<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>crime | FECAP</title>
	<atom:link href="https://www.fecap.br/tag/crime/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.fecap.br/tag/crime/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Fri, 12 Nov 2021 13:52:55 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2026/01/cropped-favicon-32x32.png</url>
	<title>crime | FECAP</title>
	<link>https://www.fecap.br/tag/crime/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Pesquisa da FECAP aponta ranking das cidades paulistas com mais roubos e furtos de celulares</title>
		<link>https://www.fecap.br/2021/11/12/pesquisa-da-fecap-aponta-ranking-das-cidades-paulistas-com-mais-roubos-e-furtos-de-celulares/</link>
					<comments>https://www.fecap.br/2021/11/12/pesquisa-da-fecap-aponta-ranking-das-cidades-paulistas-com-mais-roubos-e-furtos-de-celulares/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[fecap]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Nov 2021 13:52:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[crime]]></category>
		<category><![CDATA[DEPEC FECAP]]></category>
		<category><![CDATA[FECAP]]></category>
		<category><![CDATA[roubo de celulares]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.fecap.br/?p=30758</guid>

					<description><![CDATA[<p>Com redução das medidas restritivas e aproximação das festas de fim de ano, número de ocorrências deve aumentar  Estudo realizado pelo Departamento de Pesquisas em Economia do Crime da&#160;Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP)&#160;apontou as 10 cidades com o maior número de roubos e [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.fecap.br/2021/11/12/pesquisa-da-fecap-aponta-ranking-das-cidades-paulistas-com-mais-roubos-e-furtos-de-celulares/">Pesquisa da FECAP aponta ranking das cidades paulistas com mais roubos e furtos de celulares</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.fecap.br">FECAP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Com redução das medidas restritivas e aproximação das festas de fim de ano, número de ocorrências deve aumentar</em> </p>



<p>Estudo realizado pelo Departamento de Pesquisas em Economia do Crime da&nbsp;<a href="https://www.fecap.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP)</strong></a>&nbsp;apontou as 10 cidades com o maior número de roubos e furtos de&nbsp;celulares&nbsp;no Estado de São Paulo. A capital paulista está no topo do ranking, com&nbsp;7.836&nbsp;roubos e&nbsp;6.048&nbsp;furtos registrados&nbsp;em setembro.&nbsp;</p>



<p>A pesquisa foi feita com base nos boletins de ocorrência divulgados pela Secretaria Estadual de Segurança Pública. Os números apresentados podem ser maiores devido a subnotificações e boletins incompletos ou com erros que são descartados durante o tratamento dos dados.&nbsp;</p>



<p>Em setembro desse ano,&nbsp;foram registradas&nbsp;23.706&nbsp;ocorrências envolvendo celulares,&nbsp;13.097&nbsp;de roubo e&nbsp;10.609&nbsp;de furtos no&nbsp;Estado.&nbsp;Em comparação a agosto desse ano,&nbsp;houve&nbsp;uma&nbsp;queda&nbsp;de 3,80%&nbsp;nos roubos e um aumento de&nbsp;13,62%&nbsp;nos&nbsp;furtos.&nbsp;</p>



<p>No entanto, ao compararmos&nbsp;os dados&nbsp;de setembro com o mesmo período do ano passado, o&nbsp;número de ocorrências aumentou:&nbsp;5,51% em relação a&nbsp;roubos e&nbsp;52,08%&nbsp;em relação a&nbsp;furtos.&nbsp;O&nbsp;resultado&nbsp;indica os efeitos&nbsp;do&nbsp;aumento da circulação de pessoas, com a redução de algumas restrições no Estado de São Paulo.&nbsp;</p>



<p>Com a aproximação das festas de fim de ano, a&nbsp;retomada deve ganhar força nos próximos meses, o que deve impactar ainda mais nos crimes de oportunidade, normalmente cometidos contra o patrimônio.&nbsp;Em relação aos crimes que envolvem celulares, além do valor dos aparelhos,&nbsp;os criminosos buscam ter acesso a&nbsp;informações das vítimas para aplicar golpes.&nbsp;</p>



