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	<title>Erivaldo Costa Vieira | FECAP</title>
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	<description>A FECAP é uma instituição brasileira de ensino superior, sem fins lucrativos, cujo campo de estudo é gestão de negócios.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 30 Oct 2025 12:05:53 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Erivaldo Costa Vieira | FECAP</title>
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		<title>O Estado de São Paulo registra 11 roubos ou furtos de cargas, por dia</title>
		<link>https://www.fecap.br/2025/10/30/o-estado-de-sao-paulo-registra-11-roubos-ou-furtos-de-cargas-por-dia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Vagner Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Oct 2025 12:05:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[boletim tracker fecap]]></category>
		<category><![CDATA[Erivaldo Costa Vieira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Crédito da foto: Freepik/aleksandarlittlewolf Risco aumenta ainda mais com a chegada das festas de fim de ano, período em que o transporte de mercadorias cresce, prevê empresa de rastreamento Entre janeiro e agosto deste ano, foram registrados 2.726 boletins de ocorrência envolvendo carga, no Estado [&#8230;]</p>
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<p>Crédito da foto: Freepik/<a href="https://br.freepik.com/autor/aleksandarlittlewolf">aleksandarlittlewolf</a></p>



<p><em>Risco aumenta ainda mais com a chegada das festas de fim de ano, período em que o transporte de mercadorias cresce, prevê empresa de rastreamento</em></p>



<p>Entre janeiro e agosto deste ano, foram registrados 2.726 boletins de ocorrência envolvendo carga, no Estado de São Paulo, sendo 87% roubos, 11% furtos e 2% receptação, uma média de 11 crimes por dia. Os dados são do Boletim Tracker-Fecap, que acaba de ser finalizado com um amplo estudo econômico sobre a evolução do roubo e furto de cargas no Estado, entre janeiro de 2022 e agosto de 2025. Neste período, houve redução de 44% nas ocorrências. Ainda assim, São Paulo continua sendo o epicentro nacional desse tipo de delito.   </p>



<p><strong>Variação Percentual Acumulada (Base: 2022)</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Período</strong></td><td><strong>Variação</strong></td><td><strong>Fator Explicativo</strong></td></tr><tr><td><strong>2022-2023</strong></td><td>-4,2%</td><td>Estabilização inicial</td></tr><tr><td><strong>2023-2024</strong></td><td>-22,3%</td><td>Aceleração da queda</td></tr><tr><td><strong>2024-2025</strong></td><td>-24,7%</td><td>Consolidação da tendência</td></tr><tr><td><strong>Acumulado 2022-2025</strong></td><td><strong>-44,0%</strong></td><td><strong>Mudança estrutural</strong></td></tr></tbody></table></figure>



<p><strong>Variação Mensal Comparativa (Jan-Ago)</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Mês</strong></td><td><strong>2024</strong></td><td><strong>2025</strong></td><td><strong>Variação Absoluta</strong></td><td><strong>Variação %</strong></td></tr><tr><td><strong>Janeiro</strong></td><td>419</td><td>350</td><td>-69</td><td>-16,5%</td></tr><tr><td><strong>Fevereiro</strong></td><td>416</td><td>319</td><td>-97</td><td>-23,3%</td></tr><tr><td><strong>Março</strong></td><td>420</td><td>302</td><td>-118</td><td>-28,1%</td></tr><tr><td><strong>Abril</strong></td><td>419</td><td>334</td><td>-85</td><td>-20,3%</td></tr><tr><td><strong>Maio</strong></td><td>460</td><td>309</td><td>-151</td><td>-32,8%</td></tr><tr><td><strong>Junho</strong></td><td>374</td><td>243</td><td>-131</td><td>-35,0%</td></tr><tr><td><strong>Julho</strong></td><td>358</td><td>250</td><td>-108</td><td>-30,2%</td></tr><tr><td><strong>Agosto</strong></td><td>380</td><td>257</td><td>-123</td><td>-32,4%</td></tr><tr><td><strong>TOTAL</strong></td><td><strong>3.246</strong></td><td><strong>2.364</strong></td><td><strong>-882</strong></td><td><strong>-27,2%</strong></td></tr></tbody></table></figure>



<p>Na média mensal de eventos desde 2022, novembro e dezembro lideram. O que coloca o país em alerta. “O último trimestre do ano é o momento em que o país acelera. As estradas ganham mais caminhões, as entregas disparam, e o comércio vive a intensidade da Black Friday, do Natal e das grandes festas de fim de ano. É o período em que o transporte de cargas cresce, a logística trabalha no limite e neste momento os riscos também aumentam”, afirma o gerente de Comando e Monitoramento do Grupo Tracker, Vitor Corrêa.</p>



