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	<title>Centro de Estudos em ESG | FECAP</title>
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	<description>A FECAP é uma instituição brasileira de ensino superior, sem fins lucrativos, cujo campo de estudo é gestão de negócios.</description>
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		<title>Artigo &#8211; COP-30 no Brasil e a transparência corporativa sobre créditos de carbono: um olhar sobre as Empresas do Índice ICO2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vagner Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Nov 2025 20:49:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Image by freepik Autoria: Centro de Estudos em ESG / Alexandre Garcia, Davi Ciasca, Denis Leandro, Eloisa Bicalho, Marina Martins, Regis Cesar Cunha, Tiago Slavov e Verônica Santana, docentes da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) A Conferência das Partes (COP-30) realizada no Brasil [&#8230;]</p>
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<p><a href="https://www.freepik.com/free-photo/high-angle-two-stacks-coins-grass-with-jar-plants_11764442.htm#fromView=search&amp;page=1&amp;position=0&amp;uuid=a791aea0-4fc2-488f-8ea1-cd5d4446ae28&amp;query=cr%C3%A9dito+de+carbono">Image by freepik</a></p>



<p><strong><em>Autoria:</em></strong><em> Centro de Estudos em ESG / Alexandre Garcia, Davi Ciasca, Denis Leandro, Eloisa Bicalho, Marina Martins, Regis Cesar Cunha, Tiago Slavov e Verônica Santana, docentes da <a href="http://www.fecap.br/">Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP)</a></em></p>



<p>A Conferência das Partes (COP-30) realizada no Brasil representa um marco histórico para o país e para a agenda global de enfrentamento às mudanças climáticas. Como anfitrião, o País assume uma posição estratégica na discussão sobre descarbonização, transição energética e mecanismos de mercado de carbono. Essa oportunidade coloca em evidência não apenas as políticas públicas nacionais, mas também o papel das empresas brasileiras na implementação de práticas sustentáveis e na transparência das informações relacionadas às emissões e compensações de gases de efeito estufa (GEE).</p>



<p>Nesse contexto, é relevante analisar como as companhias listadas na bolsa de valores brasileira (B3), especialmente aquelas que compõem o Índice Carbono Eficiente (ICO<sub>2</sub>), estão se posicionando frente à temática dos créditos de carbono. O ICO2 é um índice que busca incentivar a adoção de práticas de gestão de emissões por empresas de capital aberto, promovendo maior transparência e eficiência na relação entre desempenho financeiro e impacto ambiental.</p>



<p><strong>Panorama da Pesquisa: ICO<sub>2</sub> e Créditos de Carbono</strong></p>



<p>Em 2024, a carteira do ICO<sub>2</sub> era composta por 73 empresas. Essas companhias respondem a um questionário que avalia práticas relacionadas à gestão de carbono. A questão PGE10 do questionário indaga: <em>“A organização criou ou adquiriu créditos de carbono com base em projetos?”</em>. Das 73 empresas, 56 afirmaram “sim”, indicando que possuem algum tipo de envolvimento com projetos de geração ou aquisição de créditos de carbono.</p>



<p>À primeira vista, esse dado sugere um avanço significativo na incorporação de mecanismos de compensação de emissões. No entanto, uma análise mais detalhada das demonstrações financeiras dessas empresas revela uma discrepância preocupante entre o discurso e a prática contábil.</p>



<p>Ao examinar as demonstrações financeiras publicadas pelas 56 empresas que responderam afirmativamente à questão PGE10, constatou-se que 42 delas não apresentaram qualquer menção a transações com créditos de carbono. Essa ausência se verificou tanto nas contas contábeis quanto nas notas explicativas e nos relatórios da administração.</p>



<p>Das empresas restantes, 5 mencionaram transações com créditos de carbono apenas no Relatório da Administração, sem evidência nas demonstrações financeiras. Apenas 9 empresas apresentaram registros contábeis claros dessas operações: Ambipar, Auren, Natura, Irani, Orizon, 3Tentos, Raízen, Ultrapar e Vibra.</p>



