Confira o boletim CECON FECAP de Abril de 2026
Este boletim reúne um conjunto de dados disponíveis para o Estado de São Paulo e sua capital, além das principais notícias, com o intuito de...
Centro de Estudos em Conjuntura Econômica (CECON) | 08/05/2026
Este boletim reúne um conjunto de dados disponíveis para o Estado de São Paulo e sua capital, além das principais notícias, com o intuito de ajudar na compreensão da situação econômica da região e na formação de expectativas entre empresários e consumidores.
Os dados de fevereiro mostram que, na variação acumulada no ano, as atividades econômicas seguem a trajetória observada em 2025: queda na produção industrial e de comércio, em contraste com alta na produção de serviços. Na variação acumulada dos últimos 12 meses, a atividade produtiva agregada vem crescendo cada vez menos.
Já os dados de março demonstram que o emprego formal aumentou, mas o salário médio de admissão diminuiu. No acumulado dos últimos doze meses, a inflação voltou a subir. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, o percentual de famílias endividadas, com contas em atraso e que não terão condições de pagar suas dívidas, aumentou. Ainda assim, a intenção de consumo das famílias e o interesse em expandir o comércio aumentaram.
Ainda com base nos dados de março, o nível de confiança dos consumidores e dos empresários do comércio aumentou. No entanto, os dados de abril mostram que o nível de confiança dos empresários da indústria diminuiu.
Notícias de Março – Referência para os Dados
No cenário internacional, o mês foi marcado pela guerra dos EUA e Israel contra o Irã. O fechamento do Estreito de Ormuz, uma rota importante de exportação de petróleo, tem impacto na energia, no comércio e na logística global. As ações militares, as ameaças e os anúncios de um acordo de cessar-fogo têm levado a uma alta volatilidade no preço do barril de petróleo do tipo Brent, que oscilou entre US$ 77 e US$ 118.
O aumento no preço internacional do petróleo pressiona o preço do diesel no Brasil, que importa cerca de 30% do consumo interno. Entre as várias ações do Governo Federal para mitigar os efeitos da alta do diesel, estão a suspensão da PIS/Cofins sobre a importação e comercialização do diesel, imposto que representa 5,2% na formação do preço; um subsídio para produtores e importadores, desde que comprovado que o valor foi transferido para os consumidores finais; um aumento na alíquota de exportação de petróleo para 12%; além de medidas de transparência e fiscalização para combater o aumento abusivo de preços. Há também duas propostas: o aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao óleo diesel de 15% para 17%; e a isenção do ICMS (imposto estadual) sobre a importação de diesel, com compensação de 50% da perda de arrecadação pela União.
O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), decidiu reduzir a taxa básica de juros para 14,75% ao ano, apesar do início da guerra no Oriente Médio. A última vez que o BC reduziu os juros foi em maio de 2024.
O Grupo Pão de Açúcar (GPA) apresentou pedido de recuperação extrajudicial, que representa uma proposta de renegociação de suas dívidas junto aos seus credores, mas em um ambiente juridicamente estável, protegido e adequado. Em relação às dívidas sem garantia, o GPA já fechou um acordo com os seus principais credores no valor de R$ 4,5 bilhões. A Raízen, a maior produtora mundial de biomassa e etanol de cana-de-açúcar, também apresentou pedido de recuperação extrajudicial. A dívida da companhia já supera R$ 65,1 bilhões. O objetivo é a reestruturação especificamente das dívidas sem garantia e que não tem a preferência na ordem de pagamento, ou seja, no caso de falência ou recuperação judicial, esses credores são os últimos a receber. O uso deste instrumento tem crescido no Brasil, foram 68 pedidos em 2025, a maior quantidade registrada desde 2005, quando a lei de recuperação e falência das empresas no país foi reformada. As empresas estão antecipando o uso da recuperação extrajudicial, para evitar que o passivo cresça demais. E essa maior preocupação com a reorganização financeira está associada ao aumento do endividamento das empresas e ao elevado custo do crédito.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB do Brasil em 2025 foi de R$12,7 trilhões, um crescimento real (descontada a inflação) de 2,3%, menos do que o observado em 2024, de 3,4%. Na divisão por atividade econômica, a agropecuária cresceu 11,7%, os serviços, 1,8%, e a indústria, 1,4%. Já na divisão por despesa agregada, o consumo das famílias cresceu 1,3%, o consumo do governo, 2,1%, e os investimentos, 2,9%. No entanto, apesar do maior crescimento em comparação às outras despesas, os investimentos representaram 16,8% do PIB em 2025, quase o mesmo valor de 2024, de 16,9%. E, por fim, o PIB per capita em 2025 foi de R$ 4.973,92 por mês, com crescimento de 1,9%.