<p><strong>Concentração geográfica</strong></p>



<p>O estudo revela que mais de 45% dos roubos ocorrem na capital paulista, com destaque também para Guarulhos, Osasco, São Bernardo do Campo, Praia Grande e Campinas. “Esses polos urbanos e logísticos concentram grande fluxo rodoviário e operações de transporte, tornando-os alvos prioritários de ações criminosas”, explica o pesquisador da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) responsável pelo estudo, Erivaldo Vieira.</p>



<p><strong>Top 10 Cidades do Estado de São Paulo</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Município / Circunscrição</strong></td><td><strong>Qtde</strong></td><td><strong>Qtde (%)</strong></td></tr><tr><td><strong>S. Paulo</strong></td><td>1257</td><td>46,11%</td></tr><tr><td><strong>Guarulhos</strong></td><td>198</td><td>7,26%</td></tr><tr><td><strong>Osasco</strong></td><td>76</td><td>2,79%</td></tr><tr><td><strong>Cotia</strong></td><td>66</td><td>2,42%</td></tr><tr><td><strong>Itapecerica da Serra</strong></td><td>62</td><td>2,27%</td></tr><tr><td><strong>S. Bernardo do Campo</strong></td><td>58</td><td>2,13%</td></tr><tr><td><strong>Embu das Artes</strong></td><td>52</td><td>1,91%</td></tr><tr><td><strong>Juquitiba</strong></td><td>51</td><td>1,87%</td></tr><tr><td><strong>S. André</strong></td><td>48</td><td>1,76%</td></tr><tr><td><strong>Miracatu</strong></td><td>47</td><td>1,72%</td></tr><tr><td><strong>Praia Grande</strong></td><td>42</td><td>1,54%</td></tr><tr><td><strong>Carapicuíba</strong></td><td>37</td><td>1,36%</td></tr></tbody></table></figure>



<p><strong>Tipos de cargas mais visadas</strong></p>



<p>As cargas de alimentos lideram o ranking das mercadorias mais visadas pelos criminosos, com 31,58% de todos os registros. Esse número indica que bens essenciais e de giro rápido — facilmente escoados no mercado informal — permanecem como o principal alvo das quadrilhas.</p>



<p>As cargas mistas (9,35%) ocupam a terceira posição, após ‘outros tipos’ – ou sem categoria específica. “Por envolverem mercadorias de diferentes naturezas no mesmo veículo, podem representar alvos mais ‘rentáveis’ para os criminosos, por agregarem produtos variados e de revenda fácil”, avalia Erivaldo Vieira.</p>



<p>Entre os produtos específicos, destacam-se os cigarros e fumo (7,74%) e as bebidas (5,36%), ambos tradicionalmente associados à alta demanda no comércio informal. Esses números reforçam a percepção de que criminosos priorizam mercadorias de consumo rápido, alta circulação e baixa rastreabilidade.</p>



<p>Itens mais especializados, como eletroeletrônicos (3,19%), autopeças (2,53%) e farmacêuticos (2,20%), aparecem em percentuais menores, mas não devem ser subestimados. Embora menos frequentes, esses produtos possuem maior valor agregado por unidade, podendo gerar prejuízos expressivos às empresas vítimas.</p>



<p>Já as áreas têxteis, de madeira/móveis e de produtos químicos (1,54%) apresentam ocorrência reduzida, possivelmente devido a características logísticas (menor transporte urbano, maior especialização) ou menor liquidez no mercado paralelo.</p>



<p><strong>Cargas: Tipos de Bens Mais Roubados</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Grupo</strong></td><td><strong>Quantidade (QTDE)</strong></td><td><strong>Percentual (QTDE %)</strong></td></tr><tr><td><strong>Alimentos</strong></td><td>861</td><td>31,58%</td></tr><tr><td><strong>Outros tipos</strong></td><td>641</td><td>23,51%</td></tr><tr><td><strong>Carga mista</strong></td><td>255</td><td>9,35%</td></tr><tr><td><strong>Cigarros/fumo</strong></td><td>211</td><td>7,74%</td></tr><tr><td><strong>Bebidas</strong></td><td>146</td><td>5,36%</td></tr><tr><td><strong>Eletroeletrônicos</strong></td><td>87</td><td>3,19%</td></tr><tr><td><strong>Metalúrgicos</strong></td><td>76</td><td>2,79%</td></tr><tr><td><strong>Autopeças</strong></td><td>69</td><td>2,53%</td></tr><tr><td><strong>Madeira/móveis</strong></td><td>61</td><td>2,24%</td></tr><tr><td><strong>Farmacêuticos</strong></td><td>60</td><td>2,20%</td></tr><tr><td><strong>Têxteis</strong></td><td>57</td><td>2,09%</td></tr><tr><td><strong>Químicos</strong></td><td>42</td><td>1,54%</td></tr><tr><td><strong>Total</strong></td><td><strong>2726</strong></td><td><strong>100,00%</strong></td></tr></tbody></table></figure>



