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	<title>Economia | FECAP</title>
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	<description>A FECAP é uma instituição brasileira de ensino superior, sem fins lucrativos, cujo campo de estudo é gestão de negócios.</description>
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	<title>Economia | FECAP</title>
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		<title>Elon Musk: 1º trilionário da história reacende debate sobre desigualdade, poder econômico e futuro do capitalismo, avalia professor da FECAP</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vagner Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 14:24:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[ahmed el kathib]]></category>
		<category><![CDATA[bilionário]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A ascensão de Elon Musk ao posto de primeiro trilionário da história representa muito mais do que um marco financeiro individual. </p>
<p>O post <a href="https://www.fecap.br/2026/06/25/elon-musk-1o-trilionario-da-historia-reacende-debate-sobre-desigualdade-poder-economico-e-futuro-do-capitalismo-avalia-professor-da-fecap/">Elon Musk: 1º trilionário da história reacende debate sobre desigualdade, poder econômico e futuro do capitalismo, avalia professor da FECAP</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.fecap.br">FECAP</a>.</p>
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<p>A ascensão de Elon Musk ao posto de primeiro trilionário da história representa muito mais do que um marco financeiro individual. Para o professor e coordenador do Centro de Estudos em Finanças da&nbsp;<a href="https://www.fecap.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP)</a>,&nbsp;<a href="https://www.linkedin.com/in/ahmed-e-9b2220182/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Ahmed&nbsp;El Khatib</a>, uma fortuna de tal grandeza simboliza uma transformação profunda na dinâmica do capitalismo contemporâneo, marcada pela crescente concentração de riqueza, pelo avanço das tecnologias digitais e pelo fortalecimento do poder econômico privado em escala global.</p>



<p>A fortuna de Musk alcançou aproximadamente US$ 1,2 trilhão, impulsionada principalmente pela valorização de suas participações em empresas como Tesla, SpaceX, xAI, Neuralink e outros negócios ligados à inteligência artificial, mobilidade, infraestrutura espacial e tecnologia. Para o professor da FECAP, o crescimento patrimonial do empresário difere significativamente daquele observado entre os grandes magnatas industriais dos séculos XIX e XX.</p>



<p>“O patrimônio dos grandes bilionários do passado estava ligado principalmente a ativos físicos, como fábricas, ferrovias, refinarias e infraestrutura industrial. Já a riqueza de Musk está associada a empresas cuja avaliação incorpora expectativas sobre mercados futuros, como inteligência artificial, robótica, satélites e mobilidade autônoma”, explica.</p>



<p>O professor destaca que uma das principais características da economia atual é a capacidade de os mercados anteciparem valor. “A riqueza contemporânea não cresce apenas com base nos lucros já realizados. Ela também é impulsionada pela capitalização de expectativas. Quando investidores acreditam que uma empresa poderá dominar setores estratégicos no futuro, parte desse valor potencial é incorporada ao preço de mercado hoje”, afirma.</p>



<p><strong>Nova fase do capitalismo</strong></p>



<p>Para El Khatib, o surgimento do primeiro trilionário não representa apenas um recorde patrimonial, mas também um sinal das mudanças estruturais pelas quais o capitalismo vem passando nas últimas décadas. “O capitalismo industrial era baseado na expansão da capacidade produtiva física. O capitalismo financeiro ampliou a relevância dos mercados de capitais. Já o capitalismo digital-tecnológico é marcado pela importância dos dados, algoritmos, plataformas, propriedade intelectual e efeitos de rede”, observa.</p>



<p>Nesse contexto, empresas de tecnologia deixam de vender apenas produtos e passam a controlar ecossistemas inteiros. Segundo o professor, Tesla e SpaceX ilustram bem essa transformação. “A Tesla não é apenas uma montadora. Ela reúne software, baterias, infraestrutura de recarga, inteligência artificial e robótica. Da mesma forma, a SpaceX deixou de ser apenas uma empresa de foguetes para se tornar uma plataforma de infraestrutura estratégica que envolve conectividade, satélites, defesa e dados”, explica.</p>



<p>Na avaliação do especialista, essa nova lógica favorece níveis inéditos de concentração patrimonial. “Quem controla infraestruturas críticas digitais e tecnológicas passa a capturar uma parcela crescente da renda econômica. O vencedor não conquista apenas mercado; conquista posições estratégicas que podem ser extremamente difíceis de replicar”, afirma.</p>



<p><strong>Poder econômico em escala quase soberana</strong></p>



<p>Embora considere inadequado equiparar diretamente Musk a reis ou imperadores da história, Ahmed entende que existem paralelos relevantes quando se observa a dimensão do poder econômico acumulado.</p>



<p>“Um rei medieval concentrava poder sobre terras, tributos e exércitos. Musk não possui soberania formal, mas exerce influência sobre áreas estratégicas como inteligência artificial, satélites, conectividade global, infraestrutura espacial e mobilidade. Em determinados aspectos, trata-se de uma concentração de capacidade econômica comparável à de estruturas de poder quase soberanas”, analisa.</p>



<p>O professor ressalta que o principal significado do marco trilionário não está na liquidez imediata da fortuna, mas na influência que ela proporciona. “Uma fortuna dessa magnitude permite financiar projetos de grande escala, adquirir ativos estratégicos, influenciar cadeias produtivas, participar de debates regulatórios e moldar tendências tecnológicas globais. O debate não é simplesmente sobre riqueza individual, mas sobre assimetrias de poder econômico”, afirma.</p>



<p><strong>Desigualdade e desafios para a democracia e a economia</strong></p>



<p>Ahmed alerta que a concentração patrimonial tende a se tornar uma questão cada vez mais relevante do que a própria desigualdade de renda. “Salários crescem de forma relativamente lenta, enquanto ativos financeiros e tecnológicos podem multiplicar seu valor em poucos anos. Isso faz com que a diferença entre quem vive do trabalho e quem possui grandes ativos patrimoniais se amplie progressivamente”, explica.</p>



<p>Na avaliação do especialista, os efeitos dessa concentração podem ultrapassar a esfera econômica e atingir também a estabilidade política e social. “A riqueza extrema amplia a capacidade de influência sobre decisões públicas, regulações, investimentos e agendas estratégicas. Isso não significa necessariamente corrupção, mas gera uma assimetria importante entre cidadãos comuns e indivíduos que controlam recursos equivalentes ao orçamento de muitos países”, afirma.</p>



<p>Além disso, a elevada concentração de capital pode dificultar a concorrência. Empresas controladas por grandes bilionários possuem acesso privilegiado a financiamento, talentos, infraestrutura e dados, criando barreiras de entrada para novos competidores. “Existe o risco de uma economia mais inovadora, mas menos aberta à competição. A inovação é fundamental, mas precisa coexistir com mecanismos que preservem a concorrência e a mobilidade econômica”, destaca.</p>



<p><strong>Inteligência artificial pode acelerar concentração</strong></p>



<p>Outro fator de preocupação apontado pelo professor é o avanço da inteligência artificial. Segundo El Khatib, a própria estrutura necessária para desenvolver sistemas avançados de IA tende a favorecer grandes empresas e ampliar a concentração econômica.</p>



<p>“Inteligência artificial exige acesso a grandes volumes de dados, capacidade computacional, energia, chips avançados e profissionais altamente qualificados. Esses recursos estão concentrados em poucos grupos econômicos. Por isso, a infraestrutura da IA tende a reforçar os efeitos de concentração já observados na economia digital”, explica.</p>



<p>Para o professor da FECAP, caso as tendências atuais sejam mantidas, o surgimento de novos trilionários nas próximas décadas será uma consequência natural. “É provável que vejamos outros trilionários nos próximos anos. Mas a questão mais relevante não é quantos serão. O verdadeiro debate é se caminharemos para uma economia em que um grupo cada vez menor de indivíduos controle as principais infraestruturas tecnológicas, financeiras e digitais do planeta”, avalia.</p>



<p><strong>Equilíbrio entre inovação, concorrência e legitimidade social</strong></p>



<p>Diante desse cenário, o professor defende que o grande desafio do século XXI será construir mecanismos capazes de preservar os benefícios da inovação sem permitir que a concentração de riqueza comprometa a concorrência e a legitimidade das instituições.</p>



<p>“O debate sobre o primeiro trilionário não deve ser reduzido à pergunta sobre mérito individual. A questão central é compreender quais regras permitiram essa concentração, quais benefícios ela produziu para a sociedade e quais riscos ela gera para a concorrência, a democracia econômica e a estabilidade social”, conclui.</p>



<p>Para Ahmed El Khatib, o futuro do capitalismo dependerá da capacidade de equilibrar três elementos fundamentais: inovação, concorrência e legitimidade social. “Sem inovação, a economia perde dinamismo. Sem concorrência, a inovação pode se transformar em monopólio. E sem legitimidade social, o próprio sistema perde sustentação política ao longo do tempo”, finaliza.</p>



<p><strong>O especialista:</strong> Ahmed Sameer El Khatib é Doutor em Finanças e Doutor em Educação, Mestre em Ciências Contábeis e Atuariais, graduado em Ciências Contábeis, Pós-doutor em Contabilidade e Pós-doutor em Administração.  É graduando e doutorando em Psicologia Clínica. É professor e coordenador do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) e professor adjunto de finanças da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).</p>



<p></p>
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		<title>Confira o boletim CECON FECAP de Maio de 2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vagner Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 13:36:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Centro de Estudos em Conjuntura Econômica (CECON)]]></category>
		<category><![CDATA[Boletim CECON FECAP]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[FECAP]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Boletim CECON FECAP reúne conjunto do Estado de São Paulo e capital, para compreensão da situação econômica da região.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Este boletim reúne um conjunto de dados disponíveis para o Estado de São Paulo e sua capital, além das principais notícias, com o intuito de ajudar na compreensão da situação econômica da região e na formação de expectativas entre empresários e consumidores.</p>



<p>Os dados de março mostram que, no primeiro trimestre do ano, as atividades econômicas seguem a trajetória observada em 2025: queda na produção industrial e de comércio, em contraste com alta na produção de serviços. Na variação acumulada dos últimos 12 meses, a atividade produtiva agregada vem crescendo cada vez menos.</p>



<p>Já os dados de abril demonstram que o emprego formal e o salário médio de admissão aumentaram. No acumulado dos últimos doze meses, a inflação subiu pelo segundo mês consecutivo. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, o percentual de famílias endividadas, com contas em atraso e sem condições de pagar suas dívidas, aumentou. Ainda assim, a intenção de consumo das famílias e o interesse em expandir o comércio aumentaram.</p>



<p>Ainda com base nos dados de abril, o nível de confiança dos consumidores e dos empresários do comércio aumentou. No entanto, os dados de maio mostram que o nível de confiança dos empresários da indústria diminuiu.</p>



<p><strong>Notícias de Abril &#8211; Referência para os Dados</strong></p>



<p>No plano internacional, o Estreito de Ormuz mantém tráfego muito restrito, enquanto as negociações entre os EUA e o Irã permanecem em impasse. E, em meio a esse impasse, representantes militares de mais de 30 países se reuniram em Londres para propor uma missão multinacional, liderada pelo Reino Unido e pela França, para reabrir o estreito. O objetivo do plano militar “estritamente defensivo” é garantir a liberdade de navegação nessa via estratégica.</p>



<p>Os Emirados Árabes Unidos anunciaram a sua saída da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), entidade responsável por controlar parte da oferta mundial de petróleo e, por conseguinte, manter os preços do produto em um patamar elevado. A decisão veio depois de críticas do país aos demais Estados árabes quanto à resposta do Conselho de Cooperação do Golfo aos ataques iranianos, embora as divergências entre os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita (líder da OPEP) sejam antigas. A saída do país fortalece os Estados Unidos, que acusaram a organização de aproveitar a guerra para cobrar altos preços do petróleo. No final do mês, a OPEP sinalizou que aumentaria a produção.</p>



<p>As exportações e importações, através da Turquia, para o Oriente Médio e a Ásia Central aumentaram, devido ao fechamento do Estreito de Ormuz. O Governo Federal fechou um acordo com a Turquia para usar o país como rota alternativa para os produtos do agronegócio brasileiro. No entanto, a ampliação do uso da rota levou a Turquia a exigir regras sanitárias mais rigorosas.</p>



<p>O presidente Lula fez uma viagem de cinco dias à Europa. Na Espanha, foram assinados 15 atos legais de cooperação. Um dos destaques, foi o acordo para o desenvolvimento de uma cadeia de valor no próprio país para a exploração de minerais críticos, acordo este também realizado com a Índia e a Coreia do Sul. Na Alemanha, outros 15 atos legais foram assinados. Além disso, o presidente participou da abertura da Hannover Messe 2026, a maior feira de inovação e tecnologia industrial do mundo. O País participou como expositor em uma área de 2.700 m<sup>2</sup> e com participação de 140 empresas brasileiras. Outro destaque foi o anúncio da Alemanha, que destinará aproximadamente R$ 4,3 bilhões em investimentos no Brasil para projetos de clima e mobilidade sustentável. Já em Portugal, o presidente ficou apenas algumas horas. O destaque foi o encontro com o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, para tratar de xenofobia e de imigração.</p>



<p>O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), decidiu reduzir, pela segunda vez consecutiva, a taxa básica de juros para 14,5% ao ano, apesar da continuidade da guerra no Oriente Médio.</p>



<p>O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou novas regras para o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que funciona como um “seguro” para algumas aplicações financeiras. O objetivo é proteger os investidores e evitar que problemas isolados em instituições específicas se transformem em crises mais amplas. As mudanças buscam aprimorar a gestão da liquidez, por exemplo, com a criação de um indicador para medir a qualidade e a liquidez dos ativos de um banco. A ideia é evitar que os bancos assumam riscos excessivos ao captar recursos com garantia do FGC.</p>



<p>O Governo Federal liberou um crédito extraordinário de R$ 300 bilhões para subsidiar a importação de gás de cozinha. A medida tem como objetivo garantir que o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) seja vendido pelo mesmo preço do produto nacional e, assim, evitar que o aumento do seu preço no mercado internacional seja repassado para o consumidor final brasileiro. O subsídio será válido até 31 de maio e poderá ser prorrogado por mais dois meses.</p>



<p>A companhia Araucária Nitrogenados S.A. (Ansa), uma subsidiária da Petrobras no Paraná, voltou a produzir ureia, um dos tipos de fertilizantes mais usados no mundo. O objetivo é reduzir a dependência externa de fertilizantes, que responde por 80% da demanda pelo produto no Brasil e deixou o país vulnerável em razão da guerra na Ucrânia e do fechamento do Estreito de Ormuz. Em 2025, a Petrobras reestatizou duas fábricas de fertilizantes, uma na Bahia e outra em Sergipe. Com as três fábricas em operação, a estimativa é aumentar a participação da Petrobras no mercado interno de ureia para 20%. E ainda falta concluir mais uma unidade em Mato Grosso do Sul, com estimativa para iniciar sua operação comercial em 2029.&nbsp;</p>



<p>No mês ocorreu a 31ª edição da Agrishow, a maior feira agropecuária do Brasil, que reuniu mais de 800 marcas expositoras. Na feira, o vice-presidente Geraldo Alckmin, anunciou a criação de uma nova linha de crédito, com taxa de juros reduzida, para a modernização de máquinas e implementos agrícolas no montante de R$ 10 bilhões. O Governo do Estado de São Paulo apresentou na feira, por meio do seu estande, as suas políticas públicas para o setor. Entre elas, os resultados do Programa Paulista de Regularização Fundiária. Entre 2023 e março de 2026, mais de 237 mil hectares de terra foram regularizados e mais de 12 mil títulos de propriedade foram emitidos.&nbsp;</p>



<p>As obras do Trem Intercidades (TIC) Eixo Norte tiveram início em Vinhedo, interior de São Paulo. O trem, com capacidade de 860 passageiros com assentos marcados, além de espaços para bagagens e bicicletas, e velocidade de até 140 km/h, é o primeiro do Brasil. A estimativa é que o trajeto de 101 km entre São Paulo e Campinas leve 64 minutos.&nbsp; A operação está prevista para 2031. O projeto TIC Eixo Norte contempla mais dois serviços. O Trem Intermetropolitano (TIM), com pontos intermediários entre Jundiaí e Campinas, e a modernização da Linha 7-Rubi, que opera entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Jundiaí.</p>



<p><strong>Atividade Econômica</strong></p>



<p>O volume de vendas do setor varejista no Estado de São Paulo apresentou, no primeiro trimestre deste ano, queda em relação ao mesmo período do ano anterior. Um resultado pior, na mesma base de comparação, foi observado pela última vez, em março de 2017 (-4,5%).</p>



<p>Em março de 2026, o volume de vendas no comércio varejista ampliado no Estado de São Paulo, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou queda de 1,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior, enquanto, na média do Brasil, aumentou 6,5%. Entre as subcategorias analisadas pelo IBGE, os destaques positivos ficaram para equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (+27,6%), livros, jornais revistas e papelaria (16,3%) e tecidos, vestuário e calçados (+11,5%). Por outro lado, as piores performances ficaram para o atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (-6,2%) e para hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-3,8%).</p>



<p>No acumulado de janeiro a março, o volume de vendas do comércio varejista ampliado paulista caiu 3,4%, ao passo que, na média do país, observou-se uma alta de 1,9%. As maiores variações ocorreram em Pernambuco (+10,8%), em Tocantins (+9,1%), em Mato Grosso (+8,6%), no Rio Grande do Sul (-1,2%) e no Piauí (-1,6%). No setor varejista paulista, os destaques positivos ficaram para os equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (+14,2%) e para os tecidos, vestuário e calçados (+9,1%). Por outro lado, as piores performances ficaram para o atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (-10,6%), para os móveis (-10,1%) e para os veículos, motocicletas, partes e peças (-8,3%).</p>



<p>No primeiro trimestre deste ano, o Estado de São Paulo ficou na quinta posição entre as maiores taxas de crescimento do volume de serviços em relação ao mesmo período do ano anterior. Na mesma base de comparação, um melhor resultado foi observado pela última vez, em março de 2022 (+11,3%).</p>



<p>Em março de 2026, o volume de serviços no Estado de São Paulo, medido pelo IBGE, registrou alta de 4,0% em relação ao mesmo período do ano anterior. A média do País foi de +3,0%. Os destaques ficaram para os setores de serviços de informação e comunicação (+8,0%) e de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (+4,8%). Já as atividades turísticas caíram 3,1% nesse período, menos do que no País (-3,9%).</p>



