Projeto Pedagógico

O Projeto Pedagógico do Colégio FECAP demonstra a intenção da escola e de seus profissionais de realizarem um trabalho de qualidade inovando a prática e o processo educacional.


O Projeto Pedagógico do Colégio FECAP, baseia-se nos seguintes princípios:

  • Excelência acadêmica;
  • Garantia de acesso do aluno à instituição e sua permanência, com sucesso, na escola;
  • Valorização dos profissionais da educação;
  • Qualidade do ensino oferecido;
  • Organização e integração curricular;
  • Integração escola/família/comunidade;
  • Autonomia.

“Excelência na formação de profissionais eficientes, com elevado senso de cidadania e visão socioempresarial: eis a missão da Faculdade de Ciências Econômicas de São Paulo.”

(FECAP: 100 anos, 2002 – pág.14)

Nesta mesma linha de trabalho, o Colégio FECAP fundamenta sua missão no sentido de proporcionar ao educando formação necessária ao desenvolvimento de sua potencialidade, como elemento de autorrealização, qualificação para o trabalho e a preparação para o exercício consciente da cidadania. Desta forma, o Ensino Médio atende à formação geral do educando e concorre para o exercício de profissões técnicas e para prosseguimento de estudos, vi ndo ao desenvolvimento humano nos aspectos: cognitivo, físico, social e afetivo, buscando a formação permanente do educando para que possa atuar na sociedade.

O Colégio FECAP prioriza os seguintes valores éticos: autonomia, criticidade, cidadania, tolerância, compromisso social, democracia, solidariedade, honestidade, honradez, criatividade, trabalho em equipe, empreendedorismo, convivência e cooperação.

O Colégio FECAP tem por objetivos gerais:

  • Proporcionar, ao educando, a formação necessária ao desenvolvimento de suas potencialidades como elementos de autorrealização, visando transformá-lo em cidadão crítico, atuante, observador e empreendedor, preparado e habilitado para o mercado de trabalho e o mundo em que vive.
  • Preparar o aluno para o prosseguimento de estudos em nível superior, visando não só obter sucesso nos processos seletivos e provas para ingresso, mas também, para cumprir, satisfatoriamente, com as exigências existentes nos cursos de Graduação.
  • Capacitar o aluno para a compreensão plena do mundo do trabalho, buscando não só dotá-lo do domínio de técnicas solicitadas pelo mercado de trabalho, mas também levá-lo à inserção adequada nas diferentes formas de exercício profissional e de empreendedorismo.
  • Formar o aluno por meio de valores e princípios da cidadania, objetivando fortalecer práticas voltadas para a solidariedade, o convívio social pautado pela noção de respeito às diferenças e à atuação ética não só em âmbito profissional, mas em todos os contextos da vida.
  • Proporcionar, ao educando, formação necessária ao desenvolvimento de suas potencialidades, como elemento de autorrealização, de qualificação para o trabalho e de preparação para o exercício consciente da cidadania.
  • Ministrar o Ensino com base nos seguintes princípios:
    • igualdade de condições para o acesso do aluno à instituição e a sua permanência na escola;
    • liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber;
    • pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas;
    • respeito à liberdade e apreço à tolerância;
    • valorização do profissional da educação escolar;
    • garantia do padrão de qualidade;
    • valorização da experiência extraescolar;
    • vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais.
  • Proporcionar, ao aluno, a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade.
  • Auxiliar o aluno no fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social.
  • Motivar o aluno, valorizando-o nessa nova fase do aprendizado, levando-o ao hábito regular e diário, do acompanhamento contínuo, da pesquisa e investigação.
  • Auxiliar o aluno a desenvolver o conhecimento ajustado de si mesmo e o sentimento de confiança em suas capacidades afetiva, física, cognitiva, ética, estética, de inter-relação pessoal e de inserção social, para agir com perseverança na busca de conhecimento e no exercício da cidadania.
  • Auxiliar o aluno a desenvolver seu raciocínio lógico, a curiosidade investigativa, a necessidade de progredir no conhecimento, através de ações pedagógicas adequadas ao seu nível etário e cultural.
  • Fazer com que o aluno perceba-se como parte integrante, dependente e agente transformador do ambiente, identificando seus elementos e a interação entre eles, contribuindo ativamente para a melhoria do Meio Ambiente.

