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CECON FECAP analisa mercado de trabalho no estado de SP no 2º trimestre de 2026

CECON FECAP analisa mercado de trabalho no estado de SP no 2º trimestre de 2026
Centro de Estudos em Conjuntura Econômica (CECON) | 17/08/2026

No segundo trimestre de 2026, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou uma diminuição de 171 mil no número de pessoas desocupadas no Estado de São Paulo, mas os postos de trabalho se mantiveram estáveis. Já o número de pessoas fora da força de trabalho aumentou em 238 mil. Assim, a taxa de desemprego, com ajuste sazonal, atingiu 5,4%, uma redução de 0,6 ponto percentual (p.p.) em relação ao trimestre anterior.

A taxa de desemprego estimada no Brasil foi de 5,4%. As maiores taxas foram observadas no Amapá (9,8%) e na Bahia (9,1%), enquanto as menores foram observadas em Santa Catarina (2,1%), no Mato Grosso (2,2%) e no Espírito Santo (2,3%).

O rendimento real mensal médio alcançou R$4.447, mas sem variação estatisticamente significativa em relação ao trimestre anterior.

Variação em relação ao mesmo período do ano anterior

Em comparação com o segundo trimestre de 2025, foram criados 201 mil postos de trabalho, mas a força de trabalho aumentou em 273 mil. Assim, a taxa de desemprego aumentou em 0,3 p.p. no período. Já o rendimento real mensal médio, novamente, não apresentou variação estatisticamente significativa.

Em relação à posição na ocupação desses postos de trabalho e em relação a atividade do trabalho principal ocupado, nenhuma apresentou variação estatisticamente significativa.

Divisão por grupo

A taxa de desemprego foi de 4,7% entre os homens e de 6,2% entre as mulheres. Por cor ou raça, as taxas foram de 4,8% (branca), 6,0% (parda) e 6,2% (preta).

Na divisão por grupos de idade, o destaque foi a taxa de desemprego entre 14 e 17 anos, de 27,3%. E na divisão por nível de instrução, a maior taxa foi de 10,8% (ensino médio incompleto ou equivalente) e a menor, de 3,5% (ensino superior completo ou equivalente).

O rendimento real mensal médio para os homens foi de R$4.959 e para as mulheres R$3.821. Por cor ou raça, o valor foi de R$5.335 (branca), de R$ 3.279 (parda)e R$3.207 (preta).

O rendimento das pessoas com idade entre 14 e 17 anos foi de R$1.238. E na divisão por nível de instrução, as pessoas com ensino médio incompleto ou equivalente receberam R$2.383, enquanto que as pessoas com ensino superior completo ou equivalente receberam R$8.055.

Taxa composta de subutilização

A taxa composta de subutilização, resultado da soma da taxa de desemprego, da taxa de força de trabalho potencial e da taxa de subocupação, atingiu 10,3%, o que representa uma redução de 0,5 p.p. em relação ao mesmo trimestre de 2025. Para a média do País, a taxa foi de 12,9%.

Essa taxa reflete melhor a subutilização da força de trabalho, isto é, a oferta de trabalho disponível, mas ainda não empregada. Isso porque ela também inclui as pessoas de fora da força de trabalho que gostariam de trabalhar e as de dentro da força de trabalho que gostariam de trabalhar mais.

A taxa da força de trabalho potencial, que reflete as pessoas com potencial para estarem na força de trabalho, mas com o qual ocorreu um descompasso entre a busca por trabalho e a disponibilidade para trabalhar, foi de 2,2%. Já a taxa de subalocação, que reflete os trabalhadores que trabalham menos horas do que gostariam, alcançou 2,7%.

Outras informações

O percentual de pessoas desalentadas em relação à população na força de trabalho foi de 0,7%, uma queda de 0,2 ponto percentual (p.p.) em relação ao primeiro trimestre de 2025. O percentual representa as pessoas que gostariam de trabalhar e estão disponíveis, mas desistiram de procurar por falta de vagas, de experiência, de idade suficiente ou de oportunidade de emprego na sua localidade. Para a média do País, a taxa foi de 2,1%.

Já a taxa de informalidade foi de 30,1% entre a população ocupada. A taxa inclui as pessoas ocupadas: como empregados no setor privado e trabalhadores domésticos sem carteira de trabalho assinada; por conta própria e como empregadores sem registro no CNPJ; e o trabalhador familiar auxiliar. No Brasil, a taxa foi de 37,4%.

Expediente CECON
Coordenação: Allexandro Emmanuel Mori Coelho, Professor Doutor
Equipe Econômica: Jobson Monteiro de Souza, Professor Doutor

Termo de isenção de responsabilidade

Este relatório foi preparado pela equipe integrante do Centro de Estudos em Conjuntura Econômica (CECON) da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), utilizando os melhores esforços dos responsáveis. As informações foram obtidas através de fontes públicas críveis, e estão sujeitas a revisões sem aviso prévio. O CECON e a FECAP não se responsabilizam por quaisquer decisões econômicas ou de investimento tomadas com base nas informações deste relatório. O conteúdo deste relatório é livre, não podendo ser comercializado ou monetizado por terceiros de nenhuma forma. Este produto possui caráter exclusivamente informativo e não deverá ser usado para constituir qualquer decisão de compra ou venda de ativos ou produtos ou de investimento.

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