CECON FECAP analisa comportamento dos serviços, produção industrial e comércio varejista de SP em maio de 2026
CECON FECAP divulga mensalmente a análise do comportamento dos serviços, produção industrial e comércio varejista de SP
Centro de Estudos em Conjuntura Econômica (CECON) | 20/07/2026
O Centro de Estudos em Conjuntura Econômica (CECON) da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) divulga mensalmente a análise do comportamento dos serviços, produção industrial e comércio varejista no estado de São Paulo.
COMPORTAMENTO DOS SERVIÇOS NO ESTADO DE SÃO PAULO – MAIO 2026
Em maio de 2026, o volume de serviços no Estado de São Paulo, medido pela Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou alta de 0,1% em relação ao mês anterior, na série com ajuste sazonal.
Variação anual
Em relação ao mesmo mês do ano anterior (maio de 2025), as vendas de serviços apresentaram alta de 1,7%. Na média do Brasil, o crescimento foi de 0,4%.
Os destaques ficaram para os setores de serviços de informação e comunicação (+6,0%) e de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-3,2%).
Já as atividades turísticas caíram 0,9% nesse período, menos do que o observado no País (-1,6%).

Variação acumulada dos últimos 12 meses
O resultado acumulado nos últimos doze meses, no setor de serviços no Estado de São Paulo, foi de +4,2%, e no setor das atividades turísticas, de +1,6%.
Variação acumulada no ano
No acumulado de janeiro a maio, o volume de serviços prestados subiu 3,9%. A média do país foi de +1,9%.
Entre as atividades analisadas pelo IBGE, 4 apresentaram crescimento, enquanto apenas 1 recuou.

Entre as 27 unidades federativas (26 Estados e o Distrito Federal), o resultado negativo foi observado em 12 delas. As maiores variações positivas ocorreram no Distrito Federal (+10,5%), em Roraima (+8,6%) e em Rondônia (+6,6%), enquanto as maiores variações negativas ocorreram no Amazonas (-5,5%), no Ceará (-5,5%) e em Tocantins (-4,5%). O Estado de São Paulo ficou na sétima posição entre as maiores taxas de crescimento.
Já as atividades turísticas cresceram apenas 0,3% nesse período.
COMPORTAMENTO DA PRODUÇÃO INDUSTRIAL EM SÃO PAULO – MAIO 2026
Em maio de 2026, a produção industrial no Estado de São Paulo, medida pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou queda de 0,1% ante o mês anterior, considerando a série livre de fatores sazonais.
Variação anual
Em relação ao mesmo mês do ano anterior (maio de 2025), a produção industrial paulista caiu 1,0%, em contraste com o crescimento de 0,2% observado no País. As indústrias extrativas cresceram 8,4%, enquanto a indústria de transformação diminuiu 1,2%.
Na indústria de transformação, o principal resultado positivo ocorreu no setor de fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (+10,3%).

Já as maiores quedas ocorreram nos setores de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-14,1%) e de fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (-10,9%).
Variação acumulada dos últimos 12 meses
A produção industrial paulista diminuiu 2,5% no acumulado dos últimos 12 meses, em contraste com o crescimento de 0,4% registrado no Brasil.
Variação acumulada no ano
No acumulado de janeiro a maio, a produção industrial caiu 0,5%. O resultado das indústrias extrativas no período, por sua vez, foi de queda de 3,3%, enquanto a indústria de transformação diminuiu 0,5%.
Entre os 24 setores da indústria de transformação, apenas 4 apresentaram crescimento, enquanto 13 recuaram e 7 não tiveram dados disponíveis. Vale destacar o crescimento de 6,9% na fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis.

No mesmo período, entre os 17 estados pesquisados, os maiores resultados positivos na produção industrial foram observados no Espírito Santo (+21,9%), em Pernambuco (+14,9%), no Rio de Janeiro (+7,8%) e em Mato Grosso do Sul (+5,3%). Já os maiores resultados negativos ocorreram no Rio Grande do Norte (-15,5%), no Maranhão (-6,2%) e na Bahia (-5,1%).
COMPORTAMENTO DO COMÉRCIO VAREJISTA EM SÃO PAULO – MAIO 2026
Em maio de 2026, o volume de vendas no comércio varejista ampliado no Estado de São Paulo, medido pela Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou uma queda de -1,0% em relação ao mês anterior, considerando a série livre de fatores sazonais.
Variação anual
Em relação ao mesmo mês do ano anterior (maio de 2025), as vendas no varejo apresentaram queda de 6,4%, mais do que na média do Brasil (-0,6%). Dentro do setor varejista paulista, os maiores avanços ocorreram em tecidos, vestuário e calçados (+13,7%), livros, jornais, revistas e papelaria (+12,5%) e combustíveis e lubrificantes (+10,7%). Por outro lado, os piores desempenhos foram observados no atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (-31,5%) e no setor de móveis (-10,2%).

A grande diferença nas vendas no varejo entre São Paulo e o Brasil é explicada pelas performances muito diferentes nos setores. Vale destacar, por exemplo, o resultado no atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, com queda de 7,7% no Brasil e queda de 31,5% em São Paulo, bem como o resultado no setor de veículos, motocicletas, partes e peças, com alta de 2,2% no Brasil e queda de 5,2% em São Paulo.
Variação acumulada dos últimos 12 meses
O resultado acumulado nos últimos doze meses para o varejo foi de -4,2%.
Variação acumulada no ano
No acumulado de janeiro a maio, o volume de vendas do comércio varejista ampliado caiu 4,2% em comparação ao mesmo período do ano anterior, ao passo que, na média do país, observou-se uma alta de 1,3%.

No varejo paulista, os maiores avanços ocorreram nos setores de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (+12,4%) e de tecidos, vestuário e calçados (+9,0%). Por outro lado, os piores resultados ocorreram no atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (-15,6%), em móveis (-11,9%) e em veículos, motocicletas, partes e peças (-8,1%).
Entre as 27 unidades da Federação (26 Estados e o Distrito Federal), apenas duas registraram resultados negativos. As maiores variações positivas ocorreram em Pernambuco (+8,8%), em Tocantins (+8,7%) e em Goiás (+6,9%). São Paulo apresentou o pior resultado, seguido pelo Piauí (-1,9%).
Expediente CECON
Coordenação
Allexandro Emmanuel Mori Coelho, Professor Doutor
Equipe Econômica
Jobson Monteiro de Souza, Professor Doutor
Rafael Barišauskas, Professor Mestre
Termo de isenção de responsabilidade
Este relatório foi preparado pela equipe integrante do Centro de Estudos em Conjuntura Econômica (CECON) da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), utilizando os melhores esforços dos responsáveis. As informações foram obtidas através de fontes públicas críveis, e estão sujeitas a revisões sem aviso prévio. O CECON e a FECAP não se responsabilizam por quaisquer decisões econômicas ou de investimento tomadas com base nas informações deste relatório. O conteúdo deste relatório é livre, não podendo ser comercializado ou monetizado por terceiros de nenhuma forma. Este produto possui caráter exclusivamente informativo e não deverá ser usado para constituir qualquer decisão de compra ou venda de ativos ou produtos ou de investimento.