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	<title>indústria | FECAP</title>
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	<description>Sua Escola de Negócios desde 1902</description>
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	<title>indústria | FECAP</title>
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		<title>Indústria, comércio e serviços apresentam volatilidade no 1º trimestre</title>
		<link>https://www.fecap.br/2021/06/04/industria-comercio-e-servicos-apresentam-volatilidade-no-1o-trimestre/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Vagner Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Jun 2021 16:56:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto de Finanças]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Boletim Econômico do Estado de São Paulo, produzido pelo Núcleo de Estudos da Conjuntura Econômica (NECON) da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), analisou dados da indústria, comércio e serviços referentes ao primeiro trimestre de 2021. Constatou-se que, com avanço da pandemia, os [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 14pt;">O Boletim Econômico do Estado de São Paulo, produzido pelo Núcleo de Estudos da Conjuntura Econômica (NECON) da <a href="http://www.fecap.br">Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP)</a>, analisou dados da indústria, comércio e serviços referentes ao primeiro trimestre de 2021. Constatou-se que, com avanço da pandemia, os setores apresentam alta volatilidade nos resultados trimestrais. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">O NECON FECAP é um grupo formado por professores e alunos da Faculdade de Economia da Fundação Escola de Comércio Alvares Penteado – FECAP, além de interessados, e pretende analisar indicadores de conjuntura e cenários da economia atual. O objetivo missão é criar um ambiente permanente e rico de reflexão e análise acerca da conjuntura econômica nacional, além de produzir relatórios que auxiliem investidores, empresários, gestores públicos e pesquisadores na tomada de decisão. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">O trabalho foi realizado pelos alunos voluntários <a href="https://www.linkedin.com/in/pedroorey/">Pedro Rey</a>, <a href="https://www.linkedin.com/in/jos%C3%A9-victor-cupertino-478ab1156/">José Victor Cupertino</a> e <a href="https://www.linkedin.com/in/bianca-lima-gardino-b114aa1a2/">Bianca Gardino</a>. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Confira o Boletim completo <a href="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2021/06/1TRI21.pdf">clicando aqui</a>.</span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">INDÚSTRIA </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">A Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF), produzida e divulgada pelo IBGE, apresenta indicadores de curto prazo relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativa e de transformação. A pesquisa traz índices para 14 Unidades da Federação, cuja participação é de no mínimo 1% no total do valor da transformação industrial nacional, o que inclui o estado de São Paulo, a ser analisado. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Nos resultados referentes ao mês de março de 2021, a produção industrial do estado de São Paulo cresceu 0,6%, frente ao mês imediatamente anterior. Quando comparado ao mesmo período de 2020, o setor industrial paulista registra variação percentual positiva de 16%. Cabe observar que, em março de 2020, a expectativa do mercado foi extremamente negativa devido a chegada da pandemia da COVID-19 ao Brasil, refletindo os efeitos do isolamento social, o que afetou o processo de produção em várias unidades produtivas no país e no mundo. </span></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-24865" src="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2021/06/industria-1.png" alt="" width="752" height="512" srcset="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2021/06/industria-1.png 752w, https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2021/06/industria-1-300x204.png 300w" sizes="(max-width: 752px) 100vw, 752px" /></p>
<p><span style="font-size: 14pt;"><span class="TextRun SCXW214666557 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW214666557 BCX0">No indicador acumulado para o período de janeiro a março de 2021, frente a igual período do ano anterior, São Paulo obteve variação percentual acumulada positiva. A produção no estado avançou 1,2% em janeiro, frente a dezembro, na série com ajuste sazonal, e caiu 0,9% em fevereiro, comparando com janeiro. No entanto, observando-se o valor acumulado nos últimos 12 meses, o estado recuou 3,5%. Após recuar em fevereiro, a alta do índice em março foi puxada fortemente pelo setor de extração e exploração de petróleo e produção de seus derivados.