“A evolução do conhecimento é tão rápida e a soma do conhecimento tão vasta, que a apreensão da realidade é complexa. A FECAP atende à comunidade, tem maturidade acadêmica e cumpre a sua função social.”

Manuel José Nunes Pinto – Superintendente Geral da Fundação FECAP, 2014

Fazer com que nossos alunos compreendam a cidadania como participação social e política, assim como o exercício de direitos e deveres políticos, civis e sociais, adotando, no dia-a-dia, atitudes de solidariedade, cooperação e repúdio às injustiças, respeitando o outro e exigindo para si o mesmo respeito, definem nossa linha de trabalho.

Portanto, pautamos nossos trabalhos atentando para os princípios éticos da autonomia, da responsabilidade, da solidariedade e do respeito ao bem comum; para os princípios políticos dos direitos e deveres de cidadania, do exercício da criticidade e do respeito à ordem democrática e para os princípios estéticos da sensibilidade, da criatividade, da ludicidade e da diversidade de manifestações artísticas e culturais. A escola, como parte da sociedade, local de formação e exercício da cidadania, deve estar comprometida com a melhoria da sociedade em geral.

Concepções Filosóficas norteadoras do Projeto Pedagógico do Colégio FECAP

1) Concepção de Homem
“O homem só pode ser homem através da educação”. Essa frase de Kant fornece-nos talvez o essencial no que toca ao educar, na medida em que adverte para o fato de que sem a educação (ou melhor: sem uma educação) o Homo sapiens não chegaria a se constituir como humano propriamente dito. Em outros termos, para que um ser humano venha a desfrutar de sua condição singularmente humana não lhe basta, em absoluto, contar com o que a natureza lhe conferiu. Ao contrário, sem uma educação a hominização não viria de forma alguma a se consumar, uma vez que a base biológica do Homo sapiens é insuficiente – muito embora seja também indispensável - é claro - para dotá-lo de sua humanidade.


2) Concepção de Sociedade
Uma das expectativas da sociedade em relação ao papel da escola é que ela contribua, efetivamente, para desenvolver os valores essenciais ao convívio humano e, ao mesmo tempo, proporcione oportunidades que permitam a inclusão de todas as crianças, adolescentes e jovens no mundo da cultura, da ciência, da arte e do trabalho.

Nosso Projeto Pedagógico, voltado para a cidadania, tem uma preocupação maior com as diversidades existentes na sociedade, uma das bases concretas em que se praticam os preceitos éticos. É a ética que norteia e exige de todos, e da escola e educadores em particular, propostas e iniciativas que visem à superação do preconceito e da discriminação. Assim sendo, buscamos contribuir para construção de uma democracia que leve a promover os princípios éticos de liberdade, dignidade, respeito mútuo, justiça e equidade, solidariedade, diálogo no cotidiano; uma democracia que leve a encontrar formas de cumprir o princípio constitucional de igualdade, o que exige sensibilidade para a questão da diversidade cultural e de ações decididas em relação aos problemas gerados pela justiça social.

1) Concepção de Educação: Visão de Futuro

Educar significa, além de apresentar informações, acompanhar e auxiliar o sujeito em seu amadurecimento. Apresentar, não quer dizer, apenas, expor informações, mas também e, principalmente, mostrar-se, revelar-se como modelo, exemplo a ser seguido/reproduzido mesmo que inconscientemente. Nesta linha, o Colégio FECAP mantém um olhar e uma prática pedagógica voltados para o futuro. Assim pode ser definida nossa política educacional. O futuro é a meta, o alvo a ser atingido, mais que qualquer outro, para nós que trabalhamos justamente com sua matéria-prima, o adolescente e o jovem, ou seja, o próprio futuro em formação.


