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Custo de vida cai na Região Metropolitana de São Paulo em Agosto, aponta CECON FECAP

O Centro de Estudos em Conjuntura Econômica (CECON) da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) divulga mensalmente a análise...
Centro de Estudos em Conjuntura Econômica (CECON) | 17/09/2026

Centro de Estudos em Conjuntura Econômica (CECON) da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) divulga mensalmente a análise do custo de vida na Região Metropolitana de São Paulo, com base nos índices oficiais de inflação apurados pelo IBGE. O levantamento apresenta as variações do INPC e do IPCA, destacando os principais produtos e serviços que mais influenciam o orçamento das famílias paulistanas.

ÍNDICE NACIONAL DE PREÇOS AO CONSUMIDOR (INPC)

Em agosto, o custo de vida das famílias com menor renda diminuiu 0,28% na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), pouco menos que no país (-0,32%), conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mede variação dos preços para as famílias com renda de um a cinco salários-mínimos e chefiadas por assalariados.

A redução do custo de vida na RMSP decorreu, basicamente, da diminuição de preços de Habitação e Transportes, e não foi mais acentuada por causa do expressivo encarecimento de Despesas Pessoais. A soma das contribuições dos grupos de mercadorias resulta na variação mensal observada na RMSP.

A redução do custo de vida na RMSP decorreu, basicamente, da diminuição de preços de Habitação e Transportes, e não foi mais acentuada por causa do expressivo encarecimento de Despesas Pessoais. A soma das contribuições dos grupos de mercadorias resulta na variação mensal observada na RMSP.

Entre produtos não-alimentícios com as maiores quedas de preços destaca-se passagem aérea (-8,10%), energia elétrica residencial (-8,06%) e transporte por aplicativo (-6,51%). Os produtos alimentícios que tiveram as maiores reduções de preços foram tomate (-17,83%), batata-inglesa (-17,64%), ovo de galinha (-10,14%), cebola (-8,49%) e cenoura (-8,07%).

Por outro lado, entre produtos não alimentícios, houve forte encarecimento cigarro (+22,08%), destacando-se também a alta de preços de televisor (+3,26%) e computador pessoal (+2,98%). Já entre os produtos alimentícios que ficaram mais caros destaca-se limão (+55,12%), pimentão (+7,39%), iogurte e bebidas lácteas (+2,92%) e amaciante e alvejante (+2,92%).

Difusão da inflação

Em agosto, 50% das mercadorias pesquisadas ficaram mais caras na RMSP, enquanto no país houve encarecimento de 56% das mercadorias.

Variação mensal do ano anterior

Em agosto do ano passado, o INPC apresentou queda de 0,09%. Na divisão mais detalhada por item, as maiores altas do mês foram em limão (+24,41%), pimentão (+9,70%), táxi (+7,85%), transporte por aplicativo (+7,26%), melancia (+6,21%), pera (+5,22%), hospedagem (+4,28%), banana-d’água (+4,21%), camisa/camiseta infantil (+3,83%) e chocolate e achocolatado em pó (+3,78%). Já as maiores quedas ocorreram em manga (-19,26%), mamão (-13,61%), tomate (-10,53%), cinema, teatro e concertos (-6,26%), batata-inglesa (-5,61%), brócolis (-4,40%), energia elétrica residencial (-4,36%), alho (-4,17%), uva (-3,54%) e couve (-3,52%).

Variação acumulada nos últimos 12 meses

Nos últimos 12 meses, o INPC da RMSP aumentou 4,07%, acima do aumento no país, onde o INPC subiu 3,98%.

Variação acumulada no ano

No acumulado de janeiro a agosto, o INPC já subiu 3,19%. No mesmo período, entre as outras 9 regiões metropolitanas, os 5 municípios e o Distrito Federal, as maiores variações no custo de vida foram registradas em RM de Fortaleza (CE) (+4,06%), Campo Grande – MS (+4,00%) e São Luís – MA (+3,94%). Já as menores variações ocorreram em RM de Curitiba (PR) (+1,84%), Brasília – DF (+2,86%) e RM de Salvador (BA) (+2,87%).

Perda de poder de compra do salário-mínimo

A variação do INPC entre dezembro de 2025 e novembro de 2026 será considerada para o cálculo do reajuste do salário-mínimo para 2027. De dezembro do ano passado até agosto, o INPC já acumulou alta de 3,22%, na RMSP, e de 3,38% no país, indicando a perda de poder de poder de compra do salário-mínimo até agora.