<p>Há uma maior incidência de eventos em cargas de menor valor unitário, embora com grande volume agregado. Aproximadamente 37,6% das ocorrências envolvem montantes de até R$ 20 mil. Por outro lado, também há registros relevantes de mercadorias com valores expressivos (entre R$ 200 mil e R$ 800 mil).</p>



<p><strong>Dados sobre roubo de Carga no período de Janeiro a Agosto de 2025</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Valor da Carga</strong></td><td><strong>QTDE</strong></td><td><strong>QTDE %</strong></td></tr><tr><td><strong>Sem Informação</strong></td><td>488</td><td>17,90%</td></tr><tr><td><strong>De R$ 10.001,00 a R$ 20 mil</strong></td><td>455</td><td>16,69%</td></tr><tr><td><strong>De R$ 5.001,00 a R$ 10 mil</strong></td><td>321</td><td>11,78%</td></tr><tr><td><strong>Até R$ 5.000,00</strong></td><td>251</td><td>9,21%</td></tr><tr><td><strong>De R$ 20.001,00 a R$ 30 mil</strong></td><td>236</td><td>8,66%</td></tr><tr><td><strong>De R$ 30.001,00 a R$ 40 mil</strong></td><td>143</td><td>5,25%</td></tr><tr><td><strong>De R$ 200.001,00 a R$ 400 mil</strong></td><td>135</td><td>4,95%</td></tr><tr><td><strong>De R$ 400.001,00 a R$ 50 mil</strong></td><td>118</td><td>4,33%</td></tr><tr><td><strong>De R$ 100.001,00 a R$ 150 mil</strong></td><td>114</td><td>4,18%</td></tr><tr><td><strong>De R$ 50.001,00 a R$ 60 mil</strong></td><td>95</td><td>3,48%</td></tr><tr><td><strong>De R$ 400.001,00 a R$ 800 mil</strong></td><td>70</td><td>2,57%</td></tr><tr><td><strong>De R$ 150.001,00 a R$ 200 mil</strong></td><td>57</td><td>2,09%</td></tr><tr><td><strong>Total</strong></td><td><strong>2.726</strong></td><td><strong>100,00%</strong></td></tr></tbody></table></figure>



<p>Para o gerente do Grupo Tracker, os próximos meses “exigem uma postura proativa, tecnológica e estratégica. O foco passa a ser o reforço das ações preventivas, o monitoramento de alertas de risco com inteligência analítica e&nbsp;a resposta imediata a eventos suspeitos”, conclui Vitor Corrêa.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>São Paulo registra, em média, quatro roubos ou furtos de caminhões por dia</title>
		<link>https://www.fecap.br/2025/10/30/sao-paulo-registra-em-media-quatro-roubos-ou-furtos-de-caminhoes-por-dia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Vagner Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Oct 2025 11:55:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Boletim Tracker-Fecap]]></category>
		<category><![CDATA[Erivaldo Costa Vieira]]></category>
		<category><![CDATA[FECAP]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Crédito da foto: Freepik/aleksandarlittlewolf Fernão Dias, Régis Bittencourt e Anhanguera são as vias com mais eventos. Os modelos Volvo FH e Scania Série R, geralmente usados em transporte de longa distância e operações logísticas de alto valor, concentraram o maior número de ocorrências O roubo [&#8230;]</p>
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]]></description>
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<p>Crédito da foto: Freepik/<a href="https://br.freepik.com/autor/aleksandarlittlewolf">aleksandarlittlewolf</a></p>



<p><em>Fernão Dias, Régis Bittencourt e Anhanguera são as vias com mais eventos. </em><em>Os modelos Volvo FH e Scania Série R, geralmente usados em transporte de longa distância e operações logísticas de alto valor, concentraram o maior número de ocorrências</em></p>



<p>O roubo de caminhões deu um salto de 39,4%, em agosto de 2025 na comparação com o mesmo mês do ano passado, no Estado de São Paulo. Foram 145 eventos, ou seja, um a cada cinco horas. Já os furtos tiveram uma redução de 41,6%, totalizando 45 boletins de ocorrência. Os dados estão no Boletim Tracker-Fecap, que acaba de ser divulgado. No ano (janeiro a agosto/25) houve uma queda de 3,8% nos roubos (766 x 796 eventos) e de 20,4% nos furtos (304 x 382), frente ao mesmo período de 2024.</p>



<p>“Esses dados sugerem uma possível eficácia das medidas de segurança ou uma mudança no <em>modus operandi</em> dos criminosos, que podem estar se deslocando para outras modalidades ou regiões”, analisa o pesquisador da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) responsável pelo estudo, Erivaldo Vieira.</p>



