Liberdade
Av. da Liberdade, 532 - Liberdade, São Paulo
O Colégio e o Centro Universitário, mantidos pela Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado - FECAP, são certificados como Entidades Beneficentes de Assistência Social na área da educação.
Este boletim reúne um conjunto de dados disponíveis para o Estado de São Paulo e sua capital, além das principais notícias, com o intuito de ajudar na compreensão da situação econômica da região e na formação de expectativas por parte dos empresários e consumidores.
Os dados de dezembro mostram que, na variação acumulada no ano, as atividades econômicas seguiram a trajetória observada ao longo de 2025: uma queda na produção industrial e de comércio, em contraste com uma alta na produção de serviços.
Já os dados de janeiro demonstram que o emprego formal e o salário médio de admissão aumentaram. Mas a inflação também aumentou, no acumulado dos últimos doze meses, interrompendo o movimento de queda observado nos últimos três meses. Além disso, o custo de vida aumentou mais para as famílias que possuem, em média, renda menor. Ainda com base nos dados de janeiro, o nível de confiança dos consumidores e a intenção de consumo aumentaram.
Por fim, os dados de fevereiro mostram que o nível de confiança dos empresários da indústria diminuiu, em comparação ao mesmo mês do ano anterior, mas houve uma redução do pessimismo em relação às suas expectativas para os próximos seis meses.
Notícias de Janeiro – Referência para os Dados
No cenário internacional, o destaque foi a operação dos EUA que capturou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a sua esposa, em Caracas. A ação tem implicações jurídicas, diplomáticas, econômicas e geopolíticas para os EUA e a Venezuela, que por sua vez afetam o mundo. A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, foi empossada, e tenta equilibrar a lealdade ideológica com o chavismo e a cooperação com os EUA. Ela anunciou o fechamento do centro de detenção mais temido do regime chavista, a libertação de presos políticos, e enviou um projeto de anistia para todos os presos políticos e todas as pessoas condenadas por atos políticos desde 1999. O presidente americano, Donald Trump, declarou que as empresas petrolíferas americanas assumirão as operações na Venezuela e ajudarão na reconstrução da infraestrutura energética do país. Além disso, a “quarentena do petróleo”, criada para controlar os fluxos de petróleo da Venezuela, permanece, e já apreendeu sete embarcações. Para analistas de mercado, ainda há muita incerteza sobre o futuro da Venezuela, e a expectativa é de que o preço do barril de petróleo permanecerá baixo por mais tempo.
Após 26 anos de negociações, foi assinado o tratado econômico entre a União Europeia e o Mercosul. A cerimônia ocorreu em Assunção, no Paraguai. O acordo inclui a eliminação de tarifas, acesso preferencial, facilitação de investimentos, entre outros pontos. No entanto, a assinatura não significa que o acordo já entre em vigor. Ainda será necessário que o Parlamento Europeu e o Legislativo de cada país do Mercosul aprovem o tratado.
De acordo com o Tesouro Nacional, o Governo Federal teve um déficit primário de R$ 61,69 bilhões em 2025, um aumento real (descontada a inflação) de 32,3% em relação a 2024 (R$ 42,92 bilhões). O montante representa 0,48% do PIB. No entanto, se considerarmos apenas os gastos no arcabouço fiscal, isto é, excluindo as compensações autorizadas, o déficit primário cai para R$ 13 bilhões. E, neste caso, o montante representa 0,10% do PIB. As compensações autorizadas tratam do pagamento de precatórios atrasados, do ressarcimento dos descontos indevidos dos benefícios previdenciários, dos gastos em projetos estratégicos de defesa, do socorro aos setores afetados pelo “tarifaço” dos EUA e das despesas temporárias de educação e saúde.
Dada a preocupação com a credibilidade do arcabouço fiscal, o Tribunal de Contas da União (TCU) produziu um relatório que identifica o uso recorrente de mecanismos que permitem a execução de gastos e de financiamentos fora do Orçamento Geral da União. Dentre os problemas analisados, estão a retirada de gastos destinados ao Novo PAC, a Petrobras e a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENPar), bem como o desvio de receitas públicas para permitir a sua destinação direta a fundos privados, usados nos programas Pé-de-Meia e Mover, por exemplo.
