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	<title>fabio coimbra | FECAP</title>
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	<description>A FECAP é uma instituição brasileira de ensino superior, sem fins lucrativos, cujo campo de estudo é gestão de negócios.</description>
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	<title>fabio coimbra | FECAP</title>
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		<title>Designação de PCC e CV pelos EUA eleva régua de risco para bancos, fintechs e pagamentos</title>
		<link>https://www.fecap.br/2026/06/11/designacao-de-pcc-e-cv-pelos-eua-eleva-regua-de-risco-para-bancos-fintechs-e-pagamentos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Vagner Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jun 2026 20:36:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Comando Vermelho]]></category>
		<category><![CDATA[fabio coimbra]]></category>
		<category><![CDATA[FECAP]]></category>
		<category><![CDATA[governança]]></category>
		<category><![CDATA[Primeiro Comando da Capital]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A designação do PCC e CV pelos EUA, no combate ao terrorismo, trouxe novas preocupações para o setor financeiro brasileiro</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A designação de Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) pelos Estados Unidos, no âmbito de seu regime de combate ao terrorismo, trouxe novas preocupações para o setor financeiro brasileiro. Embora não produza impacto automático amplo sobre o Sistema Financeiro Nacional nem implique sanção automática ao Pix, a medida altera a percepção internacional de risco e pode elevar o nível de exigência sobre controles, diligência, governança e monitoramento.</p>



<p>Segundo Fabio Coimbra, professor da <a href="http://www.fecap.br">Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP)</a>, é importante separar os efeitos diretos das consequências indiretas da medida. A designação norte-americana não determina, por si só, bloqueios automáticos de ativos no Brasil nem afeta diretamente infraestruturas domésticas como o Pix. No entanto, a mudança altera a percepção internacional de risco e pode aumentar o nível de exigência sobre os controles adotados pelas instituições financeiras.</p>



<p>“A decisão não significa sanção automática ao Pix nem bloqueio amplo no sistema financeiro brasileiro. O ponto central é que a percepção de risco mudou, e quando isso acontece também mudam as exigências de governança, diligência e monitoramento”, afirma.</p>



<p><strong>Mudança na régua de risco</strong></p>



<p>De acordo com Coimbra, o principal desafio para as instituições não está apenas em atualizar listas de monitoramento ou incluir novos nomes em processos de triagem. O foco deve estar na capacidade de identificar estruturas mais complexas utilizadas para ocultação de recursos ilícitos, como empresas de fachada, laranjas, contas de passagem, beneficiários finais ocultos e fluxos financeiros fragmentados.</p>



<p>“O risco real está na rede financeira invisível que conecta pessoas, empresas, contas e transações. Tratar essa decisão apenas como um evento cadastral seria uma visão limitada de compliance”, explica. Na prática, a nova realidade pode levar instituições estrangeiras a revisar critérios de relacionamento com empresas brasileiras, especialmente aquelas que operam com pagamentos internacionais, câmbio, remessas e acesso ao sistema financeiro global.</p>



<p><strong>Correspondentes internacionais exigem atenção</strong></p>



<p>Para bancos e instituições que dependem de operações internacionais, o impacto pode ser mais sensível. Correspondentes bancários estrangeiros exercem papel fundamental na liquidação de operações em dólar, comércio exterior e remessas internacionais.</p>



<p>Segundo o professor da FECAP, eventuais fragilidades nos controles de prevenção à lavagem de dinheiro, financiamento ao terrorismo e identificação de clientes podem levar parceiros internacionais a exigir informações adicionais, restringir produtos ou até reduzir o relacionamento comercial. “Não se trata de uma consequência automática, mas existe o risco de ‘de-risking’, quando instituições internacionais reduzem sua exposição a mercados ou parceiros considerados mais arriscados”, afirma.</p>



<p><strong>Fintechs precisam combinar inovação e controles robustos</strong></p>



<p>O cenário também exige atenção das fintechs e instituições de pagamento. O especialista destaca que modelos digitais, carteiras eletrônicas, Banking as a Service (BaaS), remessas e operações com criptoativos trouxeram ganhos importantes de eficiência e inclusão financeira, mas precisam ser acompanhados por mecanismos de controle compatíveis com a velocidade das operações.</p>