2) Educação pautada na Ética

Em nome da modernização de métodos e estratégias educativas, diferentes teorias e políticas públicas são articuladas. Para avaliar o real impacto destas políticas, são estabelecidas metas relacionadas ao rendimento individual e/ou coletivo dos educandos, aumento no índice de aprovação, redução dos índices de evasão, etc. Percebe-se, portanto, uma avaliação direcionada a estatísticas e métodos quantitativos. Mas há valores que transcendem aos que podem ser mensurados por estatísticas e gráficos, valores estes oriundos da ÉTICA, com sua complexidade, imensuráveis por métodos quantitativos de avaliação; encontram-se e podem ser compreendidos, partindo-se de análises qualitativas do processo educativo.


3) Educação voltada para a Qualificação no Mundo do Trabalho

Tanto a Constituição Federal quanto a nova LDB situam a educação profissional na confluência dos direitos do cidadão à educação e ao trabalho. A Constituição Federal, em seu artigo 227, destaca o dever da família, da sociedade e do estado em “assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária”. O parágrafo único do artigo 39 da LDB define que o “o aluno matriculado ou egresso do ensino fundamental, médio e superior, bem como o trabalhador em geral, contará com a possibilidade de acesso à educação profissional”. (Parecer CNE nº 16/99 – CEB – de 05/10/99 – pág. 573)


4) Educação Profissional de Nível Técnico

“O mundo do trabalho está se alterando contínua e profundamente, pressupondo a superação das qualificações restritas às exigências de postos delimitados, o que determina a emergência de um novo modelo de educação profissional centrado em competências por área. As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico, portanto, estão centradas no conceito de competências por área. Do Técnico será exigida tanto uma escolaridade básica sólida, quanto uma educação profissional mais ampla e polivalente. A revolução tecnológica e o processo de reorganização do trabalho demandam uma completa revisão dos currículos, tanto da educação básica quanto da educação profissional, uma vez que são exigidos* dos trabalhadores, em doses crescentes, maior capacidade de raciocínio, autonomia intelectual, pensamento crítico, iniciativa própria e espírito empreendedor, bem como capacidade de visualização e resolução de problemas.”

(Parecer CNE nº 16/99 – CEB – de 05/10/99 – págs. 576 e 577)

Partindo desse pressuposto, o Colégio FECAP trabalha, através de seu Projeto Pedagógico, com um currículo bem diversificado e articulado entre si, proporcionando aos seus alunos uma ampla visão da área técnica escolhida, visando futuros profissionais muito bem preparados para o mundo do trabalho. O aluno do Colégio FECAP, portanto, além do conhecimento adquirido no ensino médio regular, deverá ser capaz, após os três anos de formação básica, de competir no campo profissional escolhido com muito mais desenvoltura e segurança do que qualquer outro. Esta é a nossa visão de competência e excelência de qualidade no processo educacional dos nossos alunos.


5) Educação Especial / Inclusiva

Fundamentados na Lei nº 7.853/89, no Decreto nº 3.298/99, na Lei nº 9.394/96 – Cap. V – art. 58: “Entende-se por educação especial, para os efeitos desta Lei, a modalidade de educação escolar oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação.”, além dos arts. 59 e 60 da mesma Lei, no Decreto nº 3.956/2001, na Resolução CNE/CEB nº 02/2001, Parecer CNE/CEB nº 17/2001 – Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica, Indicação CEE nº 70/2007.