</span></span><span class="EOP SCXW214666557 BCX0" data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:259,&quot;469777462&quot;:[993],&quot;469777927&quot;:[0],&quot;469777928&quot;:[1]}"> </span></span></p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-24866" src="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2021/06/industria-2.png" alt="" width="768" height="546" srcset="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2021/06/industria-2.png 768w, https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2021/06/industria-2-300x213.png 300w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Segundo o Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural do mês de março de 2021, a produção da Bacia de Santos atingiu, pela primeira vez, mais de 70% da produção de petróleo do Brasil, registrando a maior participação na série histórica, em termos relativos, e a sexta maior, até hoje, em valores absolutos. O campo de Tupi, no pré-sal da Bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo e gás natural em março, de todo o país. Os campos <i>offshore</i> responderam por 96,7% da produção brasileira. Na comparação com o mês anterior ao Boletim, houve aumento de 0,9% na produção de petróleo e redução de 3,9% na de gás. Os preços dos combustíveis estão sofrendo um aumento desde o início do ano, o que pode ter estimulado a produção. No entanto, na comparação com março de 2020, houve redução de 4,3% no petróleo e aumento de 3,6% no gás natural. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">O setor de petróleo foi o destaque do período, contribuindo para manter o impacto positivo do estado de São Paulo. Apesar de apresentar a menor alta entre todas as seis regiões com resultados positivos, São Paulo obteve a segunda maior influência positiva para o mês de março, devido ao tamanho da economia e a relevância da indústria paulista no cenário nacional, visto que o estado responde por 34% de toda a produção industrial no país. Segundo Bernardo Almeida, analista do IBGE, o estado impediu queda ainda mais forte da produção industrial em abril. “Por causa da diversificação do parque industrial, São Paulo consegue se manter no terreno positivo apesar das medidas de restrição”, afirma ele. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;"><b>COMÉRCIO</b> </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Abordando o cenário Brasil, em março, as vendas no comércio varejista caíram 0,6%, após uma variação de 0,5% no mês imediatamente anterior. No acumulado até este primeiro trimestre do ano, as vendas também registraram uma queda, de 0,6%, e no acumulado de 12 meses apresentou uma alta, de 0,7% nas vendas. Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE.  </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Analisando o comércio do estado de São Paulo, percebemos uma queda de 1,5% no mês de março, ocasionada pelo enrijecimento pelo Plano São Paulo, com restrições que ditam o funcionamento das atividades econômicas com o intuito de manter o distanciamento social para o combate da pandemia. Em especial, no dia 15 de março, o estado de São Paulo entrou na fase emergencial do Plano São Paulo, que perdurou até o dia 11 de abril, afetando o funcionamento do comércio de forma mais intensa, no primeiro trimestre.  </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Se comparado com o Brasil, o resultado do comércio de São Paulo é favorável, o que explica este cenário é a criação do programa Renda Básica emergencial (RBE), realizado pelo governo de São Paulo, que visa auxiliar as famílias que sofreram impacto financeiro durante a pandemia. O benefício foi aprovado com valores entre R$100 e R$200 durante três meses, iniciando em março, enquanto o auxílio emergencial oferecido pelo Governo Federal teve início apenas no dia 6 de abril.   </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;"> Destaca-se o setor de <i>Livros, jornais e papelarias</i>, que atingiu o pior resultado em São Paulo, influenciado pelo fechamento de lojas e a substituição dos produtos impressos pelos meios digitais. O melhor resultado no período foi do setor de <i>Artigo pessoal e doméstico</i>, que foram beneficiados pelo resultado dos hipermercados, que mesmo na fase emergencial do Plano São Paulo puderam funcionar.  </span></p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-24867" src="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2021/06/industria-3.png" alt="" width="730" height="424" srcset="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2021/06/industria-3.png 730w, https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2021/06/industria-3-300x174.png 300w" sizes="(max-width: 730px) 100vw, 730px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-24868" src="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2021/06/industria-4.png" alt="" width="708" height="488" srcset="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2021/06/industria-4.png 708w, https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2021/06/industria-4-300x207.png 300w" sizes="(max-width: 708px) 100vw, 708px" /></p>
<p><span style="font-size: 14pt;"><strong>Serviços </strong></span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">São Paulo e Brasil tiveram números parecidos tanto comparando com março do ano passado, no qual SP teve aumento de 4,4% e o país teve +4,5%, como também no acumulado do trimestre: SP queda de 0,5% e Brasil -0,8%. Já tendo como referência fevereiro, o estado teve uma queda menor (-2,6%) do que a federação (-4,0%). </span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-24869" src="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2021/06/industria-5.png" alt="" width="498" height="236" srcset="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2021/06/industria-5.png 498w, https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2021/06/industria-5-300x142.png 300w" sizes="(max-width: 498px) 100vw, 498px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-24870" src="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2021/06/industria-6.png" alt="" width="700" height="574" srcset="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2021/06/industria-6.png 700w, https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2021/06/industria-6-300x246.png 300w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">A COVID-19 continua trazendo retrações nos serviços, em 2021. Com a abertura de negócios, compras de fim de ano e viagens, a população voltou a se contaminar no início desse ano. O gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, explica: “Foram menos impactantes do que março de 2020, mas suficientes para fazer o setor de serviços recuar e voltar ao patamar pré-pandemia”. