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Entrevista Com Fábio Iorio

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30 de janeiro de 2018 | Luis Motta

Fábio Iorio é professor de finanças em cursos de graduação e pós-graduação, palestrante e planejador financeiro pessoal. Possui mestrado em administração com ênfase em finanças pela FECAP, especialização em Finanças Corporativas & Investment Banking pela FIA e agora está em fase de conclusão de mais uma pós-graduação, em Produtos Financeiros e Gestão de Riscos, também pela FIA, além de membro do Grupo de Excelência em Administração Financeira do Conselho Regional de Administração do Estado de São Paulo (CRA-SP). Confira dessa entrevista:


FECAP: Conte-nos um pouco sobre quem é Fabio Iorio e qual foi sua jornada profissional e acadêmica até chegar aqui:
Fábio:
Antes de mais nada, quero manifestar minha imensa satisfação em compartilhar com os colegas alvaristas um pouco sobre minha trajetória profissional e acadêmica até aqui.
Vamos lá.
Apesar de ser graduado em Ciências Contábeis e inclusive possuir registro no Conselho Regional de Contabilidade (CRC-SP), nunca atuei diretamente na área contábil. Minha carreira profissional sempre estive fortemente ligada à área financeira. Mais especificamente tesouraria e investimentos, onde atuei durante quinze anos com passagem em grandes empresas como DASA, Bradesco, Santher e mais recentemente Ourinvest.
Ao final de 2017, deixei minha posição no banco, onde estive nos últimos dez anos, ao promover uma transição de carreira, quando passei a me dedicar com exclusividade à área acadêmica como professor e pesquisador e também como planejador financeiro pessoal, onde auxílio famílias a conquistarem os seus sonhos e objetivos através de uma metodologia baseada na importância da educação financeira, cultura de formação de poupança e estratégias direcionadas para tais conquistas.


FECAP: Em 2012, você optou por mudar os rumos de sua carreira e se matriculou no Mestrado Profissional em Administração da FECAP (concluído em 2014). O que o motivou a realizar esse curso, porque a FECAP e como foi essa experiência?
Fábio:
Perfeito. Em meados de 2011 eu concluí minha primeira pós-graduação. Ao final deste curso eu percebi que faria todo sentido para minha carreira aprofundar os meus conhecimentos na área de finanças, dado os meus futuros objetivos de vida e profissionais, que passavam também pelo desenvolvimento de uma carreira alternativa e que tivesse sinergia com minha atividade profissional.
Dessa forma, o caminho natural foi fazer o mestrado, que ao decorrer do curso viabilizou o desafio de iniciar minha carreira acadêmica, como professor universitário ao mesmo tempo em que trabalhava no banco.
Nessa direção, a minha opção pela FECAP tiveram como fatores determinantes:

  • A tradição e o reconhecimento da instituição na formação de profissionais em finanças;
  • A qualidade e o nível de qualificação do corpo docente;
  • O formato do Mestrado Profissional em Administração que me permitiu fazer o curso, sem prejuízo da minha atividade profissional;
  • Além, do excelente nível de infra-estrutura disponibilizada aos alunos.

A experiência que tive durante os dois anos e quatro meses, que foi o período entre o início das aulas até a defesa da dissertação, foi extremamente rica, no sentido de aprofundar os meus conhecimentos, a riqueza na troca de experiências e o fortalecimento da minha rede de relacionamento junto aos colegas mestrandos e professores.


FECAP: Como a FECAP e em especial o COT (Centro de Oportunidades e Talentos) lhe apoiou neste processo de decisão e os impactos disso em sua vida pessoal/profissional?
Fábio:
Hoje, digo que o start no processo que viabilizou o projeto para minha transição de carreira, foi quando iniciei o mestrado, porque além de conseguir aprofundar os meus conhecimentos nos temas contemplados pelo programa e desenvolver um networking bastante interessante, ele foi capaz de ampliar minhas possibilidades de atuação profissional e acadêmica.
Ainda, neste sentido, também houve a significativa contribuição do COT (Centro de Oportunidades e Talentos), através do professor e amigo Marcos Minoru Nakatsugawa como fator fundamental em relação ao alinhamento de expectativas e direcionamento do meu projeto de carreira.


FECAP: Na sua visão, quais são as principais vantagens e desafios para quem quer se dedicar a uma carreira acadêmica?
Fábio:
Eu costumo dizer que a carreira acadêmica, seja como professor no ensino superior ou nível de pós-graduação, ou até mesmo como pesquisador, é capaz de trazer enorme satisfação pessoal e percepção de realização profissional, desde que ela esteja alinhada ao seu propósito e projeto de vida.
Diante disso, menciono como principais vantagens a possibilidade de transferir conhecimentos, atualização e aperfeiçoamento intelectual e técnico contínuo, ampliação de competências comportamentais e a flexibilidade de horários que também pode ser bastante interessante, entre outras.
Por outro lado, os desafios são inúmeros, pois é uma área em que se exige um elevado nível de dedicação, principalmente em relação ao aperfeiçoamento contínuo através de especializações, cursos, leituras, congressos e seminários.
Além de toda a formação técnica e teórica necessária, quem deseja se dedicar a carreira acadêmica deve desenvolver sua capacidade de comunicação e relacionamento, pois são fatores determinantes para que o acadêmico obtenha um nível de qualidade superior em sua área.


FECAP: Que dica você daria a um aluno da graduação que está para concluir seu curso em breve?
Fábio:
A principal dica é ter paixão e comprometimento por aquilo que você se propôs a fazer. O caminho não será fácil, isso é fato. Mas, quando você trabalha com um objetivo muito forte em mente e está comprometido com ele, a probabilidade de você alcança-lo é muito grande.
Somado a isso, menciono como outra característica essencial para o sucesso do futuro profissional em sua carreira é a de não se contentar em permanecer em sua zona de conforto. Para isso, é muito importante buscar novos conhecimentos, não se contentar somente com o trivial e o óbvio, mas buscar desenvolver a sua capacidade de crítica ao questionar coisas ou situações que sempre foram pensadas ou realizadas da mesma maneira.