
Este boletim reúne um conjunto de dados disponíveis para o Estado de São Paulo e sua capital, além das principais notícias, com o intuito de ajudar na compreensão da situação econômica da região e na formação de expectativas entre empresários e consumidores.
Os dados de junho mostram que as atividades econômicas seguem a trajetória observada em 2025: queda na produção industrial e no comércio, em contraste com o crescimento nos serviços. Na variação acumulada em 12 meses, a atividade produtiva agregada aumentou em relação ao registrado no mês anterior.
Já os dados de julho demonstram que o emprego formal aumentou, mas o salário médio de admissão diminuiu. No acumulado em doze meses, a inflação diminuiu. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, o percentual de famílias endividadas aumentou, mas o percentual daquelas com contas em atraso e sem condições de pagar suas dívidas diminuiu. Ademais, a intenção de consumo das famílias aumentou, enquanto o interesse em expandir o comércio diminuiu.
Ainda com base nos dados de julho, o nível de confiança dos consumidores aumentou, ao passo que o dos empresários do comércio diminuiu. Já os dados de agosto mostram que o nível de confiança dos empresários da indústria aumentou.
Notícias de Julho – Referência para os Dados
Os Estados Unidos estabeleceram uma tarifa de importação adicional de 12,5% para produtos brasileiros, com base em uma investigação realizada sobre 60 parceiros comerciais, que constatou a importação de mercadorias produzidas nesses países, total ou parcialmente, com trabalho forçado. O governo americano alega que o Brasil não proíbe e nem fiscaliza de forma efetiva a entrada de produtos fabricados com trabalho forçado em seu mercado interno. O que, consequentemente, cria uma vantagem competitiva indevida para os exportadores brasileiros.
Para uma parte das exportações brasileiras, essa tarifa soma-se à tarifa adicional de 25%, especificamente sobre os produtos brasileiros, anunciada anteriormente pelo governo do presidente Donald Trump. A sobretaxa acumulada de 37,5% afetará cerca de 16,5% das exportações brasileiras destinadas aos EUA, correspondendo a aproximadamente US$ 6,6 bilhões em vendas ao mercado norte-americano. Entre os setores afetados estão os de máquinas e equipamentos, móveis, confecções e calçados. Por outro lado, vale destacar que carne bovina, café, suco de laranja, frutas e aeronaves permanecem isentos dessas tarifas adicionais.
A União Europeia anunciou um novo pacote de proteção para sua indústria siderúrgica, com um endurecimento significativo das condições de acesso ao mercado europeu para exportadores de aço. A principal mudança é a redução de 47% no volume de aço que pode ingressar no bloco sem incidência de tarifas, limitando essa cota a 18,3 milhões de toneladas anuais. Além disso, a tarifa aplicada ao volume que exceder as cotas passou de 25% para 50%, abrangendo 26 categorias de produtos siderúrgicos. Segundo a Comissão Europeia, as novas restrições visam proteger a indústria siderúrgica do bloco diante do excesso de oferta global de aço, que pressiona os preços internacionais e reduz a rentabilidade das empresas do setor.
O Governo Federal manteve neste mês o subsídio de R$ 0,44 por litro de gasolina e R$ 1,12 por litro de diesel. No entanto, o subsídio adicional de R$ 0,35 por litro de diesel foi retirado, embora a retomada dos ataques no Oriente Médio tenha voltado a pressionar as cotações internacionais do petróleo. O governo já desembolsou R$ 14,6 bilhões para reduzir os efeitos da alta internacional dos combustíveis sobre os preços domésticos.
O Governo Federal aprovou uma resolução que permite a utilização de gasodutos da Petrobras para o escoamento do gás natural da União produzido no pré-sal, o que viabilizará sua comercialização direta a grandes consumidores, como indústrias e termelétricas. A medida busca ampliar a oferta de gás natural no mercado e aumentar a concorrência, com expectativa do Ministério de Minas e Energia de reduzir o preço do insumo em até 50%. A iniciativa tem potencial para reduzir os custos de produção de setores intensivos em energia, como as indústrias química, petroquímica, siderúrgica e de fertilizantes.