<p>“A inovação é positiva e ajudou a modernizar o sistema financeiro brasileiro. Mas abertura de mercado não pode ser confundida com flexibilização da disciplina de risco”, observa. Para o professor da FECAP, a maturidade dos controles deve evoluir na mesma velocidade do crescimento dos negócios, garantindo monitoramento adequado, qualidade de dados, rastreabilidade e capacidade analítica.</p>



<p><strong>Demonizar o sistema seria um erro técnico</strong></p>



<p>Em meio às discussões sobre possíveis impactos da decisão norte-americana, o especialista ressalta que o Pix não deve ser tratado como foco da preocupação. “O Pix é uma infraestrutura doméstica, regulada pelo Banco Central e fundamental para a inclusão financeira e a eficiência econômica”, afirma.</p>



<p>Segundo ele, qualquer infraestrutura de pagamentos de grande escala pode ser utilizada de forma indevida caso os controles adotados pelas instituições participantes sejam insuficientes. Por isso, o debate deve se concentrar na qualidade dos mecanismos de prevenção à fraude, lavagem de dinheiro, segurança cibernética e monitoramento transacional.</p>



<p><strong>Governança integrada ganha importância</strong></p>



<p>O especialista destaca que a principal lição trazida pela decisão dos Estados Unidos é a necessidade de uma visão integrada dos riscos. Questões relacionadas a prevenção à lavagem de dinheiro, sanções internacionais, fraudes, segurança cibernética, reputação, gestão de terceiros e monitoramento de transações não podem mais ser tratadas de forma isolada.</p>



<p>“Uma falha cadastral pode se transformar em falha de monitoramento. Um problema de monitoramento pode gerar risco sancionatório. Um incidente cibernético pode resultar em fraude e dano reputacional. Todos esses riscos estão conectados”, explica.</p>



<p>Nesse contexto, a resposta das instituições deve ir além da criação de novos formulários ou procedimentos burocráticos. A prioridade deve ser fortalecer governança, qualidade dos dados, identificação de beneficiários finais, inteligência analítica, monitoramento transacional e integração entre diferentes áreas de controle.</p>



<p><strong>Ambiente exige revisão de controles</strong></p>



<p>Para o especialista, o momento exige equilíbrio. Não há motivo para alarmismo nem para a conclusão de que nada mudou. O sistema financeiro brasileiro continua contando com uma infraestrutura moderna, regulação consolidada e supervisão reconhecida internacionalmente. “O ambiente de risco mudou e, por isso, a régua também mudou. A resposta adequada não é pânico nem complacência, mas revisão dos controles, fortalecimento da governança e adoção de mecanismos proporcionais ao risco”, conclui.</p>



<p><strong>O especialista</strong>: Fabio Coimbra é professor da FECAP, doutor pela FEA-USP, conselheiro independente e membro de comitês de auditoria e riscos. Trabalhou por 21 anos no Banco Central do Brasil, em posições técnicas e de liderança, com atuação internacional no BIS, Comitê da Basileia e FSB. Foi sócio da PwC na prática de consultoria. É especialista em governança corporativa, gestão de riscos, compliance, regulação e supervisão financeira.</p>



<p></p>
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		<title>Acordo envolvendo BRB reduz risco imediato, mas não substitui solução prudencial e reforço de governança</title>
		<link>https://www.fecap.br/2026/06/10/acordo-envolvendo-brb-reduz-risco-imediato-mas-nao-substitui-solucao-prudencial-e-reforco-de-governanca/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Vagner Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 20:17:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[banco de brasília]]></category>
		<category><![CDATA[brb]]></category>
		<category><![CDATA[fabio coimbra]]></category>
		<category><![CDATA[governança]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O acordo firmado para viabilizar apoio financeiro ao Banco de Brasília (BRB) representa uma resposta relevante para reduzir riscos imediatos</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O acordo firmado para viabilizar apoio financeiro ao Banco de Brasília (BRB) representa uma resposta relevante para reduzir riscos imediatos. No entanto, segundo Fabio Coimbra, professor da <a href="http://www.fecap.br">Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP)</a>, é preciso separar três dimensões: o acordo institucional, a estrutura financeira e a solução prudencial.</p>



<p>“A principal questão não se limita à disponibilidade de recursos. Em crises bancárias, é preciso avaliar se houve reconhecimento adequado de perdas, provisões suficientes, capital compatível com os riscos assumidos, qualidade dos ativos, garantias efetivamente executáveis e uma estrutura de governança capaz de restaurar a confiança”, afirma.</p>



