voltar ao topo
Image by Magnific

CECON FECAP analisa comportamento dos serviços, produção industrial e comércio varejista de SP em abril de 2026

CECON FECAP analisa comportamento dos serviços, produção industrial e comércio varejista de SP em abril de 2026
Centro de Estudos em Conjuntura Econômica (CECON) | 23/06/2026

COMPORTAMENTO DOS SERVIÇOS NO ESTADO DE SÃO PAULO – ABRIL 2026

Em abril de 2026, o volume de serviços no Estado de São Paulo, medido pela Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou alta de 1,4% em relação ao mês anterior, na série com ajuste sazonal.

Variação anual

Em relação ao mesmo mês do ano anterior (abril de 2025), as vendas de serviços apresentaram alta de 3,5%. Na média do Brasil, o crescimento foi de 1,9%.

O destaque ficou para o setor de serviços de informação e comunicação (+7,9%).

Já as atividades turísticas caíram 1,8% nesse período, mais do que o observado no País (-1,5%).

Variação acumulada dos últimos 12 meses

O resultado acumulado nos últimos doze meses, no setor de serviços no Estado de São Paulo, foi de +4,5%, e no setor das atividades turísticas, de +2,2%.

Variação acumulada no ano

No acumulado de janeiro a abril, o volume de serviços prestados subiu 4,2%. A média do país foi de +2,2%.

Entre as atividades analisadas pelo IBGE, todas apresentaram crescimento.

Dentre as 27 unidades federativas (26 estados e o Distrito Federal), o resultado negativo foi observado em 9 delas. As maiores variações positivas ocorreram no Distrito Federal (+11,0%), em Mato Grosso (+9,2%), em Rondônia (+7,1%), em Roraima (+6,2%) e no Amapá (+5,8%), enquanto as maiores variações negativas ocorreram no Acre (-7,2%), no Ceará (-5,1%), em Tocantins (-4,6%) e no Amazonas (-4,4%). O Estado de São Paulo ficou na sexta posição entre as maiores taxas de crescimento.

Já as atividades turísticas cresceram apenas 0,7% nesse período.

COMPORTAMENTO DA PRODUÇÃO INDUSTRIAL EM SÃO PAULO – ABRIL 2026

Em abril de 2026, a produção industrial no Estado de São Paulo, medida pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou alta de 0,9% ante o mês anterior, considerando a série livre de fatores sazonais.

Variação anual

Em relação ao mesmo mês do ano anterior (abril de 2025), a produção industrial paulista subiu 1,4%. No entanto, um aumento menor do que o registrado na produção industrial nacional (+2,7%). As indústrias extrativas cresceram 0,3%, enquanto a indústria de transformação aumentou 1,4%.

Na indústria de transformação, os principais resultados positivos ocorreram no setor de fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (+17,5%), na metalurgia (+9,1%), nos setores de fabricação de produtos alimentícios (+5,3%) e de produtos de borracha e de material plástico (+4,1%).

Já as maiores quedas ocorreram nos setores de fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-20,4%), de outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores (-14,1%) e de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (-11,3%).

Variação acumulada dos últimos 12 meses

A produção industrial paulista diminuiu 2,5% no acumulado dos últimos 12 meses, em contraste com o crescimento de 0,7% observado no Brasil.

Variação acumulada no ano

No acumulado de janeiro a abril, a produção industrial caiu 0,4%. O resultado das indústrias extrativas no período, por sua vez, foi de queda de 6,0%, enquanto a indústria de transformação diminuiu em 0,3%.

Entre os 24 setores da indústria de transformação, 6 apresentaram crescimento, 11 recuaram e 7 não tiveram dados disponíveis.

No mesmo período, dentre os 17 estados pesquisados, os maiores resultados positivos na produção industrial foram observados no Espírito Santo (+25,3%), em Pernambuco (+19,7%), em Mato Grosso do Sul (+8,0%) e no Rio de Janeiro (+7,3%). Já os maiores resultados negativos ocorreram no Rio Grande do Norte (-17,9%), na Bahia (-4,6%) e no Maranhão (-4,5%).

COMPORTAMENTO DO COMÉRCIO VAREJISTA EM SÃO PAULO – ABRIL 2026

Em abril de 2026, o volume de vendas no comércio varejista ampliado no Estado de São Paulo, medido pela Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou uma queda de -0,5% em relação ao mês anterior, considerando a série livre de fatores sazonais.

Variação anual

Em relação ao mesmo mês do ano anterior (abril de 2025), as vendas no varejo apresentaram queda de 4,3%, em contraste com a média do Brasil, que apresentou uma alta de 1,4%.

Dentro do setor varejista paulista, os destaques positivos ficaram para equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (+25,0%) e para livros, jornais revistas e papelaria (+10,6%). Por outro lado, as piores performances ficaram para atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (-14,2%), veículos, motocicletas, partes e peças (-10,4%) e móveis (-9,4%).

A grande diferença nas vendas no varejo entre São Paulo e o Brasil é explicada pelas performances muito diferentes nos setores. Vale destacar, por exemplo, o resultado no atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, com alta de 2,0% no Brasil e queda de 14,2% em São Paulo, bem como o resultado no setor de veículos, motocicletas, partes e peças, com alta de 2,6% no Brasil e queda de 10,4% em São Paulo.

Variação acumulada dos últimos 12 meses

O resultado acumulado nos últimos doze meses para o varejo foi de -3,7%.

Variação acumulada no ano

No acumulado de janeiro a abril, o volume de vendas do comércio varejista ampliado caiu 3,6% em comparação ao mesmo período do ano anterior, ao passo que, na média do país, observou-se uma alta de 1,8%.

No setor varejista paulista, os destaques positivos ficaram para os equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (+16,8%) e para os tecidos, vestuário e calçados (+7,4%). Por outro lado, as piores performances ficaram para o atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (-11,4%), para os móveis (-10,9%) e para os veículos, motocicletas, partes e peças (-8,9%).

E, dentre as 27 unidades da federação (26 Estados e o Distrito Federal), o resultado negativo foi observado apenas em 3 unidades. As maiores variações ocorreram em Pernambuco (+9,4%), em Mato Grosso (+8,2%), em Tocantins (+7,3%), no Pará (-0,1%) e no Piauí (-2,1%). Assim, os dados mostram que São Paulo apresentou o pior resultado negativo.

Expediente CECON

Coordenação: Allexandro Emmanuel Mori Coelho, Professor Doutor

Equipe Econômica: professores doutores Jobson Monteiro de Souza e Rafael Barišauskas

Termo de isenção de responsabilidade: este relatório foi preparado pela equipe integrante do Centro de Estudos em Conjuntura Econômica (CECON) da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), utilizando os melhores esforços dos responsáveis. As informações foram obtidas através de fontes públicas críveis, e estão sujeitas a revisões sem aviso prévio. O CECON e a FECAP não se responsabilizam por quaisquer decisões econômicas ou de investimento tomadas com base nas informações deste relatório. O conteúdo deste relatório é livre, não podendo ser comercializado ou monetizado por terceiros de nenhuma forma. Este produto possui caráter exclusivamente informativo e não deverá ser usado para constituir qualquer decisão de compra ou venda de ativos ou produtos ou de investimento.

Notícias Relacionadas

SIGA A FECAP NAS REDES SOCIAIS

Quer saber mais sobre a POST na FECAP?