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CECON FECAP analisa comportamento da produção industrial de São Paulo em fevereiro de 2026

CECON FECAP analisa comportamento da produção industrial de São Paulo em fevereiro de 2026
Centro de Estudos em Conjuntura Econômica (CECON) | 14/04/2026
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Em fevereiro de 2026, a produção industrial no Estado de São Paulo, medida pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou uma alta de 0,5% ante o mês anterior, considerando a série livre de fatores sazonais.

Variação anual

Em relação ao mesmo mês do ano anterior (fevereiro de 2025), a produção industrial paulista caiu 3,6%. Uma queda maior do que o registrado na produção industrial nacional (-0,7%). As indústrias extrativas diminuíram 8,9%, enquanto a indústria de transformação diminuiu 3,5%.

Dentro da indústria de transformação, o principal resultado positivo ocorreu no setor de fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (+4,1%).

Já as maiores quedas ficaram no setor de confecção de artigos de vestuário e acessórios (-15,9%), de fabricação de outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores (-13,5%), de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-11,6%) e de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (-10,2%).

Variação acumulada dos últimos 12 meses

A produção industrial paulista diminuiu 2,6% no acumulado dos últimos 12 meses, em contraste com o crescimento de 0,3% observado no Brasil.

Variação acumulada no ano

No acumulado de janeiro a fevereiro, a produção industrial caiu 2,4%. O resultado das indústrias extrativas no período, por sua vez, foi de queda de 5,0%, enquanto a indústria de transformação diminuiu 2,4%.

Dentro dos 24 setores da indústria de transformação, 3 apresentaram crescimento, 14 recuaram e 7 não tiveram dados disponíveis.

No mesmo período, dentre os 17 estados pesquisados, os maiores resultados positivos na produção industrial foram observados em Pernambuco (+26,4%), no Espírito Santo (+22,6%) e em Mato Grosso do Sul (+8,1%). Já os maiores resultados negativos ocorreram na Bahia (-7,5%), no Ceará (-8,8%) e no Rio Grande do Norte (-24,8%).

No caso de Pernambuco, vale destacar o crescimento de 1.226,6% na fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis, enquanto no Espírito Santo, o destaque é o crescimento de 36,5% nas indústrias extrativas. Já o resultado do Rio Grande do Norte está relacionado a queda de 35,3% na fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis, que por sua vez, é explicado pela saída da Petrobras de campos de exploração em terra e águas rasas.

Expediente CECON

Coordenação: Allexandro Emmanuel Mori Coelho, Professor Doutor

Equipe Econômica: professores doutores Jobson Monteiro de Souza e Rafael Barišauskas

Termo de isenção de responsabilidade: este relatório foi preparado pela equipe integrante do Centro de Estudos em Conjuntura Econômica (CECON) da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), utilizando os melhores esforços dos responsáveis. As informações foram obtidas através de fontes públicas críveis, e estão sujeitas a revisões sem aviso prévio. O CECON e a FECAP não se responsabilizam por quaisquer decisões econômicas ou de investimento tomadas com base nas informações deste relatório. O conteúdo deste relatório é livre, não podendo ser comercializado ou monetizado por terceiros de nenhuma forma. Este produto possui caráter exclusivamente informativo e não deverá ser usado para constituir qualquer decisão de compra ou venda de ativos ou produtos ou de investimento.

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