<p>No acumulado de janeiro a março, o volume de serviços prestados subiu 4,4%. A média do País foi de +2,3%. As maiores variações positivas ocorreram no Distrito Federal (+11,2%), em Mato Grosso (+10,8%) e em Roraima (+8,8%), enquanto as maiores variações negativas ocorreram no Ceará (-4,7%), em Tocantins (-4,8%) e no Acre (-9,7%). Já as atividades turísticas cresceram 1,6% nesse período.</p>



<p>No primeiro trimestre do ano, a produção industrial no Estado de São Paulo apresentou variação negativa em relação ao mesmo período do ano anterior. Uma variação negativa, na mesma base de comparação, foi observada pela última vez em março de 2023 (-3,4%).</p>



<p>Em março de 2026, a produção industrial no Estado de São Paulo, medida pelo IBGE, registrou alta de 2,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Já a produção industrial nacional registrou alta de 4,3%, na mesma base de comparação. As indústrias extrativas diminuíram 12,8%, enquanto a indústria de transformação aumentou 2,5%. Na indústria de transformação, os principais resultados positivos ocorreram no setor de fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (+14,5%) e de veículos automotores, reboques e carrocerias (+13,1%). Já as maiores quedas ocorreram nos setores de fabricação de bebidas (-8,7%) e de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-4,3%).</p>



<p>No acumulado de janeiro a março, a produção industrial caiu 1,0%. Já a produção industrial nacional registrou alta de 1,3%, na mesma base de comparação. Os maiores resultados positivos foram observados em Pernambuco (+29,6%), no Espírito Santo (+22,6%) e em Mato Grosso do Sul (+10,3%), enquanto os maiores resultados negativos ocorreram no Ceará (-5,7%), na Bahia (-6,5%) e no Rio Grande do Norte (-19,2%). O resultado das indústrias extrativas em São Paulo foi de -8,0%, enquanto o da indústria de transformação foi de -0,9%. Vale destacar que, em contraste com o resultado de São Paulo, as indústrias extrativas cresceram 8,7% no Brasil.</p>



<p></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="678" height="413" src="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/06/image.png" alt="" class="wp-image-72700" srcset="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/06/image.png 678w, https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/06/image-300x183.png 300w" sizes="(max-width: 678px) 100vw, 678px" /></figure>



<p></p>



<p>O Índice de Atividade Econômica Regional do Banco Central (IBCR), que mede a evolução conjunta dos setores produtivos da economia (comércio, serviços, indústria e agropecuária), é divulgado mensalmente pelo Banco Central (BC), e ajuda na definição da taxa básica de juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Ele também serve como “prévia” do PIB, embora tenha uma metodologia diferente. Em comparação com o mesmo mês do ano anterior (março de 2025), a atividade econômica no Estado de São Paulo subiu 2,8%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento no Estado foi de 0,6%, bem abaixo da média nacional de 1,8%. Entre os 17 estados pesquisados, as maiores variações foram observadas no Espírito Santo (5,3%) e no Rio de Janeiro (4,4%). Já as menores variações ocorreram no Ceará (1,4%) e em Minas Gerais (1,5%). Assim, os dados mostram que São Paulo apresentou o pior resultado.</p>



<p></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="743" height="433" src="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/06/image-1.png" alt="" class="wp-image-72701" srcset="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/06/image-1.png 743w, https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/06/image-1-300x175.png 300w" sizes="(max-width: 743px) 100vw, 743px" /></figure>



<p></p>



<p>Os dados sobre a produção do comércio, dos serviços e da indústria, apresentados pelo IBGE, bem como o IBCR do Banco Central, referem-se a março de 2026. Logo, ainda não refletem os acontecimentos apresentados no início deste Boletim.</p>



<p><strong>Emprego</strong></p>



<p>O emprego formal aumentou no Estado de São Paulo, no entanto, menos do que a média do Brasil. Já o salário médio aumentou, e mais do que no País.</p>



<p>Com base no Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), em abril de 2026, o emprego formal no Estado de São Paulo apresentou saldo positivo de 20.202 postos de trabalho, o que representou um aumento de 0,14% no estoque em relação ao mês anterior, resultado inferior à média do Brasil, de +0,18%. O salário médio de admissão aumentou 0,93% e atingiu R$2.693,01, um aumento maior do que o observado na média do País, de +0,70%.</p>



<p>Na divisão por grupo, o saldo de postos de trabalho foi maior para os homens (10.112), para as pessoas com 18 a 24 anos (22.380) e para as pessoas com ensino médio completo (18.298).</p>



<p></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="737" height="457" src="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/06/image-2.png" alt="" class="wp-image-72702" srcset="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/06/image-2.png 737w, https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/06/image-2-300x186.png 300w" sizes="(max-width: 737px) 100vw, 737px" /></figure>



<p></p>



<p>Os maiores aumentos ocorreram no Acre (+0,91%), no Amapá (+0,85%) e no Distrito Federal (+0,40%), ao passo que Rio Grande do Norte (-0,03%), Rio Grande do Sul (-0,05%) e Alagoas (-0,34%) apresentaram variações negativas.</p>



<p>E na geração de emprego por setor, os destaques ocorreram no transporte rodoviário de carga (+8.052), na fabricação e refino de açúcar (+3.039), nas atividades de atendimento hospitalar (+2.425), nas atividades de teleatendimento (-1.111) e na locação de mão de obra temporária (-3.147).</p>



<p>No acumulado do ano, o estoque de emprego formal no Estado de São Paulo cresceu 1,40% e, nos últimos 12 meses, 1,61%, resultados menores do que os observados na média do País, 1,49% e 2,27%, respectivamente.</p>



<p>Em maio, também foi divulgada a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do primeiro trimestre de 2026, realizada pelo IBGE. De acordo com a pesquisa, a taxa de desemprego no Estado de São Paulo atingiu 6,0%, o que representa uma diminuição de 0,3 ponto percentual (p.p.) em relação ao primeiro trimestre de 2025. A taxa de desemprego estimada no Brasil foi de 6,1%. Em São Paulo, a taxa de desemprego foi maior entre as mulheres (7,0%), os pardos (7,1%), as pessoas adultas entre 18 e 24 anos (13,8%) e as pessoas com ensino médio incompleto ou equivalente (13,4%).</p>



<p></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="737" height="416" src="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/06/image-3.png" alt="" class="wp-image-72703" srcset="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/06/image-3.png 737w, https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/06/image-3-300x169.png 300w" sizes="(max-width: 737px) 100vw, 737px" /></figure>



<p></p>



<p>A taxa composta de subutilização, resultante da soma das taxas de desemprego, de força de trabalho potencial e de subocupação, atingiu 11,5%, o que representa uma redução de 0,7 p.p. em relação ao mesmo trimestre de 2025. Para a média do País, a taxa foi de 14,3%. Essa taxa reflete melhor a subutilização da força de trabalho, isto é, a oferta de trabalho disponível, mas ainda não empregada. Isso porque ela também inclui as pessoas de fora da força de trabalho que gostariam de trabalhar e as de dentro da força de trabalho que gostariam de trabalhar mais.</p>



<p>Por fim, no Estado de São Paulo, o mercado de trabalho começou o ano de 2026 com um resultado melhor em comparação ao primeiro trimestre de 2025, apesar do rendimento real mensal médio ter se mantido estatisticamente estável. A taxa de desemprego e a taxa composta de subutilização são as menores da série histórica, e inferiores quando comparadas com as taxas estimadas para a média do Brasil.</p>



<p><strong>Inflação</strong></p>



<p>No acumulado dos últimos doze meses, a inflação subiu pelo segundo mês consecutivo em São Paulo; e mais do que a observada na média do Brasil.<strong></strong></p>



<p>Segundo o IBGE, em abril de 2026, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), que reflete a variação no custo de vida das famílias com rendimentos de 1 a 40 salários-mínimos (SM), subiu 0,55% em relação ao mês anterior. Para o País, o variação no custo de vida foi de +0,67%. Na divisão mais detalhada por item, entre os maiores aumentos, estão o leite longa vida (+15,18%), o peixe – tilápia (+7,48%), o papel higiênico (+5,09%) e o produto para barba (+4,06%). Por outro lado, entre as maiores reduções, estão a passagem aérea (-11,94%), o transporte por aplicativo (-4,38%), o frango em pedaços (-4,19%) e o café moído (-3,45%). Em razão do conflito no Oriente Médio, vale destacar a variação de preço dos combustíveis. O óleo diesel teve um aumento de 3,05%, a gasolina, de 1,80%, e o gás de botijão, de 2,78%, enquanto o etanol apresentou uma redução de 0,33%. No mesmo mês do ano anterior (abril de 2025), o IPCA apresentou alta de 0,52%.</p>



<p>Nos últimos 12 meses, o IPCA registrou um aumento de 4,80%. Os destaques ficaram para a passagem aérea (+30,72%), o feijão carioca (+23,61%), o chocolate em barra e bombom (+23,58%), o transporte por aplicativo (+23,34%), o óleo diesel (+17,66%), os jogos de azar (+15,17%), o ovo de galinha (-17,83%), o arroz (-18,10%) e o azeite de oliva (-26,37%). Na média do Brasil, o IPCA subiu 4,39%.</p>



<p>Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), da RMSP, que reflete a variação no custo de vida das famílias com rendimentos de 1 a 5 SMs, subiu 0,69% no mês. Para o País, a variação no custo de vida foi de +0,81%. Na divisão mais detalhada por item, os destaques foram o cimento (+5,28%) e o tijolo (-3,25%). Os demais produtos em destaque são os mesmos do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), exceto o óleo diesel. No mesmo mês do ano anterior (abril de 2025), o INPC apresentou alta de 0,60%. Nos últimos 12 meses, o índice subiu 4,55%. Na média do Brasil, o INPC aumentou 4,11%.</p>



<p></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="736" height="437" src="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/06/image-4.png" alt="" class="wp-image-72704" srcset="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/06/image-4.png 736w, https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/06/image-4-300x178.png 300w" sizes="(max-width: 736px) 100vw, 736px" /></figure>



<p></p>



<p><strong>Endividamento</strong></p>



<p>No município de São Paulo, o percentual de famílias endividadas aumentou e atingiu um nível que só foi ultrapassado em maio de 2023 (73,1%). O percentual de famílias com contas em atraso e sem condições de pagar suas dívidas também aumentou, no entanto, níveis maiores já foram observados em novembro de 2025. Por fim, apesar dos aumentos, os percentuais permanecem menores quando em comparação à média do Brasil.</p>



<p>Em abril de 2026, a Pesquisa de Endividamento e Intenção de Consumo das Famílias (PEIC-SP), realizada pela FECOMÉRCIO-SP, apontou que o percentual de famílias endividadas atingiu 72,9%, um aumento de 1,8 ponto percentual (p.p.) em relação ao mês anterior e de 2,7 p.p. em relação a abril de 2025. Para as famílias com renda de até dez salários-mínimos (SMs), o percentual é de 76,3%, enquanto para as famílias com renda maior que dez SMs, 63,1%.</p>



<p></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="742" height="447" src="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/06/image-5.png" alt="" class="wp-image-72705" srcset="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/06/image-5.png 742w, https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/06/image-5-300x181.png 300w" sizes="(max-width: 742px) 100vw, 742px" /></figure>



<p></p>



<p>Já a proporção de famílias com dívidas em atraso foi de 21,1%, um aumento de 0,2 p.p. em relação ao mês anterior e de 0,5 p.p. em relação a abril de 2025. Para as famílias com renda de até dez SMs (25,6%), ao passo que para as famílias com renda maior que dez SMs (9,6%).</p>



<p>E, por fim, o percentual de famílias que não terão condições de pagar as dívidas atingiu 9,1%, um aumento de 0,2 p.p. em relação ao mês anterior e de 0,5 p.p. em comparação com abril de 2025. Para as famílias com renda de até dez SMs (11,8%), em contraste com as famílias com renda superior a dez SMs (3,3%).</p>



<p><strong>Índices de Confiança</strong></p>



<p>O nível de confiança dos consumidores no município de São Paulo aumentou pela quarta vez em 2026, em comparação com o mesmo mês do ano anterior, o que diverge da queda observada ao longo de todo o ano de 2025.</p>



<p>Em abril de 2026, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), calculado pela FECOMÉRCIO-SP, registrou queda de 3,8% em relação ao mês anterior. Já na comparação com o mesmo mês do ano anterior (abril de 2025), o índice subiu 9,1%. Para consumidores com renda de até dez SMs, o nível de confiança aumentou em 10,4%, enquanto para aqueles com renda superior a dez SMs, aumentou em 6,5%. E, para os consumidores com até 35 anos de idade, o nível de confiança aumentou 7,5%, ao passo que, para aqueles com mais de 35 anos, aumentou 11,8%. O subindicador que reflete a percepção dos consumidores sobre as condições atuais registrou alta de 14,6%, enquanto o que reflete as suas expectativas subiu 5,8%.</p>



<p>O nível de confiança dos empresários do comércio no município de São Paulo diminuiu pelo terceiro mês consecutivo, e mais do que o observado no País. No entanto, quando comparado com o mesmo mês do ano anterior, registrou aumento, porém menor do que o registrado no Brasil.</p>



<p>O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), também calculado pela FECOMÉRCIO-SP, registrou, em abril deste ano, queda de 3,1% em relação ao mês anterior. Em comparação com o mesmo mês do ano anterior (abril de 2025), o índice registrou um aumento de 2,1%.</p>



<p>O subindicador que reflete a percepção dos empresários sobre as condições atuais aumentou 2,9%, enquanto o que reflete as expectativas dos empresários diminuiu 0,6%. Já o subindicador que reflete a estratégia de investimento aumentou em 5,0%.</p>



<p></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="731" height="466" src="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/06/image-6.png" alt="" class="wp-image-72706" srcset="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/06/image-6.png 731w, https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/06/image-6-300x191.png 300w" sizes="(max-width: 731px) 100vw, 731px" /></figure>



<p></p>



<p>Os empresários da indústria do Estado de São Paulo continuam apresentando um aumento do pessimismo em comparação com o mesmo mês do ano anterior, tanto em relação às condições atuais quanto às suas expectativas para os próximos seis meses.</p>



<p>O Índice de Confiança do Empresário Industrial Paulista (ICEI-SP), calculado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), registrou, em maio de 2026, alta de 6,3% em relação ao mês anterior. O indicador evidencia uma diminuição no pessimismo entre os empresários. No entanto, na comparação com o mesmo mês do ano anterior (maio de 2025), o índice registrou uma queda de 2,8%. O subindicador que reflete as condições atuais apresentou uma redução de 6,0%, enquanto o subindicador que reflete as expectativas para os próximos seis meses diminuiu em 4,0%.</p>



<p>Os dados sobre o nível de confiança dos empresários da indústria paulista, calculados pela FIESP, referem-se a maio de 2026. Logo, já podem refletir os acontecimentos que serão apresentados no final deste Boletim.</p>



<p><strong>Perspectiva</strong></p>



<p>A intenção de consumo das famílias do município de São Paulo diminuiu pela segunda vez consecutiva em relação ao mês anterior, em contraste com o crescimento observado no País. Já na comparação com o mesmo mês do ano anterior, aumentou pela sétima vez consecutiva, e mais do que o observado na média do Brasil (+3,1%).</p>



<p>Em abril de 2026, o Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF-SP), calculado pela FECOMÉRCIO-SP, diminuiu 0,8% em relação ao mês anterior. Em comparação com o mesmo mês do ano anterior (abril de 2025), o índice subiu 8,6%. Para as famílias com renda de até dez SMs, o índice cresceu 10,0%, enquanto para as famílias com renda acima de dez SMs, cresceu 4,8%. Dentre os sete itens avaliados, as maiores variações ocorreram no momento para duráveis (+22,7%), no acesso ao crédito (+17,4%) e na perspectiva de consumo (+11,5%). No entanto, as diferenças entre os níveis de renda são muito grandes. As variações do momento para duráveis, do acesso ao crédito e da perspectiva de consumo para as famílias com renda de até dez SMs foram de +28,0%, +20,5% e +16,0%, respectivamente. Já para as famílias com renda acima de dez SMs, foram de +11,0%, +9,7% e –0,2%, respectivamente.</p>



<p>Pelo lado da oferta, em comparação com o mesmo mês do ano anterior, o interesse pela expansão do comércio na Região Metropolitana de São Paulo aumentou pelo terceiro mês consecutivo, após seis quedas.</p>



<p>O Índice de Expansão do Comércio (IEC-SP), também calculado pela FECOMÉRCIO-SP, registrou uma diminuição de 1,5% em relação ao mês anterior. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior (abril de 2025), o índice registrou alta de 5,1%. Entre os seus dois componentes, a expectativa de contratação de funcionários aumentou 5,8%, enquanto o nível de investimento das empresas aumentou 4,3%.</p>



<p></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="675" height="462" src="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/06/image-7.png" alt="" class="wp-image-72707" srcset="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/06/image-7.png 675w, https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/06/image-7-300x205.png 300w" sizes="(max-width: 675px) 100vw, 675px" /></figure>



<p></p>



<p>Em razão da data de publicação deste boletim, algumas notícias já podem impactar os indicadores econômicos de maio, que serão divulgados no próximo mês.</p>



<p>Os Estados Unidos e o Irã anunciaram um cessar-fogo para buscar um acordo definitivo e encerrar o conflito. As negociações tratam da reabertura do Estreito de Ormuz e do programa de enriquecimento de urânio iraniano, incluindo o destino do estoque já enriquecido. Contudo, o acordo ainda enfrenta tensões, com divergências quanto aos termos e trocas de ataques recentes.</p>



<p>No início do mês entrou em vigor o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. Com o acordo, mais de 80% das exportações brasileiras deixaram de incidir tarifa de importação.</p>



<p>O Governo Federal anunciou a revogação da chamada “taxa das blusinhas”, em vigor desde agosto de 2024. A taxa de 20% era aplicada às compras internacionais online de até US$ 50.</p>



<p>O Governo Federal criou uma linha de financiamento especial para a compra de carros novos por motoristas de aplicativo e taxistas. A nova linha de crédito vai oferecer até R$ 30 bilhões, com taxa de juros reduzida, carência de seis meses e para carros que custam até R$ 150 mil.</p>