<p>A operação foi estruturada após acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e atende a exigências do Banco Central para fortalecer a situação financeira do BRB. O empréstimo será concedido pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), sem utilização direta de recursos federais.</p>



<p><strong>Solução financeira é apenas parte da resposta</strong></p>



<p>Na avaliação do professor, medidas de suporte financeiro são importantes para preservar a estabilidade do sistema, mas não substituem mecanismos essenciais de controle e gestão. “Arranjos financeiros e regras mais rigorosas de compliance são necessários, mas não substituem balanços confiáveis, gestão de riscos independente, auditoria com autonomia e estruturas de governança efetivas”, destaca.</p>



<p>Para Coimbra, qualquer processo consistente de recuperação institucional exige mais do que recursos emergenciais. É necessário garantir que os problemas que levaram à deterioração da confiança sejam identificados, tratados e monitorados de forma permanente.</p>



<p><strong>Governança no centro da recuperação</strong></p>



<p>O professor da FECAP destaca que a restauração da credibilidade de uma instituição financeira depende diretamente da qualidade de seus mecanismos de governança. Segundo ele, o Conselho de Administração, o Comitê de Auditoria e o Comitê de Riscos exercem papel fundamental na supervisão das atividades, na avaliação dos riscos e na promoção da transparência perante investidores, reguladores e depositantes.</p>



<p>“Uma recuperação sustentável exige responsabilização, transparência e estruturas de governança capazes de assegurar que os controles internos funcionem de forma efetiva. Sem isso, a confiança tende a permanecer fragilizada”, explica.</p>



<p><strong>Reconstrução da confiança exige abordagem ampla</strong></p>



<p>Para o especialista, a experiência internacional mostra que a recuperação de instituições financeiras depende de uma combinação de medidas financeiras, prudenciais e de governança. Embora a injeção de recursos contribua para reduzir riscos imediatos e preservar a estabilidade, a reconstrução da confiança demanda ações mais abrangentes e de longo prazo.</p>



<p>“A recuperação da confiança exige uma solução financeira, prudencial e de governança. São dimensões complementares e indispensáveis para que a instituição volte a operar com credibilidade e sustentabilidade”, conclui.</p>



<p><strong>O especialista</strong>: Fabio Coimbra é professor da FECAP, doutor pela FEA-USP, conselheiro independente e membro de comitês de auditoria e riscos. Trabalhou por 21 anos no Banco Central do Brasil, em posições técnicas e de liderança, com atuação internacional no BIS, Comitê da Basileia e FSB. Foi sócio da PwC na prática de consultoria. É especialista em governança corporativa, gestão de riscos, compliance, regulação e supervisão financeira.</p>
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		<title>Caso Banco Master reforça debate sobre governança, FGC e supervisão no sistema financeiro</title>
		<link>https://www.fecap.br/2026/06/09/caso-banco-master-reforca-debate-sobre-governanca-fgc-e-supervisao-no-sistema-financeiro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Vagner Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2026 20:26:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[banco master]]></category>
		<category><![CDATA[fabio coimbra]]></category>
		<category><![CDATA[FECAP]]></category>
		<category><![CDATA[Fundo Garantidor de Créditos (FGC)]]></category>
		<category><![CDATA[governança]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O caso envolvendo o Banco Master trouxe novamente ao centro do debate a discussão sobre a solidez do sistema financeiro brasileiro</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O caso envolvendo o Banco Master trouxe novamente ao centro do debate a discussão sobre a solidez do sistema financeiro brasileiro, o papel do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e a necessidade de aperfeiçoamentos no modelo de supervisão e regulação do setor.</p>



<p>Segundo Fabio Coimbra, professor da <a href="http://www.fecap.br">Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP)</a>, embora as medidas recentemente discutidas pelo Banco Central representem avanços importantes, o episódio evidencia desafios mais amplos relacionados à governança, gestão de riscos e sustentabilidade de longo prazo das instituições financeiras.</p>



<p>Na opinião do docente, o FGC exerce uma função essencial para a proteção dos depositantes e para a estabilidade do sistema financeiro, mas não deve ser utilizado como substituto de mecanismos fundamentais de gestão e solvência. “O FGC é um instrumento importante de proteção ao depositante e de preservação da confiança no sistema. O problema não está em sua utilização dentro da finalidade para a qual foi criado, mas em tratá-lo como substituto de capital, reconhecimento de perdas, ajuste de balanço, solvência ou governança”, afirma.</p>