Nesta linha, a concepção de educação especial / inclusiva utilizada no Colégio FECAP abrange a ideia de que o sistema escolar deve acolher e garantir a permanência do aluno na escola e, principalmente, pressupõe a determinação de que esse sistema deve mudar para responder às necessidades educacionais de todos os alunos, tendo em vista suas condições sociais, físicas e de saúde e suas possibilidades relacionais. Em tal contexto, a educação especial / inclusiva assegura aos alunos a participação com sucesso em todas as possibilidades educacionais e sociais oferecidas pelo processo de escolarização, revelando-se um importante veículo de justiça social, assim como define a Deliberação CEE nº 68/2007, art. 4ª: “O atendimento educacional de alunos com necessidades educacionais especiais deve ocorrer, preferencialmente, nas classes comuns do ensino regular.”

A Educação Especial / Inclusiva é a educação para todos, que visa reverter o percurso da exclusão, ao criar condições, estruturas e espaços para uma diversidade de educandos. Assim, a escola será inclusiva quando transformar, não apenas a rede física, mas a postura, as atitudes e a mentalidade dos educadores e da comunidade escolar, em geral, para aprender a lidar com o heterogêneo e conviver, naturalmente, com as diferenças.


6) Concepção de Escola

O Colégio FECAP entende a escola como um local onde se valoriza o “ser humano”, sua forma de agir, sentir e pensar. Portanto, a escola é um local privilegiado e muito significativo, pois trabalha com a pessoa em toda sua extensão. Partindo do pressuposto educacional de que a escola deva ser “inclusiva”, o Colégio FECAP se mantém atento às necessidades de seus alunos e às expectativas da comunidade em que se insere.

7) Concepção de Professor

Os conhecimentos, valores e competências que qualificam os educadores para desenvolver um trabalho voltado para a aprendizagem eficaz são adquiridos não apenas durante a formação inicial. Eles se constroem permanentemente na prática e na reflexão sobre essa prática, condição para o desenvolvimento de profissionais autônomos, colaborativos, capazes de agir e decidir, em conjunto, sobre os procedimentos que vão assegurar a cada aluno o direito de aprender. Por essas razões, o Colégio FECAP faz da formação continuada de seus professores seu principal foco de atuação e investimento.

8) Concepção Pedagógica

As concepções educacionais, de modo geral, envolvem três níveis: o nível da filosofia da educação que, sobre a base de uma reflexão radical, rigorosa e de conjunto sobre a problemática educativa, busca explicitar as finalidades, os valores que expressam uma visão geral de homem, mundo e sociedade, com vistas a orientar a compreensão do fenômeno educativo; o nível da teoria da educação, que procura sistematizar os conhecimentos disponíveis sobre os vários aspectos envolvidos na questão educacional que permitam compreender o lugar e o papel da educação na sociedade. Quando a teoria da educação é identificada com a pedagogia, além de compreender o lugar e o papel da educação na sociedade, a teoria da educação se empenha em sistematizar, também, os métodos, processos e procedimentos, visando a dar intencionalidade ao ato educativo de modo a garantir sua eficácia; finalmente, o terceiro nível é o da prática pedagógica, isto é, o modo como é organizado e realizado o ato educativo.

A prática pedagógica do Colégio FECAP valoriza um tipo de aula que visa ao desenvolvimento das habilidades operatórias, possibilitando a compreensão e a intervenção do indivíduo nos fenômenos sociais e culturais, e que ajude a construir conexões. O domínio das habilidades é progressivo e acumulativo e acreditamos que seja adquirido no final de cada série. Integrada a nossa prática pedagógica, articulamos o trabalho com projetos interdisciplinares, que atendem à perspectiva do conhecimento globalizado e relacional. A função dos projetos é favorecer a criação de estratégias de organização dos conhecimentos escolares.

A Importância da Interdisciplinaridade

Um trabalho fundamentado na interdisciplinaridade é um verdadeiro treino de trabalho coletivo que, em pouco tempo, demonstrará sua eficiência na aprendizagem de conteúdos significativos. Além de dar ao aluno a noção de que o conhecimento é um todo em seu conjunto, a coordenação entre as diversas áreas de estudo enseja maior motivação e enriquecimento do docente e do alunado, quando percebem que tais aproximações lhes facilitam, respectivamente, o ensino, o estudo e a aprendizagem. Sob esse aspecto, podemos ressaltar, como exemplo, que a Língua Portuguesa liga-se a todas as disciplinas e deve permeá-las, embasando o trabalho de professores e alunos.

