Liberdade
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O Colégio e o Centro Universitário, mantidos pela Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado - FECAP, são certificados como Entidades Beneficentes de Assistência Social na área da educação.
Este boletim reúne um conjunto de dados disponíveis para o Estado de São Paulo e sua capital, além das principais notícias, com o intuito de ajudar na compreensão da situação econômica da região e na formação de expectativas por parte dos empresários e consumidores.
Os dados de outubro mostram que, na variação acumulada no ano, as atividades econômicas seguem a trajetória observada ao longo de 2025: uma queda na produção industrial e de comércio, em contraste com uma alta na produção de serviços.
Já os dados de novembro demonstram crescimento mensal no emprego formal e no salário médio de admissão. Na variação acumulada dos últimos 12 meses, o custo de vida apresentou, pelo segundo mês consecutivo, desinflação. E, em relação a novembro de 2024, o nível de confiança dos consumidores e o dos empresários do comércio diminuíram. O interesse pela expansão do comércio também diminuiu, mas a intenção de consumo das famílias aumentou.
E, por fim, com base nos dados de dezembro, em relação ao mesmo mês do ano anterior, o percentual de famílias endividadas e com contas em atraso aumentou, ao passo que o percentual de famílias que não terão condições de pagar suas dívidas diminuiu.
Notícias de Novembro – Referência para os Dados
O presidente Lula sancionou a lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil mensais e reduz a alíquota para rendimentos até R$ 7.350. A lei entrará em vigor em janeiro de 2026 e beneficiará cerca de 15 milhões de brasileiros. Como compensação, criou-se uma alíquota mínima de IR, que sobe gradualmente até 10%, sobre rendas – salários, lucros e dividendos – e determinadas aplicações financeiras acima de R$ 600 mil anuais. A alíquota máxima de 10% será aplicada apenas a quem recebe acima de R$ 1,2 milhão por ano. Dentre outras medidas, incluiu também uma alíquota de IR de 10% para quem recebe mais de R$ 50 mil por mês em lucros e dividendos. E a tributação de 10% sobre os lucros e dividendos enviados ao exterior, que incide sobre qualquer valor.
O Banco Central (BC) decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master. A decisão impediu que a instituição fosse vendida a um consórcio entre a Fictor Holding Financeira e investidores dos Emirados Árabes, que havia manifestado interesse na aquisição, e ocorreu no mesmo dia em que o dono do banco, Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal (PF) em São Paulo. O dono é acusado de gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa. Em setembro deste ano, o BC já havia rejeitado a venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB). O BRB aparece nas investigações como um dos principais compradores de títulos de crédito falsos do Master. Por isso, o seu presidente, Paulo Henrique Costa, foi alvo de busca a apreensão, além de medida cautelar. A quebra do Banco Master é a maior da história do país em termos de impacto no Fundo Garantidor de Crédito (FGC), uma instituição privada, sem fins lucrativos, que atua como uma espécie de seguradora para os investimentos, garantindo cobertura de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira. A liquidação do Banco Master deve absorver um terço dos recursos do FGC.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendeu a tarifa de 10%, imposta em abril, sobre diversos produtos agrícolas, como café, açaí, banana, laranja e cortes de carne bovina, para todos os parceiros comerciais dos EUA. A avaliação é que a medida foi uma resposta à pressão interna, devido ao aumento da inflação no país. Uma semana depois, os EUA suspenderam a tarifa de 40%, imposta em agosto, sobre 249 produtos importados do Brasil, como café, açaí, tomate, manga, banana, cacau e diversos cortes de carne bovina. Uma vez que a suspensão é retroativa a 13 de novembro, entende-se que o governo americano quis associar a retirada da tarifa à rodada de negociações com o Brasil. No entanto, o diálogo entre Brasil e EUA ainda deve continuar com o objetivo de estender a eliminação dessa sobretaxa aos demais produtos ainda impactados, como os bens industriais e pescados.
A China suspendeu a proibição de compra de carne de frango do Brasil. A medida tinha sido adotada em maio deste ano, quando foi registrada em uma granja comercial no município gaúcho de Montenegro, uma contaminação por gripe aviária.
