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	<title>coronavírus | FECAP</title>
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	<description>A FECAP é uma instituição brasileira de ensino superior, sem fins lucrativos, cujo campo de estudo é gestão de negócios.</description>
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	<title>coronavírus | FECAP</title>
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		<title>FECAP tem novas regras em seu protocolo contra a Covid-19</title>
		<link>https://www.fecap.br/2022/07/29/fecap-tem-novas-regras-em-seu-protocolo-contra-a-covid-19/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Vagner Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Jul 2022 20:18:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com o avanço da vacinação contra a Covid-19 e a pandemia estando sob relativo controle, a Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) tem novas atualizações em seu protocolo.&#160; Para toda a comunidade Alvarista, ficam valendo as seguintes novas condutas frente a casos de Covid:&#160; [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Com o avanço da vacinação contra a Covid-19 e a pandemia estando sob relativo controle, a <a href="http://www.fecap.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP)</a> tem novas atualizações em seu protocolo.&nbsp;</p>



<p>Para toda a comunidade Alvarista, ficam valendo as seguintes novas condutas frente a casos de Covid:&nbsp;</p>



<p>&#8211; Fim de afastamento de contactantes assintomáticos (Alvaristas que tenham tido contado com pessoas contaminadas, mas que não estejam apresentando sintomas, não serão mais orientadas a manter afastamento);&nbsp;</p>



<p>&#8211; Redução para 7 dias de isolamento para os positivos, a partir do início dos sintomas;&nbsp;</p>



<p>&#8211; Não há recomendação de suspensão das aulas frente a casos suspeitos/confirmados de Covid-19.&nbsp;</p>



<p>As novas regras levam em conta a <a href="http://www.imprensaoficial.com.br/DO/BuscaDO2001Documento_11_4.aspx?link=%2f2022%2fdiario+oficial+cidade+de+sao+paulo%2fjunho%2f21%2fpag_0019_b83a54b51850852869c4d2576e071a27.pdf&amp;pagina=19&amp;data=21/06/2022&amp;caderno=Di%C3%A1rio%20Oficial%20Cidade%20de%20S%C3%A3o%20Paulo&amp;paginaordenacao=100019" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Portaria Conjunta SMS/SME Nº 377/2022</a>, publicada no Diário Oficial da Cidade de São Paulo.&nbsp;</p>



<p><strong>CUIDADOS CONTINUAM: </strong>Para garantir ainda mais a segurança da Comunidade Alvarista, a FECAP pede a todos que fiquem por dentro e apliquem os procedimentos de nosso protocolo de segurança, acompanhando notícias sobre o tema neste <a href="https://www.fecap.br/infos-covid/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">link.</a><strong> </strong>&nbsp;</p>
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		<title>Comunicado oficial sobre aulas presenciais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vagner Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Aug 2021 12:17:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Institucional]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
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		<category><![CDATA[volta às aulas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aos Estudantes do Centro Universitário,  Em primeiro lugar, esperamos que estejam todos bem, com saúde.  A FECAP está acompanhando com atenção a evolução da situação de pandemia.  Em função da atual situação, sempre com o objetivo de oferecer segurança para a nossa comunidade, as aulas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 14pt;">Aos Estudantes do Centro Universitário, </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Em primeiro lugar, esperamos que estejam todos bem, com saúde. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">A <a href="http://www.fecap.br">FECAP</a> está acompanhando com atenção a evolução da situação de pandemia. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Em função da atual situação, sempre com o objetivo de oferecer segurança para a nossa comunidade, as aulas continuarão sendo realizadas remotamente (<i>online</i>, de forma síncrona) no segundo semestre de 2021 para os estudantes de ensino superior. Vale informar que a decisão tem amparo na atual legislação e na experiência dos últimos semestres. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">O campus Liberdade será progressivamente aberto para apoiar com segurança a nossa comunidade. Algumas atividades presenciais opcionais também poderão ser oferecidas ao longo do semestre. A disponibilidade dos serviços e das atividades será comunicada oportunamente. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Continuaremos a realizar pesquisas para atualizar nosso conhecimento sobre a experiência, interesses e condições de acesso às atividades, bem como sobre o avanço da vacinação na nossa comunidade. Contamos com a sua participação. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Com o avanço da vacinação ao longo do semestre, nossa expectativa é de retorno integral às atividades presenciais no início de 2022. Estamos ansiosos para que este momento chegue logo. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Obrigado pelo seu apoio e confiança. Excelente semestre! </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Abraços, </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">A Reitoria</span></p>
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		<title>Logística das vacinas: especialista aponta fatores que atrasam a distribuição</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vagner Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Jul 2021 13:55:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A vacinação contra a Covid-19, finalmente, parece estar andando a passos mais rápidos pelo Brasil. Contudo, algumas medidas poderiam acelerar o tempo de distribuição da vacina, fazendo as doses chegarem mais rápido ao braço dos brasileiros.  Segundo a doutora e mestra em Administração de Empresas e professora dos cursos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 14pt;">A vacinação contra a Covid-19, finalmente, parece estar andando a passos mais rápidos pelo Brasil. Contudo, algumas medidas poderiam acelerar o tempo de distribuição da vacina, fazendo as doses chegarem mais rápido ao braço dos brasileiros. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Segundo a doutora e mestra em Administração de Empresas e professora dos cursos de Graduação e Pós-graduação da <a href="http://www.fecap.br">Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP)</a>, <a href="https://www.linkedin.com/in/sandra-l-facanha-5546571/">Sandra Façanha</a>, a questão central para agilizar a logística é criar um segundo ponto de distribuição no nordeste do país, além do principal ponto do <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br">Ministério da Saúde</a> existente hoje, que fica no aeroporto de Guarulhos. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">A especialista lembra que as diversas vacinas, de diferentes laboratórios, têm condições diferentes de conservação, variando de poucos graus positivos para até 70 graus negativos, o que necessita de ainda mais agilidade na distribuição, a fim de contribuir para a preservação do produto. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;"><b>PONTO DE DISTRUIÇÃO NO NORDESTE ACELERARIA DISTRIBUIÇÃO</b> </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">“Considero um erro, em um país geograficamente enorme como o nosso, em que existem vários países dentro de um País, termos somente um centro de distribuição com capacidade de câmaras frias de 80 graus negativos. Mais um grande ponto de distribuição no nordeste do Brasil ajudaria bastante. A região tem aeroportos internacionais que podem receber mais rapidamente voos vindos da Europa ou Estados Unidos trazendo doses, por exemplo”.</span></p>