<p>São Paulo, Guarulhos, Itapecerica da Serra, Itatiba, São Bernardo do Campo, Limeira, Itaquaquecetuba, Campinas, Jundiaí e Embu das Artes são as cidades com maior índice de roubo e furto. Já Cubatão, Osasco, Paulínia, Santos e Sumaré deixaram o ranking no período. “A entrada de Itatiba, São Bernardo do Campo, Limeira, Itaquaquecetuba e Jundiaí no ranking de 2025 é um dado alarmante e sugere que novas rotas e municípios estão se tornando alvos de quadrilhas especializadas, provavelmente acompanhando o crescimento logístico e o fluxo rodoviário. É importante observar também que as ocorrências estão sempre próximas de rotas de transporte de carga e zonas industriais, o que reforça a relação direta entre o crime e o fluxo de mercadorias”, afirma o gerente de Comando e Monitoramento do Grupo Tracker, Vitor Corrêa.</p>



<p><strong>TOP 3 &#8211; Bairros das TOP 5 &#8211; Cidades</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Cidade</strong></td><td><strong>Bairro</strong></td><td><strong>Ocorrências</strong></td></tr><tr><td><strong>São Paulo</strong></td><td>São Mateus</td><td>18</td></tr><tr><td></td><td>Jaçanã</td><td>17</td></tr><tr><td></td><td>Parque Edu Chaves</td><td>12</td></tr><tr><td><strong>Guarulhos</strong></td><td>Cumbica</td><td>26</td></tr><tr><td></td><td>Vila Flora</td><td>17</td></tr><tr><td></td><td>Taboão</td><td>5</td></tr><tr><td><strong>Itapecerica da Serra</strong></td><td>Potuvera</td><td>13</td></tr><tr><td></td><td>Parque Paraíso</td><td>3</td></tr><tr><td></td><td>Embu Mirim</td><td>2</td></tr><tr><td><strong>Itatiba</strong></td><td>Sítio da Moenda</td><td>4</td></tr><tr><td></td><td>Ponte Nova</td><td>2</td></tr><tr><td></td><td>Recanto Costa Verde</td><td>2</td></tr><tr><td><strong>São Bernardo do Campo</strong></td><td>Batistini</td><td>7</td></tr><tr><td></td><td>Alto da Serra</td><td>3</td></tr><tr><td></td><td>Assunção</td><td>3</td></tr></tbody></table></figure>



<p>O estudo mapeou as vias mais perigosas. Há uma predominância de rodovias entre os logradouros mais afetados. A Rodovia Fernão Dias, que conecta a capital paulista ao sul de Minas Gerais, aparece em três posições distintas — em Guarulhos, São Paulo e Mairiporã —, evidenciando sua importância estratégica e vulnerabilidade para ações criminosas.</p>



<p><strong>Top 10 Logradouros do Estado de São Paulo</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Posição</strong></td><td><strong>Cidade</strong></td><td><strong>Logradouro</strong></td><td><strong>Ocorrências</strong></td></tr><tr><td><strong>1</strong></td><td>Guarulhos</td><td>Rodovia Fernão Dias</td><td>20</td></tr><tr><td><strong>2</strong></td><td>São Paulo</td><td>Rodovia Fernão Dias</td><td>17</td></tr><tr><td><strong>3</strong></td><td>Itapecerica da Serra</td><td>Rodovia Régis Bittencourt</td><td>11</td></tr><tr><td><strong>4</strong></td><td>São Paulo</td><td>Retorno Rodovia Fernão Dias</td><td>10</td></tr><tr><td><strong>5</strong></td><td>Araras</td><td>Rodovia Anhanguera</td><td>9</td></tr><tr><td><strong>6</strong></td><td>Itatiba</td><td>Rodovia Dom Pedro I</td><td>8</td></tr><tr><td><strong>7</strong></td><td>São Paulo</td><td>Rua Lua</td><td>8</td></tr><tr><td><strong>8</strong></td><td>Mairiporã</td><td>Rodovia Fernão Dias</td><td>8</td></tr><tr><td><strong>9</strong></td><td>Jundiaí</td><td>Rodovia dos Bandeirantes</td><td>7</td></tr><tr><td><strong>10</strong></td><td>Limeira</td><td>Avenida Rodovia Anhanguera</td><td>6</td></tr></tbody></table></figure>



<p>A logística paulista se organiza em torno de <strong>cinco eixos principais</strong>:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Anhanguera–Bandeirantes</strong> (capital → Jundiaí–Campinas)</li>



<li><strong>Dutra–Fernão Dias</strong> (São Paulo → Vale do Paraíba → Minas Gerais)</li>