Em Belém, no Pará, foi realizada a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). Entre as discussões e negociações, podem-se destacar positivamente a preocupação com o protecionismo verde e o reconhecimento do valor do multilateralismo; a necessidade de mobilização de recursos para as políticas de adaptação e fortalecimento da resiliência frente aos impactos das mudanças climáticas; o compromisso em aumentar o financiamento a transição para uma economia de baixo carbono; e a criação de um fundo para conservação de florestas tropicais. A conferência também registrou um conjunto de iniciativas anunciadas pelos representantes de estados, cidades e do setor privado para avançar nas soluções climáticas. Entretanto, o texto final não incluiu um roteiro para levar ao fim gradual do uso de combustíveis fósseis, que representam aproximadamente 80% das emissões de gases de efeito estufa, responsáveis pelas mudanças climáticas. E, também, não incluiu um roteiro para acabar com o desmatamento. Os novos compromissos de redução das emissões permaneceram abaixo do necessário para limitar o aquecimento global a 1,5 °C. Ademais, os indicadores para medir a “Meta Global de Adaptação” ainda precisarão de aperfeiçoamento. Vale também destacar que os EUA não enviaram nenhum representante de alto escalão à conferência, embora governos subnacionais, pesquisadores e ONGs tenham participado.
Em Joanesburgo, na África do Sul, ocorreu a reunião de Cúpula dos Líderes do G20, da qual os EUA também não participaram. A declaração final da reunião reafirmou a importância do multilateralismo e criticou o aumento do protecionismo no mundo. Mas o destaque foi sobre a exploração de terras raras em países em desenvolvimento. Foi defendido que se deve priorizar o beneficiamento dos minerais críticos no país de origem da extração, ao invés de extrair os minerais nos países em desenvolvimento e beneficiá-los nos países desenvolvidos.
Na cidade de São Paulo, foi realizado o “Summit Agenda SP+Verde”, um evento pré-COP30 que reuniu cerca de 6 mil pessoas e 500 palestrantes, e movimentou mais de R$ 21 milhões em negócios verdes. Na carta final do evento, foram estabelecidas seis linhas estruturantes de atuação, e para cada uma delas foram definidos objetivos e compromissos. Entre os compromissos, estão a conservação e restauração de 1,5 milhão de hectares até 2050; a despoluição dos rios e a universalização do saneamento; o aprimoramento na gestão dos resíduos; e a ampliação de linhas de crédito para pequenas e médias empresas avançarem para uma economia de baixo carbono.
Atividade Econômica
Em relação ao mesmo mês do ano anterior, o volume de vendas do setor varejista no Estado de São Paulo aumentou apenas uma vez em 2025. Já a variação acumulada no ano apresentou queda desde o início de 2025, e com um resultado pior do que o observado para o Brasil.
Em outubro de 2025, o volume de vendas no comércio varejista ampliado no Estado de São Paulo, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou queda de 3,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior. E, entre as subcategorias analisadas pelo IBGE, os destaques positivos ficaram para os equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (+12,7%) e para os eletrodomésticos (+9,9%). Por outro lado, as piores performances ficaram para os móveis (-15,1%), os veículos, motocicletas, partes e peças (-10,3%) e material de construção (-7,3%). No acumulado de janeiro a outubro, o volume de vendas do comércio varejista ampliado paulista também caiu 3,1%, o que é muito maior do que a observada no País (-0,3%). As maiores variações ocorreram no Amapá (+7,0%), em Mato Grosso (+5,3%), no Maranhão (-1,6%) e em Goiás (-1,7%).
Em relação ao mesmo mês do ano anterior, o volume de serviços no Estado de São Paulo apresentou variação positiva desde abril de 2024, e maior do que a registrada para o Brasil. A variação acumulada no ano continua com um bom resultado positivo em 2025 e, também, maior do que a registrada no País. Já as atividades turísticas tiveram uma queda em relação ao mesmo mês do ano anterior, a última tinha sido observada apenas em maio de 2024.
Em outubro de 2025, o volume de serviços no Estado de São Paulo, medido pelo IBGE, registrou uma alta de 2,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Os destaques ficaram para os setores de serviços de informação e comunicação (+9,3%) e de serviços prestados às famílias (-2,6%). Por outro lado, as atividades turísticas caíram 1,9% nesse período. No acumulado de janeiro a outubro, o volume de serviços prestados subiu 4,4%. A média do País foi de +2,8%. As maiores variações positivas ocorreram no Distrito Federal (+7,8%) e no Mato Grosso do Sul (+5,6%), enquanto as maiores variações negativas ocorreram no Rio Grande do Sul (-4,3%) e no Acre (-3,4%). Já as atividades turísticas no Estado cresceram 4,9% no acumulado do ano.
