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Como conseguir ou trocar de emprego em 2026? Veja dicas de reposicionamento!

Profissionais em diferentes momentos profissionais precisam adotar estratégias específicas para as chances na busca por emprego.
Imprensa | 13/01/2026
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Com a transformação acelerada do mundo do trabalho, impulsionada pelo uso intensivo de tecnologias e inteligência artificial, planejar a carreira neste ano que está iniciando exige mais do que buscar vagas ou negociar salários. O foco passa a ser a adaptação constante, o desenvolvimento de competências e a clareza de objetivos profissionais. É o que aponta o especialista em gestão de carreira e professor de Gestão de Pessoas da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP)Marcelo Treff.

Segundo o docente, profissionais em diferentes momentos da trajetória — desempregados, empregados insatisfeitos, pessoas em transição de carreira ou avaliando a mudança entre CLT e PJ — precisam adotar estratégias específicas para aumentar suas chances de sucesso no mercado de trabalho.

Para quem está desempregado: encarar a fase como um projeto

Para quem busca recolocação, o primeiro passo é mudar a mentalidade. “O desemprego precisa ser encarado como um projeto de transição, com início, meio e fim”, orienta Treff. A partir disso, é fundamental mapear quais competências digitais e ferramentas de inteligência artificial são exigidas na área desejada, já que habilidades valorizadas há poucos anos podem ter se tornado obsoletas.

Outro ponto chave está na forma como o profissional se apresenta ao mercado. “Os sistemas de recrutamento estão mais sofisticados. Currículo e LinkedIn precisam conter palavras-chave contextuais, e não apenas termos soltos”, explica. Certificações rápidas em habilidades emergentes também funcionam como sinais claros de atualização profissional.

Para quem está empregado: sinais de alerta antes de mudar de empresa

Nem toda insatisfação exige uma troca imediata de emprego, mas alguns sinais merecem atenção. De acordo com o professor, um deles é a estagnação no aprendizado. “Se você sente que não aprendeu nada novo nos últimos seis meses, é um alerta importante.”

Aspectos culturais também pesam. Empresas que ignoram pautas como saúde mental, diversidade, inclusão e sustentabilidade tendem a se distanciar das expectativas atuais dos profissionais. Além disso, modelos de gestão excessivamente baseados em microgerenciamento podem indicar falta de confiança e autonomia.

Antes de qualquer movimento, Treff recomenda cautela estratégica. “Analise sua rede de contatos e cuide da sua reputação. Ela é o seu maior ativo na negociação da próxima vaga.”

Para quem quer mudar de carreira: foco em aproveitar competências

A transição de carreira em 2026 passa menos por começar do zero e mais por reaproveitar competências já desenvolvidas. O primeiro passo é listar as habilidades atuais e compará-las com as exigidas pela nova área, identificando as chamadas transferable skills, como gestão de projetos, análise de dados ou comunicação.

Ferramentas de inteligência artificial podem acelerar esse processo. “É possível usar prompts específicos para criar planos de estudo focados nas lacunas técnicas mais críticas”, afirma Treff. Ele cita como exemplo profissionais do Direito que migram para Tecnologia, que podem atuar em áreas como Ética de Dados e Compliance de IA utilizando o repertório jurídico como vantagem competitiva.

Erros comuns em currículos e entrevistas

Entre os principais equívocos dos candidatos está o envio do mesmo currículo para dezenas de vagas. “O mercado exige personalização extrema. O currículo ‘panfleto’ não funciona mais”, alerta o professor.

Outro erro recorrente é focar apenas nas atividades desempenhadas, e não nos resultados. O ideal é destacar conquistas, contribuições e impactos, mesmo que de forma breve, com dados e métricas. Durante entrevistas, a dificuldade de conectar experiências passadas com a solução de problemas atuais também compromete o desempenho.

Além disso, falhas no uso de ferramentas digitais durante processos seletivos — como plataformas de vídeo ou colaboração — passam uma imagem negativa. “Isso demonstra falta de fluidez tecnológica”, pontua.

CLT ou PJ? Decisão exige análise além do salário

A migração entre regimes de contratação deve ser feita com cautela. Do ponto de vista financeiro, Treff explica que, como Pessoa Jurídica (PJ), o faturamento precisa ser entre 40% e 60% maior que o salário bruto CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) para compensar impostos, previdência, férias e 13º salário.

No aspecto jurídico, é preciso atenção à pejotização ilegal. “Se há subordinação, horário fixo e pessoalidade, a relação deveria ser CLT. Como PJ, você vende um serviço ou resultado, não o seu tempo integral.”

A qualidade de vida também entra na equação. “O regime PJ exige autogestão rigorosa. Sem disciplina, o profissional pode acabar trabalhando mais horas do que na CLT, sem a proteção legal.”

Planejamento de carreira requer flexibilidade

Em vez de planos rígidos de longo prazo, o professor defende um planejamento mais flexível. “Não planeje os próximos dez anos. Planeje os próximos dois, com objetivos claros e revisões a cada seis meses.”

Para ele, a carreira deve ser vista como uma maratona, não como uma corrida de curta distância. “Não existe receita pronta de sucesso. O mais importante é o sucesso psicológico, aquele que faz sentido para você.”

Em um mercado cada vez mais automatizado, as habilidades humanas ganham protagonismo. “Autoconhecimento, equilíbrio emocional, empatia, julgamento ético e raciocínio crítico são as competências de maior valor”, conclui Treff. Segundo o pesquisador, o futuro do trabalho será definido menos por cargos e salários e mais por ecossistemas de competências e capacidade de adaptação contínua.

O especialista: Marcelo Treff é professor de Gestão de Pessoas da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP). Doutor em Ciências Sociais pela PUC-SP e Mestre em Administração de Empresas pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Atua com os seguintes temas: Gestão da Carreira, Gestão de Competências, Gestão de Pessoas e Comportamento Organizacional.

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