O Centro de Estudos em Conjuntura Econômica (CECON) da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) divulga mensalmente a análise do custo de vida na Região Metropolitana de São Paulo, com base nos índices oficiais de inflação apurados pelo IBGE. O levantamento apresenta as variações do INPC e do IPCA, destacando os principais produtos e serviços que mais influenciam o orçamento das famílias paulistanas.
ÍNDICE DE PREÇOS AO CONSUMIDOR AMPLO (IPCA)
Em maio de 2026, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), que reflete a variação no custo de vida das famílias com rendimentos de 1 a 40 salários-mínimos, subiu 0,61% em relação ao mês anterior, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para o país, a variação no custo de vida foi de +0,58%.

Na divisão mais detalhada por item, entre os maiores aumentos, estão a passagem aérea (+7,03%), o feijão carioca (+5,04%), o perfume (+4,58%), o transporte por aplicativo (+3,95%) e a anergia elétrica (+3,69%). Por outro lado, entre as maiores reduções, estão o peixe – tilápia (-4,19%), o anti-inflamatório e antirreumático (-2,70%), o pacote turístico (-2,50%) e o café moído (-1,71%).
Em razão do conflito no Oriente Médio, vale também destacar a variação de preço dos combustíveis. O etanol teve uma redução de 7,49%, o óleo diesel de 1,88% e a gasolina de 0,58%, enquanto o gás de botijão apresentou um aumento de 0,97%.
Variação mensal do ano anterior
No mesmo mês do ano anterior (maio de 2025), o IPCA apresentou alta de 0,12%.
Os itens como café moído (+7,26%), chocolate em barra e bombom (+4,38%), produto para barba (+2,80%), arroz (-4,53%), peixe – tilápia (-4,61%) e passagem aérea (-9,94%) se destacaram no mês.
Variação acumulada nos últimos 12 meses
Nos últimos 12 meses, o IPCA da RMSP acumulou aumento de 5,31%.
Os destaques ficaram para a passagem aérea (+55,36%), o feijão carioca (+27,93%), o transporte por aplicativo (+24,97%), o chocolate em barra e bombom (+21,06%), o arroz (-12,39%), o ovo de galinha (-14,37%) e o azeite de oliva (-23,94%).
Para a média do Brasil, o IPCA subiu 4,72%. Portanto, acima do teto da meta de inflação de 4,5% ao ano estabelecido pelo Banco Central para o país.

Variação acumulada no ano
No acumulado de janeiro a maio, o IPCA apresentou alta de 3,23%.
No mesmo período, entre as outras 9 regiões metropolitanas, os 5 municípios e o Distrito Federal, as maiores variações no custo de vida estão em Aracaju – SE (+4,22%), em Campo Grande – MS (+3,98%) e em Recife – PE (+3,95%). Já as menores variações estão em Rio Branco – AC (+2,35%), em Curitiba – PR (+2,41%) e em Brasília – DF (+2,52%).
ÍNDICE NACIONAL DE PREÇOS AO CONSUMIDOR (INPC)
Em maio de 2026, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), que reflete a variação no custo de vida das famílias com rendimentos de 1 a 5 salários mínimos, subiu 0,62%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para o País, a variação no custo de vida foi de +0,65%.

Na divisão mais detalhada por item, os destaques são os mesmos do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), exceto o óleo diesel.
Variação mensal do ano anterior
No mesmo mês do ano anterior (maio de 2025), o INPC apresentou alta de 0,19%. E os destaques são os mesmos do IPCA.
Variação acumulada nos últimos 12 meses
Nos últimos 12 meses, o INPC da RMSP aumentou 5,01%. Para a média do Brasil, o INPC subiu 4,42%. Já o IPCA da RMSP, no mesmo período, foi de +5,31%.

Variação acumulada no ano
No acumulado de janeiro a maio, o INPC subiu 3,26%.
No mesmo período, dentre as outras 9 regiões metropolitanas, os 5 municípios e o Distrito Federal, as maiores variações no custo de vida estão em Campo Grande – MS (+4,23%), em Aracaju – SE (+4,12%) e em Recife – PE (+4,09%). Já as menores variações estão em Curitiba – PR (+2,27%), em Brasília – DF (+2,43%) e em Rio Branco – AC (+2,53%).
Expediente CECON
Coordenação: Allexandro Emmanuel Mori Coelho, Professor Doutor
Equipe Econômica: professores doutores Jobson Monteiro de Souza e Rafael Barišauskas
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