<p><strong><span style="font-size: 14pt;">TRANSPORTE TEM ENTRAVES </span></strong></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">A especialista aponta ainda que a infraestrutura logística do Brasil se baseia basicamente em rodovias. No entanto, apesar da extensa malha rodoviária disponível, a qualidade das rodovias é um problema e as vacinas são transportadas por elas. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">“Se pensarmos na região Norte, há ainda outro agravante: o transporte por navegação depende do calado (nível das águas) dos rios. Uma viagem de uma semana pode demorar duas ou mais, a depender das condições pluviais”.</span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Outra opção, o transporte aéreo, também tem entraves: aeronaves comerciais não conseguem alcançar a maior parte dos municípios, porque precisam de infraestrutura para pouso inexistente na maioria das localidades. Restam somente as aeronaves de pequeno porte, que costumam ser, proporcionalmente, mais caras. </span></p>
<p><strong><span style="font-size: 14pt;">AUMENTAR NÚMERO DE POSTOS DE VACINAÇÃO </span></strong></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Outra medida que aceleraria a vacinação seria aumentar o número de postos de imunização: a otimização e velocidade da logística depende da ‘last mile’, ou última milha. É aquele percurso entre o centro de distribuição e o local da entrega do produto. Isso não vale só para as vacinas, mas para qualquer produto. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">“Se você tem um determinado bairro grande, e nesse bairro existem apenas dois ou três pontos de vacina, pode ser que o veículo que distribui as vacinas demore no trânsito para chegar em postos distantes. Agora, se em um mesmo bairro há 20 postos diferentes, eles seriam mais próximos e, em grandes cidades como São Paulo, isso aceleraria a entrega. Uma solução para aumentar os locais de vacinação seria estender a aplicação para farmácias, por exemplo, algo que foi pensado no início da pandemia”. </span></p>
<p><strong><span style="font-size: 14pt;">TECNOLOGIA FACILITA </span></strong></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Por fim, Sandra diz que a tecnologia é uma aliada da logística e deve ser aproveitada. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">“Eu já fui vacinada, mas já havia feito o meu cadastro antecipadamente em um aplicativo: automaticamente, já constava no aplicativo lá o lote da vacina, quando devo tomar a segunda dose e mais informações. Em termos de distribuição, aplicativos também podem ser usados para acelerar o processo: ter controle de estoque e armazenagem, controle de consumo, não só das vacinas, mas dos insumos relacionados, como seringas, agulhas, caixas refrigeradas, etc.&#8221;, finaliza. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;"><b>A especialista</b> </span></p>
<p aria-level="5"><span style="font-size: 14pt;">Sandra Façanha é Doutora e Mestre em Administração pela FEA/USP (Universidade de São Paulo), Mestre em Logística e Distribuição pela Cranfield University (Inglaterra, UK), MBA Executivo pela COPPEAD (UFRJ) e Bacharelado em Administração (Ênfase em Comércio Exterior) pela Universidade Veiga de Almeida (RJ). Atuou por mais de 20 anos em diversas posições gerenciais nas áreas de operações, logística e cadeia de suprimentos em empresas de médio e grande porte no Rio de Janeiro, São Paulo, Recife e Los Angeles (EUA). </span></p>
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		<title>Artigo: Quanto vale a vida?</title>
		<link>https://www.fecap.br/2021/06/23/artigo-quanto-vale-a-vida/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Vagner Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Jun 2021 14:18:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Autoria: Matheus Albergaria, professor de Economia da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) Contato: matheus.fecap@gmail.com   Na última semana, o Brasil alcançou a triste marca de 500.000 óbitos por COVID-19. Este resultado, além de extremamente lamentável de um ponto de vista social, tem sérias consequências para as famílias brasileiras atingidas pela pandemia. Mais do [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 14pt;"><strong>Autoria:</strong> <em><a href="https://www.linkedin.com/in/malbergariademagalhaes/">Matheus Albergaria</a>, p</em></span><em><span style="font-size: 14pt;">rofessor de Economia da </span></em><span style="font-size: 14pt;"><a href="http://www.fecap.br"><em>Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP)</em></a><br />
Contato: </span><a href="mailto:matheus.fecap@gmail.com"><span style="font-size: 14pt;">matheus.fecap@gmail.com</span></a><span style="font-size: 14pt;">  </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Na última semana, o Brasil alcançou a triste marca de 500.000 óbitos por COVID-19. Este resultado, além de extremamente lamentável de um ponto de vista social, tem sérias consequências para as famílias brasileiras atingidas pela pandemia. Mais do que isso, as vidas perdidas também correspondem a um importante custo econômico para a sociedade, uma vez que passa a haver um número permanentemente menor de pessoas atuando como trabalhadores, investidores e consumidores na economia.  </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Uma importante questão relacionada a esse trágico acontecimento é a seguinte: qual é o valor da vida, medido em unidades monetárias? Ou seja, seria possível medir o valor de cada vida perdida em reais, assim como o custo econômico associado ao número de óbitos registrados no período recente? Questionamentos nesses moldes são extremamente relevantes no atual momento, uma vez que permitiriam uma melhor compreensão da magnitude das perdas econômicas associadas à pandemia, facilitando a tomada de decisão de distintas esferas de governo. Em princípio, formuladores de políticas públicas, ao lidarem com potenciais soluções alternativas relacionadas à pandemia deveriam ser capazes de comparar os custos e benefícios associados a cada uma das alternativas disponíveis, o que somente ocorreria caso esses custos e benefícios fossem expressos nas mesmas unidades de medida (ou seja, em valores monetários).  </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">À primeira vista, parece muito difícil falar do valor monetário da vida em si, uma vez que algumas pessoas podem crer que a vida tem valor infinito (seria difícil imaginar que qualquer pessoa estaria disposta a perder a vida em troca de uma determinada quantidade de dinheiro, por exemplo). Ainda assim, vale destacar que um raciocínio nesses moldes pode ser enganoso, uma vez que há pessoas na sociedade que estão, de fato, dispostas a correr riscos no dia-a-dia, em troca de potenciais ganhos econômicos. A título de exemplo, vale destacar que alguns profissionais – como operários da construção civil que trabalham em arranha-céus ou operadores de empresas de energia que fazem a manutenção de redes elétricas – estão mais dispostos a assumir riscos ocupacionais do que outros em troca de maiores salários.  </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Ao longo das últimas décadas, os economistas chegaram a uma maneira engenhosa de atribuir um valor monetário à vida humana. Especificamente, uma forma dos economistas atribuírem valor à vida humana corresponde a analisar os riscos que as pessoas estão voluntariamente dispostas a se expor e o quanto elas deveriam receber para correr esses riscos. Assim, ao compararem os ganhos salariais de distintas ocupações profissionais, controlando para diferenças em termos de nível de instrução, experiência e outros possíveis determinantes dos salários, economistas chegaram a uma estimativa inicial do valor da vida. Alguns estudos estimaram que a vida humana vale, em média, cerca de US$ 10 milhões (dez milhões de dólares). </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Levando em conta essa última estimativa, podemos ter uma noção dos custos econômicos associados à perda de 500.000 vidas no Brasil. As vidas perdidas ao longo do período pós-pandemia correspondem, em média, a um custo monetário de US$ 5.000.000.000.000,00 (cinco trilhões de dólares) ou R$ 25.086.000.000.000,00 (aproximadamente vinte e cinco trilhões e oitenta e seis bilhões de reais, levando em conta uma taxa de câmbio de R$ 5,00 por US$ 1,00). Ou seja, olhando apenas para o número de óbitos registrados desde o início da pandemia no país – sem levar em conta as perdas econômicas decorrentes do fechamento de empresas, das perdas de postos de trabalho e do aumento do custo de vida das famílias – observamos a ocorrência de um custo econômico superior a 25 trilhões de reais ao longo de um período de um ano e meio, aproximadamente. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Embora reveladora, essa estimativa inicial do custo econômico da pandemia – em termos de vidas perdidas – apresenta algumas limitações. Em primeiro lugar, vale destacar que o valor calculado pode corresponder a uma estimativa enviesada dos custos da pandemia no país, uma vez que não leva em conta outros importantes custos de oportunidade das pessoas que perderam a vida no período recente. Em segundo lugar, caso ocorra uma subnotificação do número de óbitos no país – conforme parece ser a situação atual – é possível que haja um viés para baixo do valor monetário das vidas perdidas. Ou seja, há a possibilidade de que a estimativa apresentada corresponda a um valor inferior ao verdadeiro custo das vidas perdidas.  </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Como resolver essas limitações inerentes ao cálculo do valor das vidas perdidas no país? Uma possível solução seria a preparação de pesquisas adicionais que tentassem estimar o valor monetário das vidas perdidas a partir de dados mais precisos, tanto em termos de notificação do número de óbitos quanto da estrutura ocupacional dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros falecidos no período recente. Outra possibilidade complementar seria a estimação conjunta das perdas econômicas ocorridas no país, tanto em termos de vidas quanto em termos de fechamento de empresas e postos de trabalho, por exemplo. Em princípio, estudos nesses moldes poderiam gerar estimativas mais precisas dos custos associados à pandemia. Em termos gerais, tentativas de cálculo do valor monetário da vida podem ser extremamente importantes no atual momento vivido pelo país, uma vez que permitiriam uma melhor compreensão da magnitude das perdas econômicas associadas à pandemia. Cada vida perdida importa (e tem valor). </span></p>
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		<title>Eventos pós-pandemia: especialista acredita que formato presencial será protagonista novamente</title>
		<link>https://www.fecap.br/2021/05/07/eventos-pos-pandemia-especialista-acredita-que-formato-presencial-sera-protagonista-novamente/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Vagner Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 May 2021 14:06:27 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Tânia Teixeira Pinto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você consegue lembrar da sensação de estar em um show, ouvindo e vendo seu artista favorito cantando ao vivo? Quando foi a última vez que você marcou presença em um evento empresarial para fazer networking.  A pandemia de Covid-19 alterou brutalmente o setor de eventos. Mas, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.fecap.br/2021/05/07/eventos-pos-pandemia-especialista-acredita-que-formato-presencial-sera-protagonista-novamente/">Eventos pós-pandemia: especialista acredita que formato presencial será protagonista novamente</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.fecap.br">FECAP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 14pt;">Você consegue lembrar da sensação de estar em um show, ouvindo e vendo seu artista favorito cantando ao vivo? Quando foi a última vez que você marcou presença em um evento empresarial para fazer <i>networking</i>. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">A pandemia de Covid-19 alterou brutalmente o setor de eventos. Mas, isso tudo um dia vai passar. Com a vacinação caminhando, mesmo que a passos lentos no Brasil, em breve será possível “aglomerar novamente”. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">O setor teve muitas perdas financeiras. As estimativas apontam para uma representação de 13% do Produto Interno Brasileiro (PIB), com cerca de 60 mil empresas ligadas diretamente ao segmento. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Segundo o Sebrae, o setor teve um prejuízo de R$ 270 bilhões, apenas entre março e dezembro de 2020, com o cancelamento de cerca de 98% dos eventos.  </span></p>
<p><strong><span style="font-size: 14pt;">VOLTA GRADATIVA </span></strong></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Segundo a estudiosa na área e professora da <a href="http://www.fecap.br">Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) </a><a href="https://www.linkedin.com/in/taniateixeirapinto/">Tânia Teixeira Pinto</a>, a volta dos eventos presenciais será gradativa, respeitando as normas de segurança. </span></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone wp-image-23541" src="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2021/05/tania-pinto-714x1024.jpg" alt="" width="600" height="860" srcset="https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2021/05/tania-pinto-714x1024.jpg 714w, https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2021/05/tania-pinto-209x300.jpg 209w, https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2021/05/tania-pinto-768x1101.jpg 768w, https://www.fecap.br/wp-content/uploads/2021/05/tania-pinto.jpg 893w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">“O retorno deve iniciar em formatos menores quando estivermos livres desta pandemia. Estamos reprimindo nossas relações pessoais: os seres humanos são sociais, precisam de pessoas e de confraternização, os eventos proporcionam isso e voltarão mais fortes, para atender à necessidade das pessoas”. </span></p>