<p>Esse cenário levanta questões sobre a consistência e a transparência das informações divulgadas. Embora todas as 42 empresas que não evidenciaram transações nas demonstrações financeiras tenham incluído o tema em seus relatórios de sustentabilidade, relato integrado ou relatórios ESG, a ausência de registros contábeis indica que as práticas de governança e compliance ainda não estão plenamente alinhadas com as exigências de transparência financeira.</p>



<p>Nesse contexto, a falta de evidência contábil das transações com créditos de carbono pode comprometer a credibilidade das empresas brasileiras perante investidores internacionais e organismos reguladores. A transparência não é apenas uma questão de reputação; ela impacta diretamente a capacidade de atrair capital, acessar mercados e participar de iniciativas globais de mitigação climática.</p>



<p>A discrepância identificada na pesquisa revela um desafio estrutural: a integração entre relatórios ESG e demonstrações financeiras. Embora os relatórios de sustentabilidade tenham evoluído em termos de detalhamento e abrangência, eles ainda carecem de conexão com a contabilidade tradicional. Essa lacuna dificulta a verificação independente das informações e pode abrir espaço para práticas de <em>greenwashing</em>.</p>



<p>Para que o Brasil aproveite plenamente a visibilidade proporcionada pela COP-30, será essencial que as empresas adotem padrões robustos de divulgação, alinhados às normas internacionais, como as recomendações do <em>International Sustainability Standards Board</em> (ISSB). A integração entre relatórios financeiros e não financeiros deve ser vista como um imperativo estratégico, e não apenas como uma exigência regulatória.</p>



<p>O Brasil possui vantagens competitivas para liderar o mercado global de créditos de carbono, graças à sua matriz energética limpa e ao potencial de projetos de conservação florestal e agricultura sustentável. No entanto, para consolidar essa posição, é necessário garantir a integridade e a rastreabilidade das transações.</p>



<p>A pesquisa com as empresas do ICO<sub>2</sub> indica que há interesse e movimentação no sentido de criar ou adquirir créditos de carbono, mas também evidencia que essas operações ainda não estão plenamente refletidas nos relatórios financeiros. Essa falta de integração pode limitar a capacidade do país de estabelecer um mercado confiável e atrativo para investidores internacionais.</p>



<p>A COP-30 é uma vitrine para o Brasil demonstrar liderança na agenda climática. Contudo, essa liderança não se constrói apenas com discursos; ela exige práticas concretas e transparentes. As empresas brasileiras, especialmente aquelas que compõem índices como o ICO<sub>2</sub>, têm um papel central nesse processo.</p>



<p>A pesquisa revela um paradoxo: enquanto os relatórios ESG destacam a relevância dos créditos de carbono, as demonstrações financeiras permanecem silenciosas sobre o tema. Essa desconexão precisa ser superada para que o país avance rumo a uma economia de baixo carbono com credibilidade e consistência.</p>



<p>O desafio está posto: integrar sustentabilidade e contabilidade, transformar compromissos em evidências e alinhar práticas corporativas às expectativas globais. A COP-30 não é apenas um evento; é um teste para a capacidade do Brasil de liderar pelo exemplo — e para as empresas, uma oportunidade de mostrar que estão prontas para essa nova era.</p>
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		<title>Depois da COP no Brasil, o que esperar do ESG em nosso país?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vagner Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Nov 2025 16:13:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Crédito da imagem: Imagem de jcomp no Freepik Com a realização da COP 30 no Brasil, o debate sobre sustentabilidade ganhou novo fôlego e deve provocar avanços concretos na adoção de práticas ESG (ambientais, sociais e de governança) em empresas e instituições públicas. A avaliação [&#8230;]</p>
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<p><em>Crédito da imagem: <a href="https://br.freepik.com/fotos-gratis/pessoa-idosa-que-detem-uma-planta_5598501.htm#fromView=search&amp;page=1&amp;position=5&amp;uuid=b31e0cea-560c-4f7a-bfd0-7607300e4160&amp;query=sustentabilidade?log-in=google">Imagem de jcomp no Freepik</a></em></p>