<p>“Os crimes contra o patrimônio são tipicamente sazonais e os últimos meses do ano são caracterizados por crescimento no número de furtos e roubos. Para este ano, o cuidado deve ser ainda maior, pois temos um elemento novo que é o crescimento dos crimes de <strong><a href="https://www.fecap.br/2021/11/12/casos-de-roubos-de-celular-seguidos-de-extorsao-aumentam-no-estado/">extorsão quando do roubo de celulares</a></strong>, provavelmente devido à difusão do PIX. Esse crime é grave devido à violência física e psíquica, que pode deixar sequelas irreparáveis”, avalia o professor Erivaldo Costa Vieira, coordenador do Departamento de Pesquisas em Economia do Crime da FECAP. </p>



<p><strong>10 cidades com maior número de roubos de&nbsp;celulares&nbsp;em setembro</strong>&nbsp;</p>



<p>Ao analisar as 10 cidades com maiores taxas de roubo, elas totalizam&nbsp;10.337&nbsp;ocorrências, que&nbsp;correspondem a 78,92% do total em todo Estado.&nbsp;Comparando os dados registrados em agosto e setembro desse ano, chama a atenção o aumento de&nbsp;10,42%&nbsp;das ocorrências&nbsp;em Guarulhos e as reduções de 17,23%, 16,32% e 6,55% em Santo André, Itaquaquecetuba e São Bernardo do Campo, respectivamente.&nbsp;</p>



<p>São Paulo: 7836 ocorrências&nbsp;</p>



<p>Guarulhos: 392&nbsp;ocorrências&nbsp;</p>



<p>Osasco: 366&nbsp;ocorrências&nbsp;</p>



<p>Santo André: 341&nbsp;ocorrências&nbsp;</p>



<p>Campinas: 338&nbsp;ocorrências&nbsp;</p>



<p>São Bernardo do Campo: 328&nbsp;ocorrências&nbsp;</p>



<p>Diadema: 281&nbsp;ocorrências&nbsp;</p>



<p>Itaquaquecetuba: 159&nbsp;ocorrências&nbsp;</p>



<p>Carapicuíba: 152&nbsp;ocorrências&nbsp;</p>



<p>Ribeirão Preto: 144&nbsp;ocorrências&nbsp;</p>



<p><strong>10 bairros com maior número de roubos de&nbsp;celular&nbsp;em setembro&nbsp;</strong>&nbsp;</p>



<p>Os 10 bairros da capital com maiores números de roubos totalizam&nbsp;2.050&nbsp;ocorrências em setembro, o que representa 26,16% dos casos registrados no município.&nbsp;</p>



<p>Centro: 483 ocorrências&nbsp;</p>



<p>Capão Redondo: 270&nbsp;ocorrências&nbsp;</p>



<p>República: 216&nbsp;ocorrências&nbsp;</p>



<p>Campo Limpo: 187&nbsp;ocorrências&nbsp;</p>



<p>Grajaú: 164&nbsp;ocorrências&nbsp;</p>



<p>Jardim Ângela: 158&nbsp;ocorrências&nbsp;</p>



<p>Cidade Ademar: 155&nbsp;ocorrências&nbsp;</p>



<p>São Mateus: 149&nbsp;ocorrências&nbsp;</p>



<p>Cidade Tiradentes: 135&nbsp;ocorrências&nbsp;</p>



<p>Sapopemba: 133&nbsp;ocorrências&nbsp;</p>



<p><strong>10 cidades com maior número de furtos de&nbsp;celulares&nbsp;em setembro</strong>&nbsp;</p>



<p>Em relação às ocorrências de furtos&nbsp;em setembro, comparadas com agosto,&nbsp;destaca-se os aumentos de 11,86% e de 42,86% nas cidades de São Paulo e Osasco, respectivamente, e a redução de 7,38% em Guarulhos.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>São Paulo: 6048 ocorrências&nbsp;</p>