<p><strong><span style="font-size: 14pt;"><i>LIVES</i> PERDERÃO FORÇA </span></strong></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">A professora diz que os eventos, como shows, representam experiência e sensações. Por isso, as <i>lives</i>, que ficaram tão populares, como forma de aproximar as pessoas durante o distanciamento social, devem perder força. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">“O on-line não substitui como as pessoas se sentem. Um happy hour virtual, por exemplo, não é igual ao encontro presencial, sempre tem alguém rindo atrasado de uma piada por causa do <i>delay</i> da conexão da internet. Um show em formato <i>live</i> tem a mesma sensação de assistir a um show gravado na TV, é ok, mas não tem cheiro, emoção, suor, pessoas, gargalhadas. Não é igual. Este está sendo o grande aprendizado, eventos são e envolvem pessoas e sensações, é sensorial, não dá para ser à distância.” </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Contudo, segundo a especialista, as <i>lives</i> serão usadas para os fãs assistirem seus ídolos à distância. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">“Os grandes nomes da música, certamente, vão usar o híbrido para aquelas pessoas que estão longe e, também, para mostrar como que aqueles fãs que estão presentes se divertem muito mais, divulgando e criando necessidade naqueles que não puderam estar presencialmente.”. </span></p>
<p><strong><span style="font-size: 14pt;">HORA DE RECUPERAR O PREJUÍZO </span></strong></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Todas as áreas estão paradas, mesmo os shows que foram substituídos pelas <i>lives</i>, tiveram um retorno financeiro muito abaixo do esperado. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Eventos corporativos foram substituídos por reuniões virtuais e, em alguns casos, com a locação de estúdios para transmissão de um ou mais palestrantes. Antes, um evento corporativo que alugava um espaço de 1.000 m² quadrados e uma equipe de 100 pessoas, agora conta com um estúdio de 50 m² e uma equipe de 10 pessoas.  </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">“O Brasil, antes da pandemia, era um dos países que mais realizavam e promoviam eventos no mundo. Aqui, temos as melhores e mais capacitadas empresas e profissionais do setor. Sem dúvida alguma, estamos preparados para qualquer tipo de evento, não tenho dúvida alguma.”, finaliza. </span></p>
<p><strong><span style="font-size: 14pt;">A ESPECIALISTA </span></strong></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Tânia Teixeira Pinto: Doutoranda em Letras pela PUC-SP, Mestra em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo – ECA / USP, com extensão universitária em Gestão da Comunicação Organizacional pela ECA / USP e graduação em Jornalismo pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Atualmente, é docente dos cursos de graduação em Relações Públicas e Publicidade e Propaganda da FECAP e também do curso de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. É a responsável pelo site e páginas no Facebook e Instagram do grupo musical Secos &amp; Molhados. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Possui experiência profissional no Banco do Brasil há 30 anos nas áreas de comunicação organizacional, assessoria de imprensa, eventos e <i>marketing</i> esportivo.  </span><br />
<span style="font-size: 14pt;"> </span><br />
<span style="font-size: 14pt;">Especializações: social media, social networking, educational technology, hipermidia, hypermedia, marketing interativo, marketing digital, redes sociais, mídias sociais, comunicação empresarial, comunicação organizacional e planejamento de eventos. </span></p>
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		<title>FECAP suspende atividades durante megaferiado em SP</title>
		<link>https://www.fecap.br/2021/03/23/fecap-suspende-atividades-durante-mega-feriado-em-sp/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Vagner Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Mar 2021 21:02:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Institucional]]></category>
		<category><![CDATA[antecipação de feriados]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[FECAP]]></category>
		<category><![CDATA[feriado]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em atendimento à determinação da Prefeitura de São Paulo, que antecipou cinco feriados municipais para conter o avanço da pandemia de Covid-19, a FECAP informa que não haverá aula entre os dias 26/03/2021 e 03/04/2021. As atividades retornam normalmente em 04/04/2021.   Gostaríamos de frisar que [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 14pt;">Em atendimento à determinação da <a href="http://www.capital.sp.gov.br/">Prefeitura de São Paulo</a>, que antecipou cinco feriados municipais para conter o avanço da pandemia de Covid-19, a <a href="http://www.fecap.br">FECAP</a> informa que não haverá aula entre os dias 26/03/2021 e 03/04/2021. As atividades retornam normalmente em 04/04/2021.  </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Gostaríamos de frisar que o desejo da FECAP era de manter as aulas, visto que já estamos oferecendo total suporte a alunos e professores de forma remota. Contudo, por determinação legal, isso não será possível, bem como, reconhecemos que o momento epidemiológico requer de todos nós mais empenho e contribuição para que o número de casos e óbitos sejam reduzidos. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Os alunos devem ficar atentos ao seu calendário acadêmico para conferir as mudanças nos dias letivos! Os novos calendários, ajustados, serão divulgados em breve. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Reiteramos que este é o momento mais duro pelo qual jamais passamos durante este um ano de pandemia, e só sairemos juntos dele com a compreensão e responsabilidade de todos.  </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Agora, mais do que nunca, devemos seguir as recomendações das autoridades: evite viajar, fique em casa, não provoque aglomerações, saia somente quando for necessário e comemore o feriado de Páscoa apenas com o seu núcleo familiar que mora com você.  </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">A antecipação dos feriados é uma medida sanitária para conter o vírus e evitar mortes: não é férias!  </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Certos de que estaremos em breve, juntos e vacinados, pedimos a todos que redobrem os cuidados de higiene, proteção e isolamento social.</span></p>
<p><strong><span style="font-size: 14pt;">PÓS-GRADUAÇÃO</span></strong></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Para os cursos de Pós-graduação, neste sábado (27/03/2021), HAVERÁ AULA para todas as turmas, incluindo a aula inaugural das novas turmas da Modalidade EAD.</span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">&#8211; As atividades assíncronas (disponíveis no Moodle) dos calendários dos cursos na modalidade EAD ocorrerão normalmente.</span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">&#8211; As reuniões online dos cursos na modalidade EAD que estão agendadas para esses dias (26/03 e do dia 29/03 à 03/04) serão remarcadas.</span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">&#8211; As aulas do dia (26/03 e do dia 29/03 à 03/04) dos cursos semipresenciais e presenciais ocorrerão a partir de 05/04.</span></p>
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		<title>FECAP institui trabalho remoto para todos os colaboradores a partir de segunda (15/03)</title>
		<link>https://www.fecap.br/2021/03/12/fecap-institui-trabalho-remoto-para-todos-os-colaboradores-a-partir-de-segunda-15-03/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Vagner Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Mar 2021 13:42:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Institucional]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[FECAP]]></category>