No Colégio FECAP, é garantida a coordenação entre as disciplinas. A partir do planejamento, ou seja, depois que os professores de cada componente curricular tiverem, pelo menos, planejado em conjunto e delineado seus conteúdos, partirão para a consecução de seus objetivos.

Currículo

No Colégio FECAP, temos um currículo que promove competências e habilidades, sendo assim, tem o compromisso de articular as disciplinas e as atividades escolares com aquilo que se espera que os alunos aprendam ao longo dos anos. Logo, a atuação do professor, os conteúdos, as metodologias disciplinares e a aprendizagem requerida dos alunos são aspectos indissociáveis, compondo um sistema ou rede cujas partes têm características e funções específicas que se complementam para formar um todo, sempre maior do que elas. Maior porque nosso currículo se compromete em formar adolescentes e jovens para que se tornem adultos preparados para exercer suas responsabilidades (trabalho, família, autonomia etc.) e para atuar em uma sociedade que depende deles.

São os Projetos da Escola que visam alcançar as metas propostas. Estão presentes em todos os componentes curriculares, de modo que todas as matérias trabalham o mesmo tema sob pontos de vista diferentes, o que reforça a relevância dos projetos e sua amplitude. São eles:

  • Projeto: Superação das Dificuldades de aprendizagem
  • Projeto: Orientação profissional e empreendedorismo
  • Projeto: Grupo de apoio psicopedagógico - GAP
  • Projeto: Grupo de apoio linguistico - GAL
  • Mostra Cultural - FECART
  • Projeto Universidade
  • Projeto Técnico Interdisciplinar (PTI)
Todos os projetos pedagógicos do Colégio FECAP, estão descritos na Proposta Pedagógica da escola.

A avaliação serve de alavanca ao aluno e não como instrumento de seletividade. Para o Professor, a avaliação serve de subsídio para reflexão contínua sobre sua prática, sobre a criação de novos instrumentos de trabalho e a retomada de aspectos que devem ser revistos, ajustados ou reconhecidos como adequados para o processo de aprendizagem individual ou em grupo. Para o aluno, é o instrumento de tomada de consciência de suas conquistas, dificuldades e possibilidades para reorganização de seus investimentos na tarefa de aprender. Para a escola, possibilita a definição de prioridades e localizações de quais aspectos educacionais demandarão maior apoio.

A avaliação do rendimento escolar, nesta escola, com vistas ao prosseguimento de estudos, tem por base a avaliação do aproveitamento e apuração de assiduidade, sendo exigido um mínimo de 75% de frequência, e um aproveitamento igual ou superior à média 6 (seis). Fica claro, então, que na avaliação do aproveitamento, são utilizados, pelos professores, no decorrer de cada trimestre, dois ou mais instrumentos avaliatórios, conforme a Resolução SE – 30, de 10/05/2007 em seu Art. 1º - Parágrafoúnico – “As sínteses bimestrais e finais devem decorrer da avaliação do desempenho escolar do aluno, realizada por diferentes instrumentos de avaliação e de forma contínua e sistemática, ao longo do bimestre ou do ano letivo”, elaborados pelo professor sob a supervisão do Coordenador Pedagógico e do Diretor da Escola, “prevalecendo sempre o aspecto qualitativo sobre o quantitativo”.

Os resultados das avaliações são sistematicamente registrados no sistema de avaliações do Colégio FECAP, analisados com os alunos e seus responsáveis, sintetizados em uma única média atribuída pelo professor, sendo esta a média das notas obtidas no decorrer do trimestre, devendo, o professor, considerar sempre os avanços obtidos pelos alunos.