<p>Guarulhos: 271&nbsp;ocorrências&nbsp;</p>



<p>Campinas: 222&nbsp;ocorrências&nbsp;</p>



<p>Santo André: 137&nbsp;ocorrências&nbsp;</p>



<p>São Bernardo do Campo: 98&nbsp;ocorrências&nbsp;</p>



<p>Osasco: &nbsp;98&nbsp;ocorrências&nbsp;</p>



<p>Ribeirão Preto: 83&nbsp;ocorrências&nbsp;</p>



<p>Sorocaba: 82&nbsp;ocorrências&nbsp;</p>



<p>Praia Grande: 81&nbsp;ocorrências&nbsp;</p>



<p>Santos: 76&nbsp;ocorrências&nbsp;</p>



<p><strong>10 bairros com maior número de furtos de&nbsp;celulares&nbsp;em setembro</strong>&nbsp;</p>



<p>Ao todo,&nbsp;2.308&nbsp;ocorrências foram registradas nos 10 bairros da capital com os maiores números de furtos de&nbsp;celulares&nbsp;no mês. A soma representa&nbsp;38,16% do total registrado na cidade.&nbsp;</p>



<p>Bela Vista: 558 ocorrências&nbsp;</p>



<p>Jardim Paulista: 360&nbsp;ocorrências&nbsp;</p>



<p>República: 243&nbsp;ocorrências&nbsp;</p>



<p>Pinheiros: 207&nbsp;ocorrências&nbsp;</p>



<p>Itaim Bibi: 197&nbsp;ocorrências&nbsp;</p>



<p>Bom Retiro: 194&nbsp;ocorrências&nbsp;</p>



<p>Consolação: 152&nbsp;ocorrências&nbsp;</p>



<p>Brás: 144&nbsp;ocorrências&nbsp;</p>



<p>Barra Funda: 136&nbsp;ocorrências&nbsp;</p>



<p>Vila Mariana: 117&nbsp;ocorrências&nbsp;</p>



<p><strong>Evolução dos casos&nbsp;</strong>&nbsp;</p>



<p>Ao compararmos os roubos de&nbsp;celulares&nbsp;registrados em 2021 até setembro com o mesmo período do ano passado, a pesquisa aponta uma pequena queda de&nbsp;8,17% nas ocorrências, bem como no número de furtos, com queda de 5,53%&nbsp;</p>



<p><strong>Roubos de celulares&nbsp;</strong>&nbsp;</p>



<p>Janeiro a&nbsp;Setembro&nbsp;de 2021:&nbsp;114.988&nbsp;</p>



<p>Janeiro a&nbsp;Setembro&nbsp;de 2020:&nbsp;125.229&nbsp;</p>



<p>Variação de -8,17%&nbsp;</p>



<p><strong>Furto de celulares&nbsp;</strong>&nbsp;</p>



<p>Janeiro a&nbsp;Setembro&nbsp;de 2021:&nbsp;72.052&nbsp;</p>



<p>Janeiro a&nbsp;Setembro&nbsp;de 2020:&nbsp;76.277&nbsp;</p>



<p>Variação de -5,53%&nbsp;</p>



<p><strong>Departamento de Pesquisas em Economia do Crime</strong>&nbsp;</p>



<p>O Departamento de Pesquisas em Economia do Crime iniciou seus trabalhos em 2016.&nbsp;Por meio dos&nbsp;dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo e do Business&nbsp;Intelligence&nbsp;do grupo&nbsp;Tracker,&nbsp;o setor produz o&nbsp;<a href="https://www.fecap.br/pesquisa-iff-depec/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Boletim Econômico&nbsp;Tracker-FECAP</strong></a>, que&nbsp;apresenta o comportamento geral da criminalidade e artigos de professores e/ou especialistas.&nbsp;</p>