<li><strong>Régis Bittencourt</strong> (São Paulo → Paraná)</li>



<li><strong>Anchieta–Imigrantes</strong> (São Paulo → Porto de Santos)</li>



<li><strong>Dom Pedro I</strong> (Campinas → Jacareí)</li>
</ol>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="533" height="355" src="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2025/10/image.jpg" alt="" class="wp-image-67770" style="width:662px;height:auto" srcset="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2025/10/image.jpg 533w, https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2025/10/image-300x200.jpg 300w" sizes="(max-width: 533px) 100vw, 533px" /></figure>



<p>Os eventos ocorrem, majoritariamente, nas vias públicas (74,6%), seguido de rodovias e estradas (9,9%), o que indica que os crimes acontecem principalmente durante o deslocamento das cargas e não em pontos fixos, o que exige uma resposta rápida e integração entre tecnologia de rastreamento e forças policiais. Os locais de comércio e serviços também têm relevância (8,9%), indicando que parte dos crimes ocorre durante operações de carga e descarga.</p>



<p>Terça, quarta e quinta-feira concentram&nbsp;57% do total de ocorrências, com destaque para a terça-feira, que registra o maior número (230). Sábado e domingo somam 135 ocorrências, apenas&nbsp;12% do total. Segundo o gerente de Comando e Monitoramento do Grupo Tracker, “os picos de eventos coincidem com o pico das operações de transporte e entrega. Esse dado, aparentemente simples, orienta a estratégias de monitoramento do Grupo Tracker, com reforço de vigilância em horários e rotas críticas, quando o risco é maior e a mobilização das quadrilhas mais intensa. Essa abordagem proativa não apenas aumenta a taxa de recuperação, mas reduz o tempo médio de resposta, fator decisivo para garantir a integridade do veículo, da carga e do motorista”.</p>



<p><strong>Marcas e modelos mais visados</strong></p>



<p>Entre janeiro e agosto de 2025, os modelos Volvo FH e Scania Série R, geralmente usados em transporte de longa distância e operações logísticas de alto valor, concentraram o maior número de ocorrências de roubo e furto. O predomínio de caminhões-tratores reforça o foco em grandes cargas interestaduais, frequentemente desviadas em rotas de conexão entre os polos logísticos de São Paulo, Campinas e Baixada Santista”, salienta Erivaldo Vieira.</p>



<p><strong>Top 10 Marcas e Tipos de Caminhão Mais Visados – Jan a Ago/25</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Posição</strong></td><td><strong>Marca e Modelo</strong></td><td><strong>Tipo de Veículo</strong></td><td><strong>Ocorrências</strong></td></tr><tr><td><strong>1</strong></td><td>VOLVO/FH 540 6X4T</td><td>Caminhão trator</td><td>75</td></tr><tr><td><strong>2</strong></td><td>SCANIA/R450 A6X2</td><td>Caminhão trator</td><td>61</td></tr><tr><td><strong>3</strong></td><td>VOLVO/FH 460 6X2T</td><td>Caminhão trator</td><td>55</td></tr><tr><td><strong>4</strong></td><td>VW/24.280 CRM 6X2</td><td>Caminhão</td><td>34</td></tr><tr><td><strong>5</strong></td><td>VW/24.250 CNC 6X2</td><td>Caminhão</td><td>28</td></tr><tr><td><strong>6</strong></td><td>VOLVO/FH 500 6X2T</td><td>Caminhão trator</td><td>22</td></tr><tr><td><strong>7</strong></td><td>I/M.BENZ 416CDISPRINTERF</td><td>Caminhão</td><td>21</td></tr><tr><td><strong>8</strong></td><td>SCANIA/R540 A6X4</td><td>Caminhão trator</td><td>21</td></tr><tr><td><strong>9</strong></td><td>FORD/FORD F 4000</td><td>Caminhão</td><td>20</td></tr><tr><td><strong>10</strong></td><td>M.B./M.BENZ L 1113</td><td>Caminhão</td><td>16</td></tr></tbody></table></figure>



<p>“Há uma clara tendência de maior incidência de roubos em caminhões modernos, reforçando que o valor de revenda de peças e componentes é um dos principais motivadores das ações criminosas. Já os furtos ocorrem de forma mais dispersa, muitas vezes associados a veículos estacionados ou em manutenção, independentemente do ano de fabricação”, complementa o pesquisador da FECAP.</p>