<p>O Governo Federal lançou o Desenrola 2.0, um programa de renegociação de dívidas que permite o uso do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), para quem ganha até R$ 8.105. O objetivo do programa é reduzir o nível de endividamento das famílias. O programa também inclui empresas com faturamento de até R$ 4,80 milhões, com funcionamento e regras específicas.</p>



<p>Em razão do baixo nível das chuvas, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) elevou a bandeira tarifária para amarelo. Com a mudança, os consumidores de energia elétrica terão um custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.</p>



<p>Para mais detalhes sobre alguns dos indicadores apresentados, inclusive com outras medidas de variação, <a href="https://pesquisa.fecap.br/cecon/">acesse o site</a>.</p>



<p><strong>Expediente CECON</strong><br><strong>Coordenação</strong><br>Allexandro Emmanuel Mori Coelho, Professor Doutor<br><strong>Equipe Econômica</strong><br>Jobson Monteiro de Souza, Professor Doutor<br>Rafael Barišauskas, Professor Mestre</p>



<p><strong>Termo de isenção de responsabilidade</strong></p>



<p>Este relatório foi preparado pela equipe integrante do Centro de Estudos em Conjuntura Econômica (CECON) da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), utilizando os melhores esforços dos responsáveis. As informações foram obtidas através de fontes públicas críveis, e estão sujeitas a revisões sem aviso prévio. O CECON e a FECAP não se responsabilizam por quaisquer decisões econômicas ou de investimento tomadas com base nas informações deste relatório. O conteúdo deste relatório é livre, não podendo ser comercializado ou monetizado por terceiros de nenhuma forma. Este produto possui caráter exclusivamente informativo e não deverá ser usado para constituir qualquer decisão de compra ou venda de ativos ou produtos ou de investimento.</p>
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		<title>Confira o boletim CECON FECAP de Abril de 2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vagner Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2026 19:28:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Centro de Estudos em Conjuntura Econômica (CECON)]]></category>
		<category><![CDATA[abril]]></category>
		<category><![CDATA[Boletim CECON FECAP]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[FECAP]]></category>
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<p>Este boletim reúne um conjunto de dados disponíveis para o Estado de São Paulo e sua capital, além das principais notícias, com o intuito de ajudar na compreensão da situação econômica da região e na formação de expectativas entre empresários e consumidores.</p>



<p>Os dados de fevereiro mostram que, na variação acumulada no ano, as atividades econômicas seguem a trajetória observada em 2025: queda na produção industrial e de comércio, em contraste com alta na produção de serviços. Na variação acumulada dos últimos 12 meses, a atividade produtiva agregada vem crescendo cada vez menos.</p>



<p>Já os dados de março demonstram que o emprego formal aumentou, mas o salário médio de admissão diminuiu. No acumulado dos últimos doze meses, a inflação voltou a subir. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, o percentual de famílias endividadas, com contas em atraso e que não terão condições de pagar suas dívidas, aumentou. Ainda assim, a intenção de consumo das famílias e o interesse em expandir o comércio aumentaram.</p>



<p>Ainda com base nos dados de março, o nível de confiança dos consumidores e dos empresários do comércio aumentou. No entanto, os dados de abril mostram que o nível de confiança dos empresários da indústria diminuiu.</p>



<p><strong>Notícias de Março &#8211; Referência para os Dados</strong></p>



<p>No cenário internacional, o mês foi marcado pela guerra dos EUA e Israel contra o Irã. O fechamento do Estreito de Ormuz, uma rota importante de exportação de petróleo, tem impacto na energia, no comércio e na logística global. As ações militares, as ameaças e os anúncios de um acordo de cessar-fogo têm levado a uma alta volatilidade no preço do barril de petróleo do tipo Brent, que oscilou entre US$ 77 e US$ 118.</p>



<p>O aumento no preço internacional do petróleo pressiona o preço do diesel no Brasil, que importa cerca de 30% do consumo interno. Entre as várias ações do Governo Federal para mitigar os efeitos da alta do diesel, estão a suspensão da PIS/Cofins sobre a importação e comercialização do diesel, imposto que representa 5,2% na formação do preço; um subsídio para produtores e importadores, desde que comprovado que o valor foi transferido para os consumidores finais; um aumento na alíquota de exportação de petróleo para 12%; além de medidas de transparência e fiscalização para combater o aumento abusivo de preços. Há também duas propostas: o aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao óleo diesel de 15% para 17%; e a isenção do ICMS (imposto estadual) sobre a importação de diesel, com compensação de 50% da perda de arrecadação pela União.</p>



<p>O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), decidiu reduzir a taxa básica de juros para 14,75% ao ano, apesar do início da guerra no Oriente Médio. A última vez que o BC reduziu os juros foi em maio de 2024.</p>



<p>O Grupo Pão de Açúcar (GPA) apresentou pedido de recuperação extrajudicial, que representa uma proposta de renegociação de suas dívidas junto aos seus credores, mas em um ambiente juridicamente estável, protegido e adequado. Em relação às dívidas sem garantia, o GPA já fechou um acordo com os seus principais credores no valor de R$ 4,5 bilhões. A Raízen, a maior produtora mundial de biomassa e etanol de cana-de-açúcar, também apresentou pedido de recuperação extrajudicial. A dívida da companhia já supera R$ 65,1 bilhões. O objetivo é a reestruturação especificamente das dívidas sem garantia e que não tem a preferência na ordem de pagamento, ou seja, no caso de falência ou recuperação judicial, esses credores são os últimos a receber. O uso deste instrumento tem crescido no Brasil, foram 68 pedidos em 2025, a maior quantidade registrada desde 2005, quando a lei de recuperação e falência das empresas no país foi reformada. As empresas estão antecipando o uso da recuperação extrajudicial, para evitar que o passivo cresça demais. E essa maior preocupação com a reorganização financeira está associada ao aumento do endividamento das empresas e ao elevado custo do crédito.</p>



<p>De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB do Brasil em 2025 foi de R$12,7 trilhões, um crescimento real (descontada a inflação) de 2,3%, menos do que o observado em 2024, de 3,4%. Na divisão por atividade econômica, a agropecuária cresceu 11,7%, os serviços, 1,8%, e a indústria, 1,4%. Já na divisão por despesa agregada, o consumo das famílias cresceu 1,3%, o consumo do governo, 2,1%, e os investimentos, 2,9%. No entanto, apesar do maior crescimento em comparação às outras despesas, os investimentos representaram 16,8% do PIB em 2025, quase o mesmo valor de 2024, de 16,9%. E, por fim, o PIB per capita em 2025 foi de R$ 4.973,92 por mês, com crescimento de 1,9%.</p>



<p>Fernando Haddad deixou o cargo de Ministro da Fazenda para disputar as eleições para governador do Estado de São Paulo. Em seu lugar, foi nomeado Dario Durigan, formado em Direito.</p>



<p>O programa habitacional “Minha Casa, Minha Vida” reduziu a taxa de juros, ampliou o limite de renda das famílias e os valores máximos de financiamento de imóveis, tudo de acordo com a faixa de renda. Por exemplo, com as novas regras, para as famílias nas faixas 3 e 4, os limites de financiamento aumentaram para R$ 400 mil e R$ 600 mil, respectivamente. Além disso, com o aumento da renda para cada faixa, uma família que estava na faixa 3 e tinha que financiar o imóvel a 8,16% de taxa de juros ao ano, pode agora se enquadrar na faixa 2 e financiar a 7%. De acordo com o Governo Federal, o objetivo é ampliar o acesso ao programa. A estimativa é um aumento de 31,3 mil famílias na faixa 3 e de 8,2 mil na faixa 4.</p>



<p>O Governo Federal aprovou também a retomada do FGTS-Saúde, um sistema de crédito voltado a entidades filantrópicas que atendam ao Sistema Único de Saúde (SUS), para obras de instalações de saúde, compras de equipamentos ou reestruturação financeira. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) criticou o uso de recursos do FGTS para esses fins.&nbsp;</p>



<p>O presidente Lula sancionou a lei que permite a instalação de farmácia em áreas de venda nos supermercados, desde que em ambiente físico segregado e exclusivo para a atividade. Além disso, devem ser observadas as exigências legais, sanitárias e técnicas da atividade, como o armazenamento, o controle de temperatura e a presença constante de um farmacêutico. Os supermercados poderão administrar a farmácia diretamente ou firmar contrato com uma rede de drogarias já licenciada.</p>



<p>O Governo do Estado de São Paulo inaugurou, em Paulínia, a maior planta de biometano do Brasil. O Estado possui 9 unidades em operação, do total de 19 existentes no País. A produção ocorre por meio da purificação do biogás gerado a partir de resíduos sólidos urbanos depositados em aterro. O biometano pode ser usado como insumo industrial, fonte de energia em processos produtivos e como combustível para veículos leves e pesados.</p>



<p><strong>Atividade Econômica</strong></p>



<p>Nos dois primeiros meses do ano, o volume de vendas do setor varejista no Estado de São Paulo apresentou forte queda em comparação com o mesmo período do ano anterior. Um resultado pior, na mesma base de comparação, só foi observado pela última vez em fevereiro de 2016 (-5,9%).</p>



<p>Em fevereiro de 2026, o volume de vendas no comércio varejista ampliado no Estado de São Paulo, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou queda de 7,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior, enquanto, na média do Brasil, diminuiu 2,2%. Entre as subcategorias analisadas pelo IBGE, os destaques foram os resultados positivos do setor de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (+20,4%) e de tecidos, vestuário e calçados (+7,5%).</p>



<p>No acumulado de janeiro a fevereiro, o volume de vendas do comércio varejista ampliado paulista caiu 4,7%, o que é muito maior do que a observado no País (-0,5%). As maiores variações ocorreram em Mato Grosso (+7,7%), em Pernambuco (+7,5%), no Rio Grande do Sul (-4,7%) e no Piauí (-5,0%). E, entre as subcategorias analisadas pelo IBGE, os destaques positivos ficaram para os tecidos, vestuário e calçados (+9,2%), para os equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (+7,5%) e para os eletrodomésticos (+4,4%). Por outro lado, as piores performances ficaram para os móveis (-13,8%), para o atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (-13,3%) e para os veículos, motocicletas, partes e peças (-12,6%).</p>



<p>Nos dois primeiros meses do ano, o Estado de São Paulo ficou na quinta posição entre as maiores taxas de crescimento do volume de serviços em comparação com o mesmo período do ano anterior. Na mesma base de comparação, um resultado melhor foi observado pela última vez, em fevereiro de 2022 (+10,3%).</p>



<p>Em fevereiro de 2026, o volume de serviços no Estado de São Paulo, medido pelo IBGE, registrou alta de 3,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. A média do País foi de +0,5%. Os destaques ficaram para os setores de serviços de informação e comunicação (+8,4%) e de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-2,4%). Já as atividades turísticas subiram 0,8% nesse período.</p>



<p>No acumulado de janeiro a fevereiro, o volume de serviços prestados subiu 4,8%. A média do País foi de +1,9%. As maiores variações positivas ocorreram em Mato Grosso (+18,4%), em Roraima (+16,0%) e no Distrito Federal (+8,3%), enquanto as maiores variações negativas ocorreram no Ceará (-5,3%), em Alagoas (-5,6%), e no Acre (-8,7%). Já as atividades turísticas cresceram 3,2% nesse período.</p>



<p>Nos dois primeiros meses do ano, a produção industrial no Estado de São Paulo apresentou variação negativa em relação ao mesmo período do ano anterior. Uma variação negativa, na mesma base de comparação, foi observada pela última vez em fevereiro de 2023 (-3,7%).</p>



<p>Em fevereiro de 2026, a produção industrial no Estado de São Paulo, medida pelo IBGE, registrou queda de 3,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Já a produção industrial nacional registrou uma queda de 0,7%, na mesma base de comparação. As indústrias extrativas diminuíram 8,9%, enquanto a indústria de transformação diminuiu 3,5%. Na indústria de transformação, o principal resultado positivo ocorreu no setor de fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (+4,1%). Já as maiores quedas ocorreram no setor de confecção de artigos de vestuário e acessórios (-15,9%), na fabricação de outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores (-13,5%), em produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-11,6%) e em produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (-10,2%).</p>



<p>No acumulado de janeiro a fevereiro, a produção industrial caiu 2,4%. Já a produção industrial nacional registrou uma queda de 0,2%, na mesma base de comparação. Os maiores resultados positivos foram observados em Pernambuco (+26,4%), no Espírito Santo (+22,6%) e em Mato Grosso do Sul (+8,1%), enquanto os maiores resultados negativos ocorreram na Bahia (-7,5%), no Ceará (-8,8%) e no Rio Grande do Norte (-24,8%). O resultado das indústrias extrativas em São Paulo foi de -5,0%, enquanto o da indústria de transformação foi de -2,4%.</p>



<p></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="705" height="450" src="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/05/image.png" alt="" class="wp-image-71989" srcset="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/05/image.png 705w, https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/05/image-300x191.png 300w" sizes="(max-width: 705px) 100vw, 705px" /></figure>



<p></p>



<p>O Índice de Atividade Econômica Regional do Banco Central (IBCR), que mede a evolução conjunta dos setores produtivos da economia (comércio, serviços, indústria e agropecuária), é divulgado mensalmente pelo Banco Central (BC), e ajuda na definição da taxa básica de juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Ele também serve como “prévia” do PIB, embora tenha uma metodologia diferente. Em comparação com o mesmo mês do ano anterior (fevereiro de 2025), a atividade econômica no Estado de São Paulo caiu 0,4%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento no Estado foi de 0,6%, bem abaixo da média nacional de 1,9%. Na divisão por região, o crescimento foi de 4,8% no Centro-Oeste, 3,0% no Norte, 2,8% no Nordeste, 2,4% no Sul e 1,7% no Sudeste.</p>



<p></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="726" height="434" src="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/05/image-1.png" alt="" class="wp-image-71990" srcset="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/05/image-1.png 726w, https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/05/image-1-300x179.png 300w" sizes="(max-width: 726px) 100vw, 726px" /></figure>



<p></p>



<p>Os dados sobre a produção do comércio, dos serviços e da indústria, apresentados pelo IBGE, bem como o IBCR do Banco Central, referem-se a fevereiro de 2026. Logo, ainda não refletem os acontecimentos apresentados no início deste Boletim.</p>



<p><strong>Emprego</strong></p>



<p>O emprego formal aumentou, porém, o salário médio diminuiu, e muito mais do que no País.</p>



<p>Com base no Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), em março de 2026, o emprego formal no Estado de São Paulo apresentou saldo positivo&nbsp;&nbsp;&nbsp; de 67.876 postos de trabalho, o que representou um aumento de 0,46% no estoque em relação ao mês anterior, resultado quase igual à média do Brasil, de +0,47%. No entanto, o salário médio de admissão diminuiu 3,50% e atingiu R$2.646,63, uma queda muito maior do que a observada na média do País, de -0,74%.</p>



<p>Na divisão por grupo, o saldo de postos de trabalho foi maior para as mulheres (36.912), para as pessoas com 18 a 24 anos (38.143) e para as pessoas com ensino médio completo (55.078).</p>



<p></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="731" height="447" src="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/05/image-2.png" alt="" class="wp-image-71991" srcset="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/05/image-2.png 731w, https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/05/image-2-300x183.png 300w" sizes="(max-width: 731px) 100vw, 731px" /></figure>



<p></p>



<p>Os maiores aumentos ocorreram no Acre (+0,92%), em Roraima (+0,88%) e no Piauí (+0,86%), ao passo que Sergipe (-0,09%), Mato Grosso (-0,17%) e Alagoas (-1,10%) apresentaram variações negativas.</p>



<p>E na geração de emprego por setor, os destaques ocorreram no transporte rodoviário de carga (+12.032), na locação de mão-de-obra temporária (+5.913), na limpeza em prédios e em domicílios (+3.177) e nas atividades de teleatendimento (-1.923).</p>



<p>Em relação aos últimos 12 meses, o estoque de emprego formal no Estado de São Paulo cresceu 1,92%., e no primeiro trimestre de 2026, +1,25%.</p>



<p><strong>Inflação</strong></p>



<p>No acumulado dos últimos doze meses, a inflação voltou a subir em São Paulo; e mais do que a observada na média do Brasil.</p>



<p>Segundo o IBGE, em março de 2026, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), que reflete a variação no custo de vida das famílias com rendimentos de 1 a 40 salários-mínimos (SM), subiu 0,78% em relação ao mês anterior. Para o País, o variação no custo de vida foi de +0,88%. Na divisão mais detalhada por item, entre os maiores aumentos, estão o leite longa vida (+17,93%), o feijão carioca (+15,60%), o óleo diesel (+14,37%), a passagem aérea (+7,80%), o transporte por aplicativo (+7,24%) e a gasolina (+4,40%). Por outro lado, dentre as maiores reduções, estão o ar-condicionado (-4,52%), o açucar refinado (-4,25%) e o pacote turístico (-3,99%). No mesmo mês do ano anterior (março de 2025), o IPCA apresentou alta de 0,71%.</p>



<p>Nos últimos 12 meses, o IPCA registrou um aumento de 4,76%. Os destaques ficaram para a passagem aérea (+27,99%), o transporte por aplicativo (+26,38%), o feijão carioca (+24,06%), o chocolate em barra e bombom (+23,26%), os jogos de azar (+15,17%), o ovo de galinha (-20,30%), o arroz (-23,84%) e o azeite de oliva (-25,85%). Na média do Brasil, o IPCA subiu 4,14%.</p>



<p>Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), da RMSP, que reflete a variação no custo de vida das famílias com rendimentos de 1 a 5 SMs, subiu 0,72% no mês. Para o País, a variação no custo de vida foi de +0,91%. Na divisão mais detalhada por item, os destaques são os mesmos do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), exceto o óleo diesel e o ar-condicionado. No mesmo mês do ano anterior (março de 2025), o INPC apresentou alta de 0,63%. Nos últimos 12 meses, o índice subiu 4,46%. Na média do Brasil, o INPC aumentou 3,77%.</p>



<p></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="730" height="442" src="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/05/image-3.png" alt="" class="wp-image-71992" srcset="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/05/image-3.png 730w, https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/05/image-3-300x182.png 300w" sizes="(max-width: 730px) 100vw, 730px" /></figure>



<p></p>



<p><strong>Endividamento</strong></p>



<p>No município de São Paulo, o percentual de famílias endividadas, com contas em atraso e sem condições de pagar suas dívidas, aumentou em comparação com o mesmo mês do ano anterior. No entanto, permanecem menores quando comparados à média do Brasil.</p>