Ao término do ano letivo, a média final será a média das menções trimestrais, considerando sempre a PROGRESSÃO ou a REGRESSÃO dos alunos em relação às médias obtidas ao longo dos três trimestres.

O Conselho de Classe/Série/Ano deve ratificar ou retificar a média final do aluno, decidindo sobre sua classificação ou reclassificação para o prosseguimento de estudos, ao final de cada ano letivo.

Portanto, a verificação do rendimento escolar no Colégio FECAP contempla os seguintes critérios:

  • I- avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do ano sobre os finais;
  • II- possibilidade de aceleração de estudos para alunos com rendimento escolar defasado;
  • III- possibilidade de avanço nos cursos ou séries, mediante verificação do aprendizado;
    aproveitamento de estudos concluídos com êxito;
  • IV- obrigatoriedade de estudos de recuperação, de preferência paralela ao período letivo, para os casos de baixo rendimento escolar.

Em suma, a avaliação do aproveitamento é interpretada como um processo contínuo de análise dos conhecimentos, competências, habilidades e atitudes dos alunos em função dos objetivos propostos. Deve incidir sobre o desempenho do aluno as diferentes experiências de aprendizagem, independentemente de sua consideração para efeito de promoção.

O acompanhamento do rendimento escolar incluiu a análise do processo de recuperação de caráter preventivo, no decorrer das aulas (Recuperação CONTÍNUA), com propostas de atividades extraclasse de pesquisa e estudos do meio. No caso do Ensino Médio, esse acompanhamento inclui aulas de reforço no período da tarde para alunos com dificuldades de aprendizagem (Recuperação PARALELA), sendo que os pais deverão ser chamados no decorrer de cada período para auxiliar na orientação e controle educacional de seus filhos.

É adotado o sistema de notas na escala de zero a dez, graduadas de cinco em cinco décimos. No decorrer de cada período de avaliação (trimestral), devem ser utilizados, na avaliação do aproveitamento, no mínimo, trêsinstrumentos escritos de avaliação.

Nas disciplinas em regime de adaptação ou progressão parcial, os alunos não podem ultrapassar 25% de faltas em cada matéria durante o ano letivo.


Critérios para a Promoção e Retenção

A média trimestral é composta pela soma das notas das Avaliações Contínuas (avaliações parciais, registros de aula, tarefas, materiais etc) acrescidas das Provas Oficiais (P. O.) e da Avaliação Geral de Habilidades (Provão).

Para os componentes curriculares do Ensino Médio e Médio Técnico concomitantes, em cada trimestre, consta uma programação de três semanas para as avaliações oficiais divididas por áreas do conhecimento, sendo que as datas das semanas de avaliações são objeto de programação dos Coordenadores Pedagógicos e constam do Calendário Escolar.

Durante o ano letivo, o aluno terá três notas de rendimento escolar, correspondendo aos três trimestres, quando os resultados das avaliações são registrados por meio de sínteses trimestrais e finais, em cada componente curricular (Art. 83 do Regimento Escolar). Estes resultados são traduzidos em notas (de 0 a 10), graduadas de cinco em cinco décimos, identificando o rendimento dos alunos, na seguinte conformidade:

  • I – “0 a 2,5” – Insatisfatório
  • II – “3 a 5,5” – Rendimento abaixo do esperado
  • III – “6 e 6,5” – Regular
  • IV – “7 a 8,5” – Satisfatório
  • V – “9 a 10” – Plenamente Satisfatório

Ao término de cada trimestre, os resultados da avaliação do aluno referem-se ao seu progresso continuado, até esse momento do ano letivo, sintetizados nas notas acima, sendo valorizados para a sua definição:

  • I - os resultados das provas escritas;
  • II - as avaliações sobre os trabalhos escolares (Avaliações Contínuas);
  • III - os resultados de sua participação em atividades de Recuperação e Reforço
(Art. 84 do Regimento Escolar)