ÍNDICE DE PREÇOS AO CONSUMIDOR AMPLO (IPCA)

Em agosto, o custo de vida caiu 0,22% na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), enquanto no país caiu 0,32%. Estas medidas correspondem às taxas de inflação mensais medidas pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos.

A redução do custo de vida na RMSP decorreu, basicamente, da diminuição de preços de Habitação e Transportes, e não foi mais acentuada por causa do expressivo encarecimento de Despesas Pessoais. A soma das contribuições dos grupos de mercadorias resulta na variação mensal observada na RMSP.

Entre produtos não-alimentícios com as maiores quedas de preços destaca-se passagem aérea (-8,10%), energia elétrica residencial (-7,42%) e transporte por aplicativo (-6,51%). Os produtos alimentícios que tiveram as maiores reduções de preços foram tomate (-17,83%), batata-inglesa (-17,64%), ovo de galinha (-10,14%), abobrinha (-8,88%), cebola (-8,49%) e cenoura (-8,07%).

Por outro lado, entre produtos não alimentícios, houve forte encarecimento cigarro (+22,08%), destacando-se também a alta de preços de televisor (+3,26%)e computador pessoal (+2,98%). Já entre os produtos alimentícios que ficaram mais caros destaca-se limão (+55,12%), pimentão (+7,39%), peixe – salmão (+3,91%), iogurte e bebidas lácteas (+2,92%) e vinagre (+2,86%).

Difusão da inflação

Em agosto, 50% das mercadorias pesquisadas ficaram mais caras na RMSP, enquanto no país houve encarecimento de 54% das mercadorias.

Variação mensal do ano anterior

Em agosto do ano passado, o custo de vida na RMSP tinha aumentado 0,10%, contrastando com a diminuição observada neste ano, primeira ocorrência de deflação em agosto registrada pela pesquisa para a RMSP.

Os itens que mais se destacaram em agosto de 2025 foram limão (+24,41%), pimentão (+9,70%), táxi (+7,85%), transporte por aplicativo (+7,26%), batata-doce (+5,49%), pera (+5,22%), clube (+4,55%), hospedagem (+4,28%), banana – d’água (+4,21%), camisa/camiseta infantil (+3,83%), manga (-19,26%), mamão (-13,61%), tomate (-10,53%), cinema, teatro e concertos (-6,26%), batata-inglesa (-5,61%), brócolis (-4,40%), alho (-4,17%), vinho (-3,82%), ar-condicionado (-3,74%) e energia elétrica residencial (-3,64%).

Variação acumulada nos últimos 12 meses

Nos últimos 12 meses, os preços encareceram 4,48% na RMSP, acima do observado no país (4,22%).

Na RMSP, os destaques negativos ficaram para limão (+44,26%), passagem aérea (+41,54%), cenoura (+39,72%), feijão-carioca (+38,80%), batata-doce (+38,66%), cebola (+29,86%), manga (+25,88%), batata-inglesa (+22,02%), cigarro (+21,86%), contrafilé (+15,07%).

Já as maiores reduções de preços ocorreram para abobrinha (-38,34%), açúcar refinado (-19,95%), café moído (-18,72%), azeite de oliva (-17,32%), tomate (-14,56%), ovo de galinha (-12,16%), tapete (-9,27%), fogão (-8,85%), peixe-merluza (-8,52%) e farinha de trigo (-7,99%).

Expediente CECON
Coordenação –
Allexandro Mori Coelho
Equipe Econômica – Jobson Monteiro de Souza, Sarah Mendieta Pereira e Pedro Henrique Cassemiro Florencio


Termo de isenção de responsabilidade – este relatório foi preparado pela equipe integrante do Centro de Estudos em Conjuntura Econômica (CECON) da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), utilizando os melhores esforços dos responsáveis. As informações foram obtidas através de fontes públicas críveis, e estão sujeitas a revisões sem aviso prévio. O CECON e a FECAP não se responsabilizam por quaisquer decisões econômicas ou de investimento tomadas com base nas informações deste relatório. O conteúdo deste relatório é livre, não podendo ser comercializado ou monetizado por terceiros de nenhuma forma. Este produto possui caráter exclusivamente informativo e não deverá ser usado para constituir qualquer decisão de compra ou venda de ativos ou produtos ou de investimento.

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