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	<title>hiperinflação | FECAP</title>
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	<description>A FECAP é uma instituição brasileira de ensino superior, sem fins lucrativos, cujo campo de estudo é gestão de negócios.</description>
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		<title>“Brasil corre risco de hiperinflação, caso reformas não passem”, diz economista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vagner Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Feb 2021 16:57:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Qualquer pessoa que vai ao supermercado tem a mesma sensação: os preços subiram. E não é só impressão. De fato, nos últimos 12 meses, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) acumula alta de 4,30%.  Quem é jovem pode não lembrar, mas muita [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 14pt;">Qualquer pessoa que vai ao supermercado tem a mesma sensação: os preços subiram. E não é só impressão. De fato, nos últimos 12 meses, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) acumula alta de 4,30%. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Quem é jovem pode não lembrar, mas muita gente que viveu a hiperinflação das décadas de 1980/1990 chega até a sentir calafrios ao pensar que o cenário possa se repetir hoje. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Mas, para a professora, economista e coordenadora do Núcleo de Estudos da Conjuntura Econômica da <a href="http://www.fecap.br">Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP)</a>, <a href="https://www.linkedin.com/in/nadja-heiderich-b66b6560/">Nadja Heiderich</a>, essa é uma situação extrema, mas não é impossível. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">“Caso as reformas Administrativa e Tributária não avancem no Congresso Nacional, e se o governo não tiver condição de realizar o ajuste fiscal para conter os gastos públicos, a gente pode migrar para um cenário de hiperinflação. Não é impossível, mas é pouco provável”, opina. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">O QUE É A INFLAÇÃO?  </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">A inflação é o aumento contínuo e generalizado do nível de preços.</span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">“É uma média de elevação dos preços. Se os preços estão se elevando, impactam nas decisões de consumo. Alguns contratos são indexados com base na inflação passada: aluguel, educação, salário&#8230; E na questão do salário, quanto maior a inflação, menor o poder de compra do trabalhador, menos produtos ele vai adquirir com a sua renda. Para fazer planejamento para o futuro é importante acompanhar como os preços em média estão se comportando”, explica Nadja. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">A inflação foi sentida mais pela população de baixa renda, que depende de produtos de necessidade básica, vendo seu poder de compra reduzido.</span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">“Com o aumento do nível geral de preços, as pessoas perdem poder de compra. Se em determinado período elas conseguiam comprar 10 produtos, com o aumento de preços vão passar a consumir 8, 7, 6 produtos no final desse período, dependendo da inflação”. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Segundo a economista, em 2020, os itens que mais contribuíram para elevação do nível de preços foram os do setor de alimentação. Devido às medidas de distanciamento social, as pessoas passaram a se alimentar mais em casa, aumentando a demanda. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">“Por outro lado, houve falta de matéria prima para produção, em um primeiro, momento durante a pandemia. A economia se recuperou, mas alguns insumos acabaram faltando, principalmente nos setores que ficaram parados por mais tempo. Houve também a questão cambial, os produtos que importamos estavam mais caros por conta do dólar. Também houve a elevação do combustível ao longo do ano. Então, tudo isso pressionou os preços”. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">JUROS </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Nadja pondera que o Banco Central poderá elevar a taxa de juros para conter a inflação, a depender do comportamento da atividade econômica no primeiro semestre. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">“Se a economia der fortes sinais de retomada e os preços continuarem sendo pressionados, provavelmente, o BC eleve a taxa de juros, porque a economia já retomou e a elevação da taxa não teria tanto impacto. Caso a economia não veja sinal de melhora, o BC deve não elevar a taxa. O BC está acompanhando a atividade econômica, política e situação fiscal do governo para poder alterar a taxa de juros”, opina.  </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">A forma mais rápida para conter a inflação é o valor taxa de juros. Mas esse é um efeito que demora de médio a longos prazos. “No efeito curto, não adianta congelar preços, porque isso traz efeitos perversos”.  </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">INFLAÇÃO CONTROLADA </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Na opinião de Nadja, a menos que aconteça algo e tenhamos que retroceder por muito tempo nas medidas de distanciamento social, 2021 será um ano mais tranquilo quanto a elevação de preços. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">“Em 2021 a gente começa o ano já com a pandemia, diferente de 2020, que foi uma surpresa. Já estamos, de certa forma, acostumados com a situação e trabalhando para minimizar o impacto disso. As cadeias produtivas continuam a funcionar, então, eu acredito que não haja surpresa com os preços até o final do ano, a menos que o cenário se deteriore”. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">REFORMAS SÃO ESSENCIAIS </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">E o cenário pode se deteriorar caso as reformas estruturais, tributária e administrativa, não avancem no Congresso Nacional. No caso da economia brasileira, para controlar o aumento de preços, é necessário pensar em questões estruturais: dar continuidade às reformas estruturantes para manter um crescimento econômico de longo prazo sustentado com preços estáveis. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">“Não só as reformas, mas as privatizações, para ter melhora na situação fiscal do governo, para contermos a inflação. Essa discussão deve continuar, assim como a política fiscal do governo. As contas públicas estão em situação delicada. O auxílio emergencial e a continuidade das políticas de combate à Covid-19 são gastos que não podem mais ser postergados diante da situação fiscal em que o governo se encontra. É importante que o governo tenha controle dos gastos. Isso pode reverter a expectativa dos mercados e acabar repercutindo sobre a trajetória dos preços”, finaliza. </span></p>
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