		<category><![CDATA[governo do estado de são paulo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Seguindo as recomendações do Governo do Estado de São Paulo, que instituiu uma nova fase emergencial do Plano São Paulo de combate à Covid-19, a FECAP informa que todos os funcionários devem trabalhar totalmente em home office a partir de segunda-feira (15/03).  Atividades administrativas devem ser necessariamente realizadas em [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 14pt;">Seguindo as recomendações do <a href="https://www.saopaulo.sp.gov.br/">Governo do Estado de São Paulo</a>, que instituiu uma nova fase emergencial do Plano São Paulo de combate à Covid-19, a <a href="http://www.fecap.br">FECAP</a> informa que todos os funcionários devem trabalhar totalmente em home office a partir de segunda-feira (15/03). </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Atividades administrativas devem ser necessariamente realizadas em trabalho remoto. Eventuais exceções (para uso de recursos tecnológicos locais, por exemplo) devem ser comunicadas previamente à Reitoria. É uma medida dura, mas necessária, frente ao avanço da pandemia. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Esta medida, além de atender à determinação, é também uma forma de garantir a segurança da nossa comunidade, diminuindo a circulação de pessoas em nossas instalações, e contribuindo para este difícil momento da pandemia do Covid-19. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Acreditamos que este é o momento mais duro pelo qual jamais passamos durante este um ano de pandemia, e só sairemos juntos dele com a compreensão e responsabilidade de todos. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Agora, mais do que nunca, devemos seguir as recomendações das autoridades. Até que sejamos vacinados, pedimos a todos que redobrem os cuidados de higiene, proteção e isolamento social. </span></p>
<p>O post <a href="https://www.fecap.br/2021/03/12/fecap-institui-trabalho-remoto-para-todos-os-colaboradores-a-partir-de-segunda-15-03/">FECAP institui trabalho remoto para todos os colaboradores a partir de segunda (15/03)</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.fecap.br">FECAP</a>.</p>
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		<title>Artigo: A Macroeconomia da Pandemia</title>
		<link>https://www.fecap.br/2021/03/09/artigo-a-macroeconomia-da-pandemia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Vagner Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Mar 2021 13:56:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[FECAP]]></category>
		<category><![CDATA[macroeconomia]]></category>
		<category><![CDATA[Matheus Albergaria]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Autor: Matheus Albergaria (matheus.fecap@gmail.com), professor de Economia da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP)  Já faz alguns anos que venho tendo a oportunidade de ministrar cursos na área de macroeconomia. Conforme o nome sugere, a macroeconomia corresponde ao estudo de fenômenos econômicos em nível agregado, como a [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.fecap.br/2021/03/09/artigo-a-macroeconomia-da-pandemia/">Artigo: A Macroeconomia da Pandemia</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.fecap.br">FECAP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 14pt;"><strong>Autor:</strong> <a href="https://www.linkedin.com/in/malbergariademagalhaes/">Matheus Albergaria</a> </span><span style="font-size: 14pt;">(<a href="mailto:matheus.fecap@gmail.com">matheus.fecap@gmail.com</a>), p</span><span style="font-size: 14pt;">rofessor de Economia da </span><a href="http://www.fecap.br"><span style="font-size: 14pt;">Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) </span></a></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Já faz alguns anos que venho tendo a oportunidade de ministrar cursos na área de macroeconomia. Conforme o nome sugere, a macroeconomia corresponde ao estudo de fenômenos econômicos em nível agregado, como a inflação, o desemprego, o produto interno bruto (PIB) e a taxa de câmbio, por exemplo. Pessoalmente, considero essa área de estudo fascinante e me sinto grato pela oportunidade de poder discutir temas macroeconômicos com os alunos todas as semanas, podendo aprender cada vez mais a partir dessa interação. Em mais de uma ocasião, ao longo do último ano, os alunos me perguntaram a respeito das possíveis consequências macroeconômicas da pandemia do COVID-19 para o Brasil. Questionamentos assim fazem bastante sentido no atual momento que vivemos, uma vez que os alunos &#8212; e a sociedade como um todo &#8212; percebem que a pandemia tem claras consequências econômicas de curto, médio e longo prazos. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Embora seja extremamente difícil fazer previsões precisas relacionadas a uma economia complexa como a brasileira durante o momento específico que vivemos, é possível traçar algumas tendências gerais relacionadas ao cenário macroeconômico nacional. Assim sendo, minha principal intenção neste artigo é discutir alguns dos principais impactos da pandemia do Coronavírus sobre a economia brasileira desde seu início, há cerca de um ano. Especificamente, vou tentar destacar alguns dos efeitos macroeconômicos esperados em nível teórico e, ao mesmo tempo, citar parte da evidência empírica disponível &#8212; ou seja, o comportamento de alguns dados macroeconômicos &#8212; no período. Faço isso com o intuito de tornar minha exposição mais concreta e aplicada. Desde já, fica a ressalva de que, dadas as limitações de espaço comuns a um artigo, assim como a ausência de importantes recursos didáticos &#8212; como a utilização de gráficos e diagramas em um quadro negro &#8212; há a possibilidade de que alguns dos pontos aqui mencionados não fiquem tão claros quanto eu gostaria, em princípio. Ainda assim, dada a gravidade da atual situação, acredito valer a pena a tentativa de ilustrar os potenciais efeitos macroeconômicos da pandemia.  </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Desde os primeiros relatos de contaminação pelo Coronavírus, notamos a ocorrência de claros efeitos sobre importantes variáveis econômicas em nível agregado. Um primeiro efeito mais evidente foi que a produção agregada da economia &#8212; capturada por uma medida como o PIB, por exemplo &#8212; diminuiu consideravelmente. O início e posterior desenvolvimento da pandemia no país e no mundo teve o efeito de aumentar consideravelmente os custos de produção das empresas da economia, o que corresponde a uma contração da curva de oferta agregada (OA), que reflete a quantidade total de bens e serviços ofertados pelas famílias e empresas nacionais. Uma consequência imediata desse padrão de contração foi uma redução da produção agregada. Por sua vez, essa diminuição do PIB acabou aumentando a chamada capacidade ociosa da economia. Ou seja, empresas declararam falência, máquinas foram desligadas, frotas de caminhões e carros ficaram paradas em garagens e estabelecimentos foram fechados. Mais do que isso, a pandemia gerou um tipo perverso de capacidade ociosa, correspondente à ociosidade do fator trabalho (também conhecida como desemprego). Em palavras, observamos a ocorrência de desemprego involuntário em vários setores da economia. Ou seja, há muitos trabalhadores em busca de emprego que não conseguem encontrar vagas no mercado de trabalho desde o ano passado, ainda que estejam dispostos a trabalhar. Dados recentes sugerem que, de fato, o desemprego aumentou consideravelmente no país desde o início da pandemia. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Adicionalmente, a pandemia elevou o grau de incerteza vigente entre as pessoas e empresas da sociedade. Há várias décadas, os economistas vêm destacando os potenciais efeitos adversos do aumento da incerteza na economia. Segundo alguns autores, em momentos de alta incerteza – como agora &#8212; a atividade econômica pode vir a contrair de maneira significativa. Por exemplo, uma vez que famílias e empresas não sabem o que esperar no futuro próximo, importantes decisões econômicas são postergadas ou até mesmo adiadas. Isso ocorre, uma vez que, diante de tanta incerteza, as famílias acham que pode ser melhor guardar um pouco de dinheiro para o caso de algum imprevisto, como despesas com saúde ou alimentação, por exemplo. De maneira semelhante, em um cenário de alta incerteza, as empresas da economia começam a ficar receosas de investir, postergando importantes decisões de investimento e deixando de construir novas edificações ou comprar mais máquinas. Tomadas em conjunto, essas decisões podem vir a aumentar a intensidade do padrão contracionista observado em nível agregado. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Em meio ao contexto de pandemia vivido pelo país, uma importante variável macroeconômica corresponde aos gastos do governo (G). Conforme o nome sugere, essa variável captura as compras e gastos incorridos pelas várias esferas do governo (municípios, estados e União) ao longo do tempo. Em termos teóricos, gastos desse tipo tendem a exercer um padrão expansionista sobre a economia, uma vez que podem vir a estimular os gastos de consumo das famílias e os investimentos das empresas. Desde o início da pandemia no Brasil, ganhou destaque o auxílio emergencial, correspondente a um benefício financeiro concedido pelo Governo Federal, destinado a trabalhadores informais, microempreendedores, autônomos e desempregados. No caso, o principal objetivo desse auxílio é fornecer algum tipo de proteção emergencial a essas categorias durante o período de pandemia. Dados econômicos recentes sugerem que os gastos governamentais, nos moldes do auxílio emergencial, ajudaram a evitar que a queda de produção verificada no país fosse mais pronunciada, uma vez que preservaram o padrão de consumo de algumas famílias do país. Ainda assim, há uma preocupação do governo federal com as possíveis consequências desses gastos para a dívida pública do país, que pode chegar a níveis insustentáveis no médio e longo prazos. Enquanto essa discussão permanece em aberto no momento, parece crescer o consenso entre alguns setores da sociedade de que programas de assistência financeira a uma parcela da população são necessários no momento de pandemia que vivemos, dadas as suas consequências adversas sobre a economia como um todo. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Em relação ao cenário econômico internacional, há duas possibilidades em nível teórico, em princípio. Por um lado, as exportações das empresas nacionais para outros países (X) podem vir a cair, uma vez que a renda dos países vizinhos &#8212; correspondente ao principal determinante das exportações de um país &#8212; diminuiu durante a pandemia. Adicionalmente, como a produção nacional (doméstica) também diminuiu durante a pandemia, as importações acabam diminuindo também (a renda doméstica é o principal determinante das importações do país). Por outro lado, caso ocorra uma desvalorização da taxa de câmbio, as exportações das empresas nacionais podem vir a aumentar, ao passo que as importações (M) diminuem. O saldo líquido dessas forças, que atuam em sentidos opostos, pode ser medido a partir da sua diferença, conhecida como “exportações líquidas” (NX = X &#8211; M). Olhando para os dados de comércio exterior do Brasil, notamos a ocorrência de um aumento das exportações líquidas, um fenômeno principalmente decorrente da desvalorização do Real frente às moedas de outros países, dentre outros fatores. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">O que eu quero dizer, ao citar os vários efeitos da pandemia sobre o consumo das famílias (C), investimento das empresas (I), gastos do governo (G), exportações (X) e importações (M) é que essas são algumas das variáveis que compõem aquilo que os economistas chamam de demanda agregada (DA), que representa a quantidade total de bens e serviços demandados pelas famílias e empresas que compõem a economia nacional, dado o nível agregado de preços (DA = C + I + G + X &#8211; M). Ou seja, com o início da pandemia no país, tanto a curva de demanda agregada quanto a de oferta agregada contraíram significativamente. Esses movimentos de ambas as curvas, por sua vez, exerceram um efeito contracionista sobre o nível de atividade, o que acabou gerando uma recessão na economia (ou seja, as quantidades agregadas diminuíram ao longo de dois trimestres consecutivos, pelo menos). Embora os economistas ainda estejam discutindo sobre o possível formato da contração observada (formato de “V”, “U”, “L” ou “W”), os dados sugerem que o nível de atividade do país &#8212; medido a partir do PIB ou da produção industrial &#8212; sofreu um claro padrão contracionista durante o primeiro ano da pandemia.  </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Em termos do custo de vida das famílias brasileiras &#8212; representado por medidas como o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), por exemplo &#8212; há a possibilidade teórica tanto de aumento quanto de redução do custo de vida das famílias brasileiras (a depender dos movimentos das curvas de demanda e oferta agregadas). Até o momento em que escrevo o presente artigo, os dados econômicos disponíveis sugerem um claro padrão de elevação do custo de vida no país, ocorrido a partir do aumento de preços de itens importantes ao consumo das famílias brasileiras, como alimentos, bebidas e combustíveis, por exemplo. Em termos gerais, esse resultado sugere que está ficando mais caro viver no país desde o início da pandemia. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Em suma, quais são os impactos macroeconômicos da pandemia? Em termos de quantidades produzidas, observamos um claro padrão de contração de medidas de nível de atividade, como o PIB e a produção industrial. Em termos de custo de vida, observamos um padrão médio de aumento de índices de preços, como o IPCA, com destaque para alguns itens essenciais ao consumo das famílias, como alimentos e combustíveis. Embora eu não tenha a meta ambiciosa de esgotar todas as possibilidades de análise dos impactos macroeconômicos da pandemia neste artigo, espero ter conseguido elucidar alguns dos resultados que devem vir a ocorrer hoje e no futuro próximo. Em última instância, ocorreram nítidos impactos macroeconômicos adversos decorrentes da pandemia do COVID-19. Resta saber como o governo empregará seus instrumentos de política econômica para tentar amenizar alguns dos efeitos adversos daí decorrentes. Isto, só o futuro dirá. </span></p>