<p>Na avaliação do especialista, as iniciativas regulatórias em discussão caminham na direção correta ao buscar maior alinhamento entre captação de recursos, qualidade dos ativos, liquidez e capacidade de absorção de perdas das instituições financeiras. “O desafio é reduzir o risco moral sem enfraquecer a confiança dos depositantes e investidores. Isso exige métricas prudenciais consistentes, transparência, disciplina de mercado e supervisão baseada em risco”, destaca.</p>



<p><strong>FGC não substitui gestão prudente</strong></p>



<p>Para Coimbra, o episódio do Banco Master reforça uma distinção importante: mecanismos de proteção financeira são fundamentais para preservar a estabilidade sistêmica, mas não eliminam a necessidade de estruturas robustas de governança e gestão.</p>



<p>“O FGC protege depositantes e contribui para a estabilidade financeira. Mas ele não substitui gestão prudente, governança efetiva e estrutura de capital adequada”, afirma.</p>



<p>O especialista observa que o fortalecimento do sistema financeiro depende de incentivos que promovam responsabilidade na tomada de decisões e adequada alocação de riscos pelas instituições participantes.</p>



<p><strong>Necessidade de visão de longo prazo</strong></p>



<p>Além das discussões sobre o FGC, Coimbra avalia que o caso reacende um debate mais amplo sobre a modernização da arquitetura regulatória brasileira. Para ele, o modelo atual de supervisão financeira apresenta limitações diante da crescente integração entre diferentes segmentos do mercado. “O sistema financeiro está cada vez mais conectado. Hoje existem relações complexas entre bancos, fundos de crédito, gestoras de recursos, sistemas de pagamentos, fintechs e diversos outros participantes. Isso exige uma visão mais integrada dos riscos”, explica.</p>



<p>Segundo o professor da FECAP, o modelo tradicional de supervisão setorial, estruturado em torno de produtos e segmentos específicos, mostra sinais de esgotamento diante das transformações do mercado financeiro. “Não estamos falando de uma mudança pontual. Trata-se de um processo complexo que exige planejamento, coordenação institucional e implementação gradual”, afirma.</p>



<p><strong>Referências internacionais</strong></p>



<p>Na avaliação de Coimbra, experiências internacionais podem servir de referência para futuras reformas no Brasil. Países como Inglaterra, Austrália e Holanda adotaram modelos de supervisão organizados por objetivos regulatórios, conhecidos como Twin Peaks.</p>



<p>Nesse formato, a regulação é dividida entre dois pilares principais: a supervisão prudencial, voltada à estabilidade das instituições financeiras, e a supervisão de conduta, direcionada à proteção dos investidores e à integridade dos mercados.</p>



<p>“O aperfeiçoamento do sistema financeiro brasileiro depende de uma visão de Estado de longo prazo. Existem desafios relacionados à coordenação institucional, segurança jurídica, disponibilidade de recursos, investimentos em tecnologia e uso mais intensivo de ferramentas analíticas, incluindo inteligência artificial”, afirma.</p>



<p>Para o especialista, o episódio do Banco Master pode servir como catalisador para discussões que vão além das respostas imediatas e contribuam para o fortalecimento estrutural do Sistema Financeiro Nacional.</p>



<p>“O importante é aproveitar o momento para discutir aperfeiçoamentos que reforcem a resiliência do sistema no longo prazo, preservando a confiança dos agentes econômicos e a estabilidade financeira”, conclui.</p>