<p>Além disso, o Departamento de Pesquisas em Economia do Crime também realiza análises independentes do comportamento da criminalidade em locais e períodos mais detalhados.&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://www.fecap.br/2021/11/12/pesquisa-da-fecap-aponta-ranking-das-cidades-paulistas-com-mais-roubos-e-furtos-de-celulares/">Pesquisa da FECAP aponta ranking das cidades paulistas com mais roubos e furtos de celulares</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.fecap.br">FECAP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.fecap.br/2021/11/12/pesquisa-da-fecap-aponta-ranking-das-cidades-paulistas-com-mais-roubos-e-furtos-de-celulares/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Artigo – Policiamento: a curto prazo, a política mais eficiente na relação custo-benefício para redução do crime</title>
		<link>https://www.fecap.br/2021/06/03/artigo-policiamento-a-curto-prazo-a-politica-mais-eficiente-na-relacao-custo-beneficio-para-reducao-do-crime/</link>
					<comments>https://www.fecap.br/2021/06/03/artigo-policiamento-a-curto-prazo-a-politica-mais-eficiente-na-relacao-custo-beneficio-para-reducao-do-crime/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Vagner Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Jun 2021 17:42:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto de Finanças]]></category>
		<category><![CDATA[crime]]></category>
		<category><![CDATA[criminalidade]]></category>
		<category><![CDATA[Departamento de Pesquisas em Economia do Crime]]></category>
		<category><![CDATA[economia do crime]]></category>
		<category><![CDATA[Erivaldo Costa Vieira]]></category>
		<category><![CDATA[FECAP]]></category>
		<category><![CDATA[policiamento]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.fecap.br/?p=24834</guid>