<p>Para o combate a esse tipo de crime, é preciso mais do que apreensões pontuais. É necessária a integração de dados entre Detrans, seguradoras e plataformas digitais, fiscalização orientada por inteligência e conscientização de quem compra. “Por trás de cada peça sem nota fiscal pode haver um caminhão roubado e uma família afetada. O combate a essa rede invisível não é tarefa apenas das autoridades. Começa com a recusa ao comércio informal e com a pergunta que todo consumidor deveria fazer: De onde vem esta peça?”, conclui Erivaldo Vieira.</p>
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		<title>A cada seis minutos um carro é roubado ou furtado no Estado de São Paulo, revela estudo inédito</title>
		<link>https://www.fecap.br/2022/07/14/a-cada-seis-minutos-um-carro-e-roubado-ou-furtado-no-estado-de-sao-paulo-revela-estudo-inedito/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Vagner Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Jul 2022 20:10:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Erivaldo Costa Vieira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ocorrências cresceram 23,74% nos primeiros meses do ano. Estudo completo revela cidades e bairros da capital mais perigosos, horários mais críticos e modelos mais visados de automóveis e SUVs &#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; O número de ocorrências de roubo e furto de automóveis, caminhonetes e utilitários cresceu 23,74% [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Ocorrências cresceram 23,74% nos primeiros meses do ano. Estudo completo revela cidades e bairros da capital mais perigosos, horários mais críticos e modelos mais visados de automóveis e SUVs</em></p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O número de ocorrências de roubo e furto de automóveis, caminhonetes e utilitários cresceu 23,74% nos quatro primeiros meses de 2022, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Foram 21.249 roubos e 7.849 furtos, o que corresponde a um veículo subtraído a cada seis minutos, segundo estudo detalhado que acaba de ser publicado no Boletim Econômico Tracker-Fecap. Os números são analisados com base nos dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os carros mais visados são também os que apresentaram as maiores altas nas estatísticas. Destaque para o Hyundai Creta 16A Attitude, que teve um crescimento de 125,81% no número de roubos de janeiro a abril. “Dentre os 4 modelos mais furtados no período, observa-se um crescimento dos crimes na comparação com o mesmo quadrimestre de 2021. Chevrolet Corsa Wind (+26,48%); Chevrolet Onix 1.0MT LT (+53,00%); Hyundai HB20 1.0M Comfort (+26,63%) e Fiat Mobi Like (+10,56%). Já nos modelos mais roubados, além do Creta, estão Hyundai HB20 1.0M Comfort (+30,56%); Chevrolet Onix 1.0MT LT (+34,38%); e Fiat Argo Drive 1.0 (+21,31%)”, afirma o coordenador do Departamento de Pesquisas em Economia do Crime da <a href="https://www.fecap.br/">Fecap</a>, Erivaldo Costa Vieira.&nbsp;</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O coordenador do Comando de Operações do Grupo Tracker, Vitor Corrêa, destaca que “os SUVs, por serem veículos mais caros e luxuosos, proporcionalmente possuem peças com valores mais altos, e isso é levado em consideração também no mercado ilegal dos desmanches. Assim, focar nestas ações criminosas gera uma lucratividade maior para as quadrilhas especializadas, que começam a preferir esses modelos de veículos. O gradual crescimento da categoria nos últimos anos, com excelentes resultados de vendas, estimulam ainda mais os criminosos”.</p>


<div class="wp-block-image">
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</div>


<p></p>


<div class="wp-block-image">
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</div>


<p></p>



<p>Entre janeiro e abril de 2022, os furtos foram em maior número pela manhã (30,09%), seguido de casos à noite (24,79%) e à tarde (23,42%). Já os roubos ocorreram mais no período da noite (43,99%), seguido pelos períodos da tarde (22,53%) e manhã (22,02%).</p>



<p><strong>Cidades mais perigosas</strong></p>



<p>A capital paulista foi a cidade com o maior número de furtos, em todos os períodos analisados (jan-abr/2022, set-dez/2021 e jan-abr/2021), apresentando um crescimento de 14,16% na passagem do último quadrimestre de 2021 para o primeiro deste ano. A cidade de Santo André, na Grande São Paulo, se manteve na segunda colocação, com alta de 29,59% no mesmo período, seguida por Campinas (+3,74%) e Guarulhos (+6,28%). Completam o top 10 deste ano, os municípios de Osasco (+26,92%); São Bernardo do Campo (+40,28%); Ribeirão Preto (-3,36%); Mauá (+0,23%); São José dos Campos (+45,06%) e Americana (+7,51%).</p>