Fernando Haddad deixou o cargo de Ministro da Fazenda para disputar as eleições para governador do Estado de São Paulo. Em seu lugar, foi nomeado Dario Durigan, formado em Direito.
O programa habitacional “Minha Casa, Minha Vida” reduziu a taxa de juros, ampliou o limite de renda das famílias e os valores máximos de financiamento de imóveis, tudo de acordo com a faixa de renda. Por exemplo, com as novas regras, para as famílias nas faixas 3 e 4, os limites de financiamento aumentaram para R$ 400 mil e R$ 600 mil, respectivamente. Além disso, com o aumento da renda para cada faixa, uma família que estava na faixa 3 e tinha que financiar o imóvel a 8,16% de taxa de juros ao ano, pode agora se enquadrar na faixa 2 e financiar a 7%. De acordo com o Governo Federal, o objetivo é ampliar o acesso ao programa. A estimativa é um aumento de 31,3 mil famílias na faixa 3 e de 8,2 mil na faixa 4.
O Governo Federal aprovou também a retomada do FGTS-Saúde, um sistema de crédito voltado a entidades filantrópicas que atendam ao Sistema Único de Saúde (SUS), para obras de instalações de saúde, compras de equipamentos ou reestruturação financeira. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) criticou o uso de recursos do FGTS para esses fins.
O presidente Lula sancionou a lei que permite a instalação de farmácia em áreas de venda nos supermercados, desde que em ambiente físico segregado e exclusivo para a atividade. Além disso, devem ser observadas as exigências legais, sanitárias e técnicas da atividade, como o armazenamento, o controle de temperatura e a presença constante de um farmacêutico. Os supermercados poderão administrar a farmácia diretamente ou firmar contrato com uma rede de drogarias já licenciada.
O Governo do Estado de São Paulo inaugurou, em Paulínia, a maior planta de biometano do Brasil. O Estado possui 9 unidades em operação, do total de 19 existentes no País. A produção ocorre por meio da purificação do biogás gerado a partir de resíduos sólidos urbanos depositados em aterro. O biometano pode ser usado como insumo industrial, fonte de energia em processos produtivos e como combustível para veículos leves e pesados.
Atividade Econômica
Nos dois primeiros meses do ano, o volume de vendas do setor varejista no Estado de São Paulo apresentou forte queda em comparação com o mesmo período do ano anterior. Um resultado pior, na mesma base de comparação, só foi observado pela última vez em fevereiro de 2016 (-5,9%).
Em fevereiro de 2026, o volume de vendas no comércio varejista ampliado no Estado de São Paulo, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou queda de 7,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior, enquanto, na média do Brasil, diminuiu 2,2%. Entre as subcategorias analisadas pelo IBGE, os destaques foram os resultados positivos do setor de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (+20,4%) e de tecidos, vestuário e calçados (+7,5%).
No acumulado de janeiro a fevereiro, o volume de vendas do comércio varejista ampliado paulista caiu 4,7%, o que é muito maior do que a observado no País (-0,5%). As maiores variações ocorreram em Mato Grosso (+7,7%), em Pernambuco (+7,5%), no Rio Grande do Sul (-4,7%) e no Piauí (-5,0%). E, entre as subcategorias analisadas pelo IBGE, os destaques positivos ficaram para os tecidos, vestuário e calçados (+9,2%), para os equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (+7,5%) e para os eletrodomésticos (+4,4%). Por outro lado, as piores performances ficaram para os móveis (-13,8%), para o atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (-13,3%) e para os veículos, motocicletas, partes e peças (-12,6%).
Nos dois primeiros meses do ano, o Estado de São Paulo ficou na quinta posição entre as maiores taxas de crescimento do volume de serviços em comparação com o mesmo período do ano anterior. Na mesma base de comparação, um resultado melhor foi observado pela última vez, em fevereiro de 2022 (+10,3%).
Em fevereiro de 2026, o volume de serviços no Estado de São Paulo, medido pelo IBGE, registrou alta de 3,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. A média do País foi de +0,5%. Os destaques ficaram para os setores de serviços de informação e comunicação (+8,4%) e de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-2,4%). Já as atividades turísticas subiram 0,8% nesse período.
