Liberdade
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O Colégio e o Centro Universitário, mantidos pela Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado - FECAP, são certificados como Entidades Beneficentes de Assistência Social na área da educação.
O Carnaval é um dos eventos mais esperados do ano no Brasil. A estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) é que, em 2026, o evento movimentará R$ 14,48 bilhões em receitas no Brasil. Já a estimativa da Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur) é de R$ 7,3 bilhões de movimentação direta, que inclui os gastos com hospedagem, alimentação, transporte, compras e serviços turísticos. Na capital paulista, de acordo com a Prefeitura, a expectativa é de que o Carnaval injete R$ 3,4 bilhões na economia.
“Os dias que compõem as festividades são marcados por um maior consumo de bens e serviços relacionados. Em alguns casos, o aumento no consumo começa antes, com o Pré-Carnaval, e segue alguns dias depois, com o Pós-Carnaval”, diz Jobson Monteiro de Souza, do Centro de Estudos em Conjuntura Econômica (CECON) da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP).
Com base no IPCA, divulgado pelo IBGE, a inflação acumulada nos últimos 12 meses na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) foi de 4,92%. Contudo, os preços dos produtos relacionados ao Carnaval tiveram um comportamento diferente no período.
“Observar os preços desses produtos nos ajuda a fazer escolhas melhores para aproveitar a festa ao menor custo, ou nos prepara financeiramente melhor para os seus gastos. Dos 27 produtos considerados neste levantamento, 12 apresentaram aumento de preços acima da inflação”, destaca o pesquisador da FECAP.
IPCA acumulado dos últimos 12 meses (geral e por subitem)
| Bens e Serviços | Brasil | RMSP |
| IPCA | 4,44% | 4,92% |
| Passagens de avião | -11,02% | -8,16% |
| Ônibus intermunicipal | 6,19% | 4,60% |
| Ônibus interestadual | 3,87% | 8,63% |
| Gasolina | 3,32% | 2,31% |
| Etanol | 8,86% | 9,35% |
| Pedágio | -2,37% | -4,56% |
| Transporte por aplicativo | 37,36% | 27,61% |
| Hospedagem | 7,93% | 5,94% |
| Pacote turístico | 7,34% | 9,53% |
| Alimentação fora do domicílio | 6,84% | 6,89% |
| Carnes | 1,70% | 1,62% |
| Pescados | -0,54% | -2,52% |
| Aves e ovos | 0,88% | 4,73% |
| Alcatra | 2,21% | 3,19% |
| Contrafilé | 1,41% | 0,19% |
| Costela | 1,09% | -1,32% |
| Picanha | 1,36% | – |
| Linguiça | -0,24% | 1,90% |
| Refrigerante e água mineral | 5,20% | 4,31% |
| Cerveja | 5,39% | 4,62% |
| Outras bebidas alcoólicas | -1,80% | – |
| Casa noturna | 10,93% | 10,05% |
| Bijuterias | 11,14% | – |
| Artigos de maquiagem | 5,01% | 7,56% |
| Cabeleireiro e barbeiro | 7,99% | 7,26% |
| Analgético e antitérmico | 5,02% | 5,41% |
| Gastroprotetor | 6,22% | 7,61% |
Fonte: IBGE. Elaboração: CECON – FECAP.
A seguir, o docente da FECAP detalha a inflação dos serviços e itens mais consumidos na época da folia.
Transporte: a escolha de qual transporte utilizar no Carnaval é limitada, pois depende do local de origem e destino. Como se trata de um feriado, é difícil também ter liberdade para escolher dias e horários muito diferentes para economizar. Em alguns casos, a única opção viável é ir de avião. O lado bom é que os preços das passagens aéreas caíram 8,16% nos últimos 12 meses.
Se não for viajar tão longe, é possível o folião ir de ônibus e, nesse caso, vale observar que o custo da passagem interestadual aumentou 8,63%, enquanto a intermunicipal subiu 4,60%. Na média do Brasil, o valor dos tickets de ônibus interestadual cresceu apenas 3,87%.