<p><strong>O especialista</strong>: Fabio Coimbra é professor da FECAP, doutor pela FEA-USP, conselheiro independente e membro de comitês de auditoria e riscos. Trabalhou por 21 anos no Banco Central do Brasil, em posições técnicas e de liderança, com atuação internacional no BIS, Comitê da Basileia e FSB. Foi sócio da PwC na prática de consultoria. É especialista em governança corporativa, gestão de riscos, compliance, regulação e supervisão financeira.</p>
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		<title>Governança climática avança no Brasil, mas ainda é desigual entre setores, aponta professor da FECAP</title>
		<link>https://www.fecap.br/2026/04/08/governanca-climatica-avanca-no-brasil-mas-ainda-e-desigual-entre-setores-aponta-professor-da-fecap/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Vagner Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Apr 2026 17:10:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[fabio coimbra]]></category>
		<category><![CDATA[FECAP]]></category>
		<category><![CDATA[governança climática]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Governança climática avança no Brasil, mas ainda é desigual entre setores, aponta professor da FECAP</p>
<p>O post <a href="https://www.fecap.br/2026/04/08/governanca-climatica-avanca-no-brasil-mas-ainda-e-desigual-entre-setores-aponta-professor-da-fecap/">Governança climática avança no Brasil, mas ainda é desigual entre setores, aponta professor da FECAP</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.fecap.br">FECAP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A governança climática vem deixando de ser um tema restrito à agenda ambiental e ganhando espaço como fator decisivo para planejamento estratégico, gestão de riscos e acesso a capital. Segundo o professor da <a href="http://www.fecap.br">Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP)</a>, Fabio Coimbra, a governança climática no ambiente corporativo deve ser entendida como a incorporação efetiva da variável climática nas decisões do dia a dia das organizações — e não apenas como um discurso reputacional.</p>



<p>“Governança climática é a integração metodológica da variável climática nas deliberações estratégicas, na modelagem de capital, na gestão de riscos e na prestação de contas”, afirma Coimbra.</p>



<p>De acordo com o especialista, o Brasil apresenta um cenário de maturidade desigual. Enquanto o sistema financeiro nacional e o mercado de capitais têm avançado com maior rapidez, impulsionados por exigências regulatórias e pressão do custo de capital, parte significativa do setor produtivo ainda trata o tema como secundário.</p>



<p>“Há assimetria: o setor financeiro e o mercado de capitais exibem maior maturidade, enquanto parte relevante do setor produtivo permanece em fase embrionária, tratando clima como acessório”, explica.</p>



<p><strong>Estratégia ou apenas ESG?</strong></p>



<p>Para o professor da FECAP, a diferença entre uma governança climática real e uma abordagem superficial está na forma como o tema influencia decisões estratégicas e financeiras. Quando os riscos climáticos entram na matriz de apetite ao risco e afetam investimentos e precificação de passivos, há um tratamento efetivo. Por outro lado, quando o assunto aparece apenas em relatórios institucionais sem impacto real nas decisões do conselho, o risco é de “ESG de vitrine”.</p>



<p>“Superficialidade é relato produzido por comunicação, desconectado de riscos materiais e de decisões do conselho. A convergência regulatória reduz espaço para abordagens apenas reputacionais”, afirma Coimbra.</p>



<p><strong>Pressão regulatória e novos padrões de transparência</strong></p>



<p>A tendência, segundo o especialista, é de fortalecimento das exigências de transparência climática no Brasil. A partir dos exercícios iniciados em 2026, companhias abertas — e, em paralelo, determinados participantes regulados do sistema financeiro — passam a enfrentar exigências mais rigorosas de divulgação de informações relacionadas à sustentabilidade e ao clima, alinhadas aos padrões internacionais do ISSB. Entre elas estão a IFRS S1, voltada à divulgação geral de riscos e impactos financeiros ligados à sustentabilidade, e a IFRS S2, focada especificamente em mudanças climáticas. A adoção desses padrões deve aumentar a confiabilidade dos dados publicados e reduzir espaço para discursos genéricos sem comprovação.</p>



<p>“As normas obrigatórias a partir de 2026 alinham o Brasil ao ISSB e trazem rigor contábil ao relato financeiro da sustentabilidade. A crescente asseguração independente elevará a qualidade e limitará narrativas não auditáveis”, destaca.</p>



<p>No setor financeiro, o professor ressalta que já existe obrigação de divulgação e gestão de riscos climáticos, incluindo avaliações por cenários, conforme normas do Banco Central.</p>



<p><strong>Impactos diretos no custo de capital e nos investimentos</strong></p>



<p>O especialista afirma que a governança climática já influencia decisões econômicas concretas. Empresas expostas a riscos físicos — como ativos em regiões vulneráveis a enchentes, secas e eventos extremos — precisam investir em resiliência. Já setores mais intensivos em carbono enfrentam pressões crescentes ligadas à transição energética e ao risco regulatório, o que afeta seguros, financiamento e planejamento de longo prazo. “O tema já impacta custo de capital, seguros e priorização de investimentos”, afirma.</p>