Os resultados da avaliação do aproveitamento devem ser sistematicamente registrados em planilha própria fornecida pelo Colégio, disponibilizada no sistema integrado, analisados com os alunos e enviados à Secretaria dentro dos prazos previstos no Calendário Escolar. (Art. 85 do Regimento Escolar)

Conforme o curso em que esteja matriculado, o aluno receberá médias de aproveitamento com as seguintes periodicidades:

  • I – trimestrais, no caso dos cursos de nível Médio e de nível Técnico concomitante a este, com média aritmética anual;
  • II – ao final de cada módulo, nos cursos que seguirem este regime de aula.
(Art. 86 do regimento Escolar)

No cálculo da média final, quando a segunda decimal for igual ou superior a 5 (cinco), a fração é arredondada para mais na casa decimal anterior e desprezada, se menor. (Art. 87 do Regimento Escolar)

O aluno que não comparecer a qualquer das avaliações, por motivo de doença devidamente comprovada ou por qualquer outro motivo justificável, pode solicitar a Avaliação Substitutiva, desde que requerida dentro do prazo a ser definido pela Coordenação e Orientação Pedagógica, ratificada pela Direção do Colégio. Em acordo com legislação vigente – Deliberação CEE nº 68/07 - é assegurado o tratamento especial de avaliação aos discentes que apresentarem necessidades especiais atestadas por subsídios médicos e psicológicos (que estabeleçam as condições especiais) documentadas e preservadas adequadamente, assim como a privacidade do discente e de sua família. (Arts. 88 e 89 do Regimento Escolar)

Para os discentes com necessidades especiais para ensino, aprendizagem e avaliação, o Colégio FECAP oferece projetos especiais, como o G.A.P. – Grupo de Apoio Psicopedagógico e o G.A.L. – Grupo de Apoio Linguístico (somente para alunos dislexos). Ambos compõem a Proposta Pedagógica do colégio, utilizando -se de procedimentos pedagógicos existentes, tais como:

  • compensação de ausência;
  • trabalhos de pesquisa;
  • avaliações especiais: escritas ou orais, sempre considerando o tempo que o discente emprega para a sua aprendizagem.
Como suporte para composição de sua média trimestral é utilizado o mesmo expresso no Artigo 83 do Regimento Escolar (Provas Oficiais + Avaliações Contínuas + Avaliação Geral de Habilidades), somado à nota obtida no projeto especial – G.A.P. e G.A.L.

Para as disciplinas regulares do currículo, as Avaliações Contínuas correspondem a 30% da nota do trimestre. As Provas Oficiais correspondem a 50% do processo e a Avaliação Geral de Habilidades é responsável por 20% da média final do trimestre.

Onde:
A. C. = 30%
P. O. = 50%
AGH = 20%

Para as disciplinas específicas dos cursos técnicos, as Avaliações Contínuas correspondem a 40% da nota do trimestre. As Provas Oficiais correspondem a 50% do processo e a Avaliação Geral de Habilidades é responsável por 10% da média final do trimestre.

Onde:
A. C. = 40%
P. O. = 50%
AGH = 10%

Processo de Avaliação Final

O período de Avaliação Final ocorre no mês de dezembro para os alunos que atingirem média igual ou superior a 3,0 (9,0 pontos) e inferior à média 6,0 (17,5 pontos).

A Avaliação Final é composta de uma Avaliação contendo o conteúdo desenvolvido durante o ano letivo nos três (3) trimestres) e Atividades Contínuas (trabalhos), sendo possível realizá-la em todas as disciplinas.

É aproveitada sua média anual para a Avaliação Final, de maneira que sua média final seja a média aritmética entre as duas e atinja a média 6,0, ou seja:

Onde:
MA = Média Anual
MA = Média Anual/td>

Na Avaliação Final, as Avaliações Contínuas compõem 10% da média e a Prova Oficial, 90%.