No acumulado de janeiro a fevereiro, o volume de serviços prestados subiu 4,8%. A média do País foi de +1,9%. As maiores variações positivas ocorreram em Mato Grosso (+18,4%), em Roraima (+16,0%) e no Distrito Federal (+8,3%), enquanto as maiores variações negativas ocorreram no Ceará (-5,3%), em Alagoas (-5,6%), e no Acre (-8,7%). Já as atividades turísticas cresceram 3,2% nesse período.
Nos dois primeiros meses do ano, a produção industrial no Estado de São Paulo apresentou variação negativa em relação ao mesmo período do ano anterior. Uma variação negativa, na mesma base de comparação, foi observada pela última vez em fevereiro de 2023 (-3,7%).
Em fevereiro de 2026, a produção industrial no Estado de São Paulo, medida pelo IBGE, registrou queda de 3,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Já a produção industrial nacional registrou uma queda de 0,7%, na mesma base de comparação. As indústrias extrativas diminuíram 8,9%, enquanto a indústria de transformação diminuiu 3,5%. Na indústria de transformação, o principal resultado positivo ocorreu no setor de fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (+4,1%). Já as maiores quedas ocorreram no setor de confecção de artigos de vestuário e acessórios (-15,9%), na fabricação de outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores (-13,5%), em produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-11,6%) e em produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (-10,2%).
No acumulado de janeiro a fevereiro, a produção industrial caiu 2,4%. Já a produção industrial nacional registrou uma queda de 0,2%, na mesma base de comparação. Os maiores resultados positivos foram observados em Pernambuco (+26,4%), no Espírito Santo (+22,6%) e em Mato Grosso do Sul (+8,1%), enquanto os maiores resultados negativos ocorreram na Bahia (-7,5%), no Ceará (-8,8%) e no Rio Grande do Norte (-24,8%). O resultado das indústrias extrativas em São Paulo foi de -5,0%, enquanto o da indústria de transformação foi de -2,4%.

O Índice de Atividade Econômica Regional do Banco Central (IBCR), que mede a evolução conjunta dos setores produtivos da economia (comércio, serviços, indústria e agropecuária), é divulgado mensalmente pelo Banco Central (BC), e ajuda na definição da taxa básica de juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Ele também serve como “prévia” do PIB, embora tenha uma metodologia diferente. Em comparação com o mesmo mês do ano anterior (fevereiro de 2025), a atividade econômica no Estado de São Paulo caiu 0,4%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento no Estado foi de 0,6%, bem abaixo da média nacional de 1,9%. Na divisão por região, o crescimento foi de 4,8% no Centro-Oeste, 3,0% no Norte, 2,8% no Nordeste, 2,4% no Sul e 1,7% no Sudeste.

Os dados sobre a produção do comércio, dos serviços e da indústria, apresentados pelo IBGE, bem como o IBCR do Banco Central, referem-se a fevereiro de 2026. Logo, ainda não refletem os acontecimentos apresentados no início deste Boletim.
Emprego
O emprego formal aumentou, porém, o salário médio diminuiu, e muito mais do que no País.
Com base no Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), em março de 2026, o emprego formal no Estado de São Paulo apresentou saldo positivo de 67.876 postos de trabalho, o que representou um aumento de 0,46% no estoque em relação ao mês anterior, resultado quase igual à média do Brasil, de +0,47%. No entanto, o salário médio de admissão diminuiu 3,50% e atingiu R$2.646,63, uma queda muito maior do que a observada na média do País, de -0,74%.
Na divisão por grupo, o saldo de postos de trabalho foi maior para as mulheres (36.912), para as pessoas com 18 a 24 anos (38.143) e para as pessoas com ensino médio completo (55.078).

Os maiores aumentos ocorreram no Acre (+0,92%), em Roraima (+0,88%) e no Piauí (+0,86%), ao passo que Sergipe (-0,09%), Mato Grosso (-0,17%) e Alagoas (-1,10%) apresentaram variações negativas.
E na geração de emprego por setor, os destaques ocorreram no transporte rodoviário de carga (+12.032), na locação de mão-de-obra temporária (+5.913), na limpeza em prédios e em domicílios (+3.177) e nas atividades de teleatendimento (-1.923).
Em relação aos últimos 12 meses, o estoque de emprego formal no Estado de São Paulo cresceu 1,92%., e no primeiro trimestre de 2026, +1,25%.
Inflação
No acumulado dos últimos doze meses, a inflação voltou a subir em São Paulo; e mais do que a observada na média do Brasil.