O presidente Lula sancionou a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, que determina quanto e como o Governo Federal pode gastar ao longo de um ano. A LOA prevê um superávit primário de R$ 34,3 bilhões para 2026, o que equivale a 0,25% do PIB. Considerando o intervalo de tolerância estabelecido pelo arcabouço fiscal, o cumprimento da meta permite que o resultado fique entre zero e R$ 68,6 bilhões. Além disso, a LOA prevê também R$ 51 bilhões para emendas parlamentares, R$ 4,9 bilhões para o Fundo Eleitoral (Fundo Especial de Financiamento de Campanhas) e R$ 1,83 trilhão para o refinanciamento da dívida pública.
O Ministério do Planejamento e Orçamento confirmou o aumento do salário-mínimo para R$ 1.621, um reajuste de 6,79%.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu, pela quinta vez seguida, manter a taxa de juros em 15% ao ano.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) anunciou a mudança da bandeira tarifária de amarela para verde. Com a mudança, o acréscimo na conta a cada 100 quilowatts-hora de R$ 1,885 deixa de ser cobrado.
A investigação que aponta um esquema de fraudes financeiras realizado pelo Banco Master, liderado por Daniel Vorcaro, continua. No entanto, já gerou diversos desdobramentos, como: a inspeção do Banco Central (BC) pelo Tribunal de Contas da União (TCU); a liquidação extrajudicial do Will Bank; e as polêmicas envolvendo o ministro do STF, Dias Toffoli.
A B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, realizou 75 leilões em 2025, que permitiram a concessão de 98 ativos públicos para a iniciativa privada, e prevê R$ 243,8 bilhões em investimentos e 1,6 milhão de empregos diretos e indiretos. Na divisão por setor, o destaque foi o setor rodoviário, com 20 leilões e investimento de R$ 106,6 bilhões. Ademais, o setor de saneamento realizou 8 leilões, o setor portuário 7 e o setor de energia 5. Um outro destaque foi o crescimento dos leilões no setor de infraestrutura social – como hospitais, escolas e presídios – com investimentos de R$ 12,5 bilhões.
O Governo do Estado de São Paulo lançou as Rotas da Cachaça, 8 rotas temáticas que conectam 65 municípios paulistas. As rotas foram criadas para organizar a oferta turística e produtiva a fim de ampliar mercados, estimular novos investimentos e reforçar o posicionamento das marcas dentro e fora do Brasil. Assim, com a iniciativa, espera-se uma maior valorização cultural da bebida, um aumento na visitação a alambiques e a expansão de atividades econômicas relacionadas – como hospedagem, gastronomia e logística. O Estado já possui outras rotas, como as Rotas do Vinho, do Café e do Queijo.
Atividade Econômica
O volume de vendas do setor varejista no Estado de São Paulo fechou 2025 com o mesmo comportamento observado ao longo do ano. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, aumentou apenas uma vez em 2025. Já a variação acumulada no ano, obteve o pior resultado negativo em comparação aos outros Estados, e muito distante do segundo pior resultado.
Em dezembro de 2025, o volume de vendas no comércio varejista ampliado no Estado de São Paulo, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou queda de 0,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior. No acumulado de janeiro a dezembro, o volume de vendas do comércio varejista ampliado paulista caiu 2,9%, em contraste com o crescimento observado no País de 0,1%. As maiores variações ocorreram no Amapá (+7,9%), em Mato Grosso (+5,1%), no Maranhão (-1,3%) e no Piauí e no Rio de Janeiro (-0,6%). Entre as subcategorias analisadas pelo IBGE, os destaques positivos em São Paulo foram para os equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (+13,7%), para os eletrodomésticos (+9,5%) e para os tecidos, vestuário e calçados (+3,8%). Por outro lado, as piores performances ficaram para os móveis (-20,4%), para o atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (-12,9%) e para os veículos, motocicletas, partes e peças (-6,6%).
O volume de serviços no Estado de São Paulo também fechou 2025 com o mesmo comportamento observado ao longo do ano. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, apresenta variação positiva desde abril de 2024, e maior do que a registrada para o Brasil. Assim, a variação acumulada no ano registrou um bom resultado positivo em 2025, e foi maior do que o observado no País.