<p>Com relação aos roubos, houve mudanças nas posições entre os quatro municípios com mais crimes desta natureza. A capital paulista se manteve na primeira colocação com 3.319 ocorrências no primeiro quadrimestre de 2022, representando aumentos de 9,47% e 16,37% em comparação ao quadrimestre imediatamente anterior e ao mesmo período do ano passado, respectivamente. São Bernardo do Campo saltou da quarta para a segunda colocação, no primeiro quadrimestre deste ano, com um crescimento de 30,36% e de 72,49%. Já o município de Santo André se manteve na terceira posição do ranking, apresentando uma estabilidade na passagem do último quadrimestre de 2021 para o primeiro de 2022 (+1,06%). Comparando com o mesmo período de 2021, houve uma alta significativa de 56,56%. Campinas completa o top 4, com queda de 6,43% nas ocorrências em comparação ao último quadrimestre de 2021, mas com um leve crescimento de 1,61% nos registros de furtos frente aos quatro primeiros meses do ano passado.</p>



<p>Furtos:</p>



<p></p>


<div class="wp-block-image">
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</div>


<p></p>



<p>Roubos:</p>



<p></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="482" height="191" src="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2022/07/Imagem4.jpg" alt="" class="wp-image-38535" srcset="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2022/07/Imagem4.jpg 482w, https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2022/07/Imagem4-300x119.jpg 300w" sizes="(max-width: 482px) 100vw, 482px" /></figure>
</div>