<p>Em março de 2026, a Pesquisa de Endividamento e Intenção de Consumo das Famílias (PEIC-SP), realizada pela FECOMÉRCIO-SP, apontou que o percentual de famílias endividadas atingiu 71,14%, um aumento de 1,14 ponto percentual (p.p.) em relação ao mês anterior e de 1,94 p.p. em comparação com março de 2025. Para as famílias com renda até dez salários-mínimos (SMs), o percentual é de 74,53%, enquanto para as famílias com renda maior que dez SMs, 61,33%.</p>



<p>Já a proporção de famílias com dívidas em atraso foi de 20,90%, um aumento de 0,49 p.p. em relação ao mês anterior e de 1,65 p.p. em relação a março de 2025. Para as famílias com renda de até dez SMs (25,61%), ao passo que para as famílias com renda maior que dez SMs (9,18%).</p>



<p>E, por fim, o percentual de famílias que não terão condições de pagar as dívidas atingiu 8,88%, uma diminuição de 0,11 p.p. em relação ao mês anterior e um aumento de 0,79 p.p. em comparação com março de 2025. Para as famílias com renda de até dez SMs (11,43%), em contraste com as famílias com renda superior a dez SMs (3,32%).</p>



<p></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="710" height="436" src="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/05/image-4.png" alt="" class="wp-image-71993" srcset="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/05/image-4.png 710w, https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/05/image-4-300x184.png 300w" sizes="(max-width: 710px) 100vw, 710px" /></figure>



<p></p>



<p><strong>Índices de Confiança</strong></p>



<p>O nível de confiança dos consumidores no município de São Paulo aumentou pela terceira vez em 2026, quando comparado ao mesmo mês do ano anterior, o que diverge da queda observada ao longo de todo o ano de 2025.</p>



<p>Em março de 2026, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), calculado pela FECOMÉRCIO-SP, registrou queda de 1,2% em relação ao mês anterior. Já em comparação com o mesmo mês do ano anterior (março de 2025), o índice subiu 9,3%.</p>



<p>Depois de quatro aumentos consecutivos, o nível de confiança dos empresários do comércio no município de São Paulo diminuiu pelo segundo mês, em contraste com o aumento observado no País. Mas quando comparado com o mesmo mês do ano anterior, teve um aumento, e foi igual ao registrado no Brasil.</p>



<p>O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), também calculado pela FECOMÉRCIO-SP, registrou, em março deste ano, queda de 0,4% em relação ao mês anterior. Em comparação com o mesmo mês do ano anterior (março de 2025), o índice registrou um aumento de 4,9%. Na divisão por tipo de produto, os empresários produtores de não-duráveis apresentaram um aumento de 10,4%, ao passo que os de semiduráveis apresentaram uma diminuição de +0,9%.</p>



<p>O subindicador que reflete a percepção dos empresários sobre as condições atuais aumentou 2,4%, enquanto o que reflete as expectativas dos empresários aumentou 5,0%. Já o subindicador que reflete a estratégia de investimento aumentou 6,9%.</p>



<p>Os empresários da indústria do Estado de São Paulo apresentaram um aumento do pessimismo, tanto em relação às condições atuais quanto às suas expectativas para os próximos seis meses.</p>



<p>O Índice de Confiança do Empresário Industrial Paulista (ICEI-SP), calculado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), registrou, em abril de 2026, uma queda de 0,9% em relação ao mês anterior. O indicador evidencia um aumento no pessimismo entre os empresários. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior (abril de 2025), o índice registrou uma queda de 6,9%. O subindicador que reflete as condições atuais apresentou redução de 8,1%, enquanto o subindicador que reflete as expectativas para os próximos seis meses diminuiu 9,6%.</p>



<p></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="722" height="460" src="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/05/image-5.png" alt="" class="wp-image-71994" srcset="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/05/image-5.png 722w, https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/05/image-5-300x191.png 300w" sizes="(max-width: 722px) 100vw, 722px" /></figure>



<p></p>



<p>Os dados sobre o nível de confiança dos empresários da indústria paulista, calculados pela FIESP, referem-se a abril de 2026. Logo, já podem refletir os acontecimentos que serão apresentados no final deste Boletim.</p>



<p><strong>Perspectiva</strong></p>



<p>A intenção de consumo das famílias do município de São Paulo diminuiu em relação ao mês anterior, em contraste com o pequeno crescimento observado no País. Já na comparação com o mesmo mês do ano anterior, aumentou pela sexta vez consecutiva, e mais do que o observado na média do Brasil (+2,4%).</p>



<p>Em março de 2026, o Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF-SP), calculado pela FECOMÉRCIO-SP, diminuiu 1,6% em relação ao mês anterior. Em comparação com o mesmo mês do ano anterior (março de 2025), o índice subiu 6,9%.</p>



<p>Pelo lado da oferta, em comparação com o mesmo mês do ano anterior, o interesse pela expansão do comércio na Região Metropolitana de São Paulo aumentou pelo segundo mês consecutivo, após cinco quedas consecutivas.</p>



<p>O Índice de Expansão do Comércio (IEC-SP), também calculado pela FECOMÉRCIO-SP, registrou uma diminuição de 0,5% em relação ao mês anterior. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior (março de 2025), o índice registrou alta de 5,6%. Entre os seus dois componentes, a expectativa de contratação de funcionários aumentou 7,6%, enquanto o nível de investimento das empresas aumentou 3,3%.</p>



<p></p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="560" height="367" src="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/05/image-6.png" alt="" class="wp-image-71995" style="aspect-ratio:1.5259505258227957;width:836px;height:auto" srcset="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/05/image-6.png 560w, https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/05/image-6-300x197.png 300w" sizes="(max-width: 560px) 100vw, 560px" /></figure>



<p></p>



<p>Em razão da data de publicação deste boletim, algumas notícias já podem impactar os indicadores econômicos de abril, que serão divulgados no próximo mês.</p>



<p>No plano internacional, o Estreito de Ormuz mantém tráfego muito restrito, enquanto as negociações entre os EUA e o Irã permanecem em impasse. E, em meio a esse impasse, representantes militares de mais de 30 países se reuniram em Londres para propor uma missão multinacional, liderada pelo Reino Unido e pela França, para reabrir o estreito. O objetivo do plano militar “estritamente defensivo” é garantir a liberdade de navegação nessa via estratégica.&nbsp;</p>



<p>O Governo Federal liberou um crédito extraordinário de R$ 300 bilhões para subsidiar a importação de gás de cozinha. A medida tem como objetivo garantir que o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) seja vendido pelo mesmo preço do produto nacional e, assim, evitar que o aumento de seu preço no mercado internacional seja repassado ao consumidor final brasileiro. O subsídio será válido até 31 de maio e poderá ser prorrogado por mais dois meses.</p>



<p>O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), decidiu reduzir, pela segunda vez consecutiva, a taxa básica de juros para 14,5% ao ano, apesar da continuidade da guerra no Oriente Médio.</p>



<p>Para mais detalhes sobre alguns dos indicadores apresentados, inclusive com outras medidas de variação, acessem: <a href="https://pesquisa.fecap.br/cecon/">https://pesquisa.fecap.br/cecon/</a>.</p>



<p><strong>Expediente CECON</strong><br><strong>Coordenação</strong><br>Allexandro Emmanuel Mori Coelho, Professor Doutor<br><strong>Equipe Econômica</strong><br>Jobson Monteiro de Souza, Professor Doutor<br>Rafael Barišauskas, Professor Mestre</p>



<p><strong>Termo de isenção de responsabilidade</strong></p>



<p>Este relatório foi preparado pela equipe integrante do Centro de Estudos em Conjuntura Econômica (CECON) da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), utilizando os melhores esforços dos responsáveis. As informações foram obtidas através de fontes públicas críveis, e estão sujeitas a revisões sem aviso prévio. O CECON e a FECAP não se responsabilizam por quaisquer decisões econômicas ou de investimento tomadas com base nas informações deste relatório. O conteúdo deste relatório é livre, não podendo ser comercializado ou monetizado por terceiros de nenhuma forma. Este produto possui caráter exclusivamente informativo e não deverá ser usado para constituir qualquer decisão de compra ou venda de ativos ou produtos ou de investimento.</p>
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			</item>
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		<title>CECON FECAP analisa inflação dos produtos relacionados ao Dia das Mães em SP</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vagner Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 May 2026 15:16:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Centro de Estudos em Conjuntura Econômica (CECON)]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de abril, o Centro de Estudos em Conjuntura Econômica da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) lista a inflação os principais presentes e itens consumidos no Dia das Mães &#8211; considerada a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de abril, o Centro de Estudos em Conjuntura Econômica da <a href="http://www.fecap.br">Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP)</a> lista a inflação os principais presentes e itens consumidos no Dia das Mães &#8211; considerada a segunda data mais importante do ano para o comércio varejista, perdendo apenas para o Natal.</p>



<p><strong>Variação dos preços</strong></p>



<p>Com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de abril, divulgado pelo IBGE, é possível observar o comportamento dos preços de alguns produtos relacionados ao “Dia das Mães”, no acumulado dos últimos 12 meses. Entre os 19 produtos considerados, apenas sete apresentaram aumento de preço inferior à inflação observada na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), de 4,80%.</p>



<p><strong>Vestuário, calçado e acessórios:</strong> o preço da roupa feminina subiu 5,40% e o da sandália/chinelo, 8,58%, com variações maiores do que as observadas na média nacional, +3,49% e +6,25%, respectivamente. Já o preço do sapato feminino subiu 2,12% e o do tênis, 5,05%, menos do que o registrado no Brasil. O preço da bolsa subiu 2,32% no País.</p>



<p><strong>Perfumaria e cosméticos:</strong> o preço do perfume aumentou 0,24%, enquanto os preços dos produtos para a pele aumentaram 6,29% e os de artigos de maquiagem, 5,46%.</p>



<p><strong>Joias, bijuterias e acessórios: </strong>o preço da bijuteria aumentou 10,48% no Brasil. Já o preço do relógio de pulso aumentou 4,53% na RMSP, mais do que o observado para o País (+2,45%). A maior diferença está nas joias, um aumento de 21,84% na RMSP, abaixo do observado na média nacional, +26,81%.</p>



<p><strong>Aparelhos eletroeletrônicos:</strong> os preços dos eletrodomésticos e equipamentos (refrigerador, ar-condicionado, máquina de lavar roupa, fogão, etc) caíram 7,07% e dos aparelhos telefônicos 1,08%, em contraste com o aumento de 1,95% nos preços da TV, som e informática.</p>



<p><strong>Outros presentes:</strong> os preços das flores naturais aumentaram em 11,82% no Brasil. Já o preço do livro não didático subiu 10,90% e o do chocolate em barra e bombom 23,81% na RMSP, com variações maiores do que o observado para o País.</p>



<p><strong>Lazer:</strong> o preço da alimentação fora do domicílio aumentou 7,73%, enquanto os preços do cinema, do teatro e dos concertos aumentaram 6,62%.</p>



<p>Embora a inflação acumulada esteja menor, em comparação ao mesmo período de 2025, dos 19 produtos considerados, 13 produtos tiveram uma variação de preço nos últimos 12 meses pior em 2026. Entre eles, a maior variação foi observada nas flores naturais, com um aumento de 12,09 pontos percentuais (p.p.), em seguida, a bijuteria (+7,12 p.p.), o livro não didático (+6,67 p.p.), o tênis (+4,99 p.p.), o chocolate em barra e bombom (+4,96 p.p.) e a sandália/chinelo (+4,94 p.p.).</p>



<p>Por outro lado, entre os produtos com melhor variação de preço em 2026, destacam-se o perfume, com uma redução de 9,64 p.p., as joias (-7,83 p.p.) e os eletrodomésticos e equipamentos (-5,73 p.p.).</p>



<p></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="567" height="730" src="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/05/Captura-de-tela-2026-05-05-115725.png" alt="" class="wp-image-71920" srcset="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/05/Captura-de-tela-2026-05-05-115725.png 567w, https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/05/Captura-de-tela-2026-05-05-115725-233x300.png 233w" sizes="(max-width: 567px) 100vw, 567px" /></figure>



<p></p>



<p>Na opinião do professor pesquisador do CECON FECAP, Jobson Monteiro de Souza, frente ao cenário com juros elevados e maior endividamento das famílias, o planejamento para a compra do presente torna-se primordial. “Para economizar no presente e nas compras para a data, a recomendação é definir o orçamento, pesquisar preços, considerar presentes personalizados e fazer a reserva antecipada para atividades fora de casa”, diz.</p>



<p>Além disso vale buscar informações sobre o fabricante do produto, como a qualidade do serviço de atendimento ao cliente, a rede de assistência técnica autorizada e as reclamações atendidas e não atendidas registradas nos Procons. Outras dicas são: verificar na etiqueta ou na nota fiscal a possibilidade de troca, em razão de tamanho, cor ou modelo, já que as lojas só são obrigadas a trocar os produtos que apresentarem vício de qualidade/defeito; além de pesquisar os preços em vários locais antes da compra.</p>



<p><strong><u>Expediente CECON</u></strong></p>



<p><strong>Coordenação:&nbsp;</strong>Allexandro Emmanuel Mori Coelho, Professor Doutor</p>



<p><strong>Equipe Econômica:</strong>&nbsp;professores doutores Jobson Monteiro de Souza e Rafael Barišauskas</p>



<p><strong>Termo de isenção de responsabilidade:&nbsp;</strong>este relatório foi preparado pela equipe integrante do Centro de Estudos em Conjuntura Econômica (CECON) da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), utilizando os melhores esforços dos responsáveis. As informações foram obtidas através de fontes públicas críveis, e estão sujeitas a revisões sem aviso prévio. O CECON e a FECAP não se responsabilizam por quaisquer decisões econômicas ou de investimento tomadas com base nas informações deste relatório. O conteúdo deste relatório é livre, não podendo ser comercializado ou monetizado por terceiros de nenhuma forma. Este produto possui caráter exclusivamente informativo e não deverá ser usado para constituir qualquer decisão de compra ou venda de ativos ou produtos ou de investimento.</p>
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		<title>Confira o boletim CECON FECAP de Fevereiro de 2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vagner Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2026 11:00:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Centro de Estudos em Conjuntura Econômica (CECON)]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Boletim CECON FECAP]]></category>
		<category><![CDATA[cecon fecap]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[FECAP]]></category>
		<category><![CDATA[indicadores econômicos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Boletim CECON FECAP reúne  conjunto de dados para o estado de SP e capital, para ajudar na compreensão da situação econômica.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Este boletim reúne um conjunto de dados disponíveis para o Estado de São Paulo e sua capital, além das principais notícias, com o intuito de ajudar na compreensão da situação econômica da região e na formação de expectativas por parte dos empresários e consumidores.</p>



<p>Os dados de dezembro mostram que, na variação acumulada no ano, as atividades econômicas seguiram a trajetória observada ao longo de 2025: uma queda na produção industrial e de comércio, em contraste com uma alta na produção de serviços.</p>



<p>Já os dados de janeiro demonstram que o emprego formal e o salário médio de admissão aumentaram. Mas a inflação também aumentou, no acumulado dos últimos doze meses, interrompendo o movimento de queda observado nos últimos três meses. Além disso, o custo de vida aumentou mais para as famílias que possuem, em média, renda menor. Ainda com base nos dados de janeiro, o nível de confiança dos consumidores e a intenção de consumo aumentaram.</p>



<p>Por fim, os dados de fevereiro mostram que o nível de confiança dos empresários da indústria diminuiu, em comparação ao mesmo mês do ano anterior, mas houve uma redução do pessimismo em relação às suas expectativas para os próximos seis meses.</p>



<p><strong>Notícias de Janeiro &#8211; Referência para os Dados</strong></p>



<p>No cenário internacional, o destaque foi a operação dos EUA que capturou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a sua esposa, em Caracas. A ação tem implicações jurídicas, diplomáticas, econômicas e geopolíticas para os EUA e a Venezuela, que por sua vez afetam o mundo. A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, foi empossada, e tenta equilibrar a lealdade ideológica com o chavismo e a cooperação com os EUA. Ela anunciou o fechamento do centro de detenção mais temido do regime chavista, a libertação de presos políticos, e enviou um projeto de anistia para todos os presos políticos e todas as pessoas condenadas por atos políticos desde 1999. O presidente americano, Donald Trump, declarou que as empresas petrolíferas americanas assumirão as operações na Venezuela e ajudarão na reconstrução da infraestrutura energética do país. Além disso, a “quarentena do petróleo”, criada para controlar os fluxos de petróleo da Venezuela, permanece, e já apreendeu sete embarcações. Para analistas de mercado, ainda há muita incerteza sobre o futuro da Venezuela, e a expectativa é de que o preço do barril de petróleo permanecerá baixo por mais tempo.</p>



<p>Após 26 anos de negociações, foi assinado o tratado econômico entre a União Europeia e o Mercosul. A cerimônia ocorreu em Assunção, no Paraguai. O acordo inclui a eliminação de tarifas, acesso preferencial, facilitação de investimentos, entre outros pontos. No entanto, a assinatura não significa que o acordo já entre em vigor. Ainda será necessário que o Parlamento Europeu e o Legislativo de cada país do Mercosul aprovem o tratado.</p>



<p>De acordo com o Tesouro Nacional, o Governo Federal teve um déficit primário de R$ 61,69 bilhões em 2025, um aumento real (descontada a inflação) de 32,3% em relação a 2024 (R$ 42,92 bilhões). O montante representa 0,48% do PIB. No entanto, se considerarmos apenas os gastos no arcabouço fiscal, isto é, excluindo as compensações autorizadas, o déficit primário cai para R$ 13 bilhões. E, neste caso, o montante representa 0,10% do PIB. As compensações autorizadas tratam do pagamento de precatórios atrasados, do ressarcimento dos descontos indevidos dos benefícios previdenciários, dos gastos em projetos estratégicos de defesa, do socorro aos setores afetados pelo “tarifaço” dos EUA e das despesas temporárias de educação e saúde.</p>



<p>Dada a preocupação com a credibilidade do arcabouço fiscal, o Tribunal de Contas da União (TCU) produziu um relatório que identifica o uso recorrente de mecanismos que permitem a execução de gastos e de financiamentos fora do Orçamento Geral da União. Dentre os problemas analisados, estão a retirada de gastos destinados ao Novo PAC, a Petrobras e a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENPar), bem como o desvio de receitas públicas para permitir a sua destinação direta a fundos privados, usados nos programas Pé-de-Meia e Mover, por exemplo.</p>