Em dezembro de 2025, o volume de serviços no Estado de São Paulo, medido pelo IBGE, registrou uma alta de 4,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Já as atividades turísticas caíram 2,5% nesse período. No acumulado de janeiro a dezembro, o volume de serviços prestados subiu 4,2%. A média do País foi de +2,8%. As maiores variações positivas ocorreram no Distrito Federal (+7,0%) e na Paraíba (+5,7%), enquanto as maiores variações negativas ocorreram no Rio Grande do Sul (-4,4%) e no Acre (-1,9%). Os destaques em São Paulo ficaram nos setores de serviços de informação e comunicação (+9,2%) e de serviços profissionais, administrativos e complementares (+5,6%). Já as atividades turísticas cresceram 3,9% nesse período.
Por fim, como observado nas outras atividades, a produção industrial no Estado de São Paulo apresentou o mesmo padrão ao longo de quase todo o ano. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, apresentou variação negativa desde abril. Assim, a variação acumulada no ano fechou 2025 com um resultado negativo, em contraste com o resultado positivo registrado no País.
Em dezembro de 2025, a produção industrial no Estado de São Paulo, medida pelo IBGE, registrou queda de 3,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior. No acumulado de janeiro a dezembro, a produção industrial caiu 2,2%. Já a produção industrial nacional registrou uma alta de 0,6%, na mesma base de comparação. Os maiores resultados positivos foram observados no Espírito Santo (+11,6%) e no Rio de Janeiro (+5,1%), enquanto os maiores resultados negativos ocorreram em Mato Grosso do Sul (-12,9%) e no Rio Grande do Norte (-11,6%). O resultado das indústrias extrativas em São Paulo foi de -11,3%, enquanto o da indústria de transformação foi de -2,0%. E, dentre as indústrias de transformação, as maiores variações negativas ocorreram nos setores de fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-16,7%), de fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-6,7%) e de setores de fabricação de coque, de produtos derivados de petróleo e de biocombustíveis (-6,4%), enquanto as maiores variações positivas ocorreram nos setores de máquinas e equipamentos (+6,0%) e de produtos têxteis (+3,0%).

Os dados sobre a produção do comércio, dos serviços e da indústria, apresentados pelo IBGE, referem-se a dezembro de 2025. Logo, ainda não refletem os acontecimentos apresentados no início deste Boletim.
Emprego
O emprego formal e o salário médio de admissão no Estado de São Paulo iniciam o ano de 2026 com aumento, porém, menos do que o observado para o País.
Com base no Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), em janeiro de 2026, o emprego formal no Estado de São Paulo apresentou saldo positivo de 16.451 postos de trabalho, o que representou um aumento de 0,11% no estoque em relação ao mês anterior, resultado inferior à média do Brasil, de +0,23%. Além disso, o salário médio de admissão aumentou 2,75% e atingiu R$2.702,76, resultado também inferior à média do País, de +3,32%.
Na divisão por grupo, o saldo de postos de trabalho foi positivo apenas para os homens (16.846), para as pessoas com 18 a 24 anos (16.051), até 17 anos (12.597) e entre 40 e 49 anos (262), e maior entre as pessoas com ensino médio completo (9.433).

Os maiores aumentos ocorreram em Mato Grosso (+1,92%), em Santa Catarina (+0,72%) e em Goiás (+0,66%), ao passo que Acre (-0,77%), Alagoas (-0,60%) e Rio de Janeiro (-0,33%) apresentaram as menores variações.
E na geração de emprego por setor, os destaques ocorreram na construção de edifícios (+4.753), no ensino fundamental (+3.604), no comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios – hipermercados e supermercados (-6.139), no comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios (-5.159) e nos restaurantes e outros estabelecimentos de serviços de alimentação e bebidas (-4.751).
Em fevereiro, também foi divulgada a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do quarto trimestre de 2025, realizada pelo IBGE. De acordo com a pesquisa, a taxa de desemprego no Estado de São Paulo atingiu 4,7%, o que representa uma diminuição de 1,2 ponto percentual (p.p.) em relação ao quarto trimestre de 2024. A taxa de desemprego estimada no Brasil foi de 5,1%. Em São Paulo, a taxa de desemprego foi maior entre as mulheres (5,7%), os pardos (5,7%), as pessoas entre 18 e 24 anos (9,8%) e as pessoas com ensino médio incompleto ou equivalente (9,2%).

A taxa composta de subutilização, resultado da soma das taxas de desemprego, de força de trabalho potencial e de subocupação, atingiu 10,8%, o que representa uma redução de 1,0 p.p. em relação ao mesmo trimestre de 2024. Para a média do País, a taxa foi de 13,4%. Essa taxa reflete melhor a subutilização da força de trabalho, isto é, a oferta de trabalho disponível, mas ainda não empregada. Isso porque ela inclui também as pessoas de fora da força de trabalho que gostariam de trabalhar e as de dentro da força de trabalho que gostariam de trabalhar mais.