Em relação ao mesmo mês do ano anterior, a produção industrial no Estado de São Paulo apresentou variação negativa desde abril deste ano. A variação acumulada no ano também apresentou resultado negativo desde abril, em contraste com o resultado positivo registrado no País desde outubro de 2023.
Em outubro de 2025, a produção industrial no Estado de São Paulo, medida pelo IBGE, registrou queda de 4,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O resultado das indústrias extrativas foi de -13,4%, enquanto o da indústria de transformação foi de -4,5%. E, dentre as indústrias de transformação, a maior variação negativa ocorreu nos setores de fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (-16,0%), enquanto a maior variação positiva ocorreu no setor de fabricação de produtos têxteis (+10,4%). No acumulado de janeiro a outubro, a produção industrial caiu 2,0%. Já a produção industrial nacional registrou uma alta de 0,8%, na mesma base de comparação. Os maiores resultados positivos na produção industrial foram observados no Espírito Santo (+8,6%) e no Rio de Janeiro (+4,6%), enquanto os maiores resultados negativos ocorreram em Mato Grosso do Sul (-13,5%) e no Rio Grande do Norte (-12,7%).

Os dados sobre a produção do comércio, dos serviços e da indústria, apresentados pelo IBGE, referem-se a outubro de 2025. Logo, ainda não refletem os acontecimentos apresentados no início deste Boletim.
Emprego
No mês, o emprego formal e o salário médio de admissão aumentaram no Estado de São Paulo, mais do que o observado para o País.
Com base no Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), em novembro de 2025, o emprego formal no Estado de São Paulo apresentou saldo positivo de 31.104 postos de trabalho, o que representou um aumento de 0,21% no estoque em relação ao mês anterior. Além disso, o salário médio de admissão aumentou 1,40% e atingiu R$ 2.635,19.

Na geração de emprego por setor, os destaques foram na locação de mão de obra temporária (+17.465), na publicidade (+1.158), nas atividades de consultoria em gestão empresarial (+1.130), nas atividades de associações de defesa de direitos sociais (-1.394), na construção de edifícios (-2.643) e na fabricação e refino de açúcar (-4.955).
E, na divisão por grupo, o saldo de postos de trabalho foi negativo para os homens, para as pessoas com o ensino fundamental completo e incompleto e para as pessoas acima de 50 anos.
No acumulado do ano, o aumento no saldo de postos de trabalho foi de 3,74%, resultado inferior à média do Brasil, de +4,02%. Os maiores aumentos ocorreram no Amapá (+9,26%) e na Paraíba (+6,51%), ao passo que Espírito Santo (+2,60%) e Rio Grande do Sul (+2,93%) apresentaram as menores variações.
Inflação
Em relação à variação acumulada nos últimos 12 meses, o custo de vida na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), medido tanto pelo IPCA quanto pelo INPC, apresentou pelo segundo mês consecutivo uma desinflação. Isso significa que os preços continuam subindo, mas em um ritmo menor. No entanto, o resultado está acima da média observada no Brasil.
Segundo o IBGE, em novembro de 2025, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), que reflete a variação no custo de vida das famílias com rendimentos de 1 a 40 salários-mínimos, subiu 0,28% em relação ao mês anterior. Para o País, o variação no custo de vida foi de +0,18%. Na divisão detalhada por item, entre os maiores aumentos, estão a passagem aérea (+10,77%), o transporte por aplicativo (+5,75%) e o óleo de soja (+3,15%). Por outro lado, dentre as maiores reduções, estão o leite longa vida (-4,89%), o frango inteiro (-3,48%) e o refrigerador (-3,40%). Nos últimos 12 meses, o IPCA acumulou aumento de 5,04%. Os destaques ficaram para o transporte por aplicativo (+60,27%), o café moído (+42,36%), o chocolate e achocolatido em pó (+26,02%), a energia elétrica residencial (+16,79%), o arroz (-21,23%), o azeite de oliva (-19,30%), o fogão (-9,90%) e o feijão carioca (-5,94%). Na média do Brasil, o IPCA subiu 4,46%.
Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), da RMSP, que reflete a variação no custo de vida das famílias com rendimentos de 1 a 5 salários-mínimos, subiu 0,16% no mês. Para o País, o variação no custo de vida foi de +0,03%. Na divisão detalhada por item, o destaque foi o tijolo (+2,27%). Os demais produtos em destaque são os mesmos do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Nos últimos 12 meses, o índice acumulou aumento de 4,97%. Na média do Brasil, o INPC acumulou um aumento de 4,18%.

Endividamento
No município de São Paulo, o percentual de famílias endividadas e com contas em atraso diminuiu em relação ao mês anterior, mas permanece maior que em dezembro de 2024. Já o percentual de famílias que não terão condições de pagar suas dívidas diminuiu em relação ao mês anterior e também em comparação ao mesmo mês do ano anterior.
Em dezembro de 2025, a Pesquisa de Endividamento e Intenção de Consumo das Famílias (PEIC-SP), realizada pela FECOMÉRCIO-SP, apontou que o percentual de famílias endividadas atingiu 69,05%, uma redução de 1,57 ponto percentual (p.p.) em relação ao mês anterior, mas um acréscimo de 0,88 p.p. em comparação a dezembro de 2024. Para as famílias com renda até dez salários-mínimos, o percentual é de 73,20%,enquanto para as famílias com renda maior de dez salários-mínimos, 57,03%.
Já a proporção de famílias com dívidas em atraso foi de 19,99%, com uma redução de 1,20 p.p. em relação ao mês anterior e um acréscimo de 0,53 p.p. em comparação a dezembro de 2024. Para as famílias com renda de até dez salários-mínimos (24,61%), ao passo que para as famílias com renda maior de dez salários-mínimos (8,79%).
E, por fim, o percentual de famílias que não terão condições de pagar as dívidas atingiu 8,62%, uma redução de 0,61 p.p. em relação ao mês anterior e de 0,25 p.p. em comparação a dezembro de 2024. Para as famílias com renda de até dez salários-mínimos (11,07%), em contraste com as famílias com renda superior a dez salários-mínimos (3,32%).
Vale destacar que, dentre as formas de endividamento, o cartão de crédito fechou 2025 presente em 80,6% das dívidas, com uma redução de 2,00 p.p. em relação ao final do ano passado. Já o crédito pessoal faz parte de 12,9% das dívidas, redução de 2,3 p.p. Por outro lado, o financiamento de casa está presente em 16,6% das dívidas, um aumento de 4,0 p.p. em relação a dezembro de 2024.

Índices de Confiança
O nível de confiança dos consumidores no município de São Paulo aumentou pelo segundo mês consecutivo, mas em relação ao mesmo mês do ano anterior, a variação foi negativa.
Em novembro de 2025, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), calculado pela FECOMÉRCIO-SP, registrou uma alta de 4,4% em relação ao mês anterior. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior (novembro de 2024), o índice registrou uma queda de 4,2%. Para os consumidores com renda de até dez salários-mínimos, o nível de confiança diminuiu 5,12%, enquanto para os consumidores com renda superior a dez salários-mínimos diminuiu 2,5%. O subindicador que reflete a percepção dos consumidores em relação às condições atuais teve uma queda de 1,6%, ao passo que o subindicador que reflete as suas expectativas caiu 5,9%.
Já o nível de confiança dos empresários do comércio no município de São Paulo aumentou pelo segundo mês consecutivo, superando o observado no Brasil (+3,1%). Mas em relação ao mesmo mês do ano anterior, a variação foi negativa, e pior do que a registrada na média do País (-8,1%).
O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), também calculado pela FECOMÉRCIO-SP, registrou, em novembro deste ano, uma alta de 6,4% em relação ao mês anterior, o que permitiu, depois de dois meses, voltar ao patamar classificado como zona de otimismo pelos empresários. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior (novembro de 2024), o índice registrou uma queda de 9,3%. Na divisão por tipo de produto, a maior queda ocorreu entre os empresários produtores de duráveis (-11,4%). No entanto, na divisão por número de empregados, o índice aumentou 0,1% entre os empresários que possuem mais de 50 empregados. O subindicador que reflete a percepção dos empresários em relação às condições atuais diminuiu 14,5%, enquanto o subindicador que reflete a estratégia de investimento diminuiu 4,2%. Já o subindicador que reflete as expectativas dos empresários diminuiu em 10,2%.