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		<title>COVID-19: o olhar de um economista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vagner Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Dec 2020 14:36:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto de Finanças]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Matheus Albergaria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Artigo por Matheus Albergaria. matheus.magalhaes@fecap.br Publicado originalmente na Revista do Instituto de Finanças FECAP. Os primeiros registros da chamada &#8220;doença do Coronavirus 2019&#8221; (COVID-19) ocorreram no final do ano de 2019. Conforme o nome sugere, a COVID-19 é causada pelo Coronavírus da síndrome respiratória aguda [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Artigo por Matheus Albergaria.</strong><br />
<a href="mailto:matheus.magalhaes@fecap.br">matheus.magalhaes@fecap.br</a><br />
Publicado originalmente na <a href="https://www.fecap.br/revista-iff/">Revista do Instituto de Finanças FECAP</a>.</p>
<p>Os primeiros registros da chamada &#8220;doença do Coronavirus 2019&#8221; (COVID-19) ocorreram no final do ano de 2019. Conforme o nome sugere, a COVID-19 é causada pelo Coronavírus da síndrome respiratória aguda grave 2 (denominado SARS-CoV-2), estando geralmente associada a sintomas como febre, tosse seca e cansaço, embora outros sintomas também possam aparecer em casos mais graves da doença. Ao longo do ano, a disseminação do vírus por vários países ocorreu a uma velocidade espantosa: dados recentes, de outubro de 2020, sugerem a confirmação de mais de 39 milhões de casos, assim como um número de óbitos superior a um milhão em todo o mundo.</p>
<p>Entretanto, o olhar atento de um economista veria mais coisas neste contexto. Por exemplo, uma importante questão relacionada à pandemia do COVID-19 diz respeito a suas consequências em termos de saúde coletiva para a sociedade. De fato, poucas pessoas fora da área de economia sabem da existência de um campo de estudo chamado &#8220;economia do setor público&#8221;, no qual utilizamos a lógica econômica para estudar possíveis justificativas para a intervenção do governo na economia em situações específicas, como no caso de uma pandemia de dimensão internacional, por exemplo. Ao longo deste artigo, tentarei ilustrar possíveis maneiras de utilizarmos os ensinamentos desse campo para melhor entender algumas características da pandemia, assim como possíveis soluções a ela relacionadas. Ao fazer isto, tenho o objetivo de demonstrar ao leitor o potencial de aplicação de alguns princípios econômicos simples a uma situação prática de crescente complexidade.</p>
<p>Uma vez que a saúde coletiva pode ser vista como uma categoria especial de bens necessários a uma sociedade — os chamados &#8220;bens públicos &#8220;— passa a ser importante levarmos em conta as potenciais implicações derivadas dessa categorização. Especificamente, bens públicos apresentam duas características únicas: são (i) &#8220;não-excludentes&#8221; e (ii) &#8220;não rivais&#8221;. Ou seja, não é possível excluir ninguém de seu consumo (propriedade de não-exclusão), ao mesmo tempo em que o consumo do bem por uma pessoa não necessariamente afeta o consumo de outras pessoas na sociedade (propriedade de não-rivalidade). Exemplos de bens públicos &#8211; além da saúde pública propriamente dita &#8211; são a segurança nacional, faróis marítimos, fogos de artifício, parques públicos e praias (vale notar que todos esses exemplos são bens não-excludentes e não-rivais).</p>
<p>O principal desafio relacionado a bens públicos diz respeito ao possível surgimento de diferenças entre interesses individuais e o bem-estar coletivo. Por exemplo, no caso de questões de saúde pública, uma pessoa pode se perguntar se faz sentido cumprir um período de quarentena em casa, usar máscara em locais públicos, ou manter o distanciamento social, uma vez que suas ações podem vir a exercer impactos aparentemente insignificantes, em termos sociais. Ou seja, em situações assim, uma pessoa pode se fazer a seguinte pergunta: &#8220;será que minhas ações terão algum impacto significativo sobre o resto da sociedade&#8221;? Se a resposta a essa questão for negativa, a pessoa provavelmente terá poucos incentivos em cooperar com o bem-estar coletivo, uma vez que vê suas ações individuais como insignificantes, do ponto-de-vista social. Um problema decorrente de um raciocínio nestes moldes é que, se muitas pessoas pensarem dessa maneira, então será muito difícil para a sociedade conseguir alcançar metas de saúde pública (assim como qualquer meta que envolva a ação coletiva). Situações assim são conhecidas como &#8220;dilemas sociais&#8221;: ações que aparentemente fazem sentido do ponto de vista individual não necessariamente levam aos melhores resultados do ponto de vista da social. Este fato traz importantes implicações para a atual situação de pandemia que vivemos no Brasil e no mundo. Uma vez que a saúde coletiva pode ser vista como um bem público, passa ser necessário um alto grau de coordenação entre as ações individuais e os objetivos da sociedade. O maior desafio para um governo, em um contexto envolvendo bens públicos, é coordenar as ações individuais de modo a obter resultados que sejam satisfatórios para a sociedade como um todo.</p>
<p>Um outro aspecto importante da pandemia diz respeito à ocorrência de um fenômeno econômico conhecido como &#8221; externalidades&#8221; (ou &#8220;efeitos externos&#8221;) pelos economistas. Assim como os bens públicos, as externalidades correspondem a &#8220;falhas de mercado&#8221;, ou seja, a situações nas quais o sistema de mercado deixa de funcionar adequadamente, gerando situações ineficientes do ponto-de-vista da sociedade como um todo (em situações assim, seria possível melhorar a situação de algumas pessoas na sociedade sem necessariamente prejudicar outras pessoas). As externalidades ocorrem quando as ações de um indivíduo ou empresa acabam por ter resultados não planejados sobre outras partes. Por exemplo, uma empresa que produza aço e despeje resíduos químicos em um rio pode vir a prejudicar a saúde das famílias de pescadores que vivem da pesca no mesmo rio. No caso da pandemia, há a possibilidade de ocorrência de externalidades negativas, uma vez que algumas pessoas podem vir a contaminar outras, mesmo sem saber que estão infectadas pelo vírus (há vários relatos de casos assintomáticos do vírus). Ou seja, mesmo sem ter a menor intenção de prejudicar outras pessoas, uma pessoa contaminada pode acabar prejudicando a sociedade como um todo.</p>
<p>Um exemplo extremo de ocorrência de externalidades negativas corresponde à chamada &#8220;Tragédia dos Comuns&#8221;, uma parábola criada no século XIX para explicar as potenciais consequências adversas de situações envolvendo bens conhecidos como &#8220;recursos comuns&#8221;. Embora esses bens sejam não-excludentes como os bens públicos, eles são rivais (ou seja, o consumo do bem por um indivíduo acaba afetando a disponibilidade do mesmo para outros indivíduos). Exemplos de recursos comuns seriam terras de propriedade comum, assim como peixes no mar e algumas espécies animais (não por coincidência, essa parábola vem sendo muito utilizada na biologia). De acordo com a &#8220;tragédia&#8221;, diferenças entre interesses individuais e interesses sociais poderiam vir a levar a uma situação na qual a sociedade como um todo acaba perdendo, no final. Por exemplo, uma situação na qual todas as pessoas de uma sociedade tenham acesso a um recurso comum &#8211; como as terras comuns na Inglaterra durante uma época &#8211; traz a possibilidade de surgimento de padrões de consumo excessivo desse recurso, o que poderia fazer com que a sociedade terminasse em uma situação pior, em termos de bem-estar social (as terras comuns poderiam se tornar estéreis, no caso).</p>