Por fim, no Estado de São Paulo, o mercado de trabalho fechou o ano de 2025 com bom desempenho, em razão da queda da taxa de desemprego em relação a 2024. A taxa de desemprego e a taxa composta de subutilização são as menores da série histórica, e inferiores quando comparadas com as taxas estimadas para a média do Brasil.
Inflação
No acumulado dos últimos doze meses, a inflação aumentou, e mais do que no Brasil, interrompendo o movimento de queda observado nos últimos três meses. Além disso, o custo de vida aumentou mais para as famílias que possuem, em média, renda menor.
Segundo o IBGE, em janeiro de 2026, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), que reflete a variação no custo de vida das famílias com rendimentos de 1 a 40 salários-mínimos (SM), subiu 0,28% em relação ao mês anterior. Para o País, o variação no custo de vida foi de +0,33%. Na divisão mais detalhada por item, entre os maiores aumentos, estão o ônibus urbano (+9,18%), a taxa de água e esgoto (+6,07%), o peixe – tilápia (+4,87%) e o etanol (+3,17%). Por outro lado, dentre as maiores reduções, estão o transporte por aplicativo (-17,18%), a passagem aérea (-11,89%), o leite longa vida (-8,65%), o ovo de galinha (-2,97%), o azeite de oliva (-2,91%) e a energia elétrica residencial (-2,77%).
Nos últimos 12 meses, o IPCA acumulou um aumento de 4,92%. Os destaques ficaram para a energia elétrica residencial (+37,09%), o transporte por aplicativo (+27,61%), o chocolate em barra e bombom (+24,68%), o café moído (+22,56%), os jogos de azar (+15,17%), o arroz (-23,51%), o azeite de oliva (-21,57%), o leite longa vida (-19,49%), a passagem aérea (-8,16%) e o feijão carioca (-5,95%). Na média do Brasil, o IPCA subiu 4,44%.
Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), da RMSP, que reflete a variação no custo de vida das famílias com rendimentos de 1 a 5 SMs, subiu 0,41% no mês. Para o País, a variação no custo de vida foi de +0,39%. Na divisão mais detalhada por item, o destaque foi a energia elétrica residencial (-2,86%). Os demais produtos em destaque são os mesmos do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), exceto o azeite de oliva. Nos últimos 12 meses, o índice subiu 5,17%. Na média do Brasil, o INPC aumentou 4,30%.

Índices de Confiança
O nível de confiança dos consumidores no município de São Paulo inicia o ano de 2026 maior do que no início de 2025.
Em janeiro de 2026, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), calculado pela FECOMÉRCIO-SP, registrou uma alta de 2,4% em relação ao mês anterior. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior (janeiro de 2025), o índice subiu 3,1%. Para consumidores com renda de até dez SMs ou com até 35 anos de idade, o nível de confiança aumentou 2,5%; para os consumidores com renda acima de dez SMs e para aqueles com mais de 35 anos, aumentou 4,6% e 4,3%, respectivamente. O subindicador que reflete a percepção dos consumidores em relação às condições atuais teve uma alta de 2,7%, enquanto o subindicador que reflete as suas expectativas subiu 3,5%.
Os empresários da indústria do Estado de São Paulo ainda se mostram pessimistas, mas houve uma redução considerável em relação às suas expectativas para os próximos seis meses.

O Índice de Confiança do Empresário Industrial Paulista (ICEI-SP), calculado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), registrou, em fevereiro de 2026, uma alta de 2,7% em relação ao mês anterior. O indicador evidencia uma redução no pessimismo entre os empresários. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior (fevereiro de 2025), o índice registrou uma queda de 0,6%. O subindicador que reflete as condições atuais apresentou redução de 0,7%, em contraste com o aumento de 2,5% no subindicador que reflete as expectativas para os próximos seis meses.
Os dados sobre o nível de confiança dos empresários paulistas da indústria, calculados pela FIESP, são de fevereiro de 2026. Logo, já podem refletir sobre os acontecimentos que serão apresentados no final deste Boletim.