					<description><![CDATA[<p>Por Erivaldo Costa Vieira, professor do Departamento de Pesquisas em Economia do Crime da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP)  Recentemente, assistimos a uma queda substancial no número de crimes patrimoniais. Infelizmente, essa queda foi consequência das medidas de isolamento social necessárias ao combate da pandemia [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.fecap.br/2021/06/03/artigo-policiamento-a-curto-prazo-a-politica-mais-eficiente-na-relacao-custo-beneficio-para-reducao-do-crime/">Artigo – Policiamento: a curto prazo, a política mais eficiente na relação custo-benefício para redução do crime</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.fecap.br">FECAP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 14pt;"><i>Por <a href="https://www.linkedin.com/in/erivaldo-vieira-indicadores/">Erivaldo Costa Vieira</a>, professor do Departamento de Pesquisas em Economia do Crime da <a href="http://www.fecap.br">Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP)</a></i> </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Recentemente, assistimos a uma queda substancial no número de crimes patrimoniais. Infelizmente, essa queda foi consequência das medidas de isolamento social necessárias ao combate da pandemia do coronavírus. Vimos que diferente dos crimes passionais (alguns cresceram), os crimes patrimoniais são de oferta (oportunidade). A oferta cria sua demanda, uma restrição na oferta reduz a demanda. Será que existem políticas de segurança pública de curto prazo capazes de manter ou reduzir ainda mais os crimes patrimoniais? Essa resposta é difícil. Além das dificuldades inerentes à complexidade do assunto, os próximos meses deverão ser de forte restrição orçamentária, consequência da elevação dos gastos públicos em saúde e da queda na arrecadação devido ao fraco desempenho econômico, e a redução do crime envolve sempre custos elevados.  </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">No campo de estudo da economia conhecido como “Economia do Crime”, as pesquisas são orientadas pela lógica da eficiência no sentido de que o custo da redução do crime não supere os benefícios.  No jargão econômico, buscam-se políticas públicas de alta elasticidade, com maior potencial de impacto na redução da criminalidade.  </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Vamos imaginar como seria o mundo ideal, uma sociedade sem crimes. Se a criminalidade não existe, esta sociedade não gastaria com segurança, polícia, judiciário, penitenciárias e armas. A renda dessa sociedade poderia ser totalmente destinada ao consumo e à produção de outros bens voltados para alimentação, lazer, transporte, etc. Assim, essa sociedade seria mais feliz, mais rica e produtiva. Todos os recursos e pessoas estariam direcionados para a produção de bens. Agora, vamos inserir a figura do criminoso, a sua existência geraria custos com a perda direta de parte do patrimônio, a perda da paz, a perda de vidas, trazendo no pacote sentimentos negativos de insegurança. Nessa etapa, essa sociedade estaria triste, mais pobre e a produção, menos eficiente. Esse é o custo do crime para a sociedade. Para evitar essas perdas, a tal sociedade se disporia a comprometer parte de sua renda no combate ao crime, empregando um conjunto de instrumentos e pessoas para diminuir suas perdas. Nesse terceiro momento, a sociedade estaria um pouco mais feliz, um pouco mais rica, o bem-estar social foi melhorado, assim como a produtividade. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Essa breve história tem a finalidade de lembrar que existe um objetivo econômico e social no combate ao crime e que tais ações, deixam marcas e geram custos econômicos e sociais.  </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Podemos avançar em nossos exemplos e imaginar uma sociedade sem crime por ter empregado parte significativa de seus recursos no combate à criminalidade. A consequência desta ação é o aumento da pobreza da sociedade, pois a quantidade de bens produzidos diminuirá, já que parte dos recursos antes destinados à produção estará agora empregado na força de segurança, que não se encarregará de produzir novos bens. Então, o custo que antes se pagava pela existência do crime passou a corresponder ao custo de manter a sociedade segura, a sociedade volta assim a ficar pobre.  </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">O exemplo acima procura ilustrar que o melhor dos mundos em uma sociedade é a não existência do crime. Na impossibilidade dessa realidade, a melhor política é evitar a ocorrência do crime e suas consequências como perda de vidas, custos judiciários, penitenciárias, gastos no sustento do criminoso preso, etc. As políticas de aumento no número de prisões, aumento na probabilidade de aprisionamento e aumento nas condenações, embora eficientes na redução da criminalidade em alguns contextos, têm como contrapartida imediata um aumento significativo e duradouro dos custos para sociedade. É importante destacar ainda que, para o combate ao crime surtir efeito, é necessária a existência de duas políticas complementares entre si: a política da dissuasão e a política da punição. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">O que devemos ponderar é a proporção de gastos em cada uma das políticas para um uso mais eficiente dos recursos da sociedade.  </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">O aumento dos gastos com reaparelhamento da polícia, contratação de novos policiais, redistribuição inteligente do efetivo, aumento da visibilidade e da comunicação policial geram reduções substanciais na ocorrência de crimes. Estudos recentes indicam que um aumento em 1% nos gastos com o policiamento resulta na redução de 0,3% a 2% na criminalidade, a depender do tipo de crime. Enquanto para cada 1% de aumento no aprisionamento a redução no crime fica entre 0,1% a 0,4%, sendo que o encarceramento produz custos presentes e futuros. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Várias pesquisas no campo da sociologia confirmam o conhecimento popular que afirma que “os presídios são a escola do crime”. Nas prisões são formadas as redes de relacionamento do mal, potencializando o aparecimento de crimes futuros.  </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Algumas cidades não tiveram êxito na redução do crime apenas com o aumento no efetivo policial. O surgimento de um policiamento proativo começa a fazer mais sentido à medida que as experiências se tornam bem-sucedidas. Uma mudança estrutural na forma de agir e aparelhar a polícia, com o uso de inteligência e base de dados, para direcionar o maior número de policiais para as áreas de maior criminalidade. O policiamento, neste sistema, procura se aproximar das comunidades para identificar locais e comportamentos latentes que possam induzir ao crime. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">São muitas as experiências positivas e os estudos sobre o assunto. Por isso, para aprofundamento sobre o tema sugiro a leitura de uma revisão recente da literatura de Tiago Ivo Odon, em seu artigo “<a href="https://www2.senado.leg.br/bdsf/item/id/552754">Segurança pública e análise econômica do crime</a>”.</span></p>
<p><em><span style="font-size: 14pt;">Este artigo foi publicado originalmente no Boletim Econômico Tracker-FECAP, que analisou ocorrências de roubos e furtos de automóveis, caminhonetes, camionetas e utilitários (inclusive os SUVs) no Estado de São Paulo, a partir dos boletins de ocorrência registrados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo.</span></em></p>
<p><em><span style="font-size: 14pt;">Para conferir o Boletim completo, <a href="https://www.fecap.br/pesquisa-iff-depec/">clique aqui</a>.</span></em></p>
<p>O post <a href="https://www.fecap.br/2021/06/03/artigo-policiamento-a-curto-prazo-a-politica-mais-eficiente-na-relacao-custo-beneficio-para-reducao-do-crime/">Artigo – Policiamento: a curto prazo, a política mais eficiente na relação custo-benefício para redução do crime</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.fecap.br">FECAP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.fecap.br/2021/06/03/artigo-policiamento-a-curto-prazo-a-politica-mais-eficiente-na-relacao-custo-beneficio-para-reducao-do-crime/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