Perspectiva
A variação mensal da intenção de consumo das famílias do município de São Paulo foi positiva pelo segundo mês consecutivo, mas menor do que a observada na média do Brasil (+4,9%). Já em relação ao mesmo mês do ano anterior, a variação também foi positiva pelo segundo mês consecutivo, e maior do que a observada para o País (+0,2%).
Em novembro de 2025, o Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF-SP), calculado pela FECOMÉRCIO-SP, registrou alta de 2,6% em relação ao mês anterior. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior (novembro de 2024), o índice registrou alta de 4,1%. Para as famílias com renda de até dez salários-mínimos (SMs), o índice aumentou 8,0%, em contraste com a diminuição de 5,3% para as famílias com renda acima de 10 SMs. Dentre os sete itens avaliados, as diferenças por renda são muito grandes. Por exemplo, o acesso ao crédito e a perspectiva de consumo para as famílias com renda de até 10 SMs aumentaram 18,7% e 19,6%, respectivamente, ao passo que, para as famílias com renda acima de 10 SMs, diminuíram 10,9% e 16,6%, respectivamente.
Pelo lado da oferta, a variação mensal do interesse pela expansão do comércio na Região Metropolitana de São Paulo foi positiva pelo segundo mês consecutivo. Mas vale destacar que a variação foi positiva apenas quatro vezes em 2025. E, no mesmo mês do ano anterior, a variação foi positiva apenas duas vezes.
O Índice de Expansão do Comércio (IEC-SP), também calculado pela FECOMÉRCIO-SP, registrou um aumento de 3,2% em relação ao mês anterior. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior (novembro de 2024), o índice registrou queda de 6,7%. Dentre os seus dois componentes, a expectativa de contratação de funcionários e o nível de investimento das empresas diminuíram 7,9% e 5,2%, respectivamente.

Em razão da data de publicação deste boletim, algumas notícias já podem impactar os indicadores econômicos de dezembro, que serão divulgados no próximo mês.
As entidades que representam bancos, financeiras e fintechs divulgaram uma nota conjunta em defesa da atuação do Banco Central (BC) no caso da liquidação do Banco Master. A nota é uma resposta aos questionamentos feitos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a decisão tomada pelo BC.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu, pela quarta vez seguida, manter a taxa de juros em 15% ao ano.
O Congresso Nacional aprovou, e já foi sancionado pelo presidente Lula, um corte nos incentivos fiscais a fim de elevar a arrecadação em 2026. Entre os diversos setores que terão aumento de impostos, estão as empresas de apostas on-line (bets) e as fintechs.
Com a entrada do período chuvoso no país, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) anunciou a mudança da bandeira tarifária de vermelha patamar 1 para amarela. Com a mudança, o acréscimo na conta a cada 100 quilowatts-hora cai de R$ 4,46 para R$ 1,885.
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou a regulamentação de uma linha de crédito de até R$ 6 bilhões para a compra de caminhões novos e seminovos, com o objetivo de renovar a frota nacional. O valor máximo de financiamento é de R$ 50 milhões por pessoa física ou jurídica. O programa prevê condições mais favoráveis para caminhões movidos a eletricidade ou biometano.
Para mais detalhes de alguns indicadores apresentados, inclusive com outras medidas de variação, acesse o site.
Expediente CECON
Coordenação
Allexandro Emmanuel Mori Coelho, Professor Doutor
Equipe Econômica
Jobson Monteiro de Souza, Professor Doutor
Rafael Barišauskas, Professor Mestre
Termo de isenção de responsabilidade
Este relatório foi preparado pela equipe integrante do Centro de Estudos em Conjuntura Econômica (CECON) da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), utilizando os melhores esforços dos responsáveis. As informações foram obtidas através de fontes públicas críveis, e estão sujeitas a revisões sem aviso prévio. O CECON e a FECAP não se responsabilizam por quaisquer decisões econômicas ou de investimento tomadas com base nas informações deste relatório. O conteúdo deste relatório é livre, não podendo ser comercializado ou monetizado por terceiros de nenhuma forma. Este produto possui caráter exclusivamente informativo e não deverá ser usado para constituir qualquer decisão de compra ou venda de ativos ou produtos ou de investimento.