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Comparando março de 2021 com março de 2020, é possível observar uma variação positiva de 13,9% nos serviços de informação e comunicação, pois do ano passado para esse, a população aumentou muito a utilização desse tipo de serviço, já que parte das pessoas passaram a trabalhar em <i>home office</i> e assistir as aulas <i>online</i>.  </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Até o final de março de 2020, serviços como cursos, academias e salões estavam funcionando normalmente. Por esse motivo o volume dos <i>serviços prestados às famílias</i> diminuiu em 21,6%, também por conta do governador de São Paulo, João Doria, ter decretado fase vermelha emergencial no dia 15/03/2021, na qual apenas serviços essenciais (setores da saúde, transporte, imprensa, estabelecimentos como padarias, mercados, farmácias e postos de combustíveis) podiam funcionar. Segundo a publicação completa da PMS, esse decreto levou São Paulo a liderar as perdas regionais, em março de 2021. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">O índice de volumes de atividades turísticas em São Paulo foi destaque: -27,7% comparando com março de 2020. Já no agregado de janeiro a março de 2021, a perda foi de 35,6% pressionado, principalmente, pela queda na receita de empresas que atuam nos ramos de transporte aéreo; restaurantes; hotéis; agências de viagens; rodoviário coletivo de passageiros; e serviços de bufê, de acordo com o IBGE. Abaixo seguem os dados completos sobre volume de serviços: </span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-24871" src="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2021/06/industria-7.png" alt="" width="730" height="562" srcset="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2021/06/industria-7.png 730w, https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2021/06/industria-7-300x231.png 300w" sizes="(max-width: 730px) 100vw, 730px" /></p>
<p><span style="font-size: 14pt;"><span class="TextRun SCXW79398420 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW79398420 BCX0">Na variação acumulada do ano da receita nominal de serviços, o destaque vai novamente para a queda dos </span></span><span class="TextRun SCXW79398420 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW79398420 BCX0">serviços prestados às famílias</span></span><span class="TextRun SCXW79398420 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW79398420 BCX0">: -27,4%. Logo em seguida, os </span></span><span class="TextRun SCXW79398420 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW79398420 BCX0">serviços profissionais, administrativos e complementares</span></span><span class="TextRun SCXW79398420 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW79398420 BCX0">, com diminuição de 6,8%. O aumento de 11,1% em </span></span><span class="TextRun SCXW79398420 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW79398420 BCX0">serviços de informação e comunicação</span></span><span class="TextRun SCXW79398420 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW79398420 BCX0"> já era esperado, com o uso de cada vez mais desses recursos durante o isolamento social. Vide abaixo o Gráfico 6, que compara o índice de receita nominal por atividades de serviços:</span></span><span class="EOP SCXW79398420 BCX0" data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:259,&quot;469777462&quot;:[993],&quot;469777927&quot;:[0],&quot;469777928&quot;:[1]}"> </span></span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-24872" src="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2021/06/industria-8.png" alt="" width="624" height="476" srcset="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2021/06/industria-8.png 624w, https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2021/06/industria-8-300x229.png 300w" sizes="(max-width: 624px) 100vw, 624px" /></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Os serviços que mais contribuíram negativamente para o resultado foram restaurantes, transporte aéreo de passageiros, hotéis, telecomunicações e agências de viagens. Em contrapartida, as principais contribuições positivas vieram de provedores de conteúdo e outros serviços de informação na Internet, outras atividades de telecomunicações, gestão de portos e terminais e recuperação de materiais plásticos. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Mesmo depois de um ano da pandemia do coronavírus, é possível observar que os motivos que impactam os números dos serviços em São Paulo continuam os mesmos: aumento do uso de comunicações digitais e queda abrupta de serviços presenciais e turismo. </span></p>
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		<title>Escassez de matéria prima pode encarecer produtos no Natal, diz especialista</title>