<p>Mas, afinal, o que essas situações dizem para nós? Em primeiro lugar, a ocorrência de falhas de mercado nos moldes aqui descritos pode sugerir um papel mais ativo para o governo, seja em nível municipal, estadual ou federal. Uma vez que o mercado nem sempre resulta em situações eficientes do ponto de vista social, pode haver um papel para atuação do governo na economia. Por exemplo, uma maneira dos governos do mundo reduzirem os impactos da pandemia é a partir da constatação de ocorrência de externalidades entre as pessoas em um contexto de pandemia. Adicionalmente, o fato do Coronavírus apresentar um padrão de complementariedade com outras fontes de morbidade — como a obesidade, a diabetes, o câncer e problemas de coração — torna necessária a implementação de políticas públicas focadas em disseminar informações relacionadas às formas de contágio do COVID-19.</p>
<p>Outra maneira dos governos combaterem os efeitos adversos da pandemia é a partir da instauração de políticas públicas baseadas nos chamados &#8220;bens de mérito&#8221;, bens que o governo incentiva as pessoas a consumirem, supondo que elas nem sempre fazem escolhas favoráveis ao seu próprio bem-estar individual (o cinto de segurança em veículos automotores corresponde a um exemplo clássico de bens de mérito). No caso da pandemia, dois exemplos de bens desse tipo são a política de distanciamento social, assim como o uso de máscaras em locais como supermercados ou academias de ginástica. No caso, o governo tenta incentivar o consumo de bens de mérito pela população ao torná-los obrigatórios, em determinadas situações. Um governo local &#8211; como uma prefeitura &#8211; poderia cobrar multas de estabelecimentos nos quais as pessoas fossem vistas sem máscaras durante períodos de quarentena, por exemplo.</p>
<p>Uma potencial solução para a pandemia &#8211; muito divulgada pela mídia no período recente &#8211; corresponde à criação de uma vacina capaz de imunizar as pessoas em relação aos efeitos adversos do COVID-19. Embora haja mais de uma empresa envolvida no processo de criação e teste de vacinas nestes moldes, ainda não se tem notícia de uma solução definitiva até o momento em que escrevo este artigo. Ainda assim, sabemos que, do ponto de vista econômico, uma vacina eficaz no combate do vírus deve ter algumas propriedades importantes. Primeiro, a vacina deve ter as características de um bem público: ser não-excludente (nenhuma pessoa pode ser excluída de seu alcance) e não -rival (o fato de uma pessoa receber a vacina não deve impedir que outras pessoas também a recebam). Segundo, a principal vantagem de uma vacina deve-se ao fato dela estar associada a externalidades positivas. Ou seja, o fato de uma pessoa estar vacinada acaba impedindo que outras sejam contaminadas pelo vírus ao longo do tempo. Dadas essas características, a vacina deve ser provida pelo governo, uma vez que está diretamente associada a duas importantes falhas de mercado: a provisão de bens públicos e a ocorrência de externalidades.</p>
<p>As situações descritas neste artigo apontam para a importância de considerarmos diferenças entre os interesses individuais e o bem-estar coletivo. Ou seja, nem sempre o que é melhor para um indivíduo ou grupo de indivíduos será necessariamente melhor para sociedade como um todo. Uma potencial forma de aliviarmos os efeitos nocivos da pandemia é a partir da colaboração de todos na sociedade: se uma pessoa colabora — seguindo o regime de quarentena, usando máscaras em locais públicos e mantendo o distanciamento social — todos ganham com isso. Em última instância, é importante considerarmos a interação entre interesses individuais e o bem-estar coletivo em uma sociedade cada vez mais complexa e diversa, na qual ocorrem falhas de mercado. Do ponto de vista de um economista, as possíveis saídas para a pandemia não são fáceis, embora sejam possíveis, desde que cada pessoa passe a levar em consideração os possíveis impactos de suas ações sobre a sociedade como um todo.</p>
<p><strong>Sobre o autor</strong><br />
<a href="https://www.linkedin.com/in/malbergariademagalhaes/">Matheus Albergaria de Magalhães</a><br />
Bacharel em Ciências Econômicas pela Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais (FACE-UFMG), mestre em Teoria Econômica e doutor em Administração pela Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da Universidade de São Paulo (FEA-USP), com período de pós-doutorado no departamento de Economia da mesma instituição. Atualmente trabalha como professor de disciplinas de cursos de graduação e pós-graduação na Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), também atuando como revisor científico de periódicos acadêmicos nacionais e internacionais. Membro do Conselho Editorial do International Journal of Multivariate Data Analysis (IJMDA) e Editor Associado do RAUSP Management Journal, desde os anos de 2015 e 2018, respectivamente. Desenvolve pesquisas em temas de macroeconomia e economia comportamental.</p>
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		<title>Comunicado Covid-19</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vagner Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Nov 2020 21:42:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Institucional]]></category>
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		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A FECAP comunica a alunos, professores, colaboradores e comunidade a manutenção de todas as suas atividades de forma on-line.  O regresso de todo o Estado de São Paulo à fase amarela do Plano São Paulo de combate ao Coronavírus prevê regras mais rígidas para funcionamento de estabelecimentos comerciais. Contudo, não há previsão de fechamento [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 14pt;">A <a href="http://www.fecap.br">FECAP</a> comunica a alunos, professores, colaboradores e comunidade a manutenção de todas as suas atividades de forma on-line. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">O regresso de todo o Estado de São Paulo à fase amarela do Plano São Paulo de combate ao Coronavírus prevê regras mais rígidas para funcionamento de estabelecimentos comerciais. Contudo, não há previsão de fechamento de escolas para aulas presenciais com limitação de alunos por turmas e turnos. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Aos alunos, de todos os nossos níveis de ensino (Colégio, Graduação, Pós e Mestrado), informamos que as aulas continuam de forma remota, como têm acontecido desde o início da quarentena. Nossos colaboradores seguem trabalhando remotamente, como forma de prevenção. Se precisar entrar em contato conosco, envie uma <a href="https://api.whatsapp.com/send?phone=5511940185617">mensagem no WhatsApp.</a> </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Desejamos boas provas e um encerramento tranquilo das atividades letivas. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">O momento é desafiador para todos nós. Acreditamos que em breve uma vacina trará a tranquilidade que todos precisamos para o “novo normal”. Juntos vamos vencer a batalha contra o vírus e estaremos unidos, presencialmente, em nossos campus. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Faça a sua parte: use máscara sempre e fique em casa quando possível. </span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">FECAP. </span></p>
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