Se optar por ir de carro, o viajante deve levar em conta que a gasolina aumentou 2,31% e o etanol 9,35%. Deve-se avaliar também o consumo do veículo com cada combustível e fazer a conta para saber qual vale mais a pena. Além disso, tenha em mente que os pedágios no período tiveram uma queda de 4,56%.
Se for ficar na cidade, inclua no custo o transporte por aplicativo, já que é comum que as pessoas consumam bebidas alcoólicas nestas festas. O custo com transporte por aplicativo aumentou 27,61%, um crescimento menor do que o observado no Brasil (+37,36%).
Hospedagem e pacotes turísticos: no caso da hospedagem, o aumento dos preços foi de 5,94% nos últimos 12 meses, ante alta de 7,93% registrada no Brasil. Neste caso, as opções estão relacionadas ao tipo de hospedagem: resort, hotel, pousada, hostel, camping e aluguel por temporada. Os jovens sem filhos em viagem com a “turma”, em média, têm muito mais liberdade, e disposição, para escolherem alternativas mais em conta. Já se a escolha for pelas facilidades do pacote turístico, os preços acumularam alta de 9,53%.
Alimentos e bebidas: se for aproveitar o Carnaval na sua cidade ou viajar, lembre-se de que comer e beber na rua já é normalmente mais caro, mas piora ainda mais por conta do feriado. Nos últimos 12 meses, a alimentação fora do domicílio aumentou 6,89%.
Uma opção é juntar a família e os amigos e preparar a refeição. E, neste caso, a “mistura” tem um peso relevante. Dentre as opções disponíveis, no período, o preço das carnes aumentou 1,62% e de aves e ovos 4,73%, em contraste com a diminuição de 2,52% no dos pescados. A queda nos valores dos pescados foi maior em São Paulo, mas o aumento nos preços das aves e ovos foi maior, quando comparado a média do País.
Se for fazer um churrasco, dentre os itens comuns, a alcatra aumentou 3,19%, o contrafilé 0,19% e a linguiça 1,90%, enquanto a costela diminuiu 1,32%. No Brasil, o preço da picanha cresceu 1,36%.
Em relação às bebidas, refrigerante e água mineral aumentaram 4,31%. Para quem “bebe”, a cerveja aumentou 4,62%. No Brasil, os preços das outras bebidas alcoólicas caíram 1,80%
Outras despesas: além dos blocos de rua, existem outras formas de “pular o Carnaval”, como salões ou festas temáticas. Mas vale ponderar que os preços das casas noturnas aumentaram 10,05% nos últimos 12 meses.
Para a produção visual, vale considerar a variação nos preços de alguns itens, como os artigos de maquiagem (+7,56%) e o cabeleireiro e barbeiro (+7,26%). No Brasil, os preços das bijuterias aumentaram 11,14%.
E é bom evitar, mas para depois da festa, talvez seja o caso de levar em conta que os preços do analgésico e antitérmico e do gastroprotetor aumentaram 5,41% e 7,61%, respectivamente.
Expediente CECON
Coordenação: Allexandro Emmanuel Mori Coelho, Professor Doutor
Equipe Econômica: professores doutores Jobson Monteiro de Souza e Rafael Barišauskas
Termo de isenção de responsabilidade: este relatório foi preparado pela equipe integrante do Centro de Estudos em Conjuntura Econômica (CECON) da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), utilizando os melhores esforços dos responsáveis. As informações foram obtidas através de fontes públicas críveis, e estão sujeitas a revisões sem aviso prévio. O CECON e a FECAP não se responsabilizam por quaisquer decisões econômicas ou de investimento tomadas com base nas informações deste relatório. O conteúdo deste relatório é livre, não podendo ser comercializado ou monetizado por terceiros de nenhuma forma. Este produto possui caráter exclusivamente informativo e não deverá ser usado para constituir qualquer decisão de compra ou venda de ativos ou produtos ou de investimento.