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CECON FECAP analisa os preços dos produtos relacionados à Páscoa em SP

Para a maioria dos brasileiros, a Semana Santa é sinônimo de tradição à mesa. Apesar das diferenças regionais, duas estrelas sempre se destacam...
Centro de Estudos em Conjuntura Econômica (CECON) | 27/03/2026
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Para a maioria dos brasileiros, a Semana Santa é sinônimo de tradição à mesa. Apesar das diferenças regionais, duas estrelas sempre se destacam neste período: o chocolate e o peixe.

Variação dos preços

Com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado no dia 26 de março de 2026 pelo IBGE, o Centro de Estudos em Conjuntura Econômica (CECON) da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) observa o comportamento dos preços, mais próximo da data comemorativa, dos principais produtos relacionados à Páscoa, no acumulado dos últimos 12 meses. Entre os 13 produtos considerados, apenas 5 apresentaram aumento de preço acima da inflação observada na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), de 4,61%.

Chocolates: o preço do chocolate em barra e bombom subiu 26,07% na RMSP, enquanto o chocolate e o achocolatado em pó subiram 19,61%, com variações maiores do que o observado para o País. Vale destacar que houve um aumento na demanda por barras de chocolate para produção caseira e na substituição dos ovos tradicionais por alternativas mais baratas.

Bacalhau: o preço aumentou 5,77% no Brasil.

Peixes em geral: a variação de preços depende da espécie e da região do país. O preço da sardinha aumentou 3,57% no Brasil. Na RMSP, diferentemente do observado para o bacalhau e a sardinha, o preço do salmão diminuiu 4,56%, da tilápia, 0,57%, e da merluza, 8,80%.  

Outros produtos: os preços da cebola e do azeite de oliva diminuíram 1,19% e 25,71%, respectivamente, enquanto os preços da batata e da azeitona aumentaram 0,84% e 5,77%, respectivamente, na RMSP. Exceto para a cebola, as variações foram melhores do que a observada na média do Brasil. Por fim, o preço do leite de coco aumentou 10,27% no Brasil.

Vinho: o preço diminuiu 4,65%, mais do que o registrado no País (-1,30%). No entanto, há grande variação de preços de acordo com o tipo, marca e origem (nacional ou internacional e qual região do país).

Em comparação com 2025, apesar da inflação ter diminuído na RMSP de 5,67% em abril (a Páscoa foi no dia 20/04) para 4,61% em março (a Páscoa será no dia 05/04), no acumulado dos últimos 12 meses, 6 produtos tiveram uma variação de preço próxima da data comemorativa pior em 2026. Entre eles, os que mais chamam a atenção, são o chocolate em barra e bombom (+7,22 p.p.), a batata (+24,07 p.p.) e a cebola (+24,88 p.p.). Por outro lado, entre os produtos com uma variação de preço melhor em 2026, destacam-se a merluza (-10,51 p.p.), a azeitona (-9,62 p.p.) e o azeite de oliva (-33,42 p.p.).

Oferta e Demanda

Segundo a a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (ABICAB), a produção para a Páscoa de 2026 deve gerar mais de 13 mil vagas temporárias e trazer mais de 700 opções de presentes às prateleiras. Para caber em todos os bolsos e gostos, a indústria apostou na diversidade. A indústria está ofertando produtos com gramaturas e tamanhos diferentes – como o miniovo – para atender diferentes faixas de renda, bem como ampliando o seu portfólio com ovos em fatias e combinações com frutas, castanhas, pistache e amendoim.

Já a Associação Brasileira de Fomento ao Pescado (ABRAPES) estima que o consumo de peixe no Brasil cresça 20% durante a Quaresma, o período de 40 dias entre a Quarta-Feira de Cinzas e a Páscoa, podendo triplicar na Semana Santa. A Associação Brasileira de Piscicultura (PEIXE BR) informa que a demanda está maior em 2026 em comparação aos anos anteriores, com destaque para a venda de tilápia.

Orientações

O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) oferece algumas orientações para a compra de chocolates e pescados. A primeira é conferir o peso líquido das mercadorias pré-embaladas, para garantir que o peso informado desconsidera a embalagem e a camada de gelo, se for o caso. A segunda orientação é verificar se o brinquedo que acompanha o ovo da Páscoa possui o selo da entidade e se é adequado à faixa etária da criança. E, por fim, observar a data de validade.

Vale destacar que os produtos importados também devem cumprir as normas brasileiras.

Expediente CECON

Coordenação: Allexandro Emmanuel Mori Coelho, Professor Doutor

Equipe Econômica: professores doutores Jobson Monteiro de Souza e Rafael Barišauskas

Termo de isenção de responsabilidade: este relatório foi preparado pela equipe integrante do Centro de Estudos em Conjuntura Econômica (CECON) da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), utilizando os melhores esforços dos responsáveis. As informações foram obtidas através de fontes públicas críveis, e estão sujeitas a revisões sem aviso prévio. O CECON e a FECAP não se responsabilizam por quaisquer decisões econômicas ou de investimento tomadas com base nas informações deste relatório. O conteúdo deste relatório é livre, não podendo ser comercializado ou monetizado por terceiros de nenhuma forma. Este produto possui caráter exclusivamente informativo e não deverá ser usado para constituir qualquer decisão de compra ou venda de ativos ou produtos ou de investimento.

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