<p><strong>Fragmentação é gargalo para políticas públicas</strong></p>



<p>Apesar do avanço regulatório, Coimbra aponta que o Brasil ainda enfrenta um entrave importante: a falta de coordenação e padronização entre governo federal, estados, municípios e setor privado. Segundo ele, muitas diretrizes acabam não se traduzindo em projetos concretos por ausência de dados, critérios uniformes e mecanismos claros de financiamento. “O gargalo é a fragmentação: diretrizes macro sem tradução uniforme em dados, licenciamento e mecanismos de financiamento”, diz.</p>



<p><strong>Empresas que não se adaptarem devem perder competitividade</strong></p>



<p>O professor alerta que organizações que ignorarem a governança climática tendem a enfrentar dificuldades crescentes para acessar crédito e investimentos. O custo de capital pode subir e a liquidez pode se tornar mais restrita, à medida que investidores e financiadores passem a exigir padrões mínimos de gestão e transparência. “O desalinhamento expõe a restrições de liquidez e custo de capital mais alto. No médio prazo, a pauta climática será item mandatório nas deliberações ordinárias de conselho”, avalia.</p>



<p>Para Coimbra, a governança climática deve ser tratada como parte da responsabilidade dos administradores e como elemento essencial de proteção a acionistas e à sociedade. “O reporte climático é matéria de accountability dos administradores. Negligenciar a materialidade climática é falha de diligência corporativa”, conclui.</p>



<p><strong>O especialista</strong>: Fabio Coimbra é professor da FECAP, doutor pela FEA USP. Atua como conselheiro de administração e membro de comitês de empresas de diversos setores. Trabalhou por 21 anos no Banco Central do Brasil, ocupando posições técnicas e de liderança, com experiência internacional, incluindo passagem no BIS (Bank for International Settlements), o “banco central dos bancos centrais”, além de ter sido sócio da PwC, na prática de consultoria. É especialista em governança corporativa, gestão de riscos, compliance e temas regulatórios, em diferentes setores e contextos institucionais.</p>
<p>O post <a href="https://www.fecap.br/2026/04/08/governanca-climatica-avanca-no-brasil-mas-ainda-e-desigual-entre-setores-aponta-professor-da-fecap/">Governança climática avança no Brasil, mas ainda é desigual entre setores, aponta professor da FECAP</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.fecap.br">FECAP</a>.</p>
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		<title>Diversidade na liderança ainda é desafio estrutural nas empresas brasileiras, aponta professor da FECAP</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vagner Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Apr 2026 17:03:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[fabio coimbra]]></category>
		<category><![CDATA[FECAP]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Diversidade na liderança ainda é desafio estrutural nas empresas brasileiras, aponta professor da FECAP</p>
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<p>Apesar do avanço do debate público sobre diversidade e inclusão, mulheres, pessoas negras, pessoas com deficiência (PCD) e outros grupos minoritários ainda seguem sub-representados nos cargos mais altos das empresas brasileiras. Para o professor da <a href="http://www.fecap.br">Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP)</a> Fabio Coimbra, esse cenário não pode ser explicado apenas por fatores culturais: trata-se também de uma questão técnica de governança corporativa e de gestão de riscos.</p>



<p>Segundo o especialista, a baixa diversidade na liderança é resultado de falhas estruturais dentro das organizações, como processos de recrutamento pouco transparentes, promoções baseadas em critérios subjetivos e ausência de metodologias capazes de reduzir vieses.</p>



<p>“O problema está em disfunções de governança interna: pipelines restritos, subjetividade elevada no recrutamento e ausência de processos imunes a vieses na promoção. Com colegiados homogêneos, perpetua-se o perfil da alta administração”, aponta Coimbra.</p>



<p><strong>Falha de governança e risco para a empresa</strong></p>



<p>Na avaliação do professor, a ausência de diversidade em conselhos e diretorias não é apenas um problema social: ela pode comprometer a qualidade das decisões estratégicas. Isso ocorre porque ambientes homogêneos tendem a reforçar visões parecidas e reduzir o questionamento interno, aumentando o risco de decisões mal avaliadas.</p>



