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CECON FECAP analisa mercado de trabalho no estado de SP no 1º trimestre de 2026

CECON FECAP analisa a PNAD Contínua do IBGE, que registrou uma diminuição de 21 mil postos de trabalho em SP no 1º trimestre
Centro de Estudos em Conjuntura Econômica (CECON) | 20/05/2026

No primeiro trimestre de 2026, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou uma diminuição de 21 mil postos de trabalho no Estado de São Paulo, sem variação estatisticamente significativa em relação ao trimestre anterior. A força de trabalho aumentou 1,3%. Assim, a taxa de desemprego,  com ajuste sazonal, atingiu 6,0%, o que representou um aumento de 1,3 ponto percentual (p.p.) em relação ao trimestre anterior.

A taxa de desemprego estimada no Brasil foi de 6,1%. As maiores taxas foram observadas no Amapá (10,0%) e na Bahia, Alagoas e Pernambuco (9,2%), enquanto as menores foram observadas em Santa Catarina (2,7%), no Mato Grosso (3,1%) e no Espírito Santo (3,2%).

O rendimento real mensal médio alcançou R$4.378, mas sem variação estatisticamente significativa em relação ao trimestre anterior.

Variação em relação ao mesmo período do ano anterior

Em comparação com o primeiro trimestre de 2025, foram criados 389 mil postos de trabalho. E a força de trabalho aumentou em 1,3%. Assim, a taxa de desemprego diminuiu em 0,3 p.p. no período. Já o rendimento real mensal médio, novamente, não apresentou variação estatisticamente significativa.

Em relação à posição na ocupação desses postos de trabalho, as ocupações aumentaram entre os trabalhadores por conta própria com CNPJ (+12,2%) e entre os empregados do setor privado sem carteira assinada (+10,1%).

Para a atividade do trabalho principal ocupado, nenhuma apresentou variação estatisticamente significativa

Divisão por grupo

A taxa de desemprego foi de 5,1% entre os homens e de 7,0% entre as mulheres. Por cor ou raça, as taxas foram de 5,3% (branca), 6,5% (preta) e 7,1% (parda).

Na divisão por grupos de idade, o destaque foi a taxa de desemprego entre 18 e 24 anos, de 13,8%. E na divisão por nível de instrução, a maior taxa foi de 13,4% (ensino médio incompleto ou equivalente) e a menor, de 4,2% (ensino superior completo ou equivalente).

O rendimento real mensal médio para os homens foi de R$4.939 e para as mulheres R$3.695. Por cor ou raça, o valor foi de R$5.257 (branca), de R$3.214 (preta) e de R$ 3.213 (parda).

O rendimento das pessoas com idade entre 18 e 24 anos foi de R$2.281. E na divisão por nível de instrução, as pessoas com ensino médio incompleto ou equivalente receberam R$2.293, enquanto que as pessoas com ensino superior completo ou equivalente receberam R$7.799.

Taxa composta de subutilização

A taxa composta de subutilização, resultado da soma da taxa de desemprego, da taxa de força de trabalho potencial e da taxa de subocupação, atingiu 11,5%, o que representa uma redução de 0,7 p.p. em relação ao mesmo trimestre de 2025. Para a média do País, a taxa foi de 14,3%.

Essa taxa reflete melhor a subutilização da força de trabalho, isto é, a oferta de trabalho disponível, mas ainda não empregada. Isso porque ela também inclui as pessoas de fora da força de trabalho que gostariam de trabalhar e as de dentro da força de trabalho que gostariam de trabalhar mais.

A taxa da força de trabalho potencial, que reflete as pessoas com potencial para estarem na força de trabalho, mas com o qual ocorreu um descompasso entre a busca por trabalho e a disponibilidade para trabalhar, foi de 2,4%. Já a taxa de subalocação, que reflete os trabalhadores que trabalham menos horas do que gostariam, alcançou 3,1%.

Outras informações

O percentual de pessoas desalentadas em relação à população na força de trabalho foi de 0,8%, uma queda de 0,4 ponto percentual (p.p.) em relação ao primeiro trimestre de 2025. O percentual representa as pessoas que gostariam de trabalhar e estão disponíveis, mas desistiram de procurar por falta de vagas, de experiência, de idade suficiente ou de oportunidade de emprego na sua localidade. Para a média do País, a taxa foi de 2,4%.

Já a taxa de informalidade foi de 30,0% entre a população ocupada. A taxa inclui as pessoas ocupadas: como empregados no setor privado e trabalhadores domésticos sem carteira de trabalho assinada; por conta própria e como empregadores sem registro no CNPJ; e o trabalhador familiar auxiliar. No Brasil, a taxa foi de 37,3%.

Por fim, no Estado de São Paulo, o mercado de trabalho começou o ano de 2026 com um resultado melhor em comparação ao primeiro trimestre de 2025, apesar do rendimento real mensal médio ter se mantido estatisticamente estável. A taxa de desemprego e a taxa composta de subutilização são as menores da série histórica, e inferiores quando comparadas com as taxas estimadas para a média do Brasil.

Expediente CECON

Coordenação: Allexandro Emmanuel Mori Coelho, Professor Doutor

Equipe Econômica: professores doutores Jobson Monteiro de Souza e Rafael Barišauskas

Termo de isenção de responsabilidade: este relatório foi preparado pela equipe integrante do Centro de Estudos em Conjuntura Econômica (CECON) da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), utilizando os melhores esforços dos responsáveis. As informações foram obtidas através de fontes públicas críveis, e estão sujeitas a revisões sem aviso prévio. O CECON e a FECAP não se responsabilizam por quaisquer decisões econômicas ou de investimento tomadas com base nas informações deste relatório. O conteúdo deste relatório é livre, não podendo ser comercializado ou monetizado por terceiros de nenhuma forma. Este produto possui caráter exclusivamente informativo e não deverá ser usado para constituir qualquer decisão de compra ou venda de ativos ou produtos ou de investimento.

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