O programa Move Brasil passou a disponibilizar linhas de financiamento para entregadores por aplicativo, motofretistas, mototaxistas e ciclistas profissionais adquirirem motocicletas, motonetas, ciclomotores e bicicletas elétricas produzidos no país a partir de 2024. Entre as condições oferecidas, destacam-se o início do pagamento das parcelas após 60 dias, prazo de até quatro anos para quitação e taxas de juros de 0,99% ao mês para homens e 0,91% ao mês para mulheres.
O Governo Federal prorrogou para até 31 de agosto o Desenrola Brasil 2.0, o programa de renegociação de dívidas dos consumidores. A prorrogação não exigirá novos aportes públicos e permitirá que pessoas ainda em negociação com as instituições financeiras concluam o processo de regularização de suas dívidas.
A Enel reajustou as tarifas de fornecimento de energia elétrica em 24 municípios do Estado de São Paulo. O aumento médio para os consumidores residenciais foi de 8,97%, enquanto para as indústrias e grandes estabelecimentos comerciais foi de 15%.
As tarifas de pedágio em mais de 30 rodovias concedidas do Estado de São Paulo foram reajustadas em 4,72% a partir de 1º de julho. Os novos sistemas de pedágio eletrônico do programa Siga Fácil, adotados em concessões mais recentes, não seguem esse reajuste, pois os contratos preveem atualizações em datas distintas. Além disso, em algumas praças houve redução tarifária. Como as tarifas de pedágio integram os custos de transporte de cargas e passageiros, aumentos dessa natureza tendem a pressionar, ainda que de forma indireta, os custos logísticos das empresas e podem ser repassados aos preços de bens e serviços ao longo das cadeias produtivas.
Atividade Econômica
Em comparação aos demais entes federativos, o varejo paulista registrou, até junho, a maior queda no volume de vendas frente ao mesmo período do ano anterior. Uma queda maior, na mesma base de comparação, ocorreu pela última vez em junho de 2020 (-9,3%).
Em junho de 2026, o volume de vendas no comércio varejista ampliado no Estado de São Paulo, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou queda de 0,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior, em contraste com o crescimento de 4,9% na média do Brasil.
Entre as subcategorias analisadas pelo IBGE, os maiores avanços ocorreram em materiais para escritório, informática e comunicação (+12,9%), em combustíveis e lubrificantes (+9,6%) e em artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (+6,9%). Por outro lado, os piores desempenhos foram observados no atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (-12,7%) e no setor de material de construção (-2,3%).
No acumulado de janeiro a junho, o volume de vendas do comércio varejista ampliado paulista caiu 3,5%, ao passo que, na média do País, observou-se uma alta de 1,9%. As maiores variações positivas ocorreram em Pernambuco (+9,6%), em Tocantins (+8,8%), em Goiás e no Distrito Federal (ambos com+7,1%). São Paulo apresentou o pior resultado, seguido pelo Piauí (-0,6%).
No varejo paulista, os maiores avanços ocorreram nos setores de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (+12,5%) e de tecidos, vestuário e calçados (+8,3%). Por outro lado, os piores resultados ocorreram no atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (-15,2%), em móveis (-9,3%) e em veículos, motocicletas, partes e peças (-6,1%).
Em comparação aos demais entes federativos, o Estado de São Paulo ficou na sexta posição em termos de taxa de crescimento do volume de serviços, no acumulado até junho, ante igual período do ano anterior. Um resultado melhor, na mesma base de comparação, foi observado pela última vez em junho de 2022 (+10,4%).
Em junho de 2026, o volume de serviços no Estado de São Paulo, medido pelo IBGE, registrou alta de 4,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. A média do País foi de +2,0%. O destaque ficou para o setor de serviços de informação e comunicação (+13,6%). Já as atividades turísticas caíram 6,9% nesse período, mais do que o observado no País (-5,3%).
No acumulado de janeiro a junho, o volume de serviços prestados subiu 4,0%. A média do País foi de +2,0%. As maiores variações positivas ocorreram em Alagoas (10,0%), no Distrito Federal (+9,1%), em Roraima (+6,9%) e em Rondônia (+6,4%), enquanto as maiores variações negativas ocorreram no Amazonas (-5,8%), em Tocantins (-5,6%) e no Ceará (-5,1%). Já as atividades turísticas recuaram 0,9% nesse período.