Perspectiva
A intenção de consumo das famílias do município de São Paulo inicia o ano de 2026 maior em comparação ao início de 2025, e cresceu muito mais do que a observado na média do Brasil (+0,7%). No entanto, o resultado por nível de renda apresenta um comportamento completamente diferente.
Em janeiro de 2026, o Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF-SP), calculado pela FECOMÉRCIO-SP, aumentou 2,4% em relação ao mês anterior. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior (janeiro de 2025), o índice subiu 4,2%.

Para as famílias com renda de até dez SMs, o índice cresceu 7,6%, em contraste com a diminuição de 4,2% para as famílias com renda acima de dez SMs. Dentre os sete itens avaliados, as diferenças por nível de renda são muito grandes. Por exemplo, o nível de consumo atual, o momento para duráveis e o acesso ao crédito para as famílias com renda de até dez SMs aumentaram 7,0%, 7,1% e 25,2%, respectivamente, ao passo que, para as famílias com renda acima de dez SMs, diminuíram 2,2%, 4,6% e 2,6%, respectivamente.
Em razão da data de publicação deste boletim, algumas notícias já podem impactar os indicadores econômicos de fevereiro, que serão divulgados no próximo mês.
No cenário internacional, os EUA e Israel atacaram novamente o Irã. O objetivo é ajudar os manifestantes a derrubar o regime comandado pelo aiatolá Ali Khamenei e, assim, impedir suas ambições nucleares e o desenvolvimento de mísseis balísticos intercontinentais. Em resposta, o Irã lançou uma onda de ataques contra as bases militares dos EUA no Oriente Médio. Os confrontos interromperam o tráfego no Estreito de Ormuz, responsável pelo fluxo de cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.
A Suprema Corte dos EUA derrubou uma parte das tarifas sobre produtos importados que havia sido imposta globalmente pelo presidente americano. A justificativa da Corte foi que, apesar da legislação permitir que o presidente regule a importação de produtos, ela não permite a imposição de tarifas, que é competência do Congresso. Em resposta, o presidente americano anunciou, com base em outro instrumento jurídico, a imposição de uma tarifa global de 10% pelo prazo de 150 dias para substituir, em parte, as tarifas derrubadas pela Suprema Corte.
O Governo da China estabeleceu uma cota anual de cerca de 2,7 milhão de toneladas para a importação de carne a fim de proteger os produtores locais. Já existe uma tarifa de 12% para a importação do produto, que sobe para 55% se a cota for excedida. A cota para o Brasil em 2026 é de 1,1 milhão de toneladas.
O Governo Federal anunciou o aumento da tarifa de importação sobre mais de mil produtos, incluindo smartphones e equipamentos industriais – como navios, tratores, empilhadeiras, robôs industriais, tomógrafos e aparelhos de ressonância magnética. No entanto, após repercussão negativa e desgaste político, o governo revogou parte do aumento do imposto sobre produtos eletrônicos e bens de capital.
O Governo Federal anunciou um programa de microcrédito para as famílias do Cadastro Único (CadÚnico). Ele atenderá inicialmente as famílias de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. O objetivo é combater a pobreza e a desigualdade por meio da oferta de crédito e qualificação das famílias de maior vulnerabilidade social. Não se trata apenas da concessão de crédito, mas também da assistência ao próprio negócio. O crédito varia de R$ 500 a R$ 21 mil, com prazo de 4 a 12 meses.
Para mais detalhes sobre alguns dos indicadores apresentados, inclusive com outras medidas de variação, acesse o site:
Expediente CECON
Coordenação
Allexandro Emmanuel Mori Coelho, Professor Doutor
Equipe Econômica
Jobson Monteiro de Souza, Professor Doutor
Rafael Barišauskas, Professor Mestre
Termo de isenção de responsabilidade
Este relatório foi preparado pela equipe integrante do Centro de Estudos em Conjuntura Econômica (CECON) da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), utilizando os melhores esforços dos responsáveis. As informações foram obtidas através de fontes públicas críveis, e estão sujeitas a revisões sem aviso prévio. O CECON e a FECAP não se responsabilizam por quaisquer decisões econômicas ou de investimento tomadas com base nas informações deste relatório. O conteúdo deste relatório é livre, não podendo ser comercializado ou monetizado por terceiros de nenhuma forma. Este produto possui caráter exclusivamente informativo e não deverá ser usado para constituir qualquer decisão de compra ou venda de ativos ou produtos ou de investimento.