<p>Com a realização da COP 30 no Brasil, o debate sobre sustentabilidade ganhou novo fôlego e deve provocar avanços concretos na adoção de práticas ESG (ambientais, sociais e de governança) em empresas e instituições públicas. A avaliação é de Alexandre Sanches Garcia, especialista no tema e coordenador do Centro de Pesquisa em ESG da <a href="https://www.fecap.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP)</a>, que enxerga um cenário de amadurecimento e consolidação do tema no país.</p>



<p>“Quando o Brasil se torna o centro das discussões climáticas mundiais, há um efeito imediato de conscientização e um segundo, mais duradouro, que é o da transformação de práticas”, explica Garcia. “A presença de lideranças globais e de grandes empresas aqui acelera o movimento de adequação a padrões internacionais, especialmente nas áreas de transparência, governança e mensuração de impacto socioambiental.”</p>



<p>Segundo o professor, os próximos meses deverão ser marcados por um fortalecimento das políticas públicas voltadas à transição energética, à economia circular e ao combate ao desmatamento — temas que ganharam destaque durante a conferência. “O ESG no Brasil deve deixar de ser apenas um discurso corporativo e passar a ser percebido como um diferencial competitivo, uma exigência de mercado e até um instrumento de acesso a crédito e investimentos”, avalia.</p>



<p>Garcia lembra que o Brasil reúne condições únicas para se tornar uma potência em sustentabilidade. “Temos uma matriz energética predominantemente limpa, uma biodiversidade inigualável e uma sociedade civil cada vez mais engajada. O desafio agora é transformar essas vantagens em políticas e indicadores concretos de impacto positivo”, afirma.</p>



<p><strong>Quais impactos positivos devem ser sentidos?</strong></p>



<p>No pilar ambiental, Alexandre Garcia acredita que o país deve assistir a uma aceleração das políticas de descarbonização, incentivo às energias renováveis e fortalecimento das cadeias produtivas sustentáveis. “A COP 30 evidenciou o papel do Brasil como protagonista da transição energética global. A tendência é que empresas invistam mais em gestão de resíduos, uso racional de recursos e rastreabilidade de produtos, especialmente no agronegócio e na indústria”, analisa.</p>



<p>No campo social, o especialista prevê avanços na promoção da diversidade e inclusão, nas condições de trabalho e na relação entre empresas e comunidades. “As organizações vão precisar comprovar o impacto positivo de suas ações, com dados e indicadores reais. A pauta social vai além de responsabilidade corporativa — ela passa a ser vista como fator de reputação e sustentabilidade de longo prazo”, afirma o professor da FECAP.</p>



<p>Já no eixo de governança, Garcia destaca o fortalecimento da transparência, da prestação de contas e da integração entre as áreas financeira e socioambiental. “A exigência por relatórios integrados e pela adoção de padrões internacionais de sustentabilidade deve crescer. As companhias terão que alinhar estratégia, propósito e impacto, adotando práticas de compliance e governança mais robustas”, completa.</p>



<p>Para o especialista da FECAP, a realização da COP 30 no país cria também um efeito educacional importante. “As empresas precisarão de profissionais preparados para lidar com métricas ESG, com relatórios integrados e com novos parâmetros de governança. Esse movimento impacta diretamente a formação acadêmica e a qualificação profissional”.</p>



<p>“A COP 30 é um divisor de águas. Agora, o Brasil tem a oportunidade de transformar o discurso em ação, e o ESG é o caminho mais consistente para isso”, conclui o professor Alexandre Garcia.</p>



<p><strong>O especialista:</strong> Alexandre Sanches Garcia é Doutor em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas-SP, mestre em Ciências Contábeis pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, com graduação em Ciências Contábeis pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Atuou em empresas de grande porte como PriceWaterhouseCoopers, General Motors e Philip Morris. Sócio de empresa de consultoria, Pró-Reitor da Pós-Graduação e Professor dos Programas de Mestrado em Ciências Contábeis e de Administração da FECAP-Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado e Conselheiro efetivo do Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo (gestão 2020-2023). Presidente da APC-Academia Paulista de Contabilidade.</p>
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