<p>“A falta de diversidade de visões e experiências pode levar a uma percepção distorcida dos riscos e a decisões tomadas por consenso automático, sem o devido questionamento. Por isso, cabe à governança garantir conselhos e diretorias com competências variadas e critérios técnicos bem definidos”, destaca.</p>



<p>O professor explica que, do ponto de vista técnico, diversidade amplia o debate, fortalece a supervisão e reduz a centralização de decisões críticas, contribuindo para uma gestão mais preparada para lidar com riscos complexos e interconectados.</p>



<p>“A diversidade fortalece o debate e aumenta o olhar crítico nas decisões, melhorando a supervisão e a capacidade de antecipar riscos. Na prática, ajuda a evitar que decisões importantes fiquem concentradas em poucas pessoas”, afirma.</p>



<p><strong>Metas e compromissos: avanço real ou marketing?</strong></p>



<p>De acordo com Coimbra, muitas empresas e órgãos públicos têm adotado metas formais de diversidade, impulsionados pela pressão de reguladores e investidores. Ele avalia que essas metas trazem benefícios importantes, como mensuração e responsabilização, mas alerta para o risco de iniciativas se tornarem apenas uma peça de comunicação institucional. “Há avanço impulsionado por reguladores e investidores. O risco é reduzir metas a peça comunicacional sem lastro em desenvolvimento e mérito”, diz.</p>



<p>Para o professor, a calibragem adequada passa por combinar critérios técnicos de seleção com equidade real de oportunidades, garantindo que os processos internos deixem de reproduzir padrões históricos.</p>



<p><strong>Diferenças entre setor público e privado</strong></p>



<p>O especialista avalia que tanto empresas privadas quanto organizações públicas enfrentam desafios, embora por razões diferentes. No setor privado, a pressão de investidores e o escrutínio internacional aceleram boas práticas. Já no setor público, processos de indicação e seleção nem sempre seguem o mesmo grau de estruturação técnica e transparência observado em segmentos mais expostos ao escrutínio de mercado. ‘O vetor transformador comum é seleção técnica e plural de dirigentes’, afirma Coimbra.</p>



<p><strong>Transparência deve ser regra</strong></p>



<p>O professor defende que a divulgação de dados sobre diversidade na alta gestão pode ser um instrumento decisivo para acelerar mudanças reais, desde que seja feita de forma padronizada e verificável. Para ele, quando compromissos viram números, aumenta a cobrança por resultados e diminui o espaço para discursos genéricos. “A transparência com dados padronizados permite uma cobrança mais objetiva. Quando compromissos viram números verificáveis, diminui o espaço para discursos genéricos e aumenta a responsabilidade das lideranças”, aponta.</p>



<p><strong>Impactos no acesso a capital e competitividade</strong></p>



<p>Coimbra alerta que empresas que não avançarem em diversidade e inclusão devem enfrentar consequências crescentes nos próximos anos, incluindo dificuldade de atrair talentos, restrições no acesso a grandes fundos e maior rigor regulatório. “A tendência para os próximos 5 a 10 anos é a transição definitiva de intenções para cobrança objetiva nos conselhos”, afirma.</p>



<p>Para o professor, a diversidade deve ser tratada como um instrumento estratégico de governança e não como um tema acessório. “Pluralidade na arquitetura decisória é mecanismo técnico de mitigação de riscos e aprimoramento dos controles fiduciários. Investidores devem exigir processos seletivos estritamente técnicos”, conclui.</p>



<p><strong>O especialista</strong>: Fabio Coimbra é professor da FECAP, doutor pela FEA USP. Atua como conselheiro de administração e membro de comitês de empresas de diversos setores. Trabalhou por 21 anos no Banco Central do Brasil, ocupando posições técnicas e de liderança, com experiência internacional, incluindo passagem no BIS (Bank for International Settlements), o “banco central dos bancos centrais”, além de ter sido sócio da PwC, na prática de consultoria. É especialista em governança corporativa, gestão de riscos, compliance e temas regulatórios, em diferentes setores e contextos institucionais.</p>
<p>O post <a href="https://www.fecap.br/2026/04/08/diversidade-na-lideranca-ainda-e-desafio-estrutural-nas-empresas-brasileiras-aponta-professor-da-fecap/">Diversidade na liderança ainda é desafio estrutural nas empresas brasileiras, aponta professor da FECAP</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.fecap.br">FECAP</a>.</p>
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