<p>O presidente Lula sancionou a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, que determina quanto e como o Governo Federal pode gastar ao longo de um ano. A LOA prevê um superávit primário de R$ 34,3 bilhões para 2026, o que equivale a 0,25% do PIB. Considerando o intervalo de tolerância estabelecido pelo arcabouço fiscal, o cumprimento da meta permite que o resultado fique entre zero e R$ 68,6 bilhões. Além disso, a LOA prevê também R$ 51 bilhões para emendas parlamentares, R$ 4,9 bilhões para o Fundo Eleitoral (Fundo Especial de Financiamento de Campanhas) e R$ 1,83 trilhão para o refinanciamento da dívida pública.</p>



<p>O Ministério do Planejamento e Orçamento confirmou o aumento do salário-mínimo para R$ 1.621, um reajuste de 6,79%.</p>



<p>O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu, pela quinta vez seguida, manter a taxa de juros em 15% ao ano.</p>



<p>A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) anunciou a mudança da bandeira tarifária de amarela para verde. Com a mudança, o acréscimo na conta a cada 100 quilowatts-hora de R$ 1,885 deixa de ser cobrado.</p>



<p>A investigação que aponta um esquema de fraudes financeiras realizado pelo Banco Master, liderado por Daniel Vorcaro, continua. No entanto, já gerou diversos desdobramentos, como: a inspeção do Banco Central (BC) pelo Tribunal de Contas da União (TCU); a liquidação extrajudicial do Will Bank; e as polêmicas envolvendo o ministro do STF, Dias Toffoli.</p>



<p>A B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, realizou 75 leilões em 2025, que permitiram a concessão de 98 ativos públicos para a iniciativa privada, e prevê R$ 243,8 bilhões em investimentos e 1,6 milhão de empregos diretos e indiretos. Na divisão por setor, o destaque foi o setor rodoviário, com 20 leilões e investimento de R$ 106,6 bilhões. Ademais, o setor de saneamento realizou 8 leilões, o setor portuário 7 e o setor de energia 5. Um outro destaque foi o crescimento dos leilões no setor de infraestrutura social – como hospitais, escolas e presídios &#8211; com investimentos de R$ 12,5 bilhões.</p>



<p>O Governo do Estado de São Paulo lançou as Rotas da Cachaça, 8 rotas temáticas que conectam 65 municípios paulistas. As rotas foram criadas para organizar a oferta turística e produtiva a fim de ampliar mercados, estimular novos investimentos e reforçar o posicionamento das marcas dentro e fora do Brasil. Assim, com a iniciativa, espera-se uma maior valorização cultural da bebida, um aumento na visitação a alambiques e a expansão de atividades econômicas relacionadas – como hospedagem, gastronomia e logística. O Estado já possui outras rotas, como as Rotas do Vinho, do Café e do Queijo.</p>



<p><strong>Atividade Econômica</strong></p>



<p>O volume de vendas do setor varejista no Estado de São Paulo fechou 2025 com o mesmo comportamento observado ao longo do ano. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, aumentou apenas uma vez em 2025. Já a variação acumulada no ano, obteve o pior resultado negativo em comparação aos outros Estados, e muito distante do segundo pior resultado.</p>



<p>Em dezembro de 2025, o volume de vendas no comércio varejista ampliado no Estado de São Paulo, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou queda de 0,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior. No acumulado de janeiro a dezembro, o volume de vendas do comércio varejista ampliado paulista caiu 2,9%, em contraste com o crescimento observado no País de 0,1%. As maiores variações ocorreram no Amapá (+7,9%), em Mato Grosso (+5,1%), no Maranhão (-1,3%) e no Piauí e no Rio de Janeiro (-0,6%). Entre as subcategorias analisadas pelo IBGE, os destaques positivos em São Paulo foram para os equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (+13,7%), para os eletrodomésticos (+9,5%) e para os tecidos, vestuário e calçados (+3,8%). Por outro lado, as piores performances ficaram para os móveis (-20,4%), para o atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (-12,9%) e para os veículos, motocicletas, partes e peças (-6,6%).</p>



<p>O volume de serviços no Estado de São Paulo também fechou 2025 com o mesmo comportamento observado ao longo do ano. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, apresenta variação positiva desde abril de 2024, e maior do que a registrada para o Brasil. Assim, a variação acumulada no ano registrou um bom resultado positivo em 2025, e foi maior do que o observado no País.</p>



<p>Em dezembro de 2025, o volume de serviços no Estado de São Paulo, medido pelo IBGE, registrou uma alta de 4,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Já as atividades turísticas caíram 2,5% nesse período. No acumulado de janeiro a dezembro, o volume de serviços prestados subiu 4,2%. A média do País foi de +2,8%. As maiores variações positivas ocorreram no Distrito Federal (+7,0%) e na Paraíba (+5,7%), enquanto as maiores variações negativas ocorreram no Rio Grande do Sul (-4,4%) e no Acre (-1,9%). Os destaques em São Paulo ficaram nos setores de serviços de informação e comunicação (+9,2%) e de serviços profissionais, administrativos e complementares (+5,6%). Já as atividades turísticas cresceram 3,9% nesse período.</p>



<p>Por fim, como observado nas outras atividades, a produção industrial no Estado de São Paulo apresentou o mesmo padrão ao longo de quase todo o ano. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, apresentou variação negativa desde abril. Assim, a variação acumulada no ano fechou 2025 com um resultado negativo, em contraste com o resultado positivo registrado no País.</p>



<p>Em dezembro de 2025, a produção industrial no Estado de São Paulo, medida pelo IBGE, registrou queda de 3,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior. No acumulado de janeiro a dezembro, a produção industrial caiu 2,2%. Já a produção industrial nacional registrou uma alta de 0,6%, na mesma base de comparação. Os maiores resultados positivos foram observados no Espírito Santo (+11,6%) e no Rio de Janeiro (+5,1%), enquanto os maiores resultados negativos ocorreram em Mato Grosso do Sul (-12,9%) e no Rio Grande do Norte (-11,6%). O resultado das indústrias extrativas em São Paulo foi de -11,3%, enquanto o da indústria de transformação foi de -2,0%. E, dentre as indústrias de transformação, as maiores variações negativas ocorreram nos setores de fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-16,7%), de fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-6,7%) e de setores de fabricação de coque, de produtos derivados de petróleo e de biocombustíveis (-6,4%), enquanto as maiores variações positivas ocorreram nos setores de máquinas e equipamentos (+6,0%) e de produtos têxteis (+3,0%).</p>



<p></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="745" height="459" src="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/03/image-2.png" alt="" class="wp-image-70528" srcset="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/03/image-2.png 745w, https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/03/image-2-300x185.png 300w" sizes="(max-width: 745px) 100vw, 745px" /></figure>



<p></p>



<p>Os dados sobre a produção do comércio, dos serviços e da indústria, apresentados pelo IBGE, referem-se a dezembro de 2025. Logo, ainda não refletem os acontecimentos apresentados no início deste Boletim.</p>



<p><strong>Emprego</strong></p>



<p>O emprego formal e o salário médio de admissão no Estado de São Paulo iniciam o ano de 2026 com aumento, porém, menos do que o observado para o País.</p>



<p>Com base no Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), em janeiro de 2026, o emprego formal no Estado de São Paulo apresentou saldo positivo de 16.451 postos de trabalho, o que representou um aumento de 0,11% no estoque em relação ao mês anterior, resultado inferior à média do Brasil, de +0,23%. Além disso, o salário médio de admissão aumentou 2,75% e atingiu R$2.702,76, resultado também inferior à média do País, de +3,32%.</p>



<p>Na divisão por grupo, o saldo de postos de trabalho foi positivo apenas para os homens (16.846), para as pessoas com 18 a 24 anos (16.051), até 17 anos (12.597) e entre 40 e 49 anos (262), e maior entre as pessoas com ensino médio completo (9.433).</p>



<p></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="795" height="492" src="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/03/image-3.png" alt="" class="wp-image-70529" srcset="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/03/image-3.png 795w, https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/03/image-3-300x186.png 300w, https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/03/image-3-768x475.png 768w" sizes="(max-width: 795px) 100vw, 795px" /></figure>



<p></p>



<p>Os maiores aumentos ocorreram em Mato Grosso (+1,92%), em Santa Catarina (+0,72%) e em Goiás (+0,66%), ao passo que Acre (-0,77%), Alagoas (-0,60%) e Rio de Janeiro (-0,33%) apresentaram as menores variações.</p>



<p>E na geração de emprego por setor, os destaques ocorreram na construção de edifícios (+4.753), no ensino fundamental (+3.604), no comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios – hipermercados e supermercados (-6.139), no comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios (-5.159) e nos restaurantes e outros estabelecimentos de serviços de alimentação e bebidas (-4.751).</p>



<p>Em fevereiro, também foi divulgada a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do quarto trimestre de 2025, realizada pelo IBGE. De acordo com a pesquisa, a taxa de desemprego no Estado de São Paulo atingiu 4,7%, o que representa uma diminuição de 1,2 ponto percentual (p.p.) em relação ao quarto trimestre de 2024. A taxa de desemprego estimada no Brasil foi de 5,1%. Em São Paulo, a taxa de desemprego foi maior entre as mulheres (5,7%), os pardos (5,7%), as pessoas entre 18 e 24 anos (9,8%) e as pessoas com ensino médio incompleto ou equivalente (9,2%).</p>



<p></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="766" height="456" src="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/03/image-4.png" alt="" class="wp-image-70530" srcset="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/03/image-4.png 766w, https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/03/image-4-300x179.png 300w" sizes="(max-width: 766px) 100vw, 766px" /></figure>



<p></p>



<p>A taxa composta de subutilização, resultado da soma das taxas de desemprego, de força de trabalho potencial e de subocupação, atingiu 10,8%, o que representa uma redução de 1,0 p.p. em relação ao mesmo trimestre de 2024. Para a média do País, a taxa foi de 13,4%. Essa taxa reflete melhor a subutilização da força de trabalho, isto é, a oferta de trabalho disponível, mas ainda não empregada. Isso porque ela inclui também as pessoas de fora da força de trabalho que gostariam de trabalhar e as de dentro da força de trabalho que gostariam de trabalhar mais.</p>



<p>Por fim, no Estado de São Paulo, o mercado de trabalho fechou o ano de 2025 com bom desempenho, em razão da queda da taxa de desemprego em relação a 2024. A taxa de desemprego e a taxa composta de subutilização são as menores da série histórica, e inferiores quando comparadas com as taxas estimadas para a média do Brasil.</p>



<p><strong>Inflação</strong></p>



<p>No acumulado dos últimos doze meses, a inflação aumentou, e mais do que no Brasil, interrompendo o movimento de queda observado nos últimos três meses. Além disso, o custo de vida aumentou mais para as famílias que possuem, em média, renda menor.</p>



<p>Segundo o IBGE, em janeiro de 2026, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), que reflete a variação no custo de vida das famílias com rendimentos de 1 a 40 salários-mínimos (SM), subiu 0,28% em relação ao mês anterior. Para o País, o variação no custo de vida foi de +0,33%. Na divisão mais detalhada por item, entre os maiores aumentos, estão o ônibus urbano (+9,18%), a taxa de água e esgoto (+6,07%), o peixe – tilápia (+4,87%) e o etanol (+3,17%). Por outro lado, dentre as maiores reduções, estão o transporte por aplicativo (-17,18%), a passagem aérea (-11,89%), o leite longa vida (-8,65%), o ovo de galinha (-2,97%), o azeite de oliva (-2,91%) e a energia elétrica residencial (-2,77%).</p>



<p>Nos últimos 12 meses, o IPCA acumulou um aumento de 4,92%. Os destaques ficaram para a energia elétrica residencial (+37,09%), o transporte por aplicativo (+27,61%), o chocolate em barra e bombom (+24,68%), o café moído (+22,56%), os jogos de azar (+15,17%), o arroz (-23,51%), o azeite de oliva (-21,57%), o leite longa vida (-19,49%), a passagem aérea (-8,16%) e o feijão carioca (-5,95%). Na média do Brasil, o IPCA subiu 4,44%.</p>



<p>Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), da RMSP, que reflete a variação no custo de vida das famílias com rendimentos de 1 a 5 SMs, subiu 0,41% no mês. Para o País, a variação no custo de vida foi de +0,39%. Na divisão mais detalhada por item, o destaque foi a energia elétrica residencial (-2,86%). Os demais produtos em destaque são os mesmos do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), exceto o azeite de oliva. Nos últimos 12 meses, o índice subiu 5,17%. Na média do Brasil, o INPC aumentou 4,30%.</p>



<p></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="772" height="464" src="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/03/image-5.png" alt="" class="wp-image-70531" srcset="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/03/image-5.png 772w, https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/03/image-5-300x180.png 300w, https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/03/image-5-768x462.png 768w" sizes="(max-width: 772px) 100vw, 772px" /></figure>



<p></p>



<p><strong>Índices de Confiança</strong></p>



<p>O nível de confiança dos consumidores no município de São Paulo inicia o ano de 2026 maior do que no início de 2025.<strong></strong></p>



<p>Em janeiro de 2026, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), calculado pela FECOMÉRCIO-SP, registrou uma alta de 2,4% em relação ao mês anterior. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior (janeiro de 2025), o índice subiu 3,1%. Para consumidores com renda de até dez SMs ou com até 35 anos de idade, o nível de confiança aumentou 2,5%; para os consumidores com renda acima de dez SMs e para aqueles com mais de 35 anos, aumentou 4,6% e 4,3%, respectivamente. O subindicador que reflete a percepção dos consumidores em relação às condições atuais teve uma alta de 2,7%, enquanto o subindicador que reflete as suas expectativas subiu 3,5%.</p>



<p>Os empresários da indústria do Estado de São Paulo ainda se mostram pessimistas, mas houve uma redução considerável em relação às suas expectativas para os próximos seis meses.</p>



<p></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="756" height="492" src="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/03/image-6.png" alt="" class="wp-image-70532" srcset="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/03/image-6.png 756w, https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/03/image-6-300x195.png 300w" sizes="(max-width: 756px) 100vw, 756px" /></figure>



<p></p>



<p>O Índice de Confiança do Empresário Industrial Paulista (ICEI-SP), calculado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), registrou, em fevereiro de 2026, uma alta de 2,7% em relação ao mês anterior. O indicador evidencia uma redução no pessimismo entre os empresários. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior (fevereiro de 2025), o índice registrou uma queda de 0,6%. O subindicador que reflete as condições atuais apresentou redução de 0,7%, em contraste com o aumento de 2,5% no subindicador que reflete as expectativas para os próximos seis meses.</p>



<p>Os dados sobre o nível de confiança dos empresários paulistas da indústria, calculados pela FIESP, são de fevereiro de 2026. Logo, já podem refletir sobre os acontecimentos que serão apresentados no final deste Boletim.</p>



<p><strong>Perspectiva</strong></p>



<p>A intenção de consumo das famílias do município de São Paulo inicia o ano de 2026 maior em comparação ao início de 2025, e cresceu muito mais do que a observado na média do Brasil (+0,7%). No entanto, o resultado por nível de renda apresenta um comportamento completamente diferente.</p>



<p>Em janeiro de 2026, o Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF-SP), calculado pela FECOMÉRCIO-SP, aumentou 2,4% em relação ao mês anterior. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior (janeiro de 2025), o índice subiu 4,2%.</p>



<p></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="769" height="453" src="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/03/image-7.png" alt="" class="wp-image-70533" srcset="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/03/image-7.png 769w, https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/03/image-7-300x177.png 300w" sizes="(max-width: 769px) 100vw, 769px" /></figure>



<p></p>



<p>Para as famílias com renda de até dez SMs, o índice cresceu 7,6%, em contraste com a diminuição de 4,2% para as famílias com renda acima de dez SMs. Dentre os sete itens avaliados, as diferenças por nível de renda são muito grandes. Por exemplo, o nível de consumo atual, o momento para duráveis e o acesso ao crédito para as famílias com renda de até dez SMs aumentaram 7,0%, 7,1% e 25,2%, respectivamente, ao passo que, para as famílias com renda acima de dez SMs, diminuíram 2,2%, 4,6% e 2,6%, respectivamente.</p>



<p>Em razão da data de publicação deste boletim, algumas notícias já podem impactar os indicadores econômicos de fevereiro, que serão divulgados no próximo mês.</p>



<p>No cenário internacional, os EUA e Israel atacaram novamente o Irã. O objetivo é ajudar os manifestantes a derrubar o regime comandado pelo aiatolá Ali Khamenei e, assim, impedir suas ambições nucleares e o desenvolvimento de mísseis balísticos intercontinentais. Em resposta, o Irã lançou uma onda de ataques contra as bases militares dos EUA no Oriente Médio. Os confrontos interromperam o tráfego no Estreito de Ormuz, responsável pelo fluxo de cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.</p>



<p>A Suprema Corte dos EUA derrubou uma parte das tarifas sobre produtos importados que havia sido imposta globalmente pelo presidente americano. A justificativa da Corte foi que, apesar da legislação permitir que o presidente regule a importação de produtos, ela não permite a imposição de tarifas, que é competência do Congresso. Em resposta, o presidente americano anunciou, com base em outro instrumento jurídico, a imposição de uma tarifa global de 10% pelo prazo de 150 dias para substituir, em parte, as tarifas derrubadas pela Suprema Corte.</p>



<p>O Governo da China estabeleceu uma cota anual de cerca de 2,7 milhão de toneladas para a importação de carne a fim de proteger os produtores locais. Já existe uma tarifa de 12% para a importação do produto, que sobe para 55% se a cota for excedida. A cota para o Brasil em 2026 é de 1,1 milhão de toneladas.</p>



<p>O Governo Federal anunciou o aumento da tarifa de importação sobre mais de mil produtos, incluindo smartphones e equipamentos industriais – como navios, tratores, empilhadeiras, robôs industriais, tomógrafos e aparelhos de ressonância magnética. No entanto, após repercussão negativa e desgaste político, o governo revogou parte do aumento do imposto sobre produtos eletrônicos e bens de capital.</p>



<p>O Governo Federal anunciou um programa de microcrédito para as famílias do Cadastro Único (CadÚnico). Ele atenderá inicialmente as famílias de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. O objetivo é combater a pobreza e a desigualdade por meio da oferta de crédito e qualificação das famílias de maior vulnerabilidade social. Não se trata apenas da concessão de crédito, mas também da assistência ao próprio negócio. O crédito varia de R$ 500 a R$ 21 mil, com prazo de 4 a 12 meses.</p>