Quanto ao aproveitamento é considerado promovido em cada componente curricular:

  • I- Aluno que tenha obtido a média de aproveitamento igual ou superior a 6,0 (seis);
  • II- Aluno com média final de aproveitamento inferior a 6,0 (seis) e que tenha obtido melhoria de aproveitamento após estudos de Avaliação Final.

Entende-se por melhoria de aproveitamento a situação em que, somando-se a média anual com a nota de avaliação final, obtenha-se como resultado o total mínimo de 10 (dez) pontos.

Aluno que obtenha média final igual ou superior a 5,0 (cinco) e inferior a 6,0 (seis), que seja considerado apto pelo Conselho de Classe/Série/Ano, atendendo ao domínio de conteúdos, competências e conhecimentos mínimos necessários ao prosseguimento de estudos.

Aluno que obtenha média global anual igual ou inferior a 5,0 (cinco), cuja apreciação do Conselho de Classe/Série/Ano considere o Parecer CEB 17/2001, o Parecer CEB 11/2004 e Deliberação CEE- 68/2007.

Sistema de Recuperação

O Sistema de Recuperação previsto na Proposta Pedagógica do Colégio FECAP, conforme Res. SE 93, de 08/12/09, em seu Art. 2º, Incisos I, II e III visa incorporar o aluno com aproveitamento insuficiente ao grupo com rendimento médio de sua classe, uma vez diagnosticadas suas dificuldades específicas.

1) Recuperação CONTÍNUA

A Recuperação Contínua acontece no dia-a-dia da sala de aula, juntamente com o professor titular da disciplina com o objetivo de corrigir o percurso de aprendizagem do aluno que se encontra em ponto de chegada aquém do da classe da qual faz parte, e será constituída de intervenções pontuais e imediatas, em decorrência da avaliação diagnóstica e sistemática do desempenho do aluno.

2) Recuperação PARALELA

A Recuperação Paralela, destinada aos alunos que apresentam necessidade de superar dificuldades e competências básicas imprescindíveis ao prosseguimento de estudos em etapa subsequente, ocorrerá, nesta unidade escolar, através do Projeto de Recuperação e Reforço, destinado principalmente aos alunos das 1ªs séries, nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática.

As turmas serão organizadas após Avaliação Diagnóstica a ser aplicada pelos professores de Língua Portuguesa e Matemática na primeira semana de aula, podendo ainda ser utilizado o resultado da nota do aluno alcançado no Teste de Conhecimento.

As turmas são formadas com o máximo de 40 (quarenta) alunos.

3) Recuperação INTENSIVA

A Recuperação Intensiva no Colégio FECAP, acontecerá após o período reservado no Calendário Escolar para que ocorra a aplicação das provas Oficiais (P.O.), e se destinará aos alunos com nota inferior a 6,0 na Prova Oficial, em qualquer uma das disciplinas do currículo, tanto do Ensino Médio Regular como nas disciplinas do Ensino Médio de Nível Técnico.

A esta etapa da recuperação chamaremos de “Melhoria de Aproveitamento”. O aluno terá o direito de participar de uma aula como plantão de dúvidas, e na sequência fazer a Prova de Melhoria que será diferente da Prova Oficial, aplicando os conteúdos passados ao longo de todo o trimestre. Sendo a nota alcançada na Prova de Melhoria maior que a nota da Prova Oficial, esta substituirá a primeira nota.

Conclusão

Ao escrever um Projeto Pedagógico de uma escola nos deparamos com as múltiplas realidades existentes dentro do ambiente escolar, pois todo o corpo técnico/pedagógico e técnico/administrativo se envolve no levantamento de dados e na elaboração de questões que norteiam as decisões tomadas pelo grupo. No Colégio FECAP, não é diferente. Todos os setores envolvidos trazem suas contribuições, resultando num documento consistente, pronto para ser implementado.

Obs: Detalhes do Projeto Pedagógico podem ser conferidos na versão integral do texto disponível no Colégio FECAP.


Fonte de Pesquisa
PROJETO PEDAGÓGICO – COLÉGIO FECAP, 2015


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