No acumulado até junho, a produção industrial paulista registrou queda frente ao mesmo período do ano anterior. No entanto, o recuo foi menor que o observado no acumulado até junho de 2025 (-1,9%).
Em junho de 2026, a produção industrial no Estado de São Paulo, medida pelo IBGE, registrou queda de 0,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Já a produção nacional registrou alta de 1,7%, na mesma base de comparação. As indústrias extrativas cresceram 10,6%, enquanto a indústria de transformação diminuiu 1,1%.
Na indústria de transformação, o principal resultado positivo ocorreu no setor de fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (+13,0%). Já as maiores quedas ocorreram nos setores de fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-12,0%), de produtos alimentícios (-10,0%) e de outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores (-9,4%).
No acumulado de janeiro a junho, a produção industrial caiu 0,6%. Já a produção nacional registrou alta de 1,5%, na mesma base de comparação. Os maiores resultados positivos na produção industrial foram observados no Espírito Santo (+20,2%), em Pernambuco (+10,9%) e no Rio de Janeiro (+7,5%), enquanto os maiores resultados negativos ocorreram no Rio Grande do Norte (-13,1%), no Maranhão (-6,4%) e na Bahia (-4,9%).
O resultado das indústrias extrativas em São Paulo foi de -1,1%, enquanto o da indústria de transformação foi de -0,6%.

O Índice de Atividade Econômica Regional do Banco Central (IBCR), que mede a evolução conjunta dos setores produtivos da economia (comércio, serviços, indústria e agropecuária), é divulgado mensalmente pelo Banco Central (BC) e ajuda na definição da taxa básica de juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Ele também serve como “prévia” do PIB, embora tenha uma metodologia diferente.
Em comparação com o mesmo mês do ano anterior (junho de 2025), a atividade econômica no Estado de São Paulo subiu 1,1%. Já no acumulado em 12 meses, o crescimento no Estado foi de 0,6%, bem abaixo da média nacional de 1,5%.
Entre os 17 estados pesquisados, as maiores altas foram observadas no Rio de Janeiro (+5,1%) e no Mato Grosso do Sul (+4,5%), enquanto os menores avanços ocorreram no Amazonas (+0,4%), seguido pela Bahia e Minas Gerais (ambos com +1,5%). Assim, São Paulo apresentou o segundo pior resultado no período.

Os dados sobre a produção do comércio, dos serviços e da indústria, apresentados pelo IBGE, bem como o IBCR do Banco Central, referem-se a junho de 2026 e, portanto, ainda não refletem os acontecimentos apresentados no início deste Boletim.
Emprego
Em relação ao mês anterior, o emprego formal aumentou no Estado de São Paulo, porém, o salário médio diminuiu.
Com base no Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), em julho de 2026, o emprego formal no Estado de São Paulo apresentou saldo positivo de 17.814 postos de trabalho, o que representou um aumento de 0,12% no estoque em relação ao mês anterior, percentual igual à média do Brasil.
Os maiores aumentos ocorreram no Amazonas (+0,63%), no Mato Grosso (0,59%) e no Piauí (+0,52%), ao passo que Espírito Santo (-0,28%) e Tocantins (-0,16%) apresentaram variações negativas.
Na divisão por grupos, o saldo de postos de trabalho foi maior entre as mulheres (+9.037), entre as pessoas de 18 a 24 anos (+17.951) e entre aquelas com ensino médio completo (+7.039). Vale também destacar a redução do saldo para as pessoas de 25 a 64 anos (-10.388) e para aquelas com ensino superior completo (-2.374).
Na divisão por setores, os destaques ocorreram no transporte rodoviário de carga (+7.459), no cultivo de laranja (+3.402), nas atividades de teleatendimento (-2.317), na locação de mão de obra temporária (-1.918) e na alimentação (-1.445).

Por fim, o salário médio de admissão diminuiu 0,67% e atingiu R$2.706,37, em contraste com o crescimento de 0,63% observada na média do País.