<p>Para mais detalhes sobre alguns dos indicadores apresentados, inclusive com outras medidas de variação, <a href="https://pesquisa.fecap.br/cecon/">acesse o site</a>:</p>



<p><strong>Expediente CECON</strong></p>



<p><strong>Coordenação</strong><br>Allexandro Emmanuel Mori Coelho, Professor Doutor</p>



<p><strong>Equipe Econômica</strong><br>Jobson Monteiro de Souza, Professor Doutor<br>Rafael Barišauskas, Professor Mestre</p>



<p><strong>Termo de isenção de responsabilidade</strong></p>



<p>Este relatório foi preparado pela equipe integrante do Centro de Estudos em Conjuntura Econômica (CECON) da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), utilizando os melhores esforços dos responsáveis. As informações foram obtidas através de fontes públicas críveis, e estão sujeitas a revisões sem aviso prévio. O CECON e a FECAP não se responsabilizam por quaisquer decisões econômicas ou de investimento tomadas com base nas informações deste relatório. O conteúdo deste relatório é livre, não podendo ser comercializado ou monetizado por terceiros de nenhuma forma. Este produto possui caráter exclusivamente informativo e não deverá ser usado para constituir qualquer decisão de compra ou venda de ativos ou produtos ou de investimento.</p>
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		<title>Exportações brasileiras de carne em 2026: entre a reconfiguração das cotas chinesas e os limites das cadeias globais de valor</title>
		<link>https://www.fecap.br/2026/03/09/exportacoes-brasileiras-de-carne-em-2026-entre-a-reconfiguracao-das-cotas-chinesas-e-os-limites-das-cadeias-globais-de-valor/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Vagner Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2026 10:39:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Centro de Estudos em Conjuntura Econômica (CECON)]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[carne]]></category>
		<category><![CDATA[cecon fecap]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Exportação]]></category>
		<category><![CDATA[FECAP]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Exportações brasileiras de carne em 2026: entre a reconfiguração das cotas chinesas e os limites das cadeias globais de valor</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O início de 2026 trouxe um breve alívio aos exportadores brasileiros de proteínas animais, com um impulso temporário nos embarques em janeiro, que subiram 11,6% em relação a janeiro de 2025, para quase 810 mil toneladas, volume recorde para o mês, apesar da queda de 15,6% em relação a dezembro, quando os embarques haviam subido, de forma extraordinária, 26,7% na comparação anual e 10,3% na mensal.</p>



<p>Esse movimento refletiu a recomposição de fluxos interrompidos no fim de 2025, quando barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos foram retiradas e a China suspendeu restrições sanitárias que haviam travado parte das remessas de frango, ao final de novembro. Ao mesmo tempo, frigoríficos aceleraram os envios de carne bovina em janeiro deste ano para garantir volumes isentos de tarifação diante de um novo sistema de cotas imposto por Pequim, criando um efeito estatístico que ampliou os números das primeiras semanas do ano, apesar da queda na taxa de câmbio que, em teoria, deveria desacelerar os embarques de proteínas ao exterior. A taxa de câmbio média para janeiro ficou 2,1% abaixo da observada em dezembro de 2025 e 11,5% abaixo na comparação anual.</p>



<p></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="563" height="363" src="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/03/image.png" alt="" class="wp-image-70523" srcset="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/03/image.png 563w, https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/03/image-300x193.png 300w" sizes="(max-width: 563px) 100vw, 563px" /></figure>



<p></p>



<p>Mas o ambiente que se desenha para o restante de 2026 está longe de ser trivial. A decisão chinesa de limitar as importações de carne bovina por origem, estabelecendo um teto de 1,1 milhão de toneladas para o Brasil em 2026, altera significativamente a dinâmica comercial. Volumes exportados acima desta quota serão tarifados em 55%, tornando a operação de exportação inviável. O volume exportado pelo Brasil representará algo próximo de 41% do montante que a China pretende importar de países sujeitos ao mecanismo de salvaguarda e, na prática, reduz o espaço disponível para os exportadores brasileiros de 400 mil a 600 mil toneladas, em comparação com 2025.</p>



<p>Diante desse novo arcabouço, uma das hipóteses discutidas no setor é a de uma corrida no curto prazo: frigoríficos podem intensificar abates e embarques no primeiro semestre para assegurar sua fatia da cota chinesa antes que ela seja preenchida. Se tal movimento se materializar, os fluxos de carne para a China podem permanecer elevados por alguns meses no início de 2026, apesar de um cenário cambial pouco favorável às exportações do setor, antes de sofrerem uma forte inflexão assim que o volume permitido for atingido.</p>



<p>O ponto crítico, no entanto, surge depois. Uma vez esgotada a cota, a capacidade de redirecionamento torna-se central. Os volumes que deixarem de seguir para a China (equivalentes a 11% a 17% de todas as exportações brasileiras de carne bovina, tomando como base o volume exportado no total de 2025) só não pesarão negativamente sobre o desempenho anual se encontrarem espaço em outros mercados. E pesa em favor do Brasil o fato de que a China já vinha perdendo espaço gradativamente na pauta exportadora brasileira de proteínas animais, representando 20,8% dos embarques totais em 2025, abaixo dos 23,2% registrados em 2024. Mas, ainda assim, o cenário é desafiador.</p>



<p>Esse processo, embora viável para parte das empresas, esbarra na complexidade das cadeias globais de valor que estruturam o setor: plantas distribuídas em diversos países, exigências sanitárias heterogêneas, acordos comerciais assimétricos e logística internacional sujeita a custos elevados e gargalos portuários criam um cenário de realocação menos automático do que parece.</p>



<p>Em um ambiente ideal, mercados como Oriente Médio, México, União Europeia, Sudeste Asiático e até os Estados Unidos absorveriam parte das remessas deslocadas. Porém, cada um desses destinos apresenta limitações próprias, desde barreiras tarifárias ou fitossanitárias até preferências de consumo que nem sempre coincidem com o mix brasileiro. Ademais, o modelo de produção bovina nacional, fortemente integrado a insumos, serviços e sistemas de transporte globais, impõe desafios adicionais. Assim, ajustes rápidos na oferta, na certificação ou na adequação a padrões específicos de qualidade nem sempre são possíveis sem repercussões nos custos e nas margens.</p>



<p>O Oriente Médio, em si, é um destino importante para a proteína animal brasileira, especialmente para a avicultura, absorvendo mais de 30% das exportações, atrás apenas da Ásia, com participação ligeiramente superior. A interrupção parcial ou total do comércio com a região, ou dificuldades logísticas decorrentes do fechamento de rotas comerciais importantes que passam por lá, poderiam restringir a capacidade de exportação do Brasil, complicar as operações portuárias e deslocar os fluxos comerciais. Do ponto de vista das cadeias globais de valor, a situação evidencia a vulnerabilidade das redes logísticas interligadas e a dependência do setor de proteínas do Brasil de um transporte marítimo previsível.</p>



<p></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="579" height="341" src="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/03/image-1.png" alt="" class="wp-image-70524" srcset="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/03/image-1.png 579w, https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/03/image-1-300x177.png 300w" sizes="(max-width: 579px) 100vw, 579px" /></figure>



<p></p>



<p>Somam‑se a isso fatores internos. A valorização esperada da taxa de câmbio ao longo de 2026, em relação a 2025, tende a reduzir a competitividade das exportações, comprimindo a rentabilidade das operações dolarizadas. Analistas de mercado estimam que a produção de proteína animal possa recuar entre 2% e 3,5% neste ano, tanto pela perda de atratividade econômica quanto pela redução prevista no ritmo de abates, em virtude da desaceleração das exportações. Mesmo que o redirecionamento para outros mercados seja bem‑sucedido, a queda na oferta doméstica pode limitar o volume disponível para exportação nos meses posteriores.</p>



<p>Do ponto de vista das cadeias globais de valor, a combinação de menor capacidade de acesso ao principal mercado, custos logísticos elevados e câmbio apreciado tende a repercutir em toda a rede produtiva: fornecedores de insumos, transportadores, operadores logísticos e até parceiros internacionais que atuam em conjunto com grupos brasileiros nas Américas, na Oceania e na Ásia passam a operar sob maior incerteza. A necessidade de redirecionar fluxos, adaptar produtos e renegociar contratos pode aumentar a fragmentação da cadeia e pressionar a eficiência operacional.</p>



<p>Essa reconfiguração gera desafios estratégicos relevantes. Empresas com presença multinacional podem mitigar parte dos impactos exportando por meio de subsidiárias instaladas em países que possuem cotas próprias junto à China, como Argentina, Paraguai e Uruguai. Outras podem buscar ampliar sua atuação em mercados nichados que demandem cortes específicos ou certificações diferenciadas. Há ainda quem avalie ajustes no mix de produção para reduzir a dependência de cortes premium — mais sensíveis à perda do mercado chinês — e ampliar a oferta de carne processada ou de menor valor unitário, que encontra demanda mais elástica em economias emergentes.</p>



<p>No entanto, nenhuma dessas estratégias oferece garantia de estabilidade. O comportamento da demanda global, as oscilações cambiais, a evolução das políticas comerciais de grandes economias e as condições sanitárias internacionais continuarão exercendo forte influência sobre o desempenho brasileiro. Em um ambiente global caracterizado por fragmentação produtiva, tensões geopolíticas e exigência crescente de rastreabilidade, o setor terá de operar com níveis mais elevados de adaptação e de leitura de risco.</p>



<p>O que se pode afirmar com segurança é que 2026 será um ano de ajustes. As exportações brasileiras de carne enfrentarão um ambiente em que o acesso ao principal mercado está limitado, a competitividade externa é pressionada por um câmbio mais apreciado e a capacidade de realocação dependerá de fatores fora do controle direto das empresas. Entre acelerar embarques no curto prazo, reconfigurar rotas globais ou buscar novos nichos, o setor terá de navegar um conjunto de incertezas que ultrapassa o ciclo normal de mercado — e coloca à prova sua capacidade de flexibilidade em cadeias globais de valor cada vez mais exigentes.</p>



<p><strong><u>Expediente CECON</u></strong></p>



<p><strong>Coordenação:&nbsp;</strong>Allexandro Emmanuel Mori Coelho, Professor Doutor</p>



<p><strong>Equipe Econômica:</strong>&nbsp;professores doutores Jobson Monteiro de Souza e Rafael Barišauskas</p>



<p><strong>Termo de isenção de responsabilidade:&nbsp;</strong>este relatório foi preparado pela equipe integrante do Centro de Estudos em Conjuntura Econômica (CECON) da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), utilizando os melhores esforços dos responsáveis. As informações foram obtidas através de fontes públicas críveis, e estão sujeitas a revisões sem aviso prévio. O CECON e a FECAP não se responsabilizam por quaisquer decisões econômicas ou de investimento tomadas com base nas informações deste relatório. O conteúdo deste relatório é livre, não podendo ser comercializado ou monetizado por terceiros de nenhuma forma. Este produto possui caráter exclusivamente informativo e não deverá ser usado para constituir qualquer decisão de compra ou venda de ativos ou produtos ou de investimento.</p>
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		<title>CECON FECAP analisa custo de vida na região metropolitana de São Paulo em janeiro de 2026</title>
		<link>https://www.fecap.br/2026/02/12/cecon-fecap-analisa-custo-de-vida-na-regiao-metropolitana-de-sao-paulo-em-janeiro-de-2026/</link>
					<comments>https://www.fecap.br/2026/02/12/cecon-fecap-analisa-custo-de-vida-na-regiao-metropolitana-de-sao-paulo-em-janeiro-de-2026/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Vagner Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Feb 2026 18:25:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[cecon fecap]]></category>
		<category><![CDATA[custo de vida em são paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[FECAP]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O CECON FECAP divulga mensalmente a análise do custo de vida na RMSP, com base nos índices oficiais de inflação apurados pelo IBGE.</p>
<p>O post <a href="https://www.fecap.br/2026/02/12/cecon-fecap-analisa-custo-de-vida-na-regiao-metropolitana-de-sao-paulo-em-janeiro-de-2026/">CECON FECAP analisa custo de vida na região metropolitana de São Paulo em janeiro de 2026</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.fecap.br">FECAP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O&nbsp;<a href="https://pesquisa.fecap.br/cecon/">Centro de Estudos em Conjuntura Econômica (CECON)</a>&nbsp;da&nbsp;<a href="https://www.fecap.br/">Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP)</a>&nbsp;divulga mensalmente a análise do custo de vida na Região Metropolitana de São Paulo, com base nos índices oficiais de inflação apurados pelo IBGE. O levantamento apresenta as variações do INPC e do IPCA, destacando os principais produtos e serviços que mais influenciam o orçamento das famílias paulistanas.</p>



<p><strong><u>ÍNDICE NACIONAL DE PREÇOS AO CONSUMIDOR (INPC) – JANEIRO DE 2026</u></strong></p>



<p>Em janeiro de 2026, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), que reflete a variação no custo de vida das famílias com rendimentos de 1 a 5 salários mínimos, subiu 0,41%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para o País, a variação no custo de vida foi de +0,39%.</p>



<p></p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="572" height="336" src="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/02/image.png" alt="" class="wp-image-70079" style="width:572px;height:auto" srcset="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/02/image.png 572w, https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/02/image-300x176.png 300w" sizes="(max-width: 572px) 100vw, 572px" /></figure>



<p></p>



<p>Na divisão mais detalhada por item, o destaque foi a anergia elétrica residencial (-2,86%). Os demais produtos em destaque são os mesmos do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), exceto o azeite de oliva.</p>



<p><strong>Variação mensal do ano anterior</strong></p>



<p>No mesmo mês do ano anterior (janeiro de 2025), o INPC apresentou queda de 0,18%. O item energia elétrica residencial (-17,16%) se destacou no mês.</p>



<p><strong>Variação acumulada nos últimos 12 meses</strong></p>



<p>Nos últimos 12 meses, o INPC da RMSP aumentou 5,17%. Para a média do Brasil, o INPC subiu 4,30%. Já o IPCA da RMSP, no mesmo período, foi de +4,92%.</p>



<p></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="606" height="351" src="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/02/image-1.png" alt="" class="wp-image-70080" srcset="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/02/image-1.png 606w, https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/02/image-1-300x174.png 300w" sizes="(max-width: 606px) 100vw, 606px" /></figure>



<p></p>



<p><strong>Variação acumulada no ano</strong></p>



<p>No acumulado de janeiro, o INPC subiu 0,41%. No mesmo período, dentre as outras 9 regiões metropolitanas, os 5 municípios e o Distrito Federal, as maiores variações no custo de vida estão em Rio Branco – AC (+0,76%) e em Fortaleza – CE (+0,62%). Já as menores variações estão em Recife – PE (+0,17%) e em São Luís – MA (+0,20%).</p>



<p><strong><u>ÍNDICE DE PREÇOS AO CONSUMIDOR AMPLO (IPCA)</u></strong><strong><u> – JANEIRO DE 2026</u></strong></p>



<p>Em janeiro de 2026, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), que reflete a variação no custo de vida das famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos, subiu 0,28% em relação ao mês anterior, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para o país, a variação no custo de vida foi de +0,33%.</p>



<p></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="371" height="391" src="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/02/image-2.png" alt="" class="wp-image-70081" srcset="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/02/image-2.png 371w, https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/02/image-2-285x300.png 285w" sizes="(max-width: 371px) 100vw, 371px" /></figure>



<p></p>



<p>Na divisão mais detalhada por item, entre os maiores aumentos, estão o ônibus urbano (+9,18%), a taxa de água e esgoto (+6,07%), o peixe – tilápia (+4,87%), o etanol (+3,17%) e o trem e o metrô (+2,89%). Por outro lado, dentre as maiores reduções, estão o transporte por aplicativo (-17,18%), a passagem aérea (-11,89%), o leite longa vida (-8,65%), o ovo de galinha (-2,97%), o azeite de oliva (-2,91%) e a energia elétrica residencial (-2,77%).</p>



<p><strong>Variação mensal do ano anterior</strong></p>



<p>No mesmo mês do ano anterior (janeiro de 2025), o IPCA apresentou alta de 0,15%. Os itens como café moído (+8,80%), passagens aéreas (+8,09%), ônibus urbano (+5,22%), trem e metrô (+3,00%), energia elétrica residencial (-15,86%), transporte por aplicativo (-4,91%), leite longa vida (-2,04%) se destacaram no mês.</p>



<p><strong>Variação acumulada nos últimos 12 meses</strong></p>



<p>Nos últimos 12 meses, o IPCA da RMSP acumulou aumento de 4,92%.</p>



<p></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="546" height="309" src="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/02/image-3.png" alt="" class="wp-image-70082" srcset="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/02/image-3.png 546w, https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/02/image-3-300x170.png 300w" sizes="(max-width: 546px) 100vw, 546px" /></figure>



<p></p>



<p>Os destaques ficaram para a energia elétrica residencial (+37,09%), o transporte por aplicativo (+27,61%), o chocolate em barra e bombom (+24,68%), o café moído (+22,56%), os jogos de azar (+15,17%), o arroz (-23,51%), o azeite de oliva (-21,57%), o leite longa vida (-19,49%), a passagem aérea (-8,16%) e o feijão carioca (-5,95%).</p>



<p>Para a média do Brasil, o IPCA subiu 4,44%.</p>



<p><strong>Variação acumulada no ano</strong></p>



<p>No acumulado de janeiro, o IPCA apresentou alta de 0,28%.</p>



<p>No mesmo período, entre as outras 9 regiões metropolitanas, os 5 municípios e o Distrito Federal, as maiores variações no custo de vida estão em Rio Branco – AC (+0,81%), Salvador – BA (+0,52%) e Campo Grande – MS (+0,48%). Já as menores variações estão em Belém – PA (+0,16%), Goiânia – GO (+0,22%) e São Luis – MA (+0,23%).</p>



<p><strong><u>Expediente CECON</u></strong></p>



<p><strong>Coordenação:&nbsp;</strong>Allexandro Emmanuel Mori Coelho, Professor Doutor</p>



<p><strong>Equipe Econômica:</strong>&nbsp;professores doutores Jobson Monteiro de Souza e Rafael Barišauskas</p>



