ao Desenrola Família, R$3 bilhões ao Desenrola FIES e R$2 bilhões ao Desenrola Empresas.

Para mais detalhes sobre alguns dos indicadores apresentados, inclusive com outras medidas de variação, acesse o site: clique aqui.

Expediente CECON
Coordenação
Allexandro Emmanuel Mori Coelho, Professor Doutor
Equipe Econômica
Jobson Monteiro de Souza, Professor Doutor
Rafael Barišauskas, Professor Mestre

Termo de isenção de responsabilidade

Este relatório foi preparado pela equipe integrante do Centro de Estudos em Conjuntura Econômica (CECON) da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), utilizando os melhores esforços dos responsáveis. As informações foram obtidas através de fontes públicas críveis, e estão sujeitas a revisões sem aviso prévio. O CECON e a FECAP não se responsabilizam por quaisquer decisões econômicas ou de investimento tomadas com base nas informações deste relatório. O conteúdo deste relatório é livre, não podendo ser comercializado ou monetizado por terceiros de nenhuma forma. Este produto possui caráter exclusivamente informativo e não deverá ser usado para constituir qualquer decisão de compra ou venda de ativos ou produtos ou de investimento.

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