No acumulado do ano, o estoque de emprego formal no Estado de São Paulo cresceu 1,85% e, nos últimos 12 meses, 1,25%, resultados menores do que os observados na média do País, 2,06% e 1,87%, respectivamente.
Em agosto, também foi divulgada a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do segundo trimestre de 2026, realizada pelo IBGE. De acordo com a pesquisa, a taxa de desemprego no Estado de São Paulo atingiu 5,4%, um aumento de 0,3 ponto percentual (p.p.) em relação ao segundo trimestre de 2025. A taxa de desemprego estimada no Brasil também foi de 5,4%.
Em São Paulo, a taxa de desemprego foi maior entre as mulheres (6,2%), os pretos (6,2%), as pessoas de 14 a 17 anos (27,3%) e as pessoas com ensino médio incompleto ou equivalente (10,8%).

A taxa composta de subutilização, resultante da soma das taxas de desemprego, de força de trabalho potencial e de subocupação, atingiu 10,3%, uma redução de 0,5 p.p. em relação ao mesmo trimestre de 2025. Para a média do País, a taxa foi de 12,9%. Essa taxa reflete melhor a subutilização da força de trabalho, isto é, a oferta de trabalho disponível, mas ainda não empregada. Isso porque ela também inclui as pessoas de fora da força de trabalho que gostariam de trabalhar e as de dentro da força de trabalho que gostariam de trabalhar mais.
Inflação
A inflação acumulada em 12 meses em São Paulo caiu pelo segundo mês consecutivo, embora tenha permanecido acima da média observada no Brasil.
Segundo o IBGE, em julho de 2026, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), que reflete a variação no custo de vida das famílias com rendimentos de 1 a 40 salários-mínimos (SMs), subiu 0,29% em relação ao mês anterior. Para o País, a variação no custo de vida foi de +0,07%.
Na divisão mais detalhada por item, entre os maiores aumentos, estão a energia elétrica residencial (7,55%), a passagem aérea (+6,97%), o transporte por aplicativo (+3,04%) e o óleo lubrificante (+3,00%). Por outro lado, entre as maiores reduções, estão o açúcar refinado (-4,86%), o peixe – cação (-3,94%), a linguiça (-3,63%) e o café moído (-3,40%)
Em razão do conflito no Oriente Médio, vale também destacar a variação dos preços dos combustíveis. O gás de botijão teve uma redução de 2,73%, o etanol de 1,72%, o óleo diesel de 0,69% e a gasolina de 0,38%.
No mesmo mês do ano anterior (julho de 2025), o IPCA apresentou alta de 0,46%. Já nos últimos 12 meses, registrou aumento de 4,81%. Os destaques ficaram para a passagem aérea (+57,20%), o feijão carioca (+40,94%), o transporte por aplicativo (+25,97%), o chocolate em barra e bombom (+15,00%), o óleo diesel (+14,22%), o arroz (-8,82%), o azeite de oliva (-17,61%), o café moído (-18,38%) e o açúcar refinado (-19,01%).
Na média nacional, o IPCA subiu 4,44% e, portanto, ficou abaixo do teto da meta de inflação de 4,5% ao ano estabelecido pelo Banco Central.
Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), da RMSP, que reflete a variação no custo de vida das famílias com rendimentos de 1 a 5 SMs, caiu 0,28% no mês. Para o País, a variação no custo de vida foi de -0,01%.
Na divisão mais detalhada por item, o destaque foi a anergia elétrica residencial (+7,60%). Os demais produtos em destaque foram os mesmos do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), exceto o óleo diesel.
No mesmo mês do ano anterior (julho de 2025), o INPC apresentou alta de 0,56%. E nos últimos 12 meses, o índice subiu 4,28%. Na média do Brasil, o INPC aumentou 4,10%.

Endividamento
Em comparação a julho de 2025, o percentual de famílias endividadas no município de São Paulo aumentou. Em contrapartida, a proporção de famílias com contas em atraso e sem condições de pagar suas dívidas diminuiu. Ademais, todos os indicadores permaneceram abaixo da média nacional.