<p><strong>Termo de isenção de responsabilidade:&nbsp;</strong>este relatório foi preparado pela equipe integrante do Centro de Estudos em Conjuntura Econômica (CECON) da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), utilizando os melhores esforços dos responsáveis. As informações foram obtidas através de fontes públicas críveis, e estão sujeitas a revisões sem aviso prévio. O CECON e a FECAP não se responsabilizam por quaisquer decisões econômicas ou de investimento tomadas com base nas informações deste relatório. O conteúdo deste relatório é livre, não podendo ser comercializado ou monetizado por terceiros de nenhuma forma. Este produto possui caráter exclusivamente informativo e não deverá ser usado para constituir qualquer decisão de compra ou venda de ativos ou produtos ou de investimento.</p>
<p>O post <a href="https://www.fecap.br/2026/02/12/cecon-fecap-analisa-custo-de-vida-na-regiao-metropolitana-de-sao-paulo-em-janeiro-de-2026/">CECON FECAP analisa custo de vida na região metropolitana de São Paulo em janeiro de 2026</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.fecap.br">FECAP</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Inflação: serviços e itens consumidos no Carnaval ficaram até 37,36% mais caros este ano, veja lista!</title>
		<link>https://www.fecap.br/2026/02/12/inflacao-servicos-e-itens-consumidos-no-carnaval-ficaram-ate-3736-mais-caros-este-ano-veja-lista/</link>
					<comments>https://www.fecap.br/2026/02/12/inflacao-servicos-e-itens-consumidos-no-carnaval-ficaram-ate-3736-mais-caros-este-ano-veja-lista/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Vagner Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Feb 2026 15:00:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Centro de Estudos em Conjuntura Econômica (CECON)]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[cecon fecap]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com base no IPCA, veja a inflação dos preços dos produtos relacionados ao Carnaval, em levantamento do CECON FECAP.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Carnaval é um dos eventos mais esperados do ano no Brasil. A estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) é que, em 2026, o evento movimentará R$ 14,48 bilhões em receitas no Brasil. Já a estimativa da Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur) é de R$ 7,3 bilhões de movimentação direta, que inclui os gastos com hospedagem, alimentação, transporte, compras e serviços turísticos. Na capital paulista, de acordo com a Prefeitura, a expectativa é de que o Carnaval injete R$ 3,4 bilhões na economia.</p>



<p>“Os dias que compõem as festividades são marcados por um maior consumo de bens e serviços relacionados. Em alguns casos, o aumento no consumo começa antes, com o Pré-Carnaval, e segue alguns dias depois, com o Pós-Carnaval”, diz Jobson Monteiro de Souza, do Centro de Estudos em Conjuntura Econômica (CECON) da <a href="http://www.fecap.br">Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP)</a>.</p>



<p>Com base no IPCA, divulgado pelo IBGE, a inflação acumulada nos últimos 12 meses na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) foi de 4,92%. Contudo, os preços dos produtos relacionados ao Carnaval tiveram um comportamento diferente no período.</p>



<p>“Observar os preços desses produtos nos ajuda a fazer escolhas melhores para aproveitar a festa ao menor custo, ou nos prepara financeiramente melhor para os seus gastos. Dos 27 produtos considerados neste levantamento, 12 apresentaram aumento de preços acima da inflação”, destaca o pesquisador da FECAP.</p>



<p><strong>IPCA acumulado dos últimos 12 meses (geral e por subitem)</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Bens e Serviços</strong></td><td><strong>Brasil</strong></td><td><strong>RMSP</strong></td></tr><tr><td>IPCA</td><td>4,44%</td><td>4,92%</td></tr><tr><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td>Passagens de avião</td><td>-11,02%</td><td>-8,16%</td></tr><tr><td>Ônibus intermunicipal</td><td>6,19%</td><td>4,60%</td></tr><tr><td>Ônibus interestadual</td><td>3,87%</td><td>8,63%</td></tr><tr><td>Gasolina</td><td>3,32%</td><td>2,31%</td></tr><tr><td>Etanol</td><td>8,86%</td><td>9,35%</td></tr><tr><td>Pedágio</td><td>-2,37%</td><td>-4,56%</td></tr><tr><td>Transporte por aplicativo</td><td>37,36%</td><td>27,61%</td></tr><tr><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td>Hospedagem</td><td>7,93%</td><td>5,94%</td></tr><tr><td>Pacote turístico</td><td>7,34%</td><td>9,53%</td></tr><tr><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td>Alimentação fora do domicílio</td><td>6,84%</td><td>6,89%</td></tr><tr><td>Carnes</td><td>1,70%</td><td>1,62%</td></tr><tr><td>Pescados</td><td>-0,54%</td><td>-2,52%</td></tr><tr><td>Aves e ovos</td><td>0,88%</td><td>4,73%</td></tr><tr><td>Alcatra</td><td>2,21%</td><td>3,19%</td></tr><tr><td>Contrafilé</td><td>1,41%</td><td>0,19%</td></tr><tr><td>Costela</td><td>1,09%</td><td>-1,32%</td></tr><tr><td>Picanha</td><td>1,36%</td><td>&#8211;</td></tr><tr><td>Linguiça</td><td>-0,24%</td><td>1,90%</td></tr><tr><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td>Refrigerante e água mineral</td><td>5,20%</td><td>4,31%</td></tr><tr><td>Cerveja</td><td>5,39%</td><td>4,62%</td></tr><tr><td>Outras bebidas alcoólicas</td><td>-1,80%</td><td>&#8211;</td></tr><tr><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td><td>&nbsp;</td></tr><tr><td>Casa noturna</td><td>10,93%</td><td>10,05%</td></tr><tr><td>Bijuterias</td><td>11,14%</td><td>&#8211;</td></tr><tr><td>Artigos de maquiagem</td><td>5,01%</td><td>7,56%</td></tr><tr><td>Cabeleireiro e barbeiro</td><td>7,99%</td><td>7,26%</td></tr><tr><td>Analgético e antitérmico</td><td>5,02%</td><td>5,41%</td></tr><tr><td>Gastroprotetor</td><td>6,22%</td><td>7,61%</td></tr></tbody></table></figure>



<p><em>Fonte: IBGE. Elaboração: CECON – FECAP.</em></p>



<p>A seguir, o docente da FECAP detalha a inflação dos serviços e itens mais consumidos na época da folia.</p>



<p><strong>Transporte: </strong>a escolha de qual transporte utilizar no Carnaval é limitada, pois depende do local de origem e destino. Como se trata de um feriado, é difícil também ter liberdade para escolher dias e horários muito diferentes para economizar. Em alguns casos, a única opção viável é ir de avião. O lado bom é que os preços das passagens aéreas caíram 8,16% nos últimos 12 meses.</p>



<p>Se não for viajar tão longe, é possível o folião ir de ônibus e, nesse caso, vale observar que o custo da passagem interestadual aumentou 8,63%, enquanto a intermunicipal subiu 4,60%. Na média do Brasil, o valor dos tickets de ônibus interestadual cresceu apenas 3,87%.</p>



<p>Se optar por ir de carro, o viajante deve levar em conta que a gasolina aumentou 2,31% e o etanol 9,35%. Deve-se avaliar também o consumo do veículo com cada combustível e fazer a conta para saber qual vale mais a pena. Além disso, tenha em mente que os pedágios no período tiveram uma queda de 4,56%.</p>



<p>Se for ficar na cidade, inclua no custo o transporte por aplicativo, já que é comum que as pessoas consumam bebidas alcoólicas nestas festas. O custo com transporte por aplicativo aumentou 27,61%, um crescimento menor do que o observado no Brasil (+37,36%).</p>



<p><strong>Hospedagem e pacotes turísticos:</strong> no caso da hospedagem, o aumento dos preços foi de 5,94% nos últimos 12 meses, ante alta de 7,93% registrada no Brasil. Neste caso, as opções estão relacionadas ao tipo de hospedagem: <em>resort</em>, hotel, pousada, <em>hostel</em>, <em>camping</em> e aluguel por temporada. Os jovens sem filhos em viagem com a “turma”, em média, têm muito mais liberdade, e disposição, para escolherem alternativas mais em conta. Já se a escolha for pelas facilidades do pacote turístico, os preços acumularam alta de 9,53%.</p>



<p><strong>Alimentos e bebidas:</strong> se for aproveitar o Carnaval na sua cidade ou viajar, lembre-se de que comer e beber na rua já é normalmente mais caro, mas piora ainda mais por conta do feriado. Nos últimos 12 meses, a alimentação fora do domicílio aumentou 6,89%.</p>



<p>Uma opção é juntar a família e os amigos e preparar a refeição. E, neste caso, a “mistura” tem um peso relevante. Dentre as opções disponíveis, no período, o preço das carnes aumentou 1,62% e de aves e ovos 4,73%, em contraste com a diminuição de 2,52% no dos pescados. A queda nos valores dos pescados foi maior em São Paulo, mas o aumento nos preços das aves e ovos foi maior, quando comparado a média do País.</p>



<p>Se for fazer um churrasco, dentre os itens comuns, a alcatra aumentou 3,19%, o contrafilé 0,19% e a linguiça 1,90%, enquanto a costela diminuiu 1,32%. No Brasil, o preço da picanha cresceu 1,36%.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Em relação às bebidas, refrigerante e água mineral aumentaram 4,31%. Para quem “bebe”, a cerveja aumentou 4,62%. No Brasil, os preços das outras bebidas alcoólicas caíram 1,80%</p>



<p><strong>Outras despesas:</strong> além dos blocos de rua, existem outras formas de “pular o Carnaval”, como salões ou festas temáticas. Mas vale ponderar que os preços das casas noturnas aumentaram 10,05% nos últimos 12 meses.</p>



<p>Para a produção visual, vale considerar a variação nos preços de alguns itens, como os artigos de maquiagem (+7,56%) e o cabeleireiro e barbeiro (+7,26%). No Brasil, os preços das bijuterias aumentaram 11,14%.</p>



<p>E é bom evitar, mas para depois da festa, talvez seja o caso de levar em conta que os preços do analgésico e antitérmico e do gastroprotetor aumentaram 5,41% e 7,61%, respectivamente.</p>



<p><strong><u>Expediente CECON</u></strong></p>



<p><strong>Coordenação:&nbsp;</strong>Allexandro Emmanuel Mori Coelho, Professor Doutor</p>



<p><strong>Equipe Econômica:</strong>&nbsp;professores doutores Jobson Monteiro de Souza e Rafael Barišauskas</p>



<p><strong>Termo de isenção de responsabilidade:&nbsp;</strong>este relatório foi preparado pela equipe integrante do Centro de Estudos em Conjuntura Econômica (CECON) da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), utilizando os melhores esforços dos responsáveis. As informações foram obtidas através de fontes públicas críveis, e estão sujeitas a revisões sem aviso prévio. O CECON e a FECAP não se responsabilizam por quaisquer decisões econômicas ou de investimento tomadas com base nas informações deste relatório. O conteúdo deste relatório é livre, não podendo ser comercializado ou monetizado por terceiros de nenhuma forma. Este produto possui caráter exclusivamente informativo e não deverá ser usado para constituir qualquer decisão de compra ou venda de ativos ou produtos ou de investimento.</p>
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		<title>Roubos e furtos de celulares caem 9,05% em SP em 2025; veja cidades, bairros e locais com mais ocorrências</title>
		<link>https://www.fecap.br/2026/02/09/roubos-e-furtos-de-celulares-caem-905-em-sp-em-2025-veja-cidades-bairros-e-locais-com-mais-ocorrencias/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Vagner Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Feb 2026 16:24:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Centro de Estudos em Economia do Crime (CEEC)]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[celular]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Erivaldo Vieira]]></category>
		<category><![CDATA[FECAP]]></category>
		<category><![CDATA[roubos e furtos]]></category>
		<category><![CDATA[sp]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Roubos e furtos de celulares caem 9,05% em SP em 2025; veja cidades, bairros e locais com mais ocorrências</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O número de ocorrências de roubos e furtos de celulares no estado de São Paulo reduziu em 9,05% no volume total de registros em 2025, em comparação a 2024. Os dados são de um levantamento do Centro de Estudos em Economia do Crime da&nbsp;<a href="https://www.fecap.br/">Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP)</a>, com base na análise minuciosa dos boletins de ocorrência registrados no período pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) estadual.</p>



<p>Segundo o pesquisador responsável pela análise, Erivaldo Vieira, a queda geral do número de ocorrências pode ser atribuído a políticas de segurança pública sazonais mais incisivas, ao aumento do número de prisões efetuadas — que contribuem diretamente para a incapacitação temporária de infratores recorrentes — e, de forma mais residual, à recente queda nas taxas de desemprego, que tende a reduzir a pressão econômica associada à entrada no mercado criminal.</p>



<p>“A queda sustentada em quase todos os meses aponta para um fenômeno estrutural e não apenas conjuntural, indicando que as estratégias de policiamento, repressão qualificada e prevenção podem estar atingindo um ponto de maturação que desestimula a prática criminosa de forma contínua”, analisa.</p>



<p><strong>Total de ocorrências por ano e mês (Roubo + Furto)</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Mês</strong></td><td><strong>2024</strong></td><td><strong>2025</strong></td><td><strong>Variação Percentual</strong></td></tr><tr><td><strong>jan</strong><strong></strong></td><td>28276</td><td>27846</td><td>-1,52%</td></tr><tr><td><strong>fev</strong></td><td>28520</td><td>25761</td><td>-9,68%</td></tr><tr><td><strong>mar</strong><strong></strong></td><td>28966</td><td>28976</td><td>+0,03%</td></tr><tr><td><strong>abr</strong></td><td>29062</td><td>25247</td><td>-13,13%</td></tr><tr><td><strong>mai</strong><strong></strong></td><td>28656</td><td>26278</td><td>-8,29%</td></tr><tr><td><strong>jun</strong></td><td>28217</td><td>24472</td><td>-13,27%</td></tr><tr><td><strong>jul</strong><strong></strong></td><td>26928</td><td>25514</td><td>-5,25%</td></tr><tr><td><strong>ago</strong></td><td>27308</td><td>24868</td><td>-8,94%</td></tr><tr><td><strong>set</strong><strong></strong></td><td>26257</td><td>25462</td><td>-3,03%</td></tr><tr><td><strong>out</strong></td><td>28189</td><td>24875</td><td>-11,76%</td></tr><tr><td><strong>nov</strong><strong></strong></td><td>27070</td><td>23397</td><td>-13,57%</td></tr><tr><td><strong>dez</strong></td><td>28231</td><td>22612</td><td>-19,90%</td></tr><tr><td><strong>Total</strong><strong></strong></td><td><strong>335680</strong></td><td><strong>305308</strong></td><td><strong>-9,05%</strong></td></tr></tbody></table></figure>



<p><strong>Ocorrências de Roubo e Furto: Totais e Médias (2024 vs. 2025)</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><thead><tr><td><strong>Indicador</strong></td><td><strong>2024</strong></td><td><strong>2025</strong></td><td><strong>Variação (%)</strong></td></tr></thead><tbody><tr><td><strong>Total de ocorrências</strong></td><td>335.680</td><td>305.308</td><td><strong>-9,05%</strong></td></tr><tr><td><strong>Média mensal</strong></td><td>27.973</td><td>25.442</td><td>-9,05%</td></tr><tr><td><strong>Média semanal</strong></td><td>6.455</td><td>5.871</td><td>-9,05%</td></tr><tr><td><strong>Média diária</strong></td><td>920</td><td>837</td><td>-9,05%</td></tr></tbody></table></figure>



<p>A análise comparativa entre 2024 e 2025 revela uma redução geral de 9,05% no total de ocorrências de roubo e furto no período, passando de 335.680 para 305.308 registros.</p>



<p>Segundo o pesquisador responsável pela análise, Erivaldo Vieira, o cenário mostra uma retração robusta e consistente ao longo do ano. “Esse movimento sugere um aumento na eficácia dos mecanismos de dissuasão ou uma alteração na dinâmica de mercado de bens ilícitos. Destaca-se que a queda foi quase universal entre os meses, com exceção de março, que permaneceu em estabilidade estatística (+0,03%), possivelmente influenciado pelo deslocamento do calendário do Carnaval. O declínio mais acentuado ocorreu no último trimestre, culminando em uma redução de quase 20% em dezembro”, aponta.</p>



<p><strong>Roubos caem, furtos aumentam</strong></p>



<p>Quando os dados são separados por tipificação penal revela uma mudança qualitativa relevante na dinâmica criminal. Os roubos, caracterizados por violência ou grave ameaça, apresentaram uma queda expressiva de aproximadamente 19,7%, sinalizando avanços na proteção da integridade física das vítimas e na sensação de segurança. Em contraste, os furtos registraram leve aumento de 1,77%, indicando maior resiliência da criminalidade patrimonial sem contato direto.</p>



<p><strong>Distribuição por tipo de crime (Furto vs. Roubo)</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Tipo de Crime</strong></td><td><strong>2024</strong></td><td><strong>2025</strong></td><td><strong>Variação Percentual</strong></td></tr><tr><td><strong>Furto (art. 155)</strong><strong></strong></td><td>166633</td><td>169582</td><td>+1,77%</td></tr><tr><td><strong>Roubo (art. 157)</strong></td><td>169047</td><td>135726</td><td>-19,70%</td></tr><tr><td><strong>Total Geral</strong><strong></strong></td><td><strong>335680</strong></td><td><strong>305308</strong></td><td><strong>-9,05%</strong></td></tr></tbody></table></figure>



<p>Segundo o docente da FECAP, esse padrão é interpretado como migração de modalidade ou substituição de risco, em que o criminoso, diante de policiamento mais ostensivo e maior custo esperado do crime violento, opta por práticas menos arriscadas. “A redução dos roubos sugere eficácia das estratégias de repressão qualificada e prevenção, enquanto o crescimento marginal dos furtos aponta para a necessidade de políticas focadas na redução de oportunidades, vigilância passiva e conscientização da população, especialmente quanto ao descuido com objetos de valor, como telefones celulares”, explica.</p>



<p><strong>CIDADES COM MAIS OCORRÊNCIAS</strong></p>



<p>Quando são analisadas as cidades com mais ocorrências, também se verifica queda da criminalidade de forma descentralizada, com reduções mais intensas em municípios da Região Metropolitana e do Litoral do que na capital.</p>



<p>Enquanto São Paulo registrou queda moderada de 4,11%, cidades como Praia Grande apresentaram declínios expressivos, possivelmente associados a operações sazonais e maior monitoramento. No Grande ABC, São André e São Bernardo do Campo tiveram reduções próximas a 19%, sugerindo ganhos com a integração regional das forças de segurança.</p>