		<link>https://www.fecap.br/2020/11/18/escassez-de-materia-prima-pode-encarecer-produtos-no-natal-diz-especialista/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Vagner Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Nov 2020 14:12:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Como reflexo principalmente da pandemia de coronavírus está havendo uma escassez de insumos e matérias primas na indústria e no comércio. A afirmação é de Sandra Façanha, Doutora e Mestra em Administração de Empresas e professora dos cursos de Graduação e Pós-graduação da FECAP. Segundo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 14pt;">Como reflexo principalmente da pandemia de coronavírus está havendo uma escassez de insumos e matérias primas na indústria e no comércio. A afirmação é de <a href="https://www.linkedin.com/in/sandra-l-facanha-5546571/">Sandra Façanha</a>, Doutora e Mestra em Administração de Empresas e professora dos cursos de Graduação e Pós-graduação da <a href="http://www.fecap.br">FECAP</a>.</span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Segundo a especialista, existem fatores que influenciam esse comportamento: um maior consumo no mercado interno (ainda propiciado pelo auxílio emergencial governamental), além do aumento de consumo em determinados países (caso da China), mas também porque o Real acumulou uma depreciação em torno de 40% frente ao Dólar ao longo de 2020.</span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">“Há uma escassez de insumos, especialmente de algumas commodities agrícolas, como é o caso amplamente divulgado do arroz, mas também da soja, do milho (alta de quase 30% apenas em outubro de 2020) e da carne”, diz.</span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Além disso, “nunca antes” na história recente do Brasil a exportação foi tão lucrativa. Desde o Plano Real em 1994, apesar de alguns picos, em nenhum momento a taxa cambial havia superado a barreira dos R$ 5,00. Também por este mesmo motivo, as importações sofrem de forma inédita, o que contribui para a enorme dificuldade de o País buscar uma compensação desses insumos no exterior.</span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">RECUPERAÇÃO LENTA</span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">A julgar pela opinião de diversos economistas, profissionais que conhecem profundamente as variáveis relacionadas com as questões macroeconômicas, uma recuperação mais expressiva deve acontecer somente em 2022.</span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">“Todavia, não vamos esquecer que determinados setores fortemente atingidos pela pandemia no primeiro semestre já recuperaram as perdas sofridas, como é o caso da indústria, bem diferente dos serviços, que ainda sofrem. De certa forma, colocando nossa economia em uma perspectiva mais ampla, estamos desde 2015 sofrendo reveses no PIB que ainda nos colocam, em valores reais, abaixo do PIB de 2009”.</span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">EMPRESÁRIOS DEVEM SE REINVENTAR</span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">A indústria se reinventou bastante. E, para qualquer empresário com um olhar mais atento, reinvenção continua sendo uma das palavras-chave. Sandra lembra do exemplo da empresa 3M, que começou com minérios e abrasivos há mais de um século e hoje é famosa pelos adesivos.</span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">“Ao longo da pandemia, empresas que fabricavam um produto X, passaram a fabricar álcool em gel, protetores faciais, entre outros produtos associados à pandemia. A indústria de motociclos, por exemplo, produto muito procurado ao longo da </span><span style="font-size: 14pt;">pandemia, continua trabalhando em três turnos e ainda assim não dá conta! Da mesma forma, as empresas que produzem/montam bicicletas”.</span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">PRODUTOS MAIS CAROS NO NATAL</span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Para a especialista, o fenômeno pode encarecer os produtos, logo agora no período que antecede o Natal. “Sem dúvidas os fatores acima contribuem enormemente para elevação de preços, especialmente nesta &#8220;Black Friday&#8221;. Em geral, as empresas vão tentar ganhar tanto na margem quanto no volume (não é uma opção) para recuperar o que foi perdido e de forma rápida.</span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Quanto mais rápido a grana entrar, mais rapidamente a empresa pode sair da UTI, por exemplo”. Entretanto, se todas as empresas buscarem recompor perdas de forma rápida, por meio de aumentos exagerados, cabe ao consumidor buscar de forma mais diligente uma alternativa que faça sentido.</span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Sandra dá um exemplo pessoal. “Há cerca de dois meses foi inaugurado uma loja de médio porte de bebidas perto da minha casa. Eu os visitei no final de semana passado e fiquei surpresa com a variedade de rótulos de vinhos e preços relativamente bons, apesar da alta do dólar! Comprei um deles por R$ 54,90. No dia seguinte, passei em uma grande rede de supermercados e observei lá o mesmo produto, mas com o preço de R$ 69,90! Diferença de R$ 15,10 ou diferença superior a 27% do preço anterior!”.</span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">A especialista finaliza dizendo que nem sempre as empresas que detém um grande volume de produtos são aquelas dispostas a fazer um bom preço. “Essa é uma lição que todos nós já deveríamos ter aprendido. Além disso, se existe um bom hábito que muitos de nós adquirimos nesta pandemia é o de valorizar o comércio local, ajudar ao pequeno e médio empresário”, completa.</span></p>
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