Em julho de 2026, a Pesquisa de Endividamento e Intenção de Consumo das Famílias (PEIC-SP), realizada pela FECOMÉRCIO-SP, apontou que o percentual de famílias endividadas ficou em 74,8%, um aumento de 0,7 ponto percentual (p.p.) em relação ao mês anterior e de 3,9 p.p. acima do observado em julho de 2025. Para as famílias com renda de até dez salários-mínimos (SMs), o percentual foi de 78,1%, enquanto para as famílias com renda maior que dez SMs, foi de 65,4%.
Já a proporção de famílias com dívidas em atraso ficou em 20,2%, uma queda de 0,5 p.p. em relação ao mês anterior e de 1,9 p.p. na comparação a julho de 2025. Para as famílias com renda de até dez SMs, a proporção foi de 24,6%, ao passo que, para as famílias com renda maior que dez SMs, foi de 8,9%.

Por fim, o percentual de famílias que não terão condições de pagar as suas dívidas ficou em 8,2%, uma queda de 0,3 p.p. frente ao mês anterior e de 0,9 p.p. frente a julho de 2025. Para as famílias com renda de até dez SMs, o percentual foi de 10,5%, em contraste com 3,1% entre aquelas com renda superior a dez SMs.
Índices de Confiança
O nível de confiança dos consumidores no município de São Paulo aumentou pela sétima vez consecutiva em 2026, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, em contraste com as quedas observadas ao longo de todo o ano de 2025.
Em julho de 2026, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), calculado pela FECOMÉRCIO-SP, registrou queda de 2,0% em relação ao mês anterior.
Já na comparação com o mesmo mês do ano anterior (julho de 2025), o índice subiu 11,7%. Para consumidores com até 35 anos de idade, o nível de confiança aumentou 12,8%, enquanto para aqueles com mais de 35 anos, aumentou 9,6%. Para os homens, o nível de confiança aumentou 13,2%, enquanto, para as mulheres, aumentou 9,9%.
O subindicador que reflete a percepção dos consumidores sobre as condições atuais registrou alta de 11,0%, enquanto o que reflete as suas expectativas subiu 12,0%.
A confiança dos empresários do comércio no município de São Paulo permanece em patamar pessimista pelo quarto mês consecutivo. Esse resultado difere do observado na média do Brasil, em que a confiança dos empresários encontra-se em patamar otimista, embora tenha apresentado variações mensal e anual negativas.
O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), também calculado pela FECOMÉRCIO-SP, registrou uma estabilidade em julho deste ano em relação ao mês anterior.
Já na comparação com o mesmo mês do ano anterior (julho de 2025), o índice registrou uma diminuição de 8,7%. Na divisão por tipo de produto e número de empregados, as maiores reduções foram observadas entre os empresários produtores de semiduráveis (-19,0%) e entre aqueles que possuem até 50 empregados (-8,8%).
O subindicador que reflete as expectativas dos empresários diminuiu 10,2%, enquanto o que reflete a percepção dos empresários sobre as condições atuais diminuiu 9,5%. Já o subindicador que reflete a estratégia de investimento diminuiu 6,2%.
Os empresários da indústria do Estado de São Paulo permanecem pessimistas. Entretanto, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, observou-se uma redução dessa postura. A última vez que isso ocorreu foi em novembro de 2024.
O Índice de Confiança do Empresário Industrial Paulista (ICEI-SP), calculado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), registrou, em agosto de 2026, alta de 4,9% em relação ao mês anterior. A variação evidencia uma redução no pessimismo entre os empresários.
Na comparação com o mesmo mês do ano anterior (agosto de 2025), o índice apresentou alta de 3,5%. O subindicador que reflete as condições atuais aumentou 6,5%, enquanto o de expectativas para os próximos seis meses aumentou 2,0%.

Os dados sobre o nível de confiança dos empresários da indústria paulista, calculados pela FIESP, referem-se a agosto de 2026 e, portanto, já podem refletir os acontecimentos que serão apresentados no final deste Boletim.