Segundo o IBGE, em março de 2026, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), que reflete a variação no custo de vida das famílias com rendimentos de 1 a 40 salários-mínimos (SM), subiu 0,78% em relação ao mês anterior. Para o País, o variação no custo de vida foi de +0,88%. Na divisão mais detalhada por item, entre os maiores aumentos, estão o leite longa vida (+17,93%), o feijão carioca (+15,60%), o óleo diesel (+14,37%), a passagem aérea (+7,80%), o transporte por aplicativo (+7,24%) e a gasolina (+4,40%). Por outro lado, dentre as maiores reduções, estão o ar-condicionado (-4,52%), o açucar refinado (-4,25%) e o pacote turístico (-3,99%). No mesmo mês do ano anterior (março de 2025), o IPCA apresentou alta de 0,71%.
Nos últimos 12 meses, o IPCA registrou um aumento de 4,76%. Os destaques ficaram para a passagem aérea (+27,99%), o transporte por aplicativo (+26,38%), o feijão carioca (+24,06%), o chocolate em barra e bombom (+23,26%), os jogos de azar (+15,17%), o ovo de galinha (-20,30%), o arroz (-23,84%) e o azeite de oliva (-25,85%). Na média do Brasil, o IPCA subiu 4,14%.
Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), da RMSP, que reflete a variação no custo de vida das famílias com rendimentos de 1 a 5 SMs, subiu 0,72% no mês. Para o País, a variação no custo de vida foi de +0,91%. Na divisão mais detalhada por item, os destaques são os mesmos do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), exceto o óleo diesel e o ar-condicionado. No mesmo mês do ano anterior (março de 2025), o INPC apresentou alta de 0,63%. Nos últimos 12 meses, o índice subiu 4,46%. Na média do Brasil, o INPC aumentou 3,77%.

Endividamento
No município de São Paulo, o percentual de famílias endividadas, com contas em atraso e sem condições de pagar suas dívidas, aumentou em comparação com o mesmo mês do ano anterior. No entanto, permanecem menores quando comparados à média do Brasil.
Em março de 2026, a Pesquisa de Endividamento e Intenção de Consumo das Famílias (PEIC-SP), realizada pela FECOMÉRCIO-SP, apontou que o percentual de famílias endividadas atingiu 71,14%, um aumento de 1,14 ponto percentual (p.p.) em relação ao mês anterior e de 1,94 p.p. em comparação com março de 2025. Para as famílias com renda até dez salários-mínimos (SMs), o percentual é de 74,53%, enquanto para as famílias com renda maior que dez SMs, 61,33%.
Já a proporção de famílias com dívidas em atraso foi de 20,90%, um aumento de 0,49 p.p. em relação ao mês anterior e de 1,65 p.p. em relação a março de 2025. Para as famílias com renda de até dez SMs (25,61%), ao passo que para as famílias com renda maior que dez SMs (9,18%).
E, por fim, o percentual de famílias que não terão condições de pagar as dívidas atingiu 8,88%, uma diminuição de 0,11 p.p. em relação ao mês anterior e um aumento de 0,79 p.p. em comparação com março de 2025. Para as famílias com renda de até dez SMs (11,43%), em contraste com as famílias com renda superior a dez SMs (3,32%).

Índices de Confiança
O nível de confiança dos consumidores no município de São Paulo aumentou pela terceira vez em 2026, quando comparado ao mesmo mês do ano anterior, o que diverge da queda observada ao longo de todo o ano de 2025.
Em março de 2026, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), calculado pela FECOMÉRCIO-SP, registrou queda de 1,2% em relação ao mês anterior. Já em comparação com o mesmo mês do ano anterior (março de 2025), o índice subiu 9,3%.
Depois de quatro aumentos consecutivos, o nível de confiança dos empresários do comércio no município de São Paulo diminuiu pelo segundo mês, em contraste com o aumento observado no País. Mas quando comparado com o mesmo mês do ano anterior, teve um aumento, e foi igual ao registrado no Brasil.
O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), também calculado pela FECOMÉRCIO-SP, registrou, em março deste ano, queda de 0,4% em relação ao mês anterior. Em comparação com o mesmo mês do ano anterior (março de 2025), o índice registrou um aumento de 4,9%. Na divisão por tipo de produto, os empresários produtores de não-duráveis apresentaram um aumento de 10,4%, ao passo que os de semiduráveis apresentaram uma diminuição de +0,9%.