<p>A diferença de intensidade entre a capital e os municípios vizinhos aponta para efeitos espaciais distintos, seja por transbordamentos da saturação policial em São Paulo, seja por maior eficiência relativa das políticas locais em 2025.</p>



<p><strong>Top 20 municípios com mais ocorrências (2024 vs 2025)</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Município</strong></td><td><strong>2024</strong></td><td><strong>2025</strong></td><td><strong>Variação Percentual</strong></td></tr><tr><td><strong>S.PAULO</strong><strong></strong></td><td>191681</td><td>183798</td><td>-4,11%</td></tr><tr><td><strong>GUARULHOS</strong></td><td>9177</td><td>7612</td><td>-17,05%</td></tr><tr><td><strong>CAMPINAS</strong><strong></strong></td><td>7925</td><td>6985</td><td>-11,86%</td></tr><tr><td><strong>S.ANDRE</strong></td><td>7632</td><td>6151</td><td>-19,40%</td></tr><tr><td><strong>S.BERNARDO DO CAMPO</strong><strong></strong></td><td>6317</td><td>5110</td><td>-19,11%</td></tr><tr><td><strong>OSASCO</strong></td><td>5271</td><td>4793</td><td>-9,07%</td></tr><tr><td><strong>PRAIA GRANDE</strong><strong></strong></td><td>4344</td><td>3251</td><td>-25,16%</td></tr><tr><td><strong>DIADEMA</strong></td><td>3290</td><td>2856</td><td>-13,19%</td></tr><tr><td><strong>S.VICENTE</strong><strong></strong></td><td>3079</td><td>2986</td><td>-3,02%</td></tr><tr><td><strong>RIBEIRAO PRETO</strong></td><td>2997</td><td>2875</td><td>-4,07%</td></tr><tr><td><strong>CARAPICUIBA</strong><strong></strong></td><td>2841</td><td>2366</td><td>-16,72%</td></tr><tr><td><strong>GUARUJA*</strong></td><td>2786</td><td>–</td><td>–</td></tr><tr><td><strong>ITAQUAQUECETUBA</strong><strong></strong></td><td>2775</td><td>2697</td><td>-2,81%</td></tr><tr><td><strong>SOROCABA</strong></td><td>2744</td><td>2512</td><td>-8,45%</td></tr><tr><td><strong>MAUA</strong><strong></strong></td><td>2605</td><td>1877</td><td>-27,95%</td></tr><tr><td><strong>SANTOS</strong></td><td>2392</td><td>2342</td><td>-2,09%</td></tr><tr><td><strong>TABOAO DA SERRA</strong><strong></strong></td><td>2150</td><td>1656</td><td>-22,98%</td></tr><tr><td><strong>SUZANO</strong></td><td>2143</td><td>1743</td><td>-18,67%</td></tr><tr><td><strong>S.JOSE DO RIO PRETO</strong><strong></strong></td><td>2068</td><td>1845</td><td>-10,78%</td></tr><tr><td><strong>EMBU DAS ARTES</strong></td><td>2031</td><td>1829</td><td>-9,95%</td></tr><tr><td><strong>Total dos 20</strong><strong></strong></td><td><strong>266248</strong></td><td><strong>247209</strong></td><td><strong>-7,15%</strong></td></tr></tbody></table></figure>



<p>Em 2024, cerca de 79,3% de todos os roubos e furtos estavam concentrados nas 20 cidades com maior número de ocorrências. Em 2025, essa concentração aumenta para 81,0%, apesar da queda absoluta no número total de crimes. “Isso indica um aumento da concentração espacial do crime, sugerindo que a redução observada no agregado foi mais intensa fora do grupo das grandes cidades. O resultado reforça a relevância de políticas focalizadas territorialmente, já que uma parcela crescente do crime permanece concentrada em poucos centros urbanos”, pontua Vieira.</p>



<p><strong>DISTRITOS DE SP COM MAIS OCORRÊNCIAS</strong></p>



<p>O mapeamento por distritos da cidade de São Paulo mostra maior concentração relativa em áreas específicas. Locais tradicionalmente críticos, como <strong>Barra Funda</strong>, apresentaram reduções expressivas (-17,71%), possivelmente associadas a intervenções focais ou alterações no uso do espaço urbano. Em contrapartida, áreas de elevada circulação de pessoas e intensa atividade econômica e acadêmica, como <strong>Vila Mariana</strong> (+13,83%), <strong>Liberdade</strong> (+11,73%), <strong>Bela Vista</strong> e <strong>Pinheiros</strong>, registraram aumentos relevantes, compatíveis com a expansão de crimes oportunistas, especialmente aqueles voltados à subtração de dispositivos móveis.</p>



<p><strong>Top distritos da cidade de São Paulo</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Distrito (SP – capital)</strong></td><td><strong>2024</strong></td><td><strong>2025</strong></td><td><strong>Variação (%)</strong></td></tr><tr><td><strong>PINHEIROS</strong><strong></strong></td><td>6.219</td><td>6.429</td><td>+3,38%</td></tr><tr><td><strong>BRÁS</strong></td><td>4.512</td><td>5.239</td><td>+16,12%</td></tr><tr><td><strong>BELA VISTA</strong><strong></strong></td><td>4.665</td><td>4.859</td><td>+4,16%</td></tr><tr><td><strong>BARRA FUNDA</strong></td><td>4.336</td><td>3.568</td><td>-17,71%</td></tr><tr><td><strong>BOM RETIRO</strong><strong></strong></td><td>3.849</td><td>3.640</td><td>-5,43%</td></tr><tr><td><strong>REPÚBLICA</strong></td><td>3.769</td><td>3.419</td><td>-9,29%</td></tr><tr><td><strong>VILA MARIANA</strong><strong></strong></td><td>3.376</td><td>3.843</td><td>+13,83%</td></tr><tr><td><strong>CONSOLAÇÃO</strong></td><td>4.821</td><td>4.848</td><td>+0,56%</td></tr><tr><td><strong>SANTANA</strong><strong></strong></td><td>3.353</td><td>3.024</td><td>-9,81%</td></tr><tr><td><strong>ITAIM BIBI</strong></td><td>3.283</td><td>3.186</td><td>-2,95%</td></tr><tr><td><strong>SANTO AMARO</strong><strong></strong></td><td>3.110</td><td>3.336</td><td>+7,27%</td></tr><tr><td><strong>IPIRANGA</strong></td><td>2.949</td><td>2.563</td><td>-13,09%</td></tr><tr><td><strong>CAPÃO REDONDO</strong><strong></strong></td><td>2.820</td><td>2.809</td><td>-0,39%</td></tr><tr><td><strong>LIBERDADE</strong></td><td>2.813</td><td>3.143</td><td>+11,73%</td></tr><tr><td><strong>JARDIM PAULISTA</strong><strong></strong></td><td>2.749</td><td>2.800</td><td>+1,86%</td></tr><tr><td><strong>SÉ</strong></td><td>2.450</td><td>2.379</td><td>-2,90%</td></tr><tr><td><strong>CAMPO LIMPO</strong><strong></strong></td><td>2.130</td><td>2.109</td><td>-0,99%</td></tr><tr><td><strong>ITAQUERA*</strong></td><td>2.362</td><td>–</td><td>–</td></tr><tr><td><strong>TOTAL (ajustado)</strong><strong></strong></td><td><strong>63.566</strong></td><td><strong>63.366</strong></td><td><strong>-0,31%</strong></td></tr></tbody></table></figure>



<p>“Os 20 distritos com mais ocorrências concentram aproximadamente um terço das ocorrências da capital, participação que se elevou de 33,2% em 2024 para 34,5% em 2025, indicando aumento da concentração espacial mesmo em um contexto de queda do volume total de crimes. Esse padrão sugere um processo de migração intraurbana do crime, no qual a pressão policial em determinados bairros desloca a atividade criminosa para áreas adjacentes percebidas como de menor risco”, aponta o pesquisador da FECAP.</p>



<p>Do ponto de vista da gestão pública, na opinião do pesquisador, o resultado evidencia que a redução agregada da criminalidade não se traduz em melhora homogênea no território, impondo o desafio de estratégias dinâmicas, integradas e territorialmente ajustadas de prevenção e policiamento. O padrão reforça a presença de hotspots persistentes, coerentes com explicações da economia urbana, elevada circulação de pessoas, intensa atividade comercial e limites à dispersão espacial do policiamento.</p>



<p><strong>LOCAIS DA CAPITAL COM MAIS OCORRÊNCIAS</strong></p>



<p>A análise dos principais logradouros da capital com mais ocorrências mostra uma <strong>reorganização espacial significativa da criminalidade</strong>, com reduções expressivas em eixos historicamente críticos e crescimento relevante em outros corredores urbanos. Vias tradicionalmente associadas a grande fluxo de pessoas, lazer e transporte — como <strong>Avenida Paulista, Praça da Luz, Avenida Cruzeiro do Sul e Rua Augusta</strong> — apresentaram <strong>quedas superiores a 17%</strong>, sugerindo efeitos positivos de policiamento direcionado, mudanças no padrão de circulação urbana e possíveis estratégias preventivas associadas a grandes eventos e períodos críticos.</p>



<p>Em contrapartida, observa-se <strong>crescimento acentuado em logradouros específicos</strong>, como a <strong>Avenida Senador Teotônio Vilela (+43%)</strong>, <strong>Avenida Celso Garcia (+25,5%)</strong>, <strong>Rua da Consolação (+24,9%)</strong> e <strong>Avenida Tiradentes (+18,3%)</strong>, indicando deslocamento da atividade criminosa para corredores com intensa circulação cotidiana, mas possivelmente menor saturação policial relativa.</p>



<p><strong>Ocorrências de roubo e furto por logradouro (São Paulo – capital)</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Logradouro</strong></td><td><strong>2024</strong></td><td><strong>2025</strong></td><td><strong>Variação %</strong></td></tr><tr><td><strong>Vedação da divulgação dos dados relativos</strong><strong></strong></td><td>4.592</td><td>3.954</td><td><strong>-13,9%</strong></td></tr><tr><td><strong>Avenida Paulista</strong></td><td>2.354</td><td>1.791</td><td><strong>-23,9%</strong></td></tr><tr><td><strong>Praça da Luz</strong><strong></strong></td><td>2.081</td><td>1.640</td><td>-21,2%</td></tr><tr><td><strong>Avenida Cruzeiro do Sul</strong></td><td>1.932</td><td>1.535</td><td>-20,6%</td></tr><tr><td><strong>Avenida Mário de Andrade</strong><strong></strong></td><td>1.536</td><td>1.262</td><td>-17,8%</td></tr><tr><td><strong>Rua Augusta</strong></td><td>1.424</td><td>1.182</td><td>-17,0%</td></tr><tr><td><strong>Avenida do Estado</strong><strong></strong></td><td>1.353</td><td>1.430</td><td><strong>+5,7%</strong></td></tr><tr><td><strong>Avenida Brigadeiro Faria Lima</strong></td><td>1.009</td><td>884</td><td>-12,4%</td></tr><tr><td><strong>Rua da Consolação</strong><strong></strong></td><td>979</td><td>1.223</td><td><strong>+24,9%</strong></td></tr><tr><td><strong>Avenida Marechal Tito</strong></td><td>930</td><td>–</td><td>–</td></tr><tr><td><strong>Avenida das Nações Unidas</strong><strong></strong></td><td>858</td><td>859</td><td>+0,1%</td></tr><tr><td><strong>Avenida Francisco Matarazzo</strong></td><td>810</td><td>–</td><td>–</td></tr><tr><td><strong>Rua Vergueiro</strong><strong></strong></td><td>774</td><td>823</td><td>+6,3%</td></tr><tr><td><strong>Estrada do M’Boi Mirim</strong></td><td>716</td><td>745</td><td>+4,1%</td></tr><tr><td><strong>Estrada de Itapecerica</strong><strong></strong></td><td>698</td><td>673</td><td>-3,6%</td></tr><tr><td><strong>Avenida Tiradentes</strong></td><td>663</td><td>784</td><td><strong>+18,3%</strong></td></tr><tr><td><strong>Avenida Prestes Maia</strong><strong></strong></td><td>643</td><td>646</td><td>+0,5%</td></tr><tr><td><strong>Avenida Celso Garcia</strong></td><td>623</td><td>782</td><td><strong>+25,5%</strong></td></tr><tr><td><strong>Rua Brigadeiro Tobias</strong><strong></strong></td><td>622</td><td>–</td><td>–</td></tr><tr><td><strong>Av. Senador Teotônio Vilela</strong></td><td>619</td><td>885</td><td><strong>+43,0%</strong></td></tr><tr><td><strong>Rua Treze de Maio</strong><strong></strong></td><td>–</td><td>699</td><td>–</td></tr><tr><td><strong>Praça da República</strong></td><td>–</td><td>655</td><td>–</td></tr><tr><td><strong>Av. Pres. Castelo Branco</strong><strong></strong></td><td>–</td><td>751</td><td>–</td></tr><tr><td><strong>Total Geral</strong></td><td><strong>25.216</strong></td><td><strong>23.203</strong></td><td><strong>-8,0%</strong></td></tr></tbody></table></figure>



<p>“Esse padrão reforça a hipótese de migração intraurbana do crime, em que a repressão focalizada em determinados eixos desloca delitos oportunistas para áreas adjacentes ou alternativas”, finaliza o pesquisador da FECAP.</p>



<p><strong>O especialista:</strong>&nbsp;Erivaldo Vieira é mestre em Teoria Econômica pela Universidade Estadual de Campinas. É docente da FECAP há 24 anos, onde atua como professor de Economia. É pesquisador de indicadores da Economia do Crime, Microeconomia Aplicada e Economia da Informação, além de coordenar o Centro de Estudos em Economia do Crime.</p>



<p><strong>CENTRO DE ESTUDOS EM ECONOMIA DO CRIME</strong></p>



<p>O Centro de Estudos em Economia do Crime foi criado em 2016, com a missão de iluminar os aspectos econômicos do crime. Nosso trabalho principal é informar a sociedade sobre crimes, especialmente roubos e furtos de itens valiosos como automóveis, motocicletas e celulares.</p>



<p>A iniciativa busca gerar conhecimento acessível sobre a economia do crime, visando iluminar causas e consequências da criminalidade para embasar ações práticas.</p>
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		<title>Como disputas entre países afetam o preço do que você consome</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vagner Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Jan 2026 17:36:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[FECAP]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Como disputas entre países afetam o preço do que você consome.</p>
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<p>Conflitos geopolíticos, disputas entre países e episódios de instabilidade militar não ficam restritos ao campo diplomático ou estratégico. Em um mundo marcado por cadeias globais de produção altamente integradas, esses eventos têm efeitos diretos sobre a economia mundial — e chegam rapidamente ao bolso do consumidor.</p>



<p>Segundo o professor e coordenador do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), Ahmed El Khatib, guerras e sanções funcionam como choques sistêmicos sobre a economia global. “Do ponto de vista econômico, conflitos geopolíticos geram choques negativos de oferta, elevando custos, reduzindo eficiência e pressionando preços em escala global”, explica.</p>



<p>O primeiro impacto costuma ocorrer sobre a oferta de insumos estratégicos, como petróleo, gás natural, grãos, fertilizantes e metais industriais. Regiões em conflito frequentemente concentram parte relevante da produção desses bens. Quando há risco de interrupção da produção, bloqueios logísticos ou restrições comerciais, o mercado antecipa a possibilidade de escassez. “O simples risco de desabastecimento já é suficiente para elevar os preços internacionais dessas commodities”, afirma El Khatib.</p>



<p>Esses efeitos são amplificados pelas cadeias globais de suprimentos. Em contextos de conflito internacional, aumentam os custos de frete e seguro, rotas logísticas são redirecionadas, empresas formam estoques precaucionais e determinados corredores comerciais perdem eficiência. “A economia global passa a operar com maior custo médio e menor previsibilidade, o que se reflete nos preços finais”, destaca o professor.</p>



<p>Como energia, combustíveis e alimentos são insumos básicos para praticamente todos os setores, o aumento de seus preços se espalha por toda a economia. “O choque deixa de ser setorial e se transforma em um processo inflacionário mais amplo, atingindo transporte, indústria, serviços e bens de consumo”, explica El Khatib.</p>



<p>A experiência recente reforça esse diagnóstico. A guerra entre Rússia e Ucrânia provocou fortes disrupções nos mercados de petróleo, gás natural, trigo, milho e fertilizantes, afetando países em todo o mundo. Já conflitos recorrentes no Oriente Médio historicamente elevam o prêmio de risco do petróleo. Além disso, tensões entre Estados Unidos e China têm impactado cadeias de tecnologia e semicondutores, com reflexos sobre preços e investimentos globais.</p>



<p>Outro canal importante é o financeiro. Em momentos de incerteza geopolítica, investidores tendem a buscar ativos considerados mais seguros, fortalecendo o dólar. “Esse movimento pressiona moedas de países emergentes, como o Brasil, encarecendo importações e reforçando a inflação doméstica”, afirma El Khatib. Como muitas commodities são cotadas em dólar, a combinação entre alta internacional e valorização cambial amplifica ainda mais o impacto sobre os preços internos.</p>



<p>Para as famílias, os efeitos são sentidos de forma concreta: aumento nos preços de alimentos, combustíveis e energia, encarecimento de eletrônicos e bens duráveis, além de pressão gradual sobre serviços e despesas fixas. “Mesmo países que não participam diretamente de conflitos acabam sentindo seus efeitos no custo de vida”, ressalta o professor.</p>



<p>Embora não seja possível eliminar completamente esse risco, algumas estratégias podem ajudar no planejamento financeiro. Entre elas estão a cautela com endividamento de longo prazo em períodos de instabilidade global, a manutenção de reservas de emergência, a diversificação patrimonial e o planejamento do consumo. “Em um mundo integrado, não existe mais conflito distante. Todo grande evento geopolítico acaba impactando inflação, câmbio e poder de compra”, conclui Ahmed El Khatib.</p>



<p><strong>O especialista:</strong> Ahmed Sameer El Khatib é Doutor em Finanças e Doutor em Educação, Mestre em Ciências Contábeis e Atuariais, graduado em Ciências Contábeis, Pós-doutor em Contabilidade e Pós-doutor em Administração.  É graduando e doutorando em Psicologia Clínica. É professor e coordenador do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) e professor adjunto de finanças da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).</p>
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