Perspectiva
A intenção de consumo das famílias do município de São Paulo diminuiu pela quinta vez consecutiva em relação ao mês anterior, em contraste com o crescimento de 0,1% observado no País. Já na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a intenção aumentou pela décima vez consecutiva, acima da média do Brasil (+2,6%).
Em julho de 2026, o Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF-SP), calculado pela FECOMÉRCIO-SP, diminuiu 0,4% em relação ao mês anterior. Em comparação com o mesmo mês do ano anterior (julho de 2025), o índice subiu 6,3%. Para as famílias com renda de até dez SMs, o índice cresceu 7,7%, enquanto para as famílias com renda acima de dez SMs, cresceu 2,5%.
Entre os sete itens avaliados, as maiores variações ocorreram no momento para duráveis (+16,9%), na perspectiva de consumo (+10,3%) e no acesso ao crédito (+9,9%).
No entanto, as diferenças entre os níveis de renda são muito grandes. Por exemplo, as variações no momento para duráveis e no acesso ao crédito para as famílias com renda de até dez SMs foram de +19,0% e +13,5%, respectivamente. Já para as famílias com renda acima de dez SMs, foram de +11,8% e +0,6%, respectivamente.
Pelo lado da oferta, o interesse pela expansão do comércio na Região Metropolitana de São Paulo diminuiu tanto em relação ao mês anterior quanto ao mesmo mês do ano anterior.
O Índice de Expansão do Comércio (IEC-SP), também calculado pela FECOMÉRCIO-SP, registrou uma redução de 0,9% em relação ao mês anterior. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior (julho de 2025), o índice registrou queda de 6,0%. Entre os seus dois componentes, a expectativa de contratação de funcionários diminuiu 4,5%, enquanto o nível de investimento das empresas diminuiu 8,0%.

Em razão da data de publicação deste boletim, algumas notícias já podem impactar os indicadores econômicos de agosto, que serão divulgados no próximo mês.
O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic de 14,25% para 14,0% ao ano, na quarta queda consecutiva dos juros básicos da economia. A decisão foi justificada pelo processo de desaceleração da inflação e pela expectativa de convergência do IPCA para o redor da meta, em um contexto de redução do crescimento da atividade econômica, embora com o mercado de trabalho ainda aquecido.
O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32% por um período de 180 dias, com possibilidade de prorrogação. A medida busca reduzir a dependência brasileira de combustíveis importados, com estimativa de evitar a importação de cerca de 900 milhões de litros de gasolina por ano, além de contribuir para uma redução de aproximadamente R$ 0,03 por litro no preço da gasolina ao consumidor.
O Governo Federal iniciou a operação do Desenrola Adimplentes, modalidade voltada a trabalhadores informais com bom histórico de pagamento, que permite a substituição de dívidas mais caras por empréstimos de até R$ 15 mil com juros de até 1,99% ao mês. A iniciativa amplia o escopo do programa Desenrola, originalmente criado para a renegociação de dívidas de inadimplentes, e busca melhorar as condições de crédito para famílias que mantêm suas obrigações financeiras em dia. Segundo o governo, o programa Desenrola já beneficiou 7,5 milhões de famílias.
Para mais detalhes sobre alguns dos indicadores apresentados, inclusive com outras medidas de variação, acesse o site: clique aqui.
Expediente CECON
Coordenação: Allexandro Emmanuel Mori Coelho, Professor Doutor
Equipe Econômica: Jobson Monteiro de Souza, Professor Doutor
Termo de isenção de responsabilidade
Este relatório foi preparado pela equipe integrante do Centro de Estudos em Conjuntura Econômica (CECON) da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), utilizando os melhores esforços dos responsáveis. As informações foram obtidas através de fontes públicas críveis, e estão sujeitas a revisões sem aviso prévio. O CECON e a FECAP não se responsabilizam por quaisquer decisões econômicas ou de investimento tomadas com base nas informações deste relatório. O conteúdo deste relatório é livre, não podendo ser comercializado ou monetizado por terceiros de nenhuma forma. Este produto possui caráter exclusivamente informativo e não deverá ser usado para constituir qualquer decisão de compra ou venda de ativos ou produtos ou de investimento.