O subindicador que reflete a percepção dos empresários sobre as condições atuais aumentou 2,4%, enquanto o que reflete as expectativas dos empresários aumentou 5,0%. Já o subindicador que reflete a estratégia de investimento aumentou 6,9%.
Os empresários da indústria do Estado de São Paulo apresentaram um aumento do pessimismo, tanto em relação às condições atuais quanto às suas expectativas para os próximos seis meses.
O Índice de Confiança do Empresário Industrial Paulista (ICEI-SP), calculado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), registrou, em abril de 2026, uma queda de 0,9% em relação ao mês anterior. O indicador evidencia um aumento no pessimismo entre os empresários. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior (abril de 2025), o índice registrou uma queda de 6,9%. O subindicador que reflete as condições atuais apresentou redução de 8,1%, enquanto o subindicador que reflete as expectativas para os próximos seis meses diminuiu 9,6%.

Os dados sobre o nível de confiança dos empresários da indústria paulista, calculados pela FIESP, referem-se a abril de 2026. Logo, já podem refletir os acontecimentos que serão apresentados no final deste Boletim.
Perspectiva
A intenção de consumo das famílias do município de São Paulo diminuiu em relação ao mês anterior, em contraste com o pequeno crescimento observado no País. Já na comparação com o mesmo mês do ano anterior, aumentou pela sexta vez consecutiva, e mais do que o observado na média do Brasil (+2,4%).
Em março de 2026, o Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF-SP), calculado pela FECOMÉRCIO-SP, diminuiu 1,6% em relação ao mês anterior. Em comparação com o mesmo mês do ano anterior (março de 2025), o índice subiu 6,9%.
Pelo lado da oferta, em comparação com o mesmo mês do ano anterior, o interesse pela expansão do comércio na Região Metropolitana de São Paulo aumentou pelo segundo mês consecutivo, após cinco quedas consecutivas.
O Índice de Expansão do Comércio (IEC-SP), também calculado pela FECOMÉRCIO-SP, registrou uma diminuição de 0,5% em relação ao mês anterior. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior (março de 2025), o índice registrou alta de 5,6%. Entre os seus dois componentes, a expectativa de contratação de funcionários aumentou 7,6%, enquanto o nível de investimento das empresas aumentou 3,3%.

Em razão da data de publicação deste boletim, algumas notícias já podem impactar os indicadores econômicos de abril, que serão divulgados no próximo mês.
No plano internacional, o Estreito de Ormuz mantém tráfego muito restrito, enquanto as negociações entre os EUA e o Irã permanecem em impasse. E, em meio a esse impasse, representantes militares de mais de 30 países se reuniram em Londres para propor uma missão multinacional, liderada pelo Reino Unido e pela França, para reabrir o estreito. O objetivo do plano militar “estritamente defensivo” é garantir a liberdade de navegação nessa via estratégica.
O Governo Federal liberou um crédito extraordinário de R$ 300 bilhões para subsidiar a importação de gás de cozinha. A medida tem como objetivo garantir que o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) seja vendido pelo mesmo preço do produto nacional e, assim, evitar que o aumento de seu preço no mercado internacional seja repassado ao consumidor final brasileiro. O subsídio será válido até 31 de maio e poderá ser prorrogado por mais dois meses.
O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), decidiu reduzir, pela segunda vez consecutiva, a taxa básica de juros para 14,5% ao ano, apesar da continuidade da guerra no Oriente Médio.
Para mais detalhes sobre alguns dos indicadores apresentados, inclusive com outras medidas de variação, acessem: https://pesquisa.fecap.br/cecon/.
Expediente CECON
Coordenação
Allexandro Emmanuel Mori Coelho, Professor Doutor
Equipe Econômica
Jobson Monteiro de Souza, Professor Doutor
Rafael Barišauskas, Professor Mestre
Termo de isenção de responsabilidade
Este relatório foi preparado pela equipe integrante do Centro de Estudos em Conjuntura Econômica (CECON) da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), utilizando os melhores esforços dos responsáveis. As informações foram obtidas através de fontes públicas críveis, e estão sujeitas a revisões sem aviso prévio. O CECON e a FECAP não se responsabilizam por quaisquer decisões econômicas ou de investimento tomadas com base nas informações deste relatório. O conteúdo deste relatório é livre, não podendo ser comercializado ou monetizado por terceiros de nenhuma forma. Este produto possui caráter exclusivamente informativo e não deverá ser usado para constituir qualquer decisão de compra ou venda de ativos ou produtos ou de investimento.