CECON FECAP analisa comportamento do comércio, serviços e produção industrial no estado de SP em março de 2026
COMPORTAMENTO DO COMÉRCIO VAREJISTA EM SÃO PAULO: MARÇO-2026 Em março de 2026, o volume de vendas no comércio varejista ampliado no Estado de...
Centro de Estudos em Conjuntura Econômica (CECON) | 20/05/2026
COMPORTAMENTO DO COMÉRCIO VAREJISTA EM SÃO PAULO: MARÇO-2026
Em março de 2026, o volume de vendas no comércio varejista ampliado no Estado de São Paulo, medido pela Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou uma queda de -0,6% em relação ao mês anterior, considerando a série livre de fatores sazonais.
Variação anual
Em relação ao mesmo mês do ano anterior (março de 2025), as vendas no varejo apresentaram queda de 1,3%, em contraste com a média do Brasil, que apresentou uma alta de 6,5%.
Dentro do setor varejista paulista, os destaques positivos ficaram para equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (+27,6%), livros, jornais revistas e papelaria (16,3%) e tecidos, vestuário e calçados (+11,5%). Por outro lado, as piores performances ficaram para atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (-6,2%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-3,8%).

A grande diferença nas vendas no varejo entre São Paulo e o Brasil é explicada pelas performances muito diferentes nos setores. Vale destacar, por exemplo, o resultado no atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, com alta de 8,7% no Brasil e queda 6,2% em São Paulo, bem como o resultado no setor de veículos, motocicletas, partes e peças, com alta de 12,6% no Brasil e alta de apenas 0,3% em São Paulo.
Variação acumulada dos últimos 12 meses
O resultado acumulado nos últimos doze meses para o varejo foi de -3,3%.
Variação acumulada no ano
No acumulado de janeiro a março, o volume de vendas do comércio varejista ampliado caiu 3,4% em comparação ao mesmo período do ano anterior, ao passo que, na média do país, observou-se uma alta de 1,9%.

No setor varejista paulista, os destaques positivos ficaram para os equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (+14,2%) e para os tecidos, vestuário e calçados (+9,1%). Por outro lado, as piores performances ficaram para o atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (-10,6%), para os móveis (-10,1%) e para os veículos, motocicletas, partes e peças (-8,3%).
E, dentre as 27 unidades da federação (26 Estados e o Distrito Federal), o resultado negativo foi observado apenas em 3 unidades. As maiores variações ocorreram em Pernanbuco (+10,8%), em Tocantins (+9,1%), em Mato Grosso (+8,6%), no Rio Grande do Sul (-1,2%) e no Piauí (-1,6%). Assim, os dados mostram que São Paulo apresentou o pior resultado negativo.
COMPORTAMENTO DA PRODUÇÃO INDUSTRIAL EM SÃO PAULO: MARÇO-2026
Em março de 2026, a produção industrial no Estado de São Paulo, medida pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou queda de 0,2% ante o mês anterior, considerando a série livre de fatores sazonais.
Variação anual
Em relação ao mesmo mês do ano anterior (março de 2025), a produção industrial paulista subiu 2,2%. No entanto, um aumento menor do que o registrado na produção industrial nacional (+4,3%). As indústrias extrativas diminuíram 12,8%, enquanto a indústria de transformação aumentou 2,5%.
Na indústria de transformação, os principais resultados positivos ocorreram no setor de fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (+14,5%) e de veículos automotores, reboques e carrocerias (+13,1%).

Já as maiores quedas ocorreram nos setores de fabricação de bebidas (-8,7%) e de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-4,3%).
Variação acumulada dos últimos 12 meses
A produção industrial paulista diminuiu 3,0% no acumulado dos últimos 12 meses, em contraste com o crescimento de 0,4% observado no Brasil.
Variação acumulada no ano
No acumulado de janeiro a março, a produção industrial caiu 1,0%. O resultado das indústrias extrativas no período, por sua vez, foi de queda de 8,0%, enquanto a indústria de transformação diminuiu em 0,9%.
Entre os 24 setores da indústria de transformação, 5 apresentaram crescimento, 12 recuaram e 7 não tiveram dados disponíveis.

No mesmo período, dentre os 17 estados pesquisados, os maiores resultados positivos na produção industrial foram observados em Pernambuco (+29,6%), no Espírito Santo (+22,6%) e em Mato Grosso do Sul (+10,3%). Já os maiores resultados negativos ocorreram no Ceará (-5,7%), na Bahia (-6,5%) e no Rio Grande do Norte (-19,2%).
COMPORTAMENTO DOS SERVIÇOS NO ESTADO DE SÃO PAULO: MARÇO-2026
Em março de 2026, o volume de serviços no Estado de São Paulo, medido pela Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou queda de 2,1% em relação ao mês anterior, na série com ajuste sazonal.
Variação anual
Em relação ao mesmo mês do ano anterior (março de 2025), as vendas de serviços apresentaram alta de 4,0%. Na média do Brasil, o crescimento foi de 3,0%.
Os destaques ficaram para os setores de serviços de informação e comunicação (+8,0%) e de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (+4,8%).
Já as atividades turísticas caíram 3,1% nesse período, menos do que o observado no País (-3,9%).

Variação acumulada dos últimos 12 meses
O resultado acumulado nos últimos doze meses, no setor de serviços no Estado de São Paulo, foi de +4,4%, e no setor das atividades turísticas, de +3,1%.
Variação acumulada no ano
No acumulado de janeiro a março, o volume de serviços prestados subiu 4,4%. A média do país foi de +2,3%.
Entre as atividades analisadas pelo IBGE, todas apresentaram crescimento.

Dentre as 27 unidades federativas (26 estados e o Distrito Federal), o resultado negativo foi observado em 12 delas. As maiores variações positivas ocorreram no Distrito Federal (+11,2%), em Mato Grosso (+10,8%) e em Roraima (+8,8%), enquanto as maiores variações negativas ocorreram no Ceará (-4,7%), em Tocantins (-4,8%) e no Acre (-9,7%). O Estado de São Paulo ficou na quinta posição entre as maiores taxas de crescimento.
Já as atividades turísticas cresceram 1,6% nesse período.
Expediente CECON
Coordenação: Allexandro Emmanuel Mori Coelho, Professor Doutor
Equipe Econômica: professores doutores Jobson Monteiro de Souza e Rafael Barišauskas
Termo de isenção de responsabilidade: este relatório foi preparado pela equipe integrante do Centro de Estudos em Conjuntura Econômica (CECON) da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), utilizando os melhores esforços dos responsáveis. As informações foram obtidas através de fontes públicas críveis, e estão sujeitas a revisões sem aviso prévio. O CECON e a FECAP não se responsabilizam por quaisquer decisões econômicas ou de investimento tomadas com base nas informações deste relatório. O conteúdo deste relatório é livre, não podendo ser comercializado ou monetizado por terceiros de nenhuma forma. Este produto possui caráter exclusivamente informativo e não deverá ser usado para constituir qualquer decisão de compra ou venda de ativos ou produtos ou de investimento.