<p></p>



<p><strong>Bairros da capital mais perigosos</strong></p>



<p>Os bairros que apresentaram as maiores quantidades de furtos de carros entre janeiro e abril deste ano, foram: Tatuapé (269 ocorrências); Água Rasa (233 ocorrências); Vila Matilde (231 ocorrências); Itaquera (224 ocorrências) e Vila Prudente (218 ocorrências). Sob a ótica dos roubos, os bairros mais perigosos foram São Mateus (114 ocorrências); Ipiranga (94 ocorrências); Sacomã (78 ocorrências); Jabaquara (74 ocorrências) e Jardim Ângela (74 ocorrências).</p>
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		<title>Artigo – Policiamento: a curto prazo, a política mais eficiente na relação custo-benefício para redução do crime</title>
		<link>https://www.fecap.br/2021/06/03/artigo-policiamento-a-curto-prazo-a-politica-mais-eficiente-na-relacao-custo-beneficio-para-reducao-do-crime/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Vagner Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Jun 2021 17:42:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto de Finanças]]></category>
		<category><![CDATA[crime]]></category>
		<category><![CDATA[criminalidade]]></category>
		<category><![CDATA[Departamento de Pesquisas em Economia do Crime]]></category>
		<category><![CDATA[economia do crime]]></category>
		<category><![CDATA[Erivaldo Costa Vieira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Erivaldo Costa Vieira, professor do Departamento de Pesquisas em Economia do Crime da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP)  Recentemente, assistimos a uma queda substancial no número de crimes patrimoniais. Infelizmente, essa queda foi consequência das medidas de isolamento social necessárias ao combate da pandemia [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.fecap.br/2021/06/03/artigo-policiamento-a-curto-prazo-a-politica-mais-eficiente-na-relacao-custo-beneficio-para-reducao-do-crime/">Artigo – Policiamento: a curto prazo, a política mais eficiente na relação custo-benefício para redução do crime</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.fecap.br">FECAP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 14pt;"><i>Por <a href="https://www.linkedin.com/in/erivaldo-vieira-indicadores/">Erivaldo Costa Vieira</a>, professor do Departamento de Pesquisas em Economia do Crime da <a href="http://www.fecap.br">Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP)</a></i> </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Recentemente, assistimos a uma queda substancial no número de crimes patrimoniais. Infelizmente, essa queda foi consequência das medidas de isolamento social necessárias ao combate da pandemia do coronavírus. Vimos que diferente dos crimes passionais (alguns cresceram), os crimes patrimoniais são de oferta (oportunidade). A oferta cria sua demanda, uma restrição na oferta reduz a demanda. Será que existem políticas de segurança pública de curto prazo capazes de manter ou reduzir ainda mais os crimes patrimoniais? Essa resposta é difícil. Além das dificuldades inerentes à complexidade do assunto, os próximos meses deverão ser de forte restrição orçamentária, consequência da elevação dos gastos públicos em saúde e da queda na arrecadação devido ao fraco desempenho econômico, e a redução do crime envolve sempre custos elevados.  </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">No campo de estudo da economia conhecido como “Economia do Crime”, as pesquisas são orientadas pela lógica da eficiência no sentido de que o custo da redução do crime não supere os benefícios.  No jargão econômico, buscam-se políticas públicas de alta elasticidade, com maior potencial de impacto na redução da criminalidade.  </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Vamos imaginar como seria o mundo ideal, uma sociedade sem crimes. Se a criminalidade não existe, esta sociedade não gastaria com segurança, polícia, judiciário, penitenciárias e armas. A renda dessa sociedade poderia ser totalmente destinada ao consumo e à produção de outros bens voltados para alimentação, lazer, transporte, etc. Assim, essa sociedade seria mais feliz, mais rica e produtiva. Todos os recursos e pessoas estariam direcionados para a produção de bens. Agora, vamos inserir a figura do criminoso, a sua existência geraria custos com a perda direta de parte do patrimônio, a perda da paz, a perda de vidas, trazendo no pacote sentimentos negativos de insegurança. Nessa etapa, essa sociedade estaria triste, mais pobre e a produção, menos eficiente. Esse é o custo do crime para a sociedade. Para evitar essas perdas, a tal sociedade se disporia a comprometer parte de sua renda no combate ao crime, empregando um conjunto de instrumentos e pessoas para diminuir suas perdas. Nesse terceiro momento, a sociedade estaria um pouco mais feliz, um pouco mais rica, o bem-estar social foi melhorado, assim como a produtividade. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Essa breve história tem a finalidade de lembrar que existe um objetivo econômico e social no combate ao crime e que tais ações, deixam marcas e geram custos econômicos e sociais.  </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Podemos avançar em nossos exemplos e imaginar uma sociedade sem crime por ter empregado parte significativa de seus recursos no combate à criminalidade. A consequência desta ação é o aumento da pobreza da sociedade, pois a quantidade de bens produzidos diminuirá, já que parte dos recursos antes destinados à produção estará agora empregado na força de segurança, que não se encarregará de produzir novos bens. Então, o custo que antes se pagava pela existência do crime passou a corresponder ao custo de manter a sociedade segura, a sociedade volta assim a ficar pobre.  </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">O exemplo acima procura ilustrar que o melhor dos mundos em uma sociedade é a não existência do crime. Na impossibilidade dessa realidade, a melhor política é evitar a ocorrência do crime e suas consequências como perda de vidas, custos judiciários, penitenciárias, gastos no sustento do criminoso preso, etc. As políticas de aumento no número de prisões, aumento na probabilidade de aprisionamento e aumento nas condenações, embora eficientes na redução da criminalidade em alguns contextos, têm como contrapartida imediata um aumento significativo e duradouro dos custos para sociedade. É importante destacar ainda que, para o combate ao crime surtir efeito, é necessária a existência de duas políticas complementares entre si: a política da dissuasão e a política da punição. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">O que devemos ponderar é a proporção de gastos em cada uma das políticas para um uso mais eficiente dos recursos da sociedade.  </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">O aumento dos gastos com reaparelhamento da polícia, contratação de novos policiais, redistribuição inteligente do efetivo, aumento da visibilidade e da comunicação policial geram reduções substanciais na ocorrência de crimes. Estudos recentes indicam que um aumento em 1% nos gastos com o policiamento resulta na redução de 0,3% a 2% na criminalidade, a depender do tipo de crime. Enquanto para cada 1% de aumento no aprisionamento a redução no crime fica entre 0,1% a 0,4%, sendo que o encarceramento produz custos presentes e futuros. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Várias pesquisas no campo da sociologia confirmam o conhecimento popular que afirma que “os presídios são a escola do crime”. Nas prisões são formadas as redes de relacionamento do mal, potencializando o aparecimento de crimes futuros.  </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Algumas cidades não tiveram êxito na redução do crime apenas com o aumento no efetivo policial. O surgimento de um policiamento proativo começa a fazer mais sentido à medida que as experiências se tornam bem-sucedidas. Uma mudança estrutural na forma de agir e aparelhar a polícia, com o uso de inteligência e base de dados, para direcionar o maior número de policiais para as áreas de maior criminalidade. O policiamento, neste sistema, procura se aproximar das comunidades para identificar locais e comportamentos latentes que possam induzir ao crime. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">São muitas as experiências positivas e os estudos sobre o assunto. Por isso, para aprofundamento sobre o tema sugiro a leitura de uma revisão recente da literatura de Tiago Ivo Odon, em seu artigo “<a href="https://www2.senado.leg.br/bdsf/item/id/552754">Segurança pública e análise econômica do crime</a>”.</span></p>
<p><em><span style="font-size: 14pt;">Este artigo foi publicado originalmente no Boletim Econômico Tracker-FECAP, que analisou ocorrências de roubos e furtos de automóveis, caminhonetes, camionetas e utilitários (inclusive os SUVs) no Estado de São Paulo, a partir dos boletins de ocorrência registrados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo.</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: 14pt;">Para conferir o Boletim completo, <a href="https://www.fecap.br/pesquisa-iff-depec/">clique aqui</a>.</span></em></p>
<p>O post <a href="https://www.fecap.br/2021/06/03/artigo-policiamento-a-curto-prazo-a-politica-mais-eficiente-na-relacao-custo-beneficio-para-reducao-do-crime/">Artigo – Policiamento: a curto prazo, a política mais eficiente na relação custo-benefício para redução do crime</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.fecap